Atualizado às:04 de fevereiro, 2009 03h34 GMT (01h34 Brasília)
Veteranos integrantes do grupo islâmico Hamas disseram estar dispostos a negociar um acordo de longo prazo com Israel, desde que as fronteiras de Gaza continuem abertas para o mundo. "Nós queremos fazer parte da comunidade internacional", disse o líder Ghazi Hamad à agência de notícias Associated Press.
O enviado norte-americano para o oriente Médio, George Mitchell, disse que a abertura das fronteiras da Faixa de Gaza para a entrada de mercadorias ajudaria a impedir o contrabando de armas para o movimento islâmico Hamas.
O Egito anunciou a realização no Cairo de uma conferência internacional para a reconstrução da Faixa de Gaza no dia 2 de março.
O presidente Barack Obama concedeu a George Mitchell, um mediador de grande reputação diplomática, todos os poderes necessários para reanimar o processo de paz israelense-palestino.
Atualizado às: 26 de janeiro, 2009 - 15h29 GMT (13h29 Brasília)
O grupo militante palestino Hamas ofereceu um cessar-fogo de um ano depois de Israel ter proposto uma trégua de dezoito meses, afirmou neste domingo um porta-voz do grupo, Ayman Taha.
A declaração foi feita depois de um encontro com mediadores egípcios no Cairo.
Segundo Taha, o grupo também reiterou a exigência da suspensão do bloqueio israelense em Gaza. Os israelenses, em contrapartida, querem o fim do contrabando de armas no seu território.
Israel e o Egito reforçaram um bloqueio na fronteira depois que o Hamas assumiu o controle do território à força em meados de 2007.
As autoridades de ambos os países dizem que só vão abrir os portões se o Hamas aceitar o envio de fiscais de fronteira para impedir o contrabando de armas para Gaza, de acordo com a correspondente da BBC no Cairo, Yolande Knell.
O Egito vem agindo há muito tempo como mensageiro entre Israel e os palestinos.
O chefe dos serviços de inteligência egípcio, Omar Suleyman, que mediou o último acordo de cessar-fogo de seis meses entre Israel e o Hamas, está novamente agindo como mediador na crise recente.
Segundo Knell, o papel de Suleyman é importante já que Israel se recusa a negociar diretamente com o Hamas, tido como um um grupo terrorista pelos israelenses.
24 de janeiro, 2009 - 13h00 GMT (11h00 Brasília)
Nesta semana, o novo presidente determinou o fechamento, dentro de um ano, da prisão situada na base naval americana de Guantánamo, em Cuba,
e ainda baniu o uso de técnicas duras de interrogatórios de prisioneiros acusados de terrorismo.
Com informações da BBC
Atualizado às 22 de janeiro, 2009 22h00 GMT (20h00 Brasília)
WASHINGTON (Reuters) Por Matt Spetalnick- O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou na quinta-feira a desativação da prisão militar de Guantánamo e nomeou veteranos mediadores de conflitos como enviados especiais para o Oriente Médio e o Afeganistão, suas primeiras medidas para restaurar a imagem externa do país.
Numa primeira semana cheia de atividades voltadas para reverter algumas políticas do antecessor George W. Bush, Obama estabeleceu o prazo de um ano para a desativação de Guantánamo e ainda proibiu o tratamento violento aos suspeitos de terrorismo detidos lá.
A prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba -- onde prisioneiros estão detidos há anos sem acusação formal, alguns submetidos a interrogatórios que grupos de defesa dos direitos humanos dizem ser equivalentes à tortura -- prejudicou a reputação moral dos Estados Unidos pelo mundo.
"O mundo precisa entender que a América estará impávida na defesa da sua segurança e incansável na sua busca pelos que realizam o terrorismo ou ameaçam os Estados Unidos", disse Obama após assinar ordens executivas
No entanto, salientou que deseja transmitir "um sinal inequívoco de que nossas ações em defesa da liberdade serão tão justas quanto a nossa causa".
Obama disse que pretende mandar Mitchell à região em confronto "o mais rápido possível", para conseguir uma "paz duradoura" entre Israel e seus vizinhos árabes.
O presidente dos EUA, Barack Obama confirmou nesta quinta-feira (22) a nomeação do ex-senador George Mitchell, de 75 anos, experiente negociador internacional, como enviado especial dos EUA ao Oriente Médio.
Em diversas ocasiões durante a campanha e como presidente eleito, Obama disse que o foco da luta contra o terrorismo sairia do Iraque e passaria a ser o Afeganistão.
O novo presidente afirmou que as linhas gerais para obter um cessar-fogo na região são claros: "O Hamas deve terminar seus ataques com foguete, e Israel deve completar a retirada de suas tropas de Gaza. Os Estados Unidos e nossos parceiros vão apoiar um regime de interdição e anticontrabando com credibilidade, de maneira que o Hamas não consiga se rearmar", disse Obama.
Atualizado às 19 de janeiro, 2009 18h00 GMT (16h00 Brasília)
Com saída de tropas de Israel, Hamas retoma o controle da Faixa de Gaza
Israel iniciou ainda no domingo a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza. O premiê de Israel, Ehud Olmert, disse que a retirada esta sendo feita “o mais rapidamente possível”.
Segundo Israel, os objetivos da operação militar em Gaza, de interromper os ataques com foguetes promovidos pelo Hamas contra o território israelense, foram atingidos.
Mas o porta-voz da facção militar do Hamas, Abu Ubaida, declarou vitória no conflito e disse que apenas 48 dos membros do grupo foram mortos durante a operação israelense.
Desde que Israel começou um cessar-fogo no sábado, e as milícias palestinas horas depois anunciaram o seu, as ruas da cidade estão repletas de gente que, após semanas de clausura, pôde sair finalmente para visitar seus familiares, avaliar os danos e começar a retornar à normalidade.
Equipes de resgate acharam nesta segunda os cadáveres de dez pessoas soterradas pelos escombros de edifícios destruídos durante a ofensiva israelense, segundo o chefe dos serviços de emergência do Hamas em Gaza, Moawiya Hasanein.
Equipes médicas tentam encontrar sobreviventes que possam estar sob os restos de imóveis derruídos, disse Hasanein à agência Efe.
Atualizado às: 18 de janeiro, 2009 - 14h43 GMT (12h43 Brasília)
GAZA (Reuters)
- Exaustos por dormir pouco e abalados com os incontáveis bombardeios e mortes os moradores de Gaza têm a esperança de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas neste sábado, para pelo menos conseguirem reorganizar as suas vidas.
-A gente não quer saber como, a gente quer um cessar-fogo. Queremos voltar para casa, nossas crianças precisam voltar a dormir nas suas camas,- diz Ali Hassan, 34, pai de cinco filhos, que está abrigado na casa do irmão no centro de Gaza.
-Tudo tem limite, afirma ele, que trouxe a família do norte de Gaza há duas semanas, para escapar dos bombardeios israelenses naquela região.
-Nossos ouvidos estavam a ponto de explodir com tantas bombas. Temos sorte por estarmos vivos, -lembra.
Por Nidal al-Mughrabi
TEL AVIV (Reuters)
- O Gabinete do governo israelense aprovou a proposta de cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza, informou o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. O Hamas, no entanto, afirmou que continuará a lutar.
Segundo Olmert, Israel conseguiu atingir todos os seus objetivos no conflito contra o Hamas, uma vez que o grupo palestino foi duramente atingido e sua capacidade de lançar foguetes contra o território israelense foi severamente limitada. A ofensiva israelense em Gaza durou cerca de três semanas e matou mais de 1.200 palestinos.
-As condições foram criadas e os nossos objetivos, como declarado, foram conquistados totalmente,- afirmou.
O cessar-fogo, que, segundo Olmert, foi uma resposta ao apelo do Egito, terá início no domingo. Olmert disse que as tropas israelenses permanecerão em Gaza por enquanto e o Hamas poderá ser surpreendido novamente se voltar atacar Israel.
Em Gaza, no entanto, o Hamas afirmou que o anúncio não colocará fim ao conflito. -Um cessar-fogo unilateral não significa o fim da agressão (israelense) e o fim do sítio (causado pelo fechamento das fronteiras entre Israel e Gaza). Diz. -Isso (o cerco) constitui um ato de guerra, e então isso não significa o fim da resistência, - afirmou à Reuters Fawzi Barhoum, porta-voz do grupo palestino.
Por Paul Hanna
Egito
Representantes do Hamas participaram de uma reunião no Cairo, Egito, promovida pelo presidente Hosni Mubarak, que visava conseguir um acordo bilateral.
Neste domingo o Egito sediará uma reunião, da qual devem participar o líder palestino Mahmoud Abbas, o secretário-geral da ONU e vários líderes da União Européia. O objetivo é conseguir uma trégua permanente.
Foguete
De acordo com informações de um produtor da BBC na Faixa de Gaza, minutos antes do pronunciamento de Olmert, um foguete foi disparado da Faixa de Gaza.
A imprensa israelense afirmou que o foguete do Hamas atingiu uma casa na cidade de Ashdod, mas ninguém ficou ferido.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou neste sábado que o cessar-fogo israelense precisa ser acompanhado da retirada de seus soldados da Faixa de Gaza.
Atualizado às: 17 de janeiro, 2009 - 12h55 GMT (10h55 Brasília)
Israel mantém ataques apesar de expectativa por trégua
Na íntegra da BBC
Um dos bombardeios atingiu uma escola das Nações Unidas em Beit Lahiya, no norte de Gaza, onde mais de mil pessoas estavam abrigadas. Duas crianças morreram.
Um porta-voz do ministério do Exterior israelense, Yigal Palmor, disse que militantes do grupo palestino Hamas estão usando prédios onde civis estão abrigados para lançar ataques contra Israel.
O porta-voz voz Agência de Ajuda da ONU aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), Chris Gunness, pediu uma investigação para apurar se a incursão israelense em Gaza deve ser considerada como "crime de guerra".
O representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, reagiu neste sábado à notícia de que Israel poderá declarar trégua em Gaza, dizendo que o grupo “manterá os confrontos se suas exigências não foram atendidas”.
“Ou temos o que estamos pedindo ou o resultado será a continuação do confronto”, disse ele em Beirute.
O Hamas insiste que um cessar-fogo precisa incluir a retirada das tropas israelenses de Gaza e uma suspensão imediata do bloqueio imposto por Israel ao território.
A proposta egípcia, que Israel deve analisar esta noite, obriga o Exército israelense a suspender seus ataques por dez dias, mas lhe dá o direito de permanecer em Gaza e manter as passagens fronteiriças fechadas.
Ato final
Na sexta-feira, o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev, disse que houve progresso suficiente nas conversações na capital egípcia, Cairo, para que Israel aceite um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
"A diplomacia está agora em marcha acelerada. Espero que estejamos entrando no ato final (da ofensiva)", disse Regev. "Esperamos que isso termine o mais rápido possível."
As principais exigências de Israel são o fim do lançamento de foguetes por militantes palestinos em seu território, e a criação de mecanismos que impeçam o contrabando de armas do Egito para a Faixa de Gaza. Os israelenses temem que o grupo militante palestino Hamas volte a se armar no caso de um cessar-fogo na região.
Sofrimento
A secretária de Estado americana afirmou que os Estados Unidos estão procurando "colocar um fim no sofrimento dos palestinos atingidos pelos conflitos entre o Hamas e Israel".
"Os Estados Unidos continuam profundamente preocupados com os palestinos inocentes que estão sofrendo em Gaza", disse Rice. "Um fim sustentável das hostilidades - no lugar de um que entre em colapso em poucos dias ou semanas - é crucial para acabar com este sofrimento."

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Nota e Manifestação de Nossos Embaixadores da Paz - e Poetas Del Mundo - Embaixador Luis Arias Manso e Drª Delasnieve Daspet
*Nota do Editor
Da Redação, com detalhes e Informações de Agências Internacionais, (Reuters), (Press France), (BBC), (G1), (FTP) (AFP) Fontes Jornalísticas e Poetas do Mundo
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