Ora, se indivíduos
menores de 18 anos, cometem crimes, esses
crimes devem ter a mesma punição
dada aos maiores de 18 anos. Não se
justifica, em absoluto, essa diferença
etária, pois os crimes têm o
mesmo efeito, sejam cometidos por maiores
ou menores, pois as vítimas sofrem
do mesmo jeito, morrem igualmente se assassinadas
por um menor ou maior. Logicamente a punição
deverá ser igual.
Atualmente, agentes delituosos
menores sentem-se impunes, achando que até
os 18 anos, poderão cometer as maiores
barbaridades. E sem receios, falam abertamente:
"Sou de menor”...
Como quem se prevalece da garantia
que nada poderá ser feito contra estes,
deixando (uma grande parte) a polícia
fica de mãos atadas.
Outro fator negativo é
o que diz respeito ao flagrante.
O criminoso, mesmo conhecido,
só poderá ser preso se estiver
cometendo algum delito, ou se estiver sendo
procurado especificamente, com algum mandato
de prisão, que qualquer rábula
poderá impugnar.
Muitas vezes, um policial sabe estar diante
de um bandido, mas não o pode prender,
pois falta o famigerado flagrante. Aqui também
cabe uma alteração. Podendo
um marginal cujos crimes são conhecidos,
ser detido "para averiguações",
sem dar margem (ou amparo legal) para ser
pleiteada a arbitrariedade. Certamente, pequenas
mudanças, surtirão efeitos positivos
e dará mais força a policia
que acaba em determinadas ocorrências,
de mãos atadas.
Falando em fatores que podem
ser apontados como responsáveis pela
violência ora praticada, podemos citar,
além da desagregação
familiar, (com tantos lares desfeitos por
quaisquer motivos), também a violência
com que às crianças convivem.
E, isso, desde a mais tenra idade.
Através dos desenhos ditos infantis,
cheios de super heróis, lutas marciais
(impraticáveis no esporte real), e
mais uma série de cenas violentas despejadas
nas cabecinhas de nossas crianças.
É assim que a televisão cumpre
suas obrigações de “babá
eletrônica” com cenas e mais cenas
de violência.
Claro que este tipo de programação
pode alterar comportamentos sim, gerando crianças
violentas, que só pensam em resolver
tudo "na porrada".
Já os adolescentes que aprendem as
artes marciais nas academias, e que resolvem
mostrar que são os bons, os “pitboys”
distribuidores “gratuitos e descomedidos”
daquilo que aprenderam.
Há de se salientar, que alguns instrutores
de artes marciais (sem nenhuma ética),
pregam a violência, a partir do momento
em que não orientam com precisão
os fundamentos do esporte ensinado e exercitado.
Óbvio que é uma minoria.
Contudo, há os anônimos grandes
mestres, que procurando transmitir a idéia
de que o conhecimento dessas lutas só
deverá ser usado defensivamente, (em
caso de ser atacado), mas infelizmente, não
é assim que todos agem.
Exemplo disso se vê nos
inúmeros casos de violência praticados
por rapazes que usaram de seus conhecimentos
e técnicas marciais para matar ou lesar
de forma irrecuperável pessoas.
Importante seria se medidas
fossem tomadas preventivamente, talvez até
no sentido de orientar melhor os pais, para
que estes impusessem ou alertassem filhos,
medidas punitivas que seriam tomadas, caso
estes viessem a provocar ou colaborar situações
de conflitos na rua. Não que a culpa
destas ações, sejam dos pais,
mas quem sabe, mais rigor, não seria
um caminho contra a violência gratuita,
pois há os que (até de forma
inconsciente), estimulam.
Por fim, uma revisão
urgente, total e completa de nosso risível
e anacrônico Código Penal é
medida emergencial e imediata!
Enquanto esperamos, fazemos o que está
ao nosso alcance.
Já que fora, a coisa
é complicada, vamos procurar viver
em paz conosco mesmo.
Uma vez que a violência chega a ultrapassar
portões, não esqueçamos
jamais, de buscar e semear a Paz, pois acima
de tudo, precisamos saber encontra-la dentro
de nós.