Além
da preocupação com o objeto
reabilitador, Kuehne, tem se apresentando
como competente agente transformador em árduo
trabalho na busca em encontrar soluções
para a não reincidência, ou ao
menos amenizar o auto índide da mesma.
A Fundação de Amparo ao Trabalhador
Preso do Distrito Federal (FUNAP) entregou,à
Secretaria de Educação do DF
300 carteiras escolares reformadas pelos detentos
do Centro de Internamento e Reeducação
(CIR), da Unidade do Complexo
Penitenciário da Papuda. Ainda
este semestre, um novo lote (de 400 carteiras)
será reformado e colocado à
disposição das escolas da rede
oficial de ensino do Distrito Federal.

Complexo
Penitenciário da Papuda
O
diretor-geral do Departamento Penitenciário
Nacional (Depen) do Ministério da Justiça,
Maurício Kuehne, participou da solenidade
de entrega das carteiras e destacou a importância
de projetos que fomentem a reintegração
social e que permitam ao detento cumprir,
com dignidade, a pena de prisão. Para
Kuehne, iniciativas como essa contribuem tanto
para o preso quanto para a sociedade. “Essa
conjugação de esforços
propicia que o preso ocupe o tempo ocioso
com uma atividade laboral e contribui ainda
para que a sociedade seja beneficiada com
o trabalho desse detento que, aqui no DF,
por exemplo, ajuda a reformar carteiras para
os estudantes”, conclui o diretor do
Depen.
Cada
carteira reformada pelos detentos do CIR custa,
em média, R$ 2,50. Se novas mobílias
fossem compradas, o custo de cada unidade
seria de, aproximadamente, R$ 50,00.
Os
detentos que participam dessas atividades
são autorizados pela Vara de Execução
Criminal e recebem o benefício da remissão
da pena, ou seja, a cada 3 dias trabalhados,
um remido. Pelo trabalho, os presos recebem
75% de um salário mínimo: 25%
vai para a família; 25% para despesas
individuais do detento e os outros 25% são
destinados a um pecúlio que poderá
ser utilizado quando o detento sair da penitenciária.
Os
reeducandos do CIR, bem como de outras Unidades
Prisionais, desenvolvem trabalhos nas áreas
de marcenaria, funilaria, lanternagem, pintura,
alfaiataria e panificação. Além
dos convênios com as secretarias locais
– Educação, para reforma
de carteiras e Saúde, para confecção
de uniformes para médicos e enfermeiros
– a FUNAP também atende a pedidos
e encomendas de pessoas físicas, afim
de estender a mão de obra carcerária
e profissionalizar os que não possuem
nenhuma experiência no setor.
Esta iniciativa, vem somar de forma significativamente
positiva num incentivo, que tende a transformar
mais apenados em futuros profissionais, o
que pode representar um Brasil melhor, com
índice menor de violência.
Fonte Parcial D.E.P.E.N
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