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A vida atrás do Espelho de Aço - Coluna da Mari



Por: Mariana PintoCreative Commons License
   
Elas passam batom e perfume. Tanta vaidade para nem sequer sair do lugar.
Assim é o cotidiano de milhares de mulheres que vivem atrás das grades, espalhadas nas Penitenciárias Femininas do País, onde a primeira lição a ser aprendida é deixar a dura realidade do cárcere menos dolorosa possível.
No Brasil, muito se mostrou sobre o sistema prisional Masculino em filmes como Carandirú, Prisioneiros da Grade de Ferro e Quase dois irmãos, mas pouco foi retratado sobre a vida das mulheres encarceradas,
a não ser sobre prisioneiras políticas, vítimas da ditadura. As estratégias utilizadas pelas mulheres para suportar o encarceramento e as regras de conduta vigentes entre as prisioneiras (aqui chamadas de Reeducandas), são assuntos deixados de ladopela linguagem audiovisual brasileira. (No entanto, o assunto pautado é parte integrante a ser enfocada em Documentário em fase de produção pelo Projeto zaP! Onde pretendemos de forma clara e cristalina, mostrar a realidade da Vida atrás do Espelho de Aço.)
   
Presidio Feminino - Crédito Imagem Elizabeth Misciasci
 
Atualmente, a história do sistema prisional feminino paulista, passa por uma mudança bastante relevante. Duas das quatro penitenciárias femininas existentes na Capital foram desativadas no fim de 2005. As reeducandas que cumpriam pena nestes estabelecimentos foram removidas para um novo Presídio com a maior capacidade prisional para Mulheres na América Latina: 2.4 mil encarceradas.


Penitenciaria feminina de San'ana - crédito imagem Elizabeth Misciasci

O local inaugurado em dezembro de 2005, chamado de Penitenciária Feminina Sant'Ana, ocupa as antigas (porém reformadas) instalações da Penitenciária do Estado, destinada para homens, na zona norte.
Apesar de estar funcionando há pouco tempo, já ter sido palco de duas rebeliões no ano de 2006, a Unidade, se reestrutura a cada dia. Sua extensão, ocupada por uma massa carcerária que ultrapassa a previsão das 2.4 mil mulheres,
emprega hoje uma média de 700 reeducandas e sob a ótica e Direção Geral de uma das maiores experts do sistema prisional Feminino brasileiro, aos poucos, vai se moldando, superando as dificuldades e surpreendendo as expectativas, sempre de forma positiva.

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