Meu Choro por todos os Choros©
Miguel Rubio
Eu Choro No Entardecer...
Quando O Sol Me Diz:- Boa Noite!
Eu Choro Por Não Ter Você.
Nesta Solidão que me faz o açoite.
Eu Choro Por Não Saber
Onde Estarás Agora...
Eu Choro o Dia Que Você
Disse-Me Adeus,
E Foi Embora.
Eu Choro Por Todos Os Cães
Que Vivem Sozinhos Jogados Na Rua.
Eu Choro Por Todas As Mães,
Dos Filhos Em Faróis, com a Pele Nua.
Eu Choro Por Todos Os Pássaros,
Que Não Têm o Sol e Nem a Lua.
Eu Choro Pelas Madrugadas,
Seguindo as Pegadas
Da Imagem Sua.
Eu Choro Pela Natureza,
Que Sempre Foi Tão Maltratada!
Eu Choro, sem ter o poder
De Consertar tanta coisa errada!
Eu Choro o Óleo Derramado...
São tantas Manchas no Oceano!
Eu Choro, a Tristeza dos Rios
De Encontro Ao Mar Correm Chorando...
Eu Choro Pela Procissão
Dos Meus Irmãos;
Procurando A Terra!
Que Vivem Neste Continente,
Fingem-Se contentes
E Não Fazem A Guerra!
Eu Vejo No Livro Sagrado,
O Que Está Errado.
Só Os Pobres Na Cruz,
Caminhando Há Tanto Tempo,
Vão Perdendo o Alento...
Em Busca da Luz.
Jesus Que Mora Aí No Céu,
Minha Gente ao Léu.
Hoje eu Te Pergunto:
Venha logo Nos Dizer!
-O Que Vamos Fazer
Com o Nosso Assunto?
Já Estamos no Limite,
Não há o Que Explique...
Tanta Paciência,
Tanto Abuso De Poder
Nos faz Esquecer...
Em Ti... Nossa Crença.
Por: Miguel Rúbio -MIGUELZINHO DA VILA-
Miguel Rubio - São Paulo - Sp =Poetas del Mundo ID 5196.
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Revista zaP!
Chorei©
Elizabeth Misciasci
Eu Chorei...
Chorei... Chorei por dias e noites que nem sei.
Chorei... Iludida por uma legião que no profundo ilogismo acreditei.
Chorei... Externando todas as possíveis emoções que vivenciei.
Chorei... De forma desmedida, com o descontrole da razão.
Chorei... Deixei sangrar o coração, fingindo felicidade, legitimei omissão.
Chorei... Por tantas feridas, que feitas ferozmente em mim, eu neguei.
Chorei... Ao ver em outros, sofrimentos lastimei... Abracei o desconhecido e lutei.
Chorei... Pelo abraço que tanto esperei, pela saudade que só em mim fixei.
Chorei... De alegria também chorei.
Mas o choro que aqui denoto, vem daquilo que empreitei,
ao ver inane desumano aqueles que me doei.
Chorei... Porque reação incitei.
Chorei... Navalha cortando a face cicatrizei, alma despedaçada, já alterei.
Chorei... E as lágrimas doridas, são vertentes que sequei.
Chorei... Profundamente chorei, flashs que aniquilei, outra semente plantei.
Chorei... Refazendo conceitos, o passado transformei
E Mutilando mudei.
Chorei... Por dias e noites...
Que nem sei!

Por: Elizabeth Misciasci
Cônsul Cidade de São Paulo Sp -Poetas de Mundo ID 2860.