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DEPEN
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Dr. Maurício Kuehne, Diretor do Depen


Por: Elizabeth Misciasci

O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça,
Dr.Maurício Kuehne
, vem demonstrando ser exímio conhecedor da prática de reinserção e reabilitação, ao que tange os que ocupam as unidades prisionais brasileiras.

 

 

Dr. Maurício Kuehne

Além da preocupação com o objeto reabilitador, Kuehne, tem se apresentando como competente agente transformador em árduo trabalho na busca em encontrar soluções para a não reincidência, ou ao menos amenizar o auto índide da mesma.

A Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (FUNAP) entregou,à Secretaria de Educação do DF 300 carteiras escolares reformadas pelos detentos do Centro de Internamento e Reeducação (CIR), da Unidade do Complexo Penitenciário da Papuda. Ainda este semestre, um novo lote (de 400 carteiras) será reformado e colocado à disposição das escolas da rede oficial de ensino do Distrito Federal.


Complexo Penitenciário da Papuda

O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Maurício Kuehne, participou da solenidade de entrega das carteiras e destacou a importância de projetos que fomentem a reintegração social e que permitam ao detento cumprir, com dignidade, a pena de prisão. Para Kuehne, iniciativas como essa contribuem tanto para o preso quanto para a sociedade. “Essa conjugação de esforços propicia que o preso ocupe o tempo ocioso com uma atividade laboral e contribui ainda para que a sociedade seja beneficiada com o trabalho desse detento que, aqui no DF, por exemplo, ajuda a reformar carteiras para os estudantes”, conclui o diretor do Depen.

Cada carteira reformada pelos detentos do CIR custa, em média, R$ 2,50. Se novas mobílias fossem compradas, o custo de cada unidade seria de, aproximadamente, R$ 50,00.

Os detentos que participam dessas atividades são autorizados pela Vara de Execução Criminal e recebem o benefício da remissão da pena, ou seja, a cada 3 dias trabalhados, um remido. Pelo trabalho, os presos recebem 75% de um salário mínimo: 25% vai para a família; 25% para despesas individuais do detento e os outros 25% são destinados a um pecúlio que poderá ser utilizado quando o detento sair da penitenciária.

Os reeducandos do CIR, bem como de outras Unidades Prisionais, desenvolvem trabalhos nas áreas de marcenaria, funilaria, lanternagem, pintura, alfaiataria e panificação. Além dos convênios com as secretarias locais – Educação, para reforma de carteiras e Saúde, para confecção de uniformes para médicos e enfermeiros – a FUNAP também atende a pedidos e encomendas de pessoas físicas, afim de estender a mão de obra carcerária e profissionalizar os que não possuem nenhuma experiência no setor.
Esta iniciativa, vem somar de forma significativamente positiva num incentivo, que tende a transformar mais apenados em futuros profissionais, o que pode representar um Brasil melhor, com índice menor de violência.


Fonte Parcial D.E.P.E.N

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