Audiência de Defesa - Pedido de Habeas
Corpus - Peritos - Parecer Desembargador Dr.
Caio Eduardo Canguçu
TODO
O CASO
As
testemunhas arroladas pela defesa do casal
Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, começaram
a ser ouvidas nesta quarta-feira dia 02/07/2008.
01/07/2008
Laudo
O
laudo que contém cinqüenta e sete
páginas, do Núcleo de Crimes
Contra a Pessoa responde a dois quesitos formulados
pela delegada Drª. Renata Pontes,
do 9º DP. Ela queria saber se as chaves
do apartamento vizinho, da irmã de
Alexandre, poderiam abrir o imóvel
do casal. Os peritos afirmam que elas têm
segredos distintos. A outra diz respeito ao
tempo que Alexandre e Anna teriam gasto para
cumprir a versão apresentada à
polícia - ele não condiz com
o registrado pela perícia.
A
única prova técnica contra a
madrasta até agora é uma gota
de sangue em uma sapatilha dela. Havia indícios
da participação de Anna Carolina
Jatobá na esganadura a que Isabella
foi submetida, mas policiais e peritos reconheciam
a fragilidade dessa vinculação.
As outras provas - desde a pegada sobre o
lençol até as marcas da tela
de proteção na camiseta - apontavam
para Alexandre.
As
suspeitas contra Anna surgiram da comparação
do formato e da quantidade de sangue no chão
do apartamento e sobre os lençóis
dos irmãos de Isabella. Chamou a atenção
o fato de não haver sangue na camiseta
de Alexandre, apesar de a menina ter sido
carregada e ter um corte de 5 milímetros
na testa.
18/06/2008
Ana
Carolina de Oliveira, mãe
de Isabella foi a primeira testemunha a ser
ouvida em Juízo. Quando chegou ao Fórum
de Santana, entrou de carro diretamente na
garagem do fórum sem falar com jornalistas.
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17/06/2008
O
pai de Alexandre, Dr Antonio Nardoni, bastante
abatido, manteve-se "isolado" num
corredor perpendicular ao que estava sendo
processado o primeiro depoimento. Algumas
vêzes, quebrava o silêncio, falando
ao celular.
A
oitiva das testemunhas declinadas pelo Digníssimo
representante do Ministério Público,
começaram a ser ouvidas hoje. A primeira
depoente Leia
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12/06/2008
Drª.
Delma Gama e Narici, contratada pela
defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Trotta Jatobá, disse que encontrou
indícios suficientes “para desconstruir
o laudo” elaborado pelo Instituto de
Criminalística para o inquérito
que investigou a morte de Isabella na visita
ao prédio onde morava o casal.
Acompanhada
do legista George Sanguinetti, dos advogados
do casal e de um “dublê”
de Alexandre Nardoni (abaixo maiores detalhes),
Drª. Delma Gama afirmou
que tirou fotos, filmou e gravou considerações
sobre o que viu no local.
11/06/2008
Seis
horas aproximadamente, foi o tempo utlizado
pelos peritos da Defesa do Caso Isabella,
para elaborar laudo visto simulação.
Um
dublê do pai de Isabella, foi utilizado
para tentar reproduzir os movimentos que Alexandre
Nardoni diz ter feito.
O
dublê que teria as mesmas características
físicas de Alexandre e vestindo uma
camiseta branca, semelhante à usada
por Nardoni no dia da morte, simula a cena
do assassinato conforme dados do próprio
pai de Isabella, prestados em Juízo.
Os peritos trabalharam no quarto do casal,
localizado na lateral do edifício.
Eles cortaram a tela de proteção
na mesma dimensão do buraco aberto
antes de a menina ser arremessada.
Os
peritos simularam duas situações:
o pai de Isabella com a cabeça para
fora da tela, olhando para baixo - tese da
defesa -, e com os dois braços para
fora – versão da polícia
para o crime. Um fotógrafo registra
as marcas deixadas na camiseta pela tela.
A
defesa quer comprovar que as marcas
encontradas na roupa do pai de Isabella poderiam
ter sido feitas no momento em que
ele olhou pelo buraco da tela para ver a filha
caída no jardim. Por pelo menos duas
vezes o dublê fez cada uma
das simulações, sem trocar de
camiseta.
Por Elizabeth Misciasci em 11/06/2008
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