As origens da literatura de cordel estão
na Europa Medieval.Tem suas bases na França(Provença),
do século XI e posteriormente na
Espanha, Portugal, Itália, Alemanha,
Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil
Colônia com os navegadores portugueses,
depois incorporou a poética nativa
do índio, a criatividade e o ritmo
da poesia do negro, dos vaqueiros e tropeiros(o
aboio).Tornou-se um ritmo sertanejo-tropical,
integrando-se a outros ritmos como o baião,
o xote, o xaxado e o forró. Ganhou
uma característica especial com
o advento da xilogravura, na ilustração
das capas de milhares de folhetos. Alguns
xilogravurisatas se destacaram: J. Borges,
Dila, Samico, entre outros.
Polêmica e complexidade dos ciclos
temáticos.
Os principais temas e ciclos do cordel
abordam assuntos diversos(síntese
de classificaçãoes):
abcs; pelejas, cantorias e desafios; religiosidade;
costumes; romances; história(estórias);
circunstância(s), heroísmo(façanhas,
grandes feitos); cavalaria(vaqueiros,
bois, cavaleiros,tropeiros); valores,
moral e ética; atualidades; fatos
e acontecidos; sociais e noticiosos, propaganda;
louvações; conselhos e exemplos;
fantasias(fantástico, maravilhoso);
profecias, apocalipse e fim do mundo;
biografias e personalidades; poder, estado
e governo; política e corrupção;
intempéries e fenômenos da
natureza (secas, inundações,
maremotos, terremotos, furacões,
tempestades); crimes; coronelismo; cangaço;
valentia e bravura; banditismo e jagunçagem(Lampião,
Maria Bonita, Antônio Silvino, Corisco
e Dadá, Sinhô Pereira, Jesuíno
Brilhante, Quelé do Pajeú,
Lucas de Feira, Volta Grande, Horácio
de Matos); Padre Cícero(Coronel
e "Santo" do Juazeiro); Frei
Damião; Getúlio Vargas(Estado
Novo, conquistas trabalhistas);Antônio
Conselheiro(Canudos); Coluna Prestes e
Revoltosos; Juscelino Kubitschek(construção
de Brasília); Lula; papas e santidades;
televisão e cinema; artistas e
personalidades; ciência e tecnologia;
Internet; crítica e sátira;
espertezas; humor; obscenidade, putaria
e sacanagem(pornocordel); assombração;
terrorismo(atentados) e guerras(guerrilhas);
modernidade e contemporaneidade; entre
outros menos conhecidos e ainda não
catalogados etc.
Classificação
temática do cordel, por Ariano
Suassuna:
Erudito:
1)
"Ciclo heróico, trágico
e épico;
2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso;
3) Ciclo religioso e de moralidades;
4) Ciclo cômico, satírico
e picaresco;
5) Ciclo histórico e circunstancial;
6) Ciclo de amor e de fidelidade;
7) Ciclo erótico e obsceno;
8) Ciclo político e social;
9) Ciclo de pelejas e desafios."
Popular:
1)
Romances de Amor;
2) Romances de Safadeza e Putaria;
3) Romances Cangaceiros e Cavalarianos;
4) Romances de Exemplo;
5) Romances de Espertezas, Estradeirices
e Quengadas;
6) Romances Jornaleiros;
7) Romances da Profecia e Assombração.
Os
cinco temas mais freqüentes na classificação
popular da literatura de cordel são
so seguintes: romance, desafio, valentia,
encantamento e gracejo. Ariano Suassuna
classifica sinteticamente a literatura
de cordel nos seguintes ciclos temáticos:
histórico, heróico, moral/religioso,
satírico e maravilhoso, entre outras
variações.
Gilmar
de Carvalho, pesquisador do cordel e professor
da Universidade Federal do Ceará
opina sobre os ciclos temáticos
da literatura de cordel.
Segundo ele: "a divisão em
ciclos não é a forma mais
adequada para se encaixar esta fértil
produção cultural - além
de reducionista, a classificação
empobrece a compreensão real do
cordel. Para efeito didático, no
entanto, é possível apontar
alguns dos temas presentes com maior intensidade
nos livretos, bem como os mais representativos
para o Estado: a religiosidade, o cangaço
e a seca, por exemplo, além de
personalidades recorrentes como Padre
Cícero e Antônio Conselheiro".
"São temas que refletem a
nossa realidade, contaminados pela nossa
visão de mundo", explica o
pesquisador.
Classificação
de Liêdo Maranhão
:
I
- Folhetos :
1)
de conselhos
2) de eras
3) de santidade
4) de corrupção
5) de cachorrada ou descaração
6) de profecias
7) de gracejo
8) de acontecimentos
9) de carestia
10) de exemplos
11) de fenômenos
12) de discussão
13) de pelejas
14) de bravuras ou valentia
15) de ABC
16) de Pe. Cícero
17) de Frei Damião
18) de Lampião
19) de Antônio Silvino
20) de Getúlio
21) de política
22) de safadeza e putaria
23) de propaganda
II - Romances:
1)
de Amor
2) de Sofrimento
3) de Luta
4) de Príncipes, Fadas e Reinos
Encantados
Análise do professor Eduardo Ditahy
Sobre a temática do cordel o professor
Eduardo Diatahy, da Universidade Fedral
do Ceará, foi enfático:
"A quase unanimidade dos que se debruçaram
sobre a Literatura de Cordel - ou «Literatura
Oral», como querem Câmara
Cascudo e outros folcloristas nas pegadas
do estudioso francês Paul Sébillot
- propôs uma classificação
por temas do material que compõe
esse gênero de produção
da cultura popular nordestina. Ditahy
explicita que "uma das raras exceções
nesse domínio foi a de Mário
de Andrade que, em seu curto ensaio «O
Romanceiro de Lampeão», limitou-se
a constatar, nisso porém simplificando
demasiadamente as coisas: "O cantador
nordestino tem duas formas principais
de poesia cantada:
o Desafio e o Romance." Complementa
o mestre cearense Eduardo Ditahy: "nesse
terreno, tudo se passa como se, à
primeira vista, o estudioso quisesse demonstrar
a sua competência rejeitando as
tipologias dos demais e construindo a
sua própria classificação
mediante alguns arranjos e acréscimos.
Ditahy conclui citando vários pesquisadores:
"assim, vamos encontrar classificadores
em Leonardo Mota, Câmara Cascudo,
Manuel Diégues Jr., Alceu Maynard,
M. Cavalcânti Proença, Orígenes
Lessa, Roberto C. Benjamin, Carlos Alberto
Azevedo, Hernâni Donato, Raymond
Cantel, etc. E ainda posso destacar dois
outros casos curiosos. Um, o de Liedo
Maranhão de Souza , que tomou a
sábia decisão de dar a palavra,
na matéria, aos poetas e agentes
da Literatura de Cordel, produzindo algo
que tem o mérito de apresentar
a linguagem e a visão do povo,
mas que é pouco útil como
instrumento de análise por sua
extensão e inconsistência
lógica (e, talvez, eu dissesse
melhor: por sua redundância)",
arremata Ditahy emn sua análise
sobre os ciclos do cordel.
Mitologia
e Trovadorismo...
A Literatura de Cordel, mais que centenária
no Brasil(ultrapassou cem mil títulos
publicados, segundo Joseph Luyten), tem
suas origens ocidentais e pré-medievais,no
universo poético de Provença,
França, com os trovadores albigens
(com destaque para Arnaud Daniel, Bertran
de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud
Daurenga).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Proven%C3%A7al
Entre os trovadores portugueses, precursores
da Literatura de Cordel e do Repente,
vêm-me à memória Martim
Soares e Paio Soares de Taiverós,
além dos célebres reis-trovadores
Dom Diniz e Dom Duarte.
As
influências sobre o cordel e a poesia
popular contemporânea são
multidiversas: desde a poesia mesopotâmica
árabe-fenício-semítica,
mediterrânea, hindu e persa, à
poética egípcio - caldaica
– hebréia – greco -
latina e afro - indígena...
Não se pode esquecer a influência
bíblica(Salmos de Davi, Provérbios
de Salomão, Cântico dos Cânticos,
Apocalipse), do Lunário Perpétuo,
enciclopédias, dicionários,
almanaques, dos grandes livros religiosos
e belos cânticos de todos os tempos,
presentes nas diversas civilizações
ao longo do processo histórico.
Os
chineses e indianos devem ter tido significativa
influência nas origens e desenvolvimento
da poesia popular, por sua antigüidade
e por tantos escritos primordiais como
os Vedas, Gita, Upanishads, Mahabarata,
Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão
– Te - King, via Confúcio,
Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros
sábios do velho e mágico
Oriente, tão incompreendido pela
cultura ocidental.
A
Poesia de Cordel demonstra a sua força
e pujança na expressão ibero-lusitana
- afro - brasilíndia e galego -
castelã...Sem esquecer da verve
provençal e italiana(latina). Os
romanos com suas epopéias fecundaram
a semente da poesia ocidental, herdada
dos gregos, etruscos, celtas, gauleses,
bretões, normandos, nórdicos
e dos povos bárbaros da antiga
Europa, Ásia e África.
Foi
nesse espaço mitológico
que surgiu a poética mágica
de Dante e a verve inventiva do mestre
Leonardo da Vinci e dos grandes artistas
italianos. Entretanto, foi na Espanha
de Quevedo e Cervantes(Quixote) e em Portugal
de Pessoa, Camões e Gil Vicente,
que o cordel ganhou feição
popular e postura lítero-poética.
É
na poesia cavalheiresca e trovadoresca
que o cordel se inspira e alimenta-se
de forma histórica, principalmente
a partir dos Doze Pares da França(que
retrata os tempos do Imperador Carlos
Magno), das gestas e epopéias,
dos bardos, apodos, Templários,
da Távola Redonda do Rei Arthur,
de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros
e cruzadas e da obra monumental de Camões
e Cervantes, ambos influenciados por Dante
Alighieri e por toda a tradição
popular da oralidade greco-latina-ibero-lusitana.
Os
trovadores foram os principais precursores
e alicerces para a futura Literatura de
Cordel nos países de língua
portuguesa, principalmente no Nordeste
do Brasil, a partir de Salvador-Bahia,
dos portos marítimos e do Rio São
Francisco, até chegar em Campina
Grande, Caruaru e Juazeiro do Norte, onde
criou raízes e imortalizou-se na
verve dos poetas cordelistas e cantadores
repentistas.
Não
se pode esquecer o papel do boi(ciclo
do gado), dos bandeirantes, dos jesuítas
José de Anchieta e Manoel da Nóbrega,
do negro(batuque, orixás, terreiros,
candomblé), dos índios,
caboclos, mamelucos, cafusos, mulatos,
garimpeiros, aventureiros, lavradores,
vaqueiros e tropeiros: disseminadores
de costumes, falas e dialetos pelo vasto
Sertão, da poesia regional e universal.Os
poetas cantam a sua aldeia e desencantam
os uni.versos.
A
Literatura de Cordel foi enriquecida pela
criatividade e maestria de Gil Vicente,
Camões, Rabelais, Gregório
de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves
Dias, Cervantes, José de Alencar,
Tobias Barreto, Catulo da Paixão
Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira,
além da contribuição
incomensurável dos trovadores provençais
e do romanceiro medieval.
Pesquisa, influências e confluências...
O cordel ganhou o mundo por meio do estudo,
pesquisa e divulgação de
mestres, leitores, amantes e pesquisadores
da cultura popular, nomes como: Luís
da Câmara Cascudo, Leonardo Mota,
Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna,
Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso,
Átila de Almeida, José Alves
Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Rogaciano
Leite, Jorge Amado, Glauber Rocha(pai
do Cinema Novo), João Cabral de
Melo Neto(Morte e Vida Severina), Rachel
de Queiroz(O Quinze), José Américo
de Almeida(A Bagaceira), José Lins
do Rego(Fogo Morto), Graciliano Ramos(Vidas
Secas), Mário de Andrade(Macunaíma),
Sebastião Nunes Batista, Veríssimo
de Melo, Sílvio Romero, Tobias
Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard,
Cavalcanti Proença, Roberto Benjamin,
Carlos Alberto Azevedo, Hernâni
Donato, Liêdo Maranhão de
Souza, Téo Azevedo, Orígenes
Lessa, Mário Lago, Américo
Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira,
Sebastião Vila Nova, Ruth Brito
Lemos, Gilmar de Carvalho,
Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran,
Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire,
Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz,
Ronald Daus,Silvano Peloso, Zé
Ramalho, Soares Feitosa(Jornal de Poesia),Ribamar
Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira,Fausto
Neto,Teófilo Braga, J. de Figueiredo
Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca
Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto
Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima
Coutinho, Rodrigo Apolinário( Cordel
Campina), Maria Edileuza Borges, Alda
Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika
Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça,
Mª José F. Londres, Patrícia
Araújo, Doralice Alves de Queiroz,
Esmeralda Batista, Viviane de Melo Resende,
Márcia Abreu, Assis Ângelo,
A.M Galvão, V.M Resende,Shirlley
Guerra, Maria Julita Nunes e tantos outros
destaques do mundo culturaliterário.
Renomados
criadores das artes e da literatura brasileira
foram influenciados pelo cordel. Saliento
os principais que me recordo: Ariano Suassuna,
Mário de Andrade, Oswald de Andrade,
Jorge Amado, Graciliano Ramos, José
Américo de Almeida, Rachel de Queiroz,
Guimarães Rosa, João Cabral
de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes,
João Ubaldo Ribeiro, Orígenes
Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond
de Andrade, Paulo Freire, José
Nêumane Pinto e tantos outros criadores
significativos.
Na música, além de Villa-Lobos,
a presença do cordel é marcante
em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho,
Raul Seixas, Antônio Nóbrega,
Quinteto Violado, Alceu Valença,
Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner,
Elba Ramalho, Belchior, Caçulinha,
Mário Zan, Zeca Baleiro, Lenine,
Chico Science, Chico César, Amelhinha,
Juraíldes da Luz, Chico Buarque,
Geraldo Vandré, João do
Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner,
Tom Zé, Dominguinhos, Oswaldinho,
Clodo, Climério e Clésio(Os
Irmãos Ferreira do São Piauí
e de Brasília), Sivuca, Zé
Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal,
Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa,Ary Barroso,
Vital Farias, Genival Lacerda,Diana Pequeno,
Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel
do Fogo Encantado,Castanha e Caju, Cegas
de Campina Grande, Jorge Antunes, Anand
Rao, Argemiro Neto, Genésio Tocantins,
Paulinho Pedra Azul, Beirão, Waldonys,
Robertinho do Acordeon,Zé Calixto,
Arlindo dos Oito Baixos, Gérson
Filho, Pedro Sertanejo, Furinchu, Chiquinho
do Acordeon, Torquato Neto, Capinan, Pessoal
do Ceará, Gilberto Gil, Jorge Mautner,
Maria Betânia, Vinícius de
Moraes, Milton Nascimento, João
Gilberto e Caetano Veloso. Só para
lembrar alguns nomes expressivos. A lista
é quilométrica.
Mitos e precursores
Convém ressaltar figuras de destaque,
mistura de cordelistas e cantadores como
o lendário "Zé Limeira",
fabuloso e fantástico Poeta do
Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível
mestre Patativa do Assaré, da Triste
Partida e tantas chegadas... Há
ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro
cantador que se conhece), Nicandro Nunes
da Costa, Silvino Pirauá, Germano
da Lagoa, Romano da Mãe D´Água,
Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé
da Luz, Fabião das Queimadas, Zé
de Duquinha, Caraíba de Irecê,
Otacílio e Lourival Batista, Ivanido
Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira,
Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas,
Azulão, Franklin Machado Nordestino
e Cuíca de Santo Amaro. São
símbolos que me vem de repente
à memória.
Não
posso esquecer de figuras mí(s)ticas
do universo sertânico do cordel:
Lampião, Maria Bonita, Corisco,
Antônio Silvino, Jesuíno
Brilhante, Quelé do Pajeú,
Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio
das Mortes, os dragões da maldade,
os santos guerreiros, beatos, jagunços,
coronéis, cabras da peste, personagens
glauberianos e cinematográficos...
Presença no Brasil: do sertão
às grandes cidades
No Brasil, o cordel ganhou estatura poética
na Região Nordeste do Brasil, pelas
bandas do Polígono das Secas, Vale
do São Francisco, Sertão
do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú,
Serra de Santana, Serra da Laranjeira,
a mítica Serra do Teixeira(Olimpo
da Poesia), Campina Grande(Capital do
Cordel), João Pessoa,Vales do Jaguaribe,Parnaíba,
Gurguéia; Chapada Diamantina, Chapada
do Apodi,Serra da Borborema, Chapada do
Corisco, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato,
Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda,
Fortaleza, Salvador, Serra Talhada, Quixadá,
Qixeramobim, Cabrobó, São
José do Egito, Patos, Piancó,
Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos,
Imperatriz, Pedreiras, Catolé do
Rocha, Monteiro, Sumé, Serra Branca,
Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó,
Aracati,Paulo Afonso, Feira de Santana,
Juazeiro, Petrolina, Teixeira,Irecê/Jacobina,
Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus
da Lapa, Senhor do Bonfim,Uauá,
Chorrochó, Maceió, Natal,
São Luís, Cachoeira dos
Índios, Terezina, Parnaíba,
Belém, Ilhéus, Itabuna,
Canindé, Arapiraca, Palmeira dos
Índios, Ingazeira, Quebrângulo,
Santarém, Ipirá, Irará,
Canudos, Monte Santo, Sertânia,
Jequié, Vitória da Conquista,
Ibititá, Canarana, Lapão,
Recife dos Cardosos, Pirapora, Anápolis,
Montes Claros, Rio, São Paulo,Campinas,Diadema,Brasília
/Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela
vastidão das metrópoles,
dos campos, fazendas, roças, lugarejos,
povoados, arraiais, arrabaldes, vilas,
vielas, pés de serra e cidadelas
da caatinga e do agreste.
Francisco
Chagas Batista publicou um folheto, no
ano de 1902, em Campina Grande, que está
catalogado na Casa de Rui Barbosa - no
Rio de Janeiro. É registrado como
o primeiro folheto de cordel brasileiro
publicado. Muito outros anteriores, se
perderam na poeira do tempo.
Por
muitos desses caminhos andaram e foram
lidos poemas dos vates - poetas fenomenais:
O condoreiro Antônio Frederico de
Castro Alves (uma espécie de precursor
do cordel erudito e do improviso), Silvino
Pirauá de Lima( o introdutor do
folheto de cordel no Brasil, segundo Luís
da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes
da Costa(um dos pais da poesia popular
no Nordeste), Leandro Gomes de Barros(um
dos principais cordelistas de todos os
tempos, pioneiro-mor, publicou centenas
de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro
cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro
Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano
de Mãe D´Água, Manoel
Caetano, João Benedito, Manoel
Cabeleira, Diniz Vitorino, José
Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem
Fim, Manuel Vieira do Paraíso,
Romano Elias da Paz, Manoel Tomás
de Assis, José Adão Filho,
Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém,
Antônio Apolinário de Souza,
Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho
Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel
Camilo dos Santos, Minelvino Francisco
da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito
Sebastião da Silva, João
Melquíades Ferreira da Silva, José
Camelo de Rezende, Joaquim Batista de
Sena, Gonçalo Ferreira da Silva,
Teodoro Ferraz da Câmara, José
Albano, João Ferreira de Lima,
José Pacheco, Severino Gonçalves
de Oliveira, Galdino Silva, João
de Cristo Rei, Zé Mariano, Antônio
Batista, José Alves Sobrinho, Manuel
Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio
da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo
Alves(Cotinguiba), Moisés Matias
de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro
Manso, José Bernardo da Silva,
Cuíca de Santo Amaro, João
Martins de Athaide, Apolônio Alves
dos Santos, José Costa Leite, Antônio
Teodoro dos Santos, José Cavalcante
Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro
Dourado, Manoel Monteiro, Abraão
Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo
e Klévisson Viana, Zé Soares,
Zé Pacheco, João Lucas Evangelista,
Amargedom, Joao de Barros, Zé de
Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho,
Zé Maria de Fortaleza, Audifax
Rios, Adalto Alcântara Monteiro,
Cunha Neto, João Firmino Cabral,José
Antônio dos Santos, Pedro Alves
da Silva, José Marins dos Santos,
Manoel Serafim, Francisco Queiroz, Ary
Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio
Tavares, Téo Azevedo, Stênio
Diniz, Josealdo Rodrigues, José
Hélder França, Elói
Teles, Luiz Augusto Bitu, Antônio
Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar,
Hélvia Callou, Edmilson Santini,
Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci
e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis,
Paulo de Tarso, Francisco Morojó,
Pedro Osmar, Geraldo Emídio de
Souza, Olegário Fernandes, Zé
Antônio, Pedro Américo de
Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João
Pedro Neto, Francisca Barrosa, Lourdes
Ramalho, Tindinha Laurentino, Maria da
Piedade Correia - Maria Diva Guiapuan
Vieira, Vânia Diniz, Lilian Maial,
Vânia Freitas, Cora Coralina, José
Leocádio Bezerra e diversos nomes
recorrentes no fantástico cosmos
cordelista. Poetas significativos do passado
e da atualidade, entre tantos baluartes
da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.
Cordel na Internet.
Amargedom, Almir Alves Filho, Anízio
Guimarães, Benedito Generoso da
Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros,
Francisco Egídio Aires Campos(Mestre
Egídio), Gonçalo Ferreira
da Silva, Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado,
Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José
de Souza Dantas, Lenísio Bragante
de Araújo, Rubênio Marcelo,
César Obeid, Walter Medeiros (Todos
os últimos citados são publicados
constantemente na Internet). Divulgam
seus trabalhos nas páginas da Web
com relativa freqüencia e constantes
atualizações.
O
cordel tem presença constante no
mundo virtual.Além de centenas
de cordelistas que divulgam os seus trabalhos
na Internet, temos até a Academia
Brasileira de Literatura de Cordel, com
sede no Rio de Janeiro e composta por
seleto quadro de acadêmicos de boa
qualidade.
Há
pouco surgiu um dos melhores sites sobre
o Cordel na Internet: O Cordel Campina,
coordenado por Rodrigo Apolinário,
em Campina Grande, Meca sertaneja da poesia
popular e berço de célebres
poetas e cantadores repentistas.
http://www.cordelcampina.cgonline.com.br
O
cordel subsiste,sobrevive, apesar das
idiossincrasias, intempéries, dificuldades
e antropofagias da Indústria cultural
midiática, globalizante e da invasão
cultural norte-americana...
São
imprescindíveis a divulgação
na mídia e na web, distribuição
eficiente,abertura de espaços e
fóruns de discussão e de
publicação de textos de
cordel, de autores tradicionais e contemporâneos,
para dinamização do movimento
da Poesia Popular Universal...
A Internet é um espaço primordial
e dinamizador de nossa literatura popular.
Cordel
no Planalto Central do Brasil.
Quem
quiser conhecer um pouco sobre a poesia
popular e apreciar a minha criação
em cordel, visite:
www.gustavodourado.com.br/
cordel.htm
www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm
www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm
http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32
http://www.gargantadaserpente.com/cordel/
www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/
www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm
www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_homens/dourado.htm
www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm
www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744
www.gustavodourado.com.br/ Cordel%20e%20cinema.htm
www.abrali.com/020cordel/014008gustavo_dourado/014008cordel_index_gustavo_dourado.html
http://cordel.zip.net
Veja também:
http://www.cordelcampina.cgonline.com.br/index_2.htm
http://www.ablc.com.br
www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm
http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html
www.camarabrasileira.com/cordel.htm
www.gustavodourado.com.br/cordelinks.htm
www.observatorio.unesco.org.br/comum/view=noticia&cod=7
*Biobibliografia
de Gustavo:
www.gustavodourado.com.br/biografia.htm
www.gustavodourado.com.br/biobliografia.htm
Leia
mais Gustavo Dourado abaixo e nos links
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