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Homossexualismo
nas cadeias Femininas |
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Por:
Elizabeth Misciasci
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Homossexualismo
A falta da reciprocidade afetiva
e solidária dos maridos vai acarretando
uma carência afetiva muito grande e,
num ambiente exclusivamente feminino, elas
acabam se envolvendo umas com as outras.
Há
uma estimativa, de que em algumas Penitenciárias
Femininas, bem mais da metade das internas
“é” ou “está”
vivendo suas intimidade como/com homossexual.
Para evitar conflitos as administrações
das unidades, admitem remanejamentos na disposição
original das reeducandas nas celas.
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Assim sendo é normal
que as “casadas” durmam em uma
mesma cela, um espaço com mulheres
na mesma condição. (Isso só
se torna impraticável em caso de superlotação).
M.S.A, 34, condenada há
27 anos por “vários delitos”,
e A.R.T., 40, com 21 anos de pena por latrocínio
(roubo seguido de morte), formam um casal
típico nessas condições,
uma vez que as duas se conheceram “ali”
(em um Presídio) já faz 14 anos.
Abandonadas, carentes e tendo muitas coisas
em comum, se apaixonaram e vivem uma vida
de casadas há doze anos.
No aconchego do ombro da parceira, M.S.A.
fala sobre sua relação, que
para algumas ainda é visto como um
tabu, possibilitando entender o desprezo de
uma pequena parte das internas pela íntima:
“Eu prefiro mil vezes ficar aqui em
uma cela com o “meu amor” do que
receber alguém uma vez por mês
em uma cama fria de cimento. Minha íntima
é permanente” pontua.
A convivência e aceitação
dos pares homossexuais, porém, quase
sempre, só vale para quem está
lá dentro. Se casos de intimidades
ocorrem através de visitas, (o que
é quase impossível) não
é permitido, bem como visitas íntimas
vindas da rua.
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Íntima
sem intimidade
Há
ainda parte das reeducandas que rejeitam a
visita íntima, talvez pelo constrangimento
de atravessar pavilhões e alamedas
na vista de outras, para ir ao encontro do
parceiro, ou por conformidade de ter a certeza
de que esta não ocorrerá.
E
a tal privacidade?
Outro fator, que contribui para a união
de duas mulheres, pois além de “se
livrar” do já caracterizado e
sabido abandono, a privacidade numa cela em
que mora apenas duas ou quatro é muito
maior, do que em dia de visita íntima.
Uma vez que, na porta que dá acesso
à ala de “x” para as íntimas,
ficam guardas e o chamado “terror das
sinetas” também tocam, ao menor
ruído...
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Leia
Mais...
Dia
de Visitas
Visita
íntima 
*Nota:-
Por Elizabeth Misciasci -
O texto pode ser copiado, reproduzido, acrescentado
em teses, artigos e tccs, trabalhos, pesquisas,
desde que não seja alterado, nem mudado
o teor e mencionada a autora, endereço
e fonte.

Encarceradas
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