Em nome da Redação
O Poeta Português e Nosso Colunista Jorge Humberto.
O escritor, Poeta Portugues e nosso Colunista Jorge Humberto, retorna para a alegria de toda a nossa equipe e de seus fiéis leitores, com a Coluna Horizontes & Paralelos.
Embora, possua talentoso e brilhante poeta, segmentado por composições poéticas diversas de extremo bom gosto e cultura ao transcrevê-las ao público, sendo estas muito apreciadas, a sua nova coluna, esta voltada á muitas matérias referentes a reflexão, de cariz social, mas de amor também , com pensamentos, e somatória final (incluindo poemas) de tudo um pouco, porque "este tudo" é, foi e sempre será da melhor qualidade!
Seria eu, até suspeitíssima ao fazer menção á Jorge Humberto, pois mesmo cada qual de um lado do oceano, há muito, somos grandes, honestos, sinceros e verdadeiros amigos.
Mais apreciem "A Força do Povo Tudo Vence" e minha menção, reafirmara a explícita dose de emoção que com supremacia, ele proporciona, conseguindo nos tocar!
E para reinaugurar este espaço que há muito lhe pertence, publicaremos um pouco mais de Jorge Humberto, pois quem já o conhece, sabe que seus trabalhos são sucessos certeiros e para quem ainda não se deleitou sobre as "letras" de nosso Poeta Portugues, fica aqui, sua primeira apresentação neste novo editorial, que é imperdível!
Por Elizabeth Misciasci
A FORÇA DO POVO TUDO VENCE
Por Jorge Humberto
Minha palavra aqui dita, não é minha palavra,
mas a de milhões, que é de todo este povo.
E será com ela, que na terra o arado lavra,
a fartura que, a todos, trará o mundo novo.
Sim! porque o povo há-de reivindicar seus direitos,
que são seus por decreto registrado.
Mas para que tal grandeza atinja seus efeitos,
é necessário, que o povo seja, seu próprio magistrado.
Todos estamos fartos de retóricas e de políticos desonestos,
prometendo-nos uma vida melhor, nas eleições.
Quando na cadeira, de que valem os protestos,
se vivemos num mundo corrupto, onde singram ladrões?
Este é o pensar do povo, resignado ao seu pobre estatuto,
não crendo na força da voz, conjunta e inviolável.
Como cavaleiro numa peleja, apercebo-me e escuto,
que quando o povo não quebra, torna-se inquestionável.
A luta tem de ser de todos, sem excepção
nem dúvidas; que os inquisidores escondem-se nas esquinas.
Que o meu apelo chegue a cada um e alto erga o pendão,
e que os trabalhadores saiam à rua, vindo do fundo das minas.
Serralheiros, vidreiros, lavradores e ferreiros,
cada qual trazendo nas mãos, suas inseparáveis ferramentas,
hão-de mostrar, com toda a firmeza, a esses caloteiros,
que são fortes o bastante, para enfrentar a mais dura das tormentas.
Nada nos derrubará! Nem há dinheiro, que nos iluda!
somos feitos de carne, de músculos e de terra.
E quando chegar o dia, de descermos à sepultura,
seremos lembrados, com tudo de bom, que em nós encerra.
Direitos Reservados - Jorge Humberto
Texto originalmente escrito em 27/06/08 Publicado em 17/02/2009.