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Assassinos
e Assassinatos |
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O
psicopata mora ao lado - Por: Dr.
Adalberto Tripicchio
O
gatilho da violência - Por:
Dr. Rogério Alves da Paz
Assassinos
e Assassinatos |
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O
gatilho da violência
Por:
Dr: Rogério Alves da Paz
Psiquiatra,
que entre outros trabalha com o grupo
de adolescentes dependentes químicos
do bairro navegantes em Porto Alegre.
Analisar
o comportamento da jovem de forma isolada,
na opinião do médico, ajuda
a entender alguns casos. Ele adverte, porém,
que é impossível enquadrar os
assassinos de pai e mãe em um único
perfil. “Cada caso tem o seu contexto
e pode ter sido motivado por diversos fatores
como dependência química, doença
mental, traumas psíquicos, depressão,
psicose, embora esses crimes comumente estejam
associados a algum grau de desestrutura familiar”.
Rogério lembra que abusos cometidos
contra crianças e adolescentes, em
alguns casos, podem ter sido muito maior do
que a violência desencadeada contra
os pais. Funciona como um dispositivo que
é armado durante a infância e
que vai explodir durante a adolescência.
“A violência é disseminada.
Vai da violação sexual ao abuso
de autoridade em defesa de conceitos como
‘educação’ e ‘limites’.
A intensa rigidez afetiva e o amor opressivo
dos pais pode levar os filhos à perda
da capacidade crítica, ao distanciamento
da realidade e à total ausência
de afeto. O amor opressivo dos pais, na verdade,
é um desamor, pois leva ao embotamento
dos sentidos”, alerta. As fantasias
de morte em relação aos pais
são comuns em determinado período
da vida de qualquer pessoa. Trata-se de um
impulso inconsciente que tende a desaparecer
ao longo da vida para a maioria saudável.
“A saúde mental faz com que isso
permaneça somente como fantasia. Mas,
em alguns casos, esse desejo não é
refreado”.
Extra
Classe - Por: Dr. Rogério
Alves Paz
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O
psiquiatra forense e professor do curso de
especialização da Faculdade
de Ciências Médicas de Porto
Alegre, Rogério Alves da Paz, afirma
que o comportamento de Suzane nos dias que
se seguiram ao crime é sintomático:
“Enquanto os pais viajavam, ela vivera
um período de liberdade. Após
o crime, disse que matou por amor. Se queria
se libertar da censura dos pais e ficar com
o namorado, por que não fugiu com ele?
Porque tinha o ganho da herança”.
Segundo o psiquiatra, um dos traços
de comportamento que caracteriza a psicopatia
é a “ação em favor
de um objetivo”, ao contrário
da psicose (loucura), que não tem ganho
na realidade. “Quanto mais psicopata
o sujeito é, menos os outros percebem.
Isso porque a pessoa que desenvolve esse comportamento,
que não é uma doença,
joga areia nos olhos dos outros, usa a lábia
e a sedução para atingir seus
objetivos e age de forma dissimulada. Ela
tem noção da realidade, do certo
e do errado, embora seja incapaz de formular
juízo moral. Não tem limites
sociais, ultrapassa todas as barreiras. Mas
como tem noção de que isso é
errado, age de forma dissimulada”, define.
O médico assinala que, depois de chorar
no velório dos pais, Suzane promoveu
uma festa de aniversário junto à
piscina da casa onde os pais foram assassinados.
Por:
Gilson Camargo
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Reflexões
sobre o Campo Psi
Por:
Dr. Adalberto Tripicchio
psiquiatra
e neurologista
Interesses física quântica e
perícia médico-legal
Atenção
Este artigo nos atinge profundamente –
não pela maneira como foi escrito,
mas pelo tema que aborda. Todos nós
temos um psicopata adormecido em nosso inconsciente
dinâmico – não o reprimido
do nosso dia-a-dia, mas o inconsciente herdado
filogeneticamente, chamado de vital ou procedural,
e que jamais é conscientizado. Isto
faz com que nos identifiquemos, involuntariamente,
com muitas das atrocidades aqui relatadas.
Fato este que nos assusta sobremaneira. Mas,
é melhor conhecê-lo do que ignorá-lo.
Esta é a essência que R.L. Stevenson
tentou nos passar no seu livro “Dr.
Jekill (O médico) e Mr. Hyde (e o monstro)”.
Penso em mostrar um artigo que seja Serviço
de Utilidade Pública, municiando o
leitor com alguns elementos a mais para que
melhor se proteja desta matéria diária
dos noticiários.
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Claro
que nem todo homicida é psicopata.
Para se chegar a um diagnóstico,
se houver esta suspeita, a justiça
nomeia um ou mais psiquiatras-peritos
para consultarem o criminoso. Ao exame,
o que mais chama a atenção
nos psicopatas é a sua frieza e
total descompromisso com o que narram,
em detalhes milimétricos, de como
mataram suas vítimas. No caso de
Suzane (sendo caso público e notório
não tenho a proibição
do sigilo médico), por exemplo,
contou-me quem a acompanhou no dia da
reconstituição do assassinato
de seus pais, que ela estava absolutamente
calma e segura, e, notem, era a primeira
vez que voltava à sua casa depois
da tragédia. Dissimulada ao extremo,
quando percebia que ia ser fotografada
ou filmada, levava um lencinho às
vistas, para simular um choro. * * * Psicopata,
para a escola francesa de psiquiatria,
é um termo genérico, como
o seria para qualquer outra especialidade
médica, por exemplo, pneumopata,
nefropata, cardiopata etc. Para a escola
hispano-germânica(2), psicopata
define uma categoria específica
de anomalia psíquica. Não
é uma síndrome, menos ainda
uma doença. É uma personalidade
anormal, no sentido de ter todas as qualidades
da normal, tais como, raciocínio
temático, boas atenção
e memória, inteligência às
vezes elevada, afetividade, poder decisório
e apto para a ação, porém,
cada qual, em quantidades proporcionalmente
diferentes (distúrbio quantitativo)
da média estatística. Alguma
dessas qualidades pode até faltar
por completo, como no tipo que estamos
expondo: a emoção. Representa
um risco para a comunidade. Seu conceito,
portanto, é mais social do que
psiquiátrico, é uma sociopatia.
O inglês a chama moral insanity.
Identificar um indivíduo como personalidade
psicopática, hoje chamada eufemisticamente
de "transtorno de personalidade",
não é fácil pelo
simples fato de ser ele o espécime
da Zoologia que mais se assemelha ao Homo
sapiens sapiens comum (o "normótico"
= fusão de normal com neurótico,
condição esta da qual ninguém
de nós escapa; este nome não
é técnico, mas é
de bom humor).
Por:
Dr. Adalberto Tripicchio
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