Quando há a violação
de um relacionamento com o consenso de
se tentar passar uma "borracha"
e recomeçar, têm que estar
muito bem resolvido os problemas. A verdadeira
vontade de se dar uma nova chance a relação,
pesando cuidadosamente o saldo e as seqüelas
não se faz só e sim em comum
acordo de ambas as partes, com muito diálogo.
Não deixando nunca pra o amanhã.
Porque principalmente no casamento, se
o assunto é traição,
não se deixa pra depois...
O “deixa pra depois”
é perigoso, porque nada cai no esquecimento!
O assunto do dia anterior,quando vai sendo
deixado pra depois, tende a corroer de forma
destrutiva as vidas. Não se trata de
cobranças, e sim de se ter a certeza
de quais são os objetivos futuros,
saber o que um espera do outro, o que levou
a condição de desinteresse,
aventura, ou desamor.
Se a desculpa chega com a alegação
de se ter excedido na dosagem da bebida, ou
se existe dependência do álcool
ou outra substância química,
as cadeiras precisam ser arrastadas, na condição
aberta da conversa clara.
Afinal, é melhor um
copo vazio ou a menos sobre a mesa, do que
erguer taças e brindar pelo que já
não mais existe. Pois de um gole a
outro, pode se embriagar, ou quiçá
ingerir uma dose de veneno.
Alimentar mentiras, ou ser
indiferente à realidade que se esta
vivenciando, jamais será o caminho
de equilíbrio de um casal. Por mais
difícil que possa ser ou de fato seja,
a urgência em se buscar soluções,
tem que ser provocada, mesmo que seja para
romper laços de comunhão.
Tem que existir pelo menos
uma vez a dignidade nem que esta seja praticada
para se dizer acabou. Claro que é difícil,
mas não se ignora fatos e afinal discutir
a relação é tão
complicado quanto o álcool que esta
entre a relação. E omissão
não combina se usada sejam para alicerçar
fraquezas, mentiras ou mesmo atenuar um contexto,
se este nasceu da impossibilidade de se livrar,
quando se trata da dependência física.
É importante que se
tenha noção do que é
uma estrutura sólida e quanto mal pode
ser causado a família, filhos, amigos,
enfim. Ninguém deve ignorar a realidade
pra se esquivar de culpas, como não
se pode sair por ai condenando sem a certeza
da culpabilidade de cada um, pois todo ser
humano esta predisposto a falhar cometendo
erros e injustiças.
No entanto, por mais privada
que deva ser uma relação, não
se ignora que uma vez desmoronada, os entulhos
certamente machucarão também
outras pessoas. Não se trata de omitir,
nem simplesmente por um ponto final, necessita-se
sim tratar da melhor forma o problema, buscando
o peso da gravidade ou não do ocorrido
e a capacidade de aceitar e superar.
Se assim não for, com
o tempo, o problema tende a se atenuar, uma
vez perdido o respeito e o “deixa pra
depois” se estendendo, vai tornando
cada vez mais difícil a convivência,
o que esfria as manifestações
de carinho, comuns antes de a traição
invadir a vida do casal.