Não nego que as tenha feito, e quem
não fez? Porém nada de condenável
(pelo menos no meu ponto de vista, claro)
Muita farra, muito namoro, mas nada de
drogas. Naquele tempo era chique fumar
maconha, claro que para quem não
sabia de seus efeitos. Quem gostava de
uma boa leitura sabia disso. E conhecendo
bem o efeito que as drogas fazem no organismo,
basta um mínimo de bom senso para
fugir delas. Já naquela época
havia muita literatura sobre o assunto.
Não podemos nos esquecer de que
já fomos jovens, e tivemos essas
mesmas atitudes dos jovens de hoje: contestação
e desejo de mudanças. Faz parte
da natureza, essa recusa em aceitar o
que nos é passado pelos mais velhos.
Os jovens sempre tiveram espírito
contestatório, e essa é
uma das razões pelas quais o mundo
sofreu tantas transformações.
Já é famosa a frase: "Sua
experiência não serve para
mim...” Mas podemos utiliza-la.
Na verdade, o que se deve levar em conta,
é que a realidade é bem
outra. O que tenho notado, é que
está faltando o famoso diálogo
entre pais e filhos. Muitos pais se esquecem
de que, ao dar o primeiro vagido, a criança
já requer atenção.
Acontece que as atribulações
da vida moderna estão tirando o
tempo de lazer familiar. E muitos pais,
por comodismo, preferem limitar-se a atender
todos os pedidos dos filhos, dando-lhes
todas as facilidades, e tirando o gosto
das conquistas batalhadas.
Considero de capital importância
que sempre se dê atenção
aos filhos, que sempre se dê a devida
orientação, explicando à
exaustão porque certas coisas como
cigarros, bebidas e drogas devem ser evitados.
Eles devem estar sempre bem a par do assunto.
Não podemos nos esquecer também
do chamado "sexo livre". Muitos
jovens fazem sexo apenas para fazer sexo,
e ter prazer, esquecendo-se de seus efeitos
secundários e “contra indicações”.
Não levando em conta o que pode
acontecer. E como acontece...
Educação sexual é
um tabu tão grande, que por vezes,
em conversa com jovens, eles reclamam
de seus pais, porque não querem
falar sobre o assunto. Por que será
que é tão difícil
para certas pessoas falar sobre sexo com
os filhos?. Uma coisa tão natural
e simples, mas que deve ser tratada em
casa, onde se pode e se deve explicar
claramente um assunto tão importante.
Algo também muito importante, é,
através de muito diálogo,
mostrar a importância que a religião
desempenha em nossa vida. Penso que não
se deve impor esta ou aquela religião,
enfiando-lhes certos dogmas pela cabeça
adentro, mas sim da necessidade de se
ter fé, ou mesmo acreditar que
existe uma força superior, que
de certa maneira pode nos dar um alento
para melhor enfrentar os problemas da
vida.
Educação dos filhos é
uma coisa muito séria, e que não
pode ser jogada apenas nas costas das
Escolas. Os Educadores fazem sua parte,
mas a coisa toda tem que começar
em casa. A Escola é um complemento,
e não pode e nem deve ser encarada
como Fonte Principal, que, repito, é
o Lar. Os pais têm que desempenhar
a contento sua importante parcela na educação
dos filhos.
Pais despreparados, geram filhos problemáticos.
Faltando a orientação doméstica,
é muito mais fácil para
o jovem enveredar por caminhos tortuosos,
por vezes sem volta, provocando a célebre
pergunta: Onde foi que errei? Dei tudo
para ele... Deu sim... tudo o que ele
pediu de bens materiais... mas deu-lhe
carinho e atenção também?
Esse é o ponto nevrálgico
do problema.
Ou será que apenas se limitou a
colocá-lo no mundo e deixou sua
educação por conta dos "tios"
e "tias", mestres que devem
dar Educação, e não
ensinar a viver, o que é obrigação
dos pais.
Li um artigo muito interessante sobre
maternidade, que termina com a seguinte,
e muito linda frase, de autoria do meu
grande amigo e guru L’Inconnu.
“A integração plena
entre duas pessoas que se amam é
a fusão de suas essências
em um novo ser: O FILHO”.
Só que a coisa não termina
aí... Esse novo ser é uma
vida que começa, e que deve ser
bem direcionada. Pensem nisso.
A quem a carapuça servir, espero
que ainda esteja em tempo de rever posições.
Diálogo é o segredo...
Marcial Salavery
Santos-SP