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Artigo A VIOLÊNCIA DE NOSSOS DIAS - Em Revista zaP!

A violência urbana é a que mais nos preocupa, pois fala diretamente à nossa segurança.

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Marcial SalaverryPor: Marcial Salaverry
Sem qualquer sombra de dúvida, algo que nos assusta e preocupa atualmente é esse surto de violência que está campeando pelo mundo todo.
A violência urbana é a que mais nos preocupa, pois fala diretamente à nossa segurança. No caso específico do Brasil, o que se pode apontar como uma das causas é a brandura excessiva de nosso Código Penal.

  A Violência de nossos dias Por Marcial Salaverry  


Com leis que beneficiam excessivamente quem comete os crimes, o cotidiano, vai transformando as pessoas, razão de ir chegando a esse triste resultado. Quando os marginais andam em liberdade, sem quaisquer restrições, os cidadãos de bem são obrigados a viver enclausurados, cercados de grades, para tentar se safar da ação dos bandidos, (mas nem sempre o conseguem).


E assim, assistimos estarrecidos a crimes cometidos com os maiores requintes de selvageria...

Algo precisa ser feito nesse sentido, e uma das medidas, poderia ser a diminuição da idade penal.

Ora, se indivíduos menores de 18 anos, cometem crimes, esses crimes devem ter a mesma punição dada aos maiores de 18 anos. Não se justifica, em absoluto, essa diferença etária, pois os crimes têm o mesmo efeito, sejam cometidos por maiores ou menores, pois as vítimas sofrem do mesmo jeito, morrem igualmente se assassinadas por um menor ou maior. Logicamente a punição deverá ser igual.

Atualmente, agentes delituosos menores sentem-se impunes, achando que até os 18 anos, poderão cometer as maiores barbaridades. E sem receios, falam abertamente: "Sou de menor”...

Como quem se prevalece da garantia que nada poderá ser feito contra estes, deixando (uma grande parte) a polícia fica de mãos atadas.

Outro fator negativo é o que diz respeito ao flagrante.

O criminoso, mesmo conhecido, só poderá ser preso se estiver cometendo algum delito, ou se estiver sendo procurado especificamente, com algum mandato de prisão, que qualquer rábula poderá impugnar.
Muitas vezes, um policial sabe estar diante de um bandido, mas não o pode prender, pois falta o famigerado flagrante. Aqui também cabe uma alteração. Podendo um marginal cujos crimes são conhecidos, ser detido "para averiguações", sem dar margem (ou amparo legal) para ser pleiteada a arbitrariedade. Certamente, pequenas mudanças, surtirão efeitos positivos e dará mais força a policia que acaba em determinadas ocorrências, de mãos atadas.

Falando em fatores que podem ser apontados como responsáveis pela violência ora praticada, podemos citar, além da desagregação familiar, (com tantos lares desfeitos por quaisquer motivos), também a violência com que às crianças convivem. E, isso, desde a mais tenra idade.
Através dos desenhos ditos infantis, cheios de super heróis, lutas marciais (impraticáveis no esporte real), e mais uma série de cenas violentas despejadas nas cabecinhas de nossas crianças.
É assim que a televisão cumpre suas obrigações de “babá eletrônica” com cenas e mais cenas de violência.
Claro que este tipo de programação pode alterar comportamentos sim, gerando crianças violentas, que só pensam em resolver tudo "na porrada".
Já os adolescentes que aprendem as artes marciais nas academias, e que resolvem mostrar que são os bons, os “pitboys” distribuidores “gratuitos e descomedidos” daquilo que aprenderam.
Há de se salientar, que alguns instrutores de artes marciais (sem nenhuma ética), pregam a violência, a partir do momento em que não orientam com precisão os fundamentos do esporte ensinado e exercitado. Óbvio que é uma minoria.
Contudo, há os anônimos grandes mestres, que procurando transmitir a idéia de que o conhecimento dessas lutas só deverá ser usado defensivamente, (em caso de ser atacado), mas infelizmente, não é assim que todos agem.

Exemplo disso se vê nos inúmeros casos de violência praticados por rapazes que usaram de seus conhecimentos e técnicas marciais para matar ou lesar de forma irrecuperável pessoas.

Importante seria se medidas fossem tomadas preventivamente, talvez até no sentido de orientar melhor os pais, para que estes impusessem ou alertassem filhos, medidas punitivas que seriam tomadas, caso estes viessem a provocar ou colaborar situações de conflitos na rua. Não que a culpa destas ações, sejam dos pais, mas quem sabe, mais rigor, não seria um caminho contra a violência gratuita, pois há os que (até de forma inconsciente), estimulam.

Por fim, uma revisão urgente, total e completa de nosso risível e anacrônico Código Penal é medida emergencial e imediata!
Enquanto esperamos, fazemos o que está ao nosso alcance.

Já que fora, a coisa é complicada, vamos procurar viver em paz conosco mesmo.
Uma vez que a violência chega a ultrapassar portões, não esqueçamos jamais, de buscar e semear a Paz, pois acima de tudo, precisamos saber encontra-la dentro de nós.

Se todos conseguirmos nossa paz interior, grandes partes desses problemas começarão, e com certeza, a ser solucionados.

Marcial Salavery
Santos-SP


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