
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
no anual de dezembro de 2007 informou que o brasileiro, esta
tendo crescente período de sobrevivência, entardecendo
o fenecer, se a causa for natural.
Então, compreende-se que estamos gradativamente, passando
por transformações que estabelecem maior expectativa
(ou durabilidade) de vida.
Conforme dados estatisticamente divulgados, a idade média
de vida em 2005, era de 71.9 anos e em 2006, 72.3, porém,
como toda transformação produz efeito, evidente
que o fato do brasileiro estar vivendo mais, “a grosso
modo” pode-se atestar, ou alimentar a tese de que a
qualidade de vida melhorou de forma significativa.
Portanto, o efeito de uma maior longevidade, passa a surtir
mudanças que vão diferir nas futuras aposentadorias,
pois ficarão mais achatados, levando inegavelmente
o trabalhador brasileiro há contribuir mais tempo para
ter o mesmo valor do benefício.
Enquanto a expectativa de vida aumenta, piora o fator previdenciário,
uma vez que se prevê a redução no valor
das aposentadorias porvir.
Segundo especialista, diretamente ligado ao setor, estes dados
provam que há uma grandeza de caráter prático
inconteste, objetivando e proporcionando qualidade, principalmente
na área da saúde de dimensão positiva
muito mais elevada e benéfica do que se pressupõe.
Ou seja, se por um lado a Previdência sofre ajuste,
por outro, este “ganho de vida” se dá pelos
investimentos direcionados a este setor, o que vem proporcionando
melhoria na estrutura do órgão, facilidade e
rapidez ao acesso do povo aos serviços de saúde,
prevenção de doenças, e uma das maiores
prioridades da gestão, a vacinação. “Todo
este conjunto tem que ser analisado com positivismo,”
- complementa o especialista, pois “serve para comprovar
que a pasta permanece organizada, oferecendo a população
brasileira, a merecida dignidade no que tange a saúde
pública”.
De acordo com dados divulgados pelo IBGE, é veraz que
as mulheres vivem mais que os homens, ou seja, as mulheres
vivem em média 75,2 anos e os homens, 67,6 anos.
Conforme parecer de alguns estudiosos, o menor tempo de vida
dos homens em relação ás mulheres pode
estar ligado para a maioria do sexo masculino, a um comportamento
mais arriscado nas ações do cotidiano, que envolve
menor tolerância.
Além de um alto estresse, que envolve competitividade
profissional, responsabilidade demasiadamente exagerada, (há
casos, que em virtude de herança machista do patriarcado)
aflora a sensação de fracasso, para estes, em
que a completa necessidade de honrarem sozinhos todas as obrigações
e responsabilidades financeiras do lar, é apenas e
exclusivamente do homem. Em razão desta concepção,
no caso de uma eventual crise, que não supra tais obrigações
a “autoridade máxima” da família,
pode chegar a sérias seqüelas provocadas pela
sensação de derrota, aumentando o índice
de problemas cardiovasculares, e outros tantos de ordem emocional.
Segundo alguns pesquisadores, os hormônios femininos
da família dos estrogênios, são os responsáveis
pela longevidade das mulheres, enquanto que os hormônios
masculinos, testosterona, podem encurtar a esperança
de vida dos homens. Sem contar outro fator importantíssimo,
os Homens brasileiros se cuidam menos, evitam médicos
e tratamentos, diz estudo.
Embora a mulher viva mais que o homem, e nós brasileiros
“ganhamos mais tempo de vida”, há uma observação
muito séria a ser feita, já que a trajetória
da taxa de participação feminina no mercado
de trabalho acaba refletida, 30 anos depois, na curva de evolução
das aposentadorias femininas, aquela tendência do mercado
de trabalho tem se reproduzido na composição
das despesas do INSS. A Mulher ainda sofre quanto a desproporcional
remuneração para exercer a mesma atividade profissional
que o homem, em contrapartida, com a mudança no Código
Civil, passou a possuir mais obrigações, e sendo
hoje, muitas dessas, as únicas mantenedoras familiares,
legitimando que qualquer despesa “extra” pode
e certamente irá causar transtornos e muito mais dificuldades.
Pensando assim, viver mais, seja em virtude da composição
hormonal, ou pelas estatísticas, não irá
beneficiá-la sob nenhuma hipótese, porém,
ter que contribuir mais com a Previdência, tanto sob
o ponto de vista econômico, quanto ao tempo trabalhado,
será, ou melhor, dizendo, é para o feminil completamente
desfavorável. Agora, analisando de forma consciente,
mesmo que esta se aposente, não cessa o trabalho, só
limita-se ao endereço, pois a mesma, permanece aos
afazeres domésticos. E, se for à única
a cuidar da manutenção da casa, futuro dos filhos,
com a sobrecarga das despesas do lar, tornar-se-á sem
sentido “ganhar mais tempo de vida,” se tiver
que ‘tentar sobreviver’ com cobradores a porta,
contas penduradas na geladeira, ou a falta do alimento na
mesa. “Viver mais” ou “ganhar mais tempo
de vida” para morrer em corredor de pronto-socorro,
pois aposentado no Brasil, dificilmente consegue pagar plano
de saúde, para isso, ou acumulou pela vida toda um
pé de meia, ou alguém próximo lhe presenteia
contribuindo mensalmente com as tais mensalidades.
Neste caso, de nada adianta a ‘quantidade’ “ganhando
mais tempo de vida” e sim a ‘qualidade’,
“mesmo que se viva menos, porém com a dignidade
suficiente”, já é o bastante.

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