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Caso Sophie Zanger

Sophie Zanger Caso Sophie Zanger





Foto: Arquivo Pessoal
Por Elizabeth Misciasci - Coluna Ponto de Encontro







Abril de 2011

Um ano e dez meses passados desde o ocorrido, e, as acusadas pelas torturas que levaram á óbito a pequena Sophie Zanger, (4) ainda não foram julgadas.

Geovanna dos Santos e Lílian dos Santos, {prima de Sophie e filha de Geovanna respectivamente} continuam mantendo as negativas quanto às agressões e demais acusações relatadas pelo digníssimo representante do Ministério Público em sua denuncia. Ambas permanecem em liberdade, enquanto o processo, tramita em segredo de justiça.

07 de Dezembro de 2010

Pai de Sophie Zanger, revive tragédia em audiência

Austríaco reviu em fórum do Rio tia e prima de menina, acusadas de matá-la.

O pai lutava na Justiça brasileira havia 18 meses para recuperar a guarda de Sophie e do filho R., que haviam sido levados da Áustria pela mãe, em fevereiro de 2008, após a separação do casal.
De acordo com as informações de familiares e pessoas próximas, Maristela Santos (mãe de Sophie), sofre da doença de Huntington, que é uma desordem neurológica degenerativa. Esta doença, afeta movimentos, habilidades mentais e aspectos da personalidade.

Só nove meses após a morte de Sophie, a tia Geovana e a prima Lílian foram denunciadas pelo Ministério Público por maus-tratos e tortura. O processo ficou um ano sem juiz para julgá-lo, por conflito de competência.

Sophie e o pai Sasha Zanger Em entrevista, o pai de Sophie, Sasha Zanger relatou que quer acabar essa história, para que possa começar uma nova vida. Zanger disse que permanece muito envolvido nesse processo e que embora seja extremo o desgaste, é um dever dele, continuar na luta: - "Esses monstros estejam na prisão."

Sascha Zanger contou que passa por um período de profunda depressão e que para tentar amenizar seu drama, começou a correr. – "Como não tenho religião, correr foi a minha terapia. Corro 70 km, 80 km por semana, comecei a fazer maratonas, é a melhor terapia e mais saudável. Mas nada apaga a lembrança dolorosa da filha. Quando penso na Sophie, vejo que foi a pessoa que amava mais no mundo. Era a pessoa que me amava mais e me deixava mais feliz no mundo. Muitas vezes me pergunto por que ela precisava morrer? A Justiça não fez nada, deixou isso acontecer. Ela nunca vai sair de mim, é duro." – Pontuou.

Setembro de 2010

A prima e a tia da menina austríaca Sophie Zanger, de 4 anos, que morreu no Rio em 2009 com traumatismo craniano, serão julgadas por tortura. A informação foi confirmada em setembro de 2010 pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio.
O Ministério Público já havia denunciado as duas em março do mesmo ano.

Sophie morreu no dia 19 de junho de 2009. Segundo o MP, indícios apontam que as lesões que a menina sofreu podem ter sido provocadas pela prima e a tia da menor.
De acordo com o inquérito da polícia, a menina chegou ao Hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense, com traumatismo craniano, outras lesões na cabeça, além de estar desnutrida e desidratada.
Na época do fato, o laudo policial não foi conclusivo para afirmar se o ferimento na cabeça foi causado por espancamento ou queda, apesar da menina ter diversas marcas de maus-tratos pelo corpo. Na ocasião, a tia e a prima negaram as acusações e alegaram que a menina havia batido com a cabeça ao cair no banho, em 12 de junho. Antes de falecer, Sophie ficou internada em coma por sete dias.

Tia e prima alegaram que menina caiu durante banho.

10 de Agosto de 2010

Até o momento, não conseguimos obter informações atualizadas sobre o andamento do Processo, que analisa o Caso da pequena Sophie Zanger.

Estamos aguardando retornos e datas de Julgamentos de pautas junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e dos familiares de Sophie, portanto, assim que estiverem disponíveis, ou fatos novos, chegarem ao nosso conhecimento, estaremos efetuando as devidas atualizações.

Atualizado em Julho de 2010

Um ano depois, da morte da pequena Sophie Zanger, as duas acusadas e denunciadas pelo Ministério Público por maus-tratos e tortura, {Geovanna dos Santos e Lílian - prima de Sophie e filha de Geovanna}, que negam as agressões, estão em liberdade.

Os tramites do processo, ainda praticamente não começaram. Embora já tenha passado por dois Juízes, (um criminal e um do juizado da violência doméstica e familiar contra a mulher), ambos despacharam que: - "o caso não era de suas respectivas competências."

desembargador Cairo Ítalo David Agora cabe ao desembargador Cairo Ítalo David, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, {Foto Crédito: Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro} determinar quem julgará o fato.

Atualizado em 25 de Junho de 2009

Entrou em óbito aos 19 dias de junho de 2009, a menina Sophie Zanger, de 04 anos, após cinco dias de internação na Unidade Intensiva do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

A pequena, que deu entrada no Hospital em estado grave, foi encaminhada à unidade de terapia intensiva com vários hematomas, encontrando-se em coma porque teria sido vítima de abuso físico, o que chamou a atenção das autoridades.

Sophie, nasceu na Áustria e, sem a autorização do pai, tanto ela, quanto o irmão de doze anos, também Austríaco, teriam sido trazidos para o Brasil, há dois anos pela mãe, Maristela dos Santos.

Desde a chegada ao Brasil e até fixarem moradia, Maristela, teria ficado com os filhos, em vários lugares apenas de passagem quando então, a convite da irmã Geovanna dos Santos, passaram a morar na casa da tia, de onde a mãe desapareceu desde março de 2009.

De acordo com os familiares, Maristela, tem problemas psicológicos, e só depois de quatro meses sem dar notícias, ou informar seu paradeiro, compareceu a delegacia prestando assim depoimento aos policiais do 36º DP Santa Cruz, que investigam o caso. Na polícia, ela, informou que havia sido expulsa da casa da irmã e que Geovanna por ter conseguido a guarda de seus filhos, havia lhe proibido inclusive de visitá-los.

O delegado que cuida do caso, disse que Maristela dos Santos, relatou que sua irmã Geovanna dos Santos costumava agredir seu filho mais velho de 12 anos, e que ela havia fugido do ex-marido e empresário austríaco Sasha Zanger, por sofrer agressões físicas por parte dele, e também por temer abusos do pai, ao filho.

“- Maristela contou que ela e o filho chegaram a serem agredidos algumas vezes pelo ex-marido, e que ele também quis abusar sexualmente do menino” disse o delegado.

Em declaração a imprensa, o empresário austríaco Sasha Zanger, negou todas as acusações da ex-mulher, dizendo que se trata de uma pessoa com problemas de saúde mental, e que, depois da separação, há dois anos, instalou Maristela e os filhos num apartamento de 100 metros quadrados na Áustria, pagando pensão mensal de 1440 euros. Demonstrando indignação, Sasha disse ainda:
- “Ela sequestrou meus filhos, não posso entender porque minha ex mulher está falando sobre agressões e abuso sexual. Isso nunca aconteceu. Tanto que tenho a guarda exclusiva das crianças. Ela é doente, é verdade, mas também é culpada pela morte da minha filha”, pontuou.

Na justiça, tramita um processo, onde o pai requer a guarda definitiva dos menores, ele teria impetrado seis vezes pedido pela guarda das crianças, mas a tia, alegava que o mesmo, abusava do filho de dozes anos e o processo se arrastava. Agora, o pai informou que pedira ajuda do Ministério da Justiça Brasileira, para voltar com o filho e enterrar Sophie na Áustria.

O cônsul da Áustria, Peter Wass, que esteve no 36ª DP para acompanhar o depoimento do empresário austríaco Sasha Zanger, criticou a demora no processo brasileiro que devolve a guarda das crianças ao pai. Peter Wass destacou sua surpresa em relação ao fato do pai austríaco, não ter conseguido a guarda dos filhos austríacos, depois que a mãe ficou desaparecida por três meses.

Em coletiva, o delegado Aguinaldo Ribeiro, disse que ira colher minuciosamente todas os detalhes referentes ao caso, a fim de concluir de forma abrangente e completa, as investigações. Não podendo assim, manifestar-se ainda, se tratava-se de um caso de maus tratos ou homicídio, pois dependia do resultado do laudo cadavérico da menina, do boletim do Hospital Adão Pereira Nunes e da efetivação de alguns depoimentos para decidir definitivamente os autos.

Geovanna e sua filha Lílian, de 21 anos, eram as principais suspeitas da morte da menina Sophie Zanger. Conforme a declaração do irmão de Sophie, Lílian, prima das crianças e filha de Geovanna, teria orientado o menor a dizer que estava dando banho na irmã, quando ela caiu e bateu a cabeça.

Depoimentos da Tia e da prima de Sophie

Aos 23 de junho de 2009, Geovanna e Lílian prestaram depoimentos á policia, e negaram todas as acusações.
No entanto, aos vinte e cinco de junho de 2009, após serem ouvidas pelo delegado que preside o inquérito, o mesmo informou, que tanto Geovanna como Lílian, deverão ser indiciadas por torturas e maus tratos praticados contra a austríaca Sophie.

Laudo Cadavérico

O laudo cadavérico da menina aponta marcas e manchas provocadas em datas alternadas, como uma cicatriz cirúrgica antiga na cabeça. Sophie, tinha marcas nos ombros pernas, coxas e glúteos, segundo informou o delegado Dr. Aguinaldo Ribeiro.

Lesões e depoimento do Médico Legista

No depoimento em 26/06/2009 do pediatra e médico legista Marcelo Godoy, ele contou que, como o hospital, não tem neurocirurgia, não examinou a menina detalhadamente. Mas que ficou tão impressionado com as lesões que Sophie apresentava pelo corpo que, enquanto aguardava a transferência da paciente para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, tirou algumas fotos.

-“Como ela estava com a cabeça enfaixada, não tive como ver o ferimento. Ela estava num estado de coma muito delicado. A tomografia mostrou um sangramento muito grande no lado da cabeça. Mas o que mais chamava a atenção era a quantidade de equimoses (manchas), típicas de ações contundentes, o que não deixa dúvidas de que essas criança era vítima de maus tratos constantes. Ela também tinha marcas de cicatrização de escoriações pelos braços que datam de aproximadamente três semanas”, disse Godoy.

O depoimento do Médico, foi fundamental para o delegado Aguinaldo Ribeiro, ter convicção de que a pequena Sophie Zanger, foi de fato, vítima de tortura.

Comunidade do orkut
Comunidade do orkut Sophie Zanger

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