-Te Confesso... -Me Delato!
Aqui posso ser o abstrato.
Teu avesso ou teu retrato!
Pedaços
de sentimentos estilhaçados.
Fragmentos de vidas,
entre sonhos mutilados.
Aqui posso ter as mãos libertas,
tentando explanar descobertas,
tendo ou não os pés acorrentados
que me expõe sob sorrisos,
que sobrepõe...
Meus lamentos silenciados.
Aqui posso querer entender
o que se diferencia só em ver,
nas mensagens e versos
que "fazem valer!"
Na efusão que ampara
e me faz renascer.
Aqui posso estar muito além,
sentindo o ardor
de um toque aquém...
Não visualizando uma tela fria,
mas me encantando com tanta magia.
Aqui posso viver dia á dia,
Devanear em meio a fantasia
sob os acordes de um artista bailar!
Viajar numa pintura,
me deslumbrar com uma escultura!
Aqui posso levitar
se o poeta declama...
Emocionar-me com um peito em chama,
arriscar rabiscar ou ousar um poema
e mesmo sem maestria...
Tentar compor em poesia!
Aqui posso descobrir a ternura...
Feliz,
me deleitar com tamanha doçura.
Mesmo do anônimo amigo que sem imaginar
torna-me vertente
ao ler suas pérolas,
que me fazem chorar...
Aqui posso, ter,
querer estar,
viver, levitar...
Sendo só amor a transbordar!
E do abstrato,
ser teu avesso ou teu retrato.
No entanto,
Te confesso... Me delato!
Coração que eu reparto.
Curvando-me,
te enalteço e te contemplo!
És gigante
deste tempo, desta era!
Que em cada gesto ou cada ato
sem perceber "escancara"
Pois és referencial...
Preciosa Jóia Rara!
És exemplo.
Ser humano
que não se compara.
Registro 146.240 Livro 528 Folha 238
Biblioteca Nacional Ministério da Cultura
Todos os Direitos Reservados a autora©
OMB:- 6.401
*Elizabeth Misciasci
Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz.
Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France
Autorizado a copiar, divulgar e republicar, desde que não autere e mantenha os devidos créditos.
Por Elizabeth Misciasci
Perfil
Revista zaP!