|
Fonte
D.E.P.E.N
O
tenente-coronel Enílson Aragão, diretor do Departamento
do Sistema Penitenciário (Desipe), explica que o perfil
dos internos que estão sob os cuidados da Secretaria
da Justiça e da Cidadania de Sergipe (Sejuc) é
totalmente diferente dos presidiários responsáveis
pelo gerenciamento do crime organizado no eixo Rio-São
Paulo. “Temos feito um trabalho minucioso, com o apoio
da Vara de Execuções Penais, para evitar que
este clima instaurado em São Paulo chegue em Sergipe”,
comentou Aragão, concordando com a extensão
do porte de arma também para os guardas e agentes penitenciários.
Ele
lembra que na época da inauguração do
presídio federal recém construído em
Catanduva, no Paraná, o Ministério da Justiça,
através do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), remeteu para a Sejuc uma resolução
com os pré-requisitos para o possível envio
de internos de alta periculosidade para aquela penitenciária.
No entanto, não houve necessidade de mandar nenhum
reeducando para a unidade prisional paranaense. “Felizmente
hoje temos ferramentas que permitem um melhor controle dos
presos e o estado consegue se estabelecer, apesar das falhas
históricas do nosso sistema”, explicou Enílson,
apostando no fortalecimento da Escola de Gestão Penitenciária
como principal instrumento de capacitação dos
servidores da Sejuc.
Segundo
Edílson Souza, presidente da Associação
dos Servidores do Sistema Penitenciário de Sergipe
(Assipes), a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc)
saiu na frente de outros estados com um simples procedimento.
“Foi colocado um texto na carteira de identificação,
pouco depois da aprovação do Estatuto do Desarmamento,
que apenas servia de lembrete acerca da lei sobre o porte
de arma dos agentes. Esta medida mobilizou os servidores penitenciários,
que por conta própria começaram a legalizar
o porte, respeitando as exigências da Polícia
Federal”, lembra Edílson.
O
presidente da Assipes acredita que as seguidas mortes de agentes
e policias em São Paulo aconteceu em decorrência
da “banalização da administração
estadual paulista, que não acreditou no poder de fogo
dos bandidos”. Edílson lembra que Sergipe vem
correndo no sentindo inverso, e trabalhando para garantir
a segurança dos profissionais que lidam com os internos
nas unidades prisionais. “A secretária Georlize
já acenou com a possibilidade de fechar convênios
com empresas de segurança privadas, responsáveis
pelas aulas de tiro. Ela também falou sobre a realização
dos testes de aptidão com os próprios psicólogos
que atuam na Sejuc”, destacou.
No
curso de formação de guardas prisionais, ficou
definido na grade curricular que os alunos terão aulas
de manuseio de arma de fogo e tiro policial, ministradas por
delegados e oficiais especializados das Polícias Civil
e Militar.
Normas
– Com a portaria publicada no Diário Oficial
da União, a permissão só valerá
para as armas curtas, de uso pessoal, como revólver
e pistola, registradas no nome do usuário. Como prevê
o Estatuto do Desarmamento, coube à Polícia
Federal elaborar a portaria e, com isso, regulamentar o uso
de arma por agentes penitenciários. A PF dispõe
de um cadastro com mais de 700 psicólogos e clínicas
psicológicas em todo o País, onde os interessados
no novo porte poderão realizar o exame de aptidão.
Já
o teste de capacitação técnica, o que
inclui habilidade para manuseio de armas, deverá ser
realizado nas Forças Armadas ou na Polícia Militar
de cada estado. O porte de arma fora do expediente já
é permitido para agentes penitenciários federais,
categoria recentemente criada para cuidar dos presídios
que a União está construindo em cinco Estados.
Antecipação
- Antes da aprovação do Estatuto do Desarmamento,
em agosto de 2003, o Tribunal de Justiça de Sergipe
autorizou o porte de arma para os guardas prisionais, mas
o então presidente do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), ministro Nilson Naves, acabou cassando a decisão
que autorizava cerca de quatro mil agentes e guardas penitenciários
sergipanos a portarem arma de fogo sem autorização
da Secretaria da Segurança Pública.
Naves
tomou a decisão num momento em que o Congresso já
discutia a aprovação do Estatuto do Desarmamento.
Na época ele alegou ser “temerário conceder
porte de armas a um universo de tamanha monta de servidores
sem a obediência a critérios específicos”.
“É nítido o potencial dano que pode advir
à segurança pública”. O caso chegou
ao STJ quando o governo de Sergipe recorreu da liminar concedida
pelo Tribunal de Justiça garantindo aos agentes e guardas
o direito de porte de arma. No recurso enviado ao STJ, o governo
sustentou que a liminar poderia provocar graves lesões
à ordem jurídica.
Pouco
mais de dois anos depois, em meio à guerrilha urbana
instaurada em São Paulo e respingada para outros estados,
Sergipe vem tomando as medidas necessárias para inibir
o crescimento do crime organizado no interior das unidades
prisionais. Além de definir projetos para atender à
iminente necessidade do porte de arma para os agentes e guardas
prisionais, a administração penitenciária
sergipana vem fortalecendo medidas preventivas para evitar
fugas e a entrada de drogas, armas e aparelhos celulares.
Outra preocupação é também realizar
mutirões, com o apoio do Tribunal de Justiça,
Ministério Público, Defensoria Pública
e Ordem dos Advogados do Brasil, a fim de desafogar a superlotação
registrada atualmente nos presídios sergipanos.
O coronel José Enilson Aragão
é sergipano, bacharel em Direito pela
Universidade Tiradentes, e há 18 anos
formou-se na Academia de Polícia Militar
de Goiás, tendo exercido as seguintes
funções na polícia sergipana:
• Instrutor do CFAP (Centro de Formação
e Aperfeiçoamento de Praças)
• Chefe da Seção de Pessoal
da Polícia Militar;
• Assistente Militar do Subcomandante
da Polícia Militar;
• Ajudante de ordem e assistente militar
da Secretaria de Segurança Pública;
• Comandante do 1º Batalhão
de Polícia Militar.
Leia
Também
-Indice
de alguns Ofícios Recebidos
-Pai
Nosso dos Encarcerados
-O
que é o Projeto zaP!?
-Objetivo
do Projeto zaP!
-Estatuto
do Projeto zaP!
-Alguns
eventos do Projeto zaP!
-Palestras
-Agradecimentos
-Penitenciaria
Feminina Campinas - Denuncias
-Penitenciaria
Feminina Campinas 2
-Penitenciária
Feminina Sant'Ana
-Penitenciária
Feminina de San'Ana 2
-Penitenciária
Feminina Talavera Bruce - Bangu
-Penitenciária
Feminina Ana Maria do Couto May no MT
-Penitenciária
Feminina Paraná
-Penitenciária
Feminina Piauí
-Penitenciárias
Femininas em Notas, Notícias e Eventos
-Penitenciarias
Femininas em Noticias
-Penitenciárias
Femininas - Noticiando
-Pedro
Adelson - Secretário da Paraíba
- Administração Presídios
|