Enquanto algumas instituições
bancárias fazem exigências em
muitos casos absurdas, cobrando taxas abusivas,
filtrando seus clientes a fim de detectar
quem poderá sentar diante de um gerente,
recebendo toda a atenção e préstimos
que irão de encontro a sua necessidade,
há também os que são
tratados com tamanho descaso, que chegam a
acreditar que não devem entrar em uma
agência bancária, nem mesmo para
pagar uma conta.
Vivemos uma difícil realidade em todos
os âmbitos, no entanto, tratando-se
das questões referentes à economia,
não é só desumanamente
desigual quanto às possibilidades para
a aquisição de numerários
em espécie, como também, chega
a ser inviabilizada, se acessarmos os verdadeiros
índices de desemprego que sugerem aos
milhares de cidadãos, sobreviverem
às margens de imposições
disformes.
Um País, onde o acesso a Educação
com qualidade, é circunscrito apenas
a uma minoria, sendo forte expoente de seqüelas
negativas na sua falta ou quando esta é
extremamente precária, compromete toda
uma nação, onde as classes menos
ou nada favorecidas, não vislumbram
mudanças ou perspectivas futuras.
Existem
opiniões semelhantes dentro de várias
instituições familiares, que
dão ênfase ao temor de não
terem seus filhos o mesmo destino, ou seja,
já que não se beneficiam de
cartões corporativos, nem possuem renda
para créditos, lutam por uma cesta
básica para não morrerem de
fome, pois a dignidade há muito se
perdeu.
No entanto, hoje, o povo brasileiro possui
outro perfil, não é mais aquele
que aparentava ser completamente desinformado,
muitos buscam o saber e já não
se convencem com aqueles que tentam através
de longos discursos, demonstrarem apenas a
necessidade de afirmar o que é pura
e nociva teoria.
Assim
sendo, uma grande fatia da população,
é sabedora de que a ordem econômica
do País, sempre deixou esta fatia,
sem controle e sem poder sobre seus direitos
ou patrimônios, isso a custa de uma
ciranda financeira desordenada, que foi empobrecendo
o trabalhador, engordando os lucros com favorecimento
no crescimento de muitas instituições
bancárias, direcionando recursos ao
Governo, com “amparo” pessoal
a assessores e governantes.
Diante deste quadro, em que a teres é
de poucos, aonde ainda há a distancia
prática entre o Juízo e o Cidadão
á luz do estado democrático
de direito, e a real visão humana do
povo se estende a resultados nada edificantes,
vão aos poucos extinguindo a crença,
a motivação e a força
dos que proporcionam o mais importante fator
produtivo do País, ou seja, o trabalhador.
O Estado Brasileiro, não pode sob nenhuma
hipótese, atuar com deslealdade, violando
um dos primeiros princípios do Direito,
que diz respeito à Lealdade e a Boa-Fé.
Não
se trata de impedir que os ministros tornem-se
impossibilitados de portar os cartões
corporativos do governo, nem tão pouco,
sejam estes cancelados, mas sim, reavaliados
para que estes não beneficiem aqueles
que sem nenhum constrangimento, preocupação
e pudor, usem-no para pagar supérfluas
e altíssimas despesas pessoais, pois
a judicante exercida mesmo de forma anônima
pelo povo brasileiro, pode ser inaudível
para os que hoje, são detentores do
Poder, no entanto, as regras podem mudar.
Ninguém fica indiferente conhecendo
as burocráticas exigências efetuadas
pelas instituições bancárias
para se conseguir créditos, pagar taxas
às vezes abusivas e quase sempre se
ver em desvantagem diante de seus direitos,
para continuaram driblando suas ações
a fim de se amoldar a uma realidade que sempre
se apresentou irreversível.
O
povo brasileiro, já se intriga em inconformados
desabafos, e prometem mostrar com determinação,
que as ditas regras podem mudar, quando estiverem
diante das urnas...
E... Que assim seja!
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