Ao
prestar depoimento no último dia 05/05/2008,
o "pistoleiro" Sales, versou diferentemente
do que havia relatado no primeiro julgamento,
em 2005, ou seja, ao depor, Fogoió
afirmou ser autor de seis disparos contra
a Missionária e assim, ser Réu
Confesso do homicídio. Em contra partida,
alegou que a arma que usou para matar a missionária
Dorothy Stang não pertencia ao fazendeiro,
acusado como suposto mandante do crime.
Em
total contradição, que no primeiro
depoimento, afirmavava que o mandante do crime
e dono da arma usada para cometer o assassinato,
era onde o fazendeiro Vitalmiro Bastos de
Moura, conhecido pela alcunha de Bida. O fazendeiro,
(que era acusado como mandante do crime),
chegou a ser condenado em janeiro de 2007
a trinta anos de prisão.

Rayfran
das Neves Sales, executor do crime, foi condenado
a vinte e sete anos de condenação
em dezembro de 2005.
Como Moura e Sales foram condenados a mais
de 20 anos de prisão cada um, 30 e
27 anos respectivamente, eles tiveram direito
a novos julgamentos. No caso de Fogoió,
que recorrera da sentença, em 22 de
outubro de 2007 o júri confirmou a
condenação.
No entanto, com a alegação de
problemas técnicos argüidos pela
defesa, o segundo julgamento foi anulado.

Em
novo julgamento, na última terça-feira
06/05/2008, o fazendeiro Bida, foi absolvido
pelo
conselho de sentença durante o segundo
julgamento a que foi submetido no Tribunal
do Júri de Belém.
A decisão revoltou as famílias
da vítima e entidades de direitos humanos
presentes no salão do júri.
O promotor Edson Souza disse que pretende
recorrer da decisão. Os jurados entenderam
que não havia provas suficientes para
condenar o fazendeiro e ele será solto.
O
pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió,
foi condenado a 28 anos de prisão.

Amair
Feijoli da Cunha, acusado de intermediar o
crime, recebeu pena de 27 anos de prisão,
reduzida para 18 anos por causa da delação
premiada. Clodoaldo Carlos Batista, que presenciou
o crime e nada fez para impedi-lo, foi sentenciado
a 17 anos de reclusão. Regivaldo Pereira
Galvão, acusado de ter planejado e
mandado matar a missionária, também
deve ir a júri.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
ministro Gilmar Mendes, criticou nesta sexta-feira,
(09/05/2008) a afirmação do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
para quem a absolvição do fazendeiro
Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, "mancha
a imagem do Brasil no exterior."
Entendendo
melhor o caso
Fazendeiro acusado pela morte de Dorothy Stang
é absolvido

Missionária foi assassinada em fevereiro
de 2005, em área rural do Pará.
Em primeiro julgamento, réu havia sido
condenado a 30 anos de prisão.
O
fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado
de ser o mandante do assassinato da missionária
Dorothy Stang , foi absolvido após
dois dias de julgamento, na noite desta terça-feira
(6). O julgamento aconteceu em Belém.
A religiosa foi assassinada em uma área
rural de Anapu (PA), em 12 de fevereiro de
2005.
O
promotor Edson Cardoso afirmou que vai recorrer
da sentença.
Esta
é a segunda vez que o fazendeiro é
julgado pelo crime. Ele foi a júri
novamente porque a pena havia sido superior
a 20 anos de prisão. Vitalmiro já
havia sido condenado a 30 anos de reclusão.
Já
Rayfran das Neves Sales, réu confesso
do crime, foi condenado a 28 anos de reclusão.
Este foi o terceiro julgamento de Rayfran.
O segundo júri foi anulado porque o
Tribunal de Justiça acatou argumento
dos advogados, que alegaram cerceamento de
defesa. Ele já havia sido condenado
a 27 anos de prisão.

A
reviravolta na sentença causou um início
de confusão na platéia e o juiz
Raimundo Alves Flexa interrompeu as declarações
finais por duas vezes para pedir silêncio.
"Aqui
não senta réu já condenado.
Esse tribunal é livre e possui autonomia.
Quem estiver descontente, que recorra à
esfera maior", afirmou Eduardo Imbiriba,
advogado do fazendeiro.
Por
volta das 18h40, o júri saiu da sala
secreta, por aproximadamente 25 minutos, para
decidir a sentença de Vitalmiro e Rayfran.
Flexa,
juiz titular da 2ª Vara de Júri
de Belém, demorou mais de 40 minutos
para ler a sentença, criando um clima
de expectativa.
A
segurança foi reforçada no salão
interno e os advogados de defesa saíram
do local comemorando.
Em
frente ao Tribunal, equipes da Ronda Ostensiva
Tática Metropolitana (Rotam) foram
chamadas, para também reforçar
o policiamento.

Defesa
Marilda Cantal, defensora pública de
Rayfran Sales, foi a primeira a se manifestar.
Ela disse que o crime não foi por encomenda
e que Rayfran só atirou na missionária
por que se sentia pressionado por Dorothy
e pelos colonos que a vítima apoiava.
Segundo a advogada, Rayfran praticou um crime
de natureza simples.
Já
o advogado de Vitalmiro Moura sustentou a
tese de negativa de autoria e cobrou a absolvição
do fazendeiro. Ele afirmou de forma categórica
que não existe nenhuma prova concreta
no processo que pudesse incriminar o fazendeiro.

Recurso
Marilda
Cantal afirmou que vai apelar da sentença
de Rayfran e pediu que o recurso da defesa
conste nas atas do julgamento.
FonteParcial:
Folha do Progresso
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