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Livro de Tere Penhabe

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Livro de Tere Penhabe

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Da Redação

São Paulo


Lançamento em Santos
Data: 15/08/2009
Local: Realejo Livros - Shopping Miramar 1º piso
Av Mal Floriano Peixoto 44 - Gonzaga - Santos
Horário: das 19:00 às 21:00 hs

- Apresentação -

O livro "Amor em Verso e Prosa - Vol I " é composto de 120 páginas com 77 textos, entre poemas de versos livres, sonetos, sextilhas, cordel e crônica.

Os textos foram selecionados por Daniela Penhabe Pires Barbosa, filha da autora e webdesigner do site, entre os mais lidos no site, acrescidos de textos inéditos.

Aos nossos leitores e amigos, agradecemos todo o carinho que tem dispensado à poeta Tere Penhabe e às suas poesias durante esses seis anos do *site www.amoremversoeprosa.com

O Prefácio foi elaborado pelo ilustre poeta e amigo, José Antonio Jacob, após a leitura dos textos que comporiam o livro.

Agradecemos ao poeta esse trabalho primoroso que transcrevemos abaixo:

- Prefácio -

Com felicidade aceitamos a distinção da poetisa Tere Penhabe para apresentar este formidável volume de versos de sua autoria. Confessamos que tal responsabilidade nos causou orgulho e satisfação, pois que é sabido por muitos a especial admiração poética que lhe dedicamos, sendo a mesma uma autora representativa e respeitada na atual poesia brasileira.

Ao apreciarmos esta obra notável, carregada de sublimidade humanista e embebida de substância poética, incorremos na conta de nossas limitações intelectuais ante a grandeza da tarefa, que nos arremete a uma prazerosa e irrefreável impulsão de sua leitura. Para correspondermos à honra que nos foi depositada haveríamos de usar uma progressão geométrica de palavras, onde o subsecutivo de louvores se estenderia ao infinito dos termos admirativos.

Aparentemente a autora nos convence que sua obra está parenteticamente alocada no gênero lírico, pois que o espectro do “eu lírico” persegue seus versos com muita freqüência. Entretanto eis que aparecem outras virtudes poéticas, caso dos poemas, “Morrer?”, “INRI”, entre outros, com sintomas característicos da segunda geração do romantismo no Brasil.

Tere Penhabe não se preocupou em ajustar sua poesia num seqüencial de gênero literário, preferiu embaralhar suas cartas poéticas, e abri-las em leque, para oferecê-las aos leitores, feito buquê de preciosas e misteriosas flores de raríssima essência.

Desse modo a poetisa nos assinala que seu raciocínio é uma grande planície existente no outro lado da nossa realidade; um planeta de sonhos, onde ela passeia seu pensamento repassado de substância etérea. É nesse seu outro mundo, possível de coisa sobrenatural, que ela sintoniza a freqüência de suas idéias, captando o éter impercebível da quimera para transformá-lo na esplêndida realidade dos seus versos.

Ainda que lhe seja comum essa convivência com o imaginário, e que o fabuloso lhe seduza o espírito, a autora também caminha em passo esporádico no assoalho eventual de sua existência. Tanto lhe fascina a realidade da vida através da moldura da sua janela, quanto lhe encanta a alma essas figuras imateriais da sua visão abstrata.

Alguns de seus poemas, principalidade dos cordéis, quadras, redondilhas e sextilhas, os de versos octonários para baixo, se aproximam das antigas cantigas de amigos (portuguesas), porque apresentam o “eu lírico feminino”, “predomínio da musicalidade”, “amor natural e espontâneo” e “ambientação popular rural ou urbana”. Essa diversificante reunião de estilos poéticos é o principal ingrediente que dá sabor especial à obra de Tere Penhabe.

Em determinados poemas (na série de lendas) a poetisa só não coloca o pé no arcadismo porque sua lendária região não é a Grécia Antiga, nem é habitada por pastores, que se divertiam cantando para Pan e celebrando o amor e o prazer. Em suas lendas (em forma de poemas) Tere Penhabe entoa devoção ao Amor, representado pelo sentimento humano e pela natureza da vida, celebrando a Lua, a Montanha, o Mar, a Saudade, entre outras exaltações.

Nestes seus poemas sua linha filosófica se inclina ao Empirismo, embora ela tenha formação superior no magistério, eles nos induzem a acreditar que seu conhecimento e sabedoria foram adquiridos por percepções; pela origem das idéias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados. Assim como Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, e outros filósofos empiristas, a idéia poética de Tere Penhabe nos encaminha sem tropeço para o contexto empirista de John Locke, que afirmou que as pessoas desconhecem tudo, mas que através de tentativas e erros aprendem e conquistam experiência.

As forças criadoras do espírito manifestaram-se em cada verso deste livro. Suas estrofes ora se assemelham a visões oníricas, ora se tornam reais e palpáveis, tanto que nos dá impressão de intimidade, como se já tivéssemos vivido este ou aquele verso em algum momento de nossa existência.

O colorido das frases poéticas não se desbota com o uso das páginas, ao contrário disso, a cada virada de folha um suave matiz nos realça os olhos. Uma forma diferente, uma metáfora, um dialeto regional, uma nova idéia que nos leva a outra nova idéia. A esplêndida dialética do discurso poético de Tere Penhabe se apresenta em cada verso, em cada estrofe, em cada poema.

Também na difícil construção do soneto a autora apresenta a flama dos grandes mestres. “Para muitos, o soneto é inibidor, mas eu acho que é prova de fogo dos poetas” (Paulo Bomfim). Outros críticos já disseram que o soneto é a “carteira de identidade do poeta”. E Rosemonde Gérard afirmou: “A arte de fazer sonetos pode ser comparada à arte de enfiar pérolas”. Nesta arte de “enfiar pérolas” Tere Penhabe é diplomada com louvor.

Com essas poucas palavras expressamos, com sublinhada sinceridade, nosso parecer a respeito dos versos e pensamento poético de Tere Penhabe, e particularmente recomendamos sua leitura, pois que há de vir enriquecer ainda mais o meio poético brasileiro.

Por José Antonio Jacob

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