O
fato de Doutor Antonio Nardoni, ser advogado
e pai de um dos acusados, não lhe “garantiria”
(caso não houvesse o vínculo
do testemunho) o direito de assistir os interrogatórios,
já que os pacientes, ora acusados,
possuem defensores particulares, devidamente
constituídos nos autos e na lista de
defensores, ele não é bastante
procurador de nenhum dos interrogandos.
Embora como advogado, e conhecedor do Direito,
com o Poder “do conhecimento”
sabedor de que seria inviável sua
presença na sala de audiência,
ansioso, Dr. Nardoni, juntamente com Alexandre
Jatobá, pai de Anna Carolina, teve
que ficar do lado de fora, o que não
estava preparado.
Nem o Pai de Anna Jatobá
nem o Pai de Alexandre, puderam
falar com os filhos, porém, o Dr.
Antonio Nardoni, falou com a imprensa
sobre o filho, disse que só pergunta
dos filhos, está com aparência
muito abatida, mal se alimenta e tem sofrido
muito. Aproveitou para comentar que esta
confiante nos “novos laudos”
encomendados, bem como satisfeito com
a “desenvoltura” dos peritos
contratados pela Defesa. Afirmando confiante
que os “novos laudos documentos
acostados aos autos” serão
fundamentais para corroborar a inocência
do filho e nora.
Foto
-Anna Carolina Jatoba - Capturada TV Globo
Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá
uniformizada, (assim como Alexandre Nardoni).
e algemada é a primeira a ser interrogada.
No início de seu depoimento (de
acordo com informações do
próprio Fórum de Santana)
começou “afoita” extremamente
nervosa.
O Ilmo. Juiz da 2ª Vara do Tribunal
do Júri e emérito julgador
do caso Dr. Mauricio Fossen conversou
com a acusada, para que conseguisse se
acalmar, pois seria impossível
interroga-la naquele estado. Aos poucos
Jatobá foi se controlando, tornando
seu interrogatório mais “tranqüilo”.
Dois momentos de choro descontrolado
Agora (15h42min) a depoente relatando minuciosamente
e com “riquezas de detalhes”
o que aconteceu no sábado, chorou
copiosamente.
Chorou muito mais, ao descrever o “Amor
por Isabella”, disse que almoçaram,
que ela (Anna Jatobá) havia trocado
as três crianças, foram ao
Supermercado, depois a casa de seus pais.
Diante do Ilmo. Doutor Juiz de Direito
da segunda Vara do Júri –
Fórum Regional de Santana, Mauricio
Fossen, dificilmente, Anna Carolina Trotta
Jatobá, deixará de responder
e com clareza, mesmo que de várias
maneiras, as perguntas efetuadas. E para
fazer constar, o Digníssimo Julgador
é conhecido pela forma metódica,
detalhista, seria tranqüila e competente
no campo em que atua.
Exigente ao extremo e se não encontra
respostas claras, a refaz com total propriedade,
exigindo, no entanto, “coerência”
nas respostas.
(16h00min h)
Anna Jatobá, que já precisou
interromper seu depoimento para se acalmar,
acama de enfocar “dois pedreiros”
Vando e Paulo, neste momento foi muito
clara e salientou dando muita ênfase
aos dois, ex-empregados.
Anna Jatobá, disse que ambos tinham
acesso a chave que afirma ter perdido
e, que na época da reforma do apartamento,
ela e o “Paulo” tiveram uma
briga muito, mais muito feia. Que em função
desta discussão, o pedreiro Paulo
sumiu, não voltando mais, nem para
receber. Outro fato enfatizado por Jatobá
foi em relação ao zelador
do prédio.
Disse que no dia da tragédia, na
manhã ainda do sábado, foi
abordada pelo zelador, que lhe perguntou
se -“era ela Isabella, a sua enteada.”
Em seguida disse de repente- “Não
havia sangue no carro.”.
O Juiz a interrompeu, dizendo “Não
perguntei isso”.
(16h15min h)
Ela disse que quando subiu com Alexandre
para o apartamento, pensou que Isabella
estivesse dormindo e depois, que teria
caído da cama. Quanto ao sangue
na cama, acreditou ser de seu filho Pietro
(3 anos).
(17h42min)
O juiz que preside o caso poderia permitir
que Anna Carolina Jatobá, assistisse
o interrogatório de Alexandre.
Porém, isso não ocorreu.
Anna Jatobá retornou a carceragem,
até serem liberados e levados para
Unidade prisional.
Alexandre
Nardoni
Assim que se findou o interrogatório
de Anna Carolina Jatobá, houve
uma pausa de dez minutos, e Alexandre
Nardoni, foi levado á presença
do Exmo. Juiz Dr. Mauricio Fossen, para
ser interrogado.
Foto
Alexandre Nardoni - Capturada TV Globo
Nardoni prestou seu depoimento por quase
duas horas, tempo este, que de acordo
com a Assessoria de Imprensa (representada
por dois Jornalistas, presentes na audiência
e que acompanharam os interrogatórios)
manteve-se sereno e firme, respondendo
a cada inquirição de forma
aparentemente tranqüila.
O interrogatório terminou às
19h54. Assim como Anna Carolina Jatobá,
Alexandre Nardoni tentou novamente incriminar
uma terceira pessoa.
Alexandre mostrou-se inconformado com
as ações da polícia,
referindo-se ao fato de a polícia
nunca ter investigado outras pessoas,
entre elas o porteiro, o pedreiro e o
zelador.
Doutor Francisco
Cembranelli.
"É
uma grande novidade porque eles foram
ouvidos duas vezes e não se fez
referência a isso", informou
o Promotor do caso Dr. Francisco Cembranelli.
Dr.
Francisco Cembranelli
Embora,
surpreso por “novidades” trazidas
ao interrogatório pelo casal, como
as queixas contra a polícia, Cembranelli,
tanto Anna Jatobá, como Alexandre
Nardoni mantiveram a mesma versão
dada desde início das investigações.
-"Eles mantém a mesma versão.
Negaram taxativamente evidências
incontestáveis.”.
Mesmo
assim, disse que os réus chegaram
a cair em contradição "várias
vezes". "Uma dessas contradições,
de grande relevância, foi quando
ele disse que tinha discussões
normais, corriqueiras. Foi diferente do
que ela (Anna Carolina) narrou",
disse o promotor, completando que a ré
contou que as brigas eram "acirradas".
O
promotor do Ministério Público
disse ainda que as versões do casal
demonstraram-se bem semelhantes. “As
versões estavam bem ensaiadas,
até exageradamente. Foi à
impressão que eu tive”, alegou.
Apesar disso, Cembranelli afirmou “que
nada foi além do esperado”.
Cembranelli
disse que, durante os depoimentos do casal
nesta quarta, eles tentaram incriminar
o porteiro, o zelador e o pedreiro do
prédio. “Não foram
só esses que eles citaram. Citaram
várias outras pessoas. Sugeriram
que moradores podem estar envolvidos e
que até um deles faria parte de
uma quadrilha (..) Eles abriram de tal
maneira o leque de suspeitos que, a qualquer
momento, qualquer um de nós vai
ser apontado como suspeito”. Apesar
das acusações, segundo o
promotor, o próprio casal teria
informado que não tem inimigos.
As partes saíram do Fórum
Regional de Santana, com audiência
já marcada para os próximos
dias 17 e 18 de junho de 2008.
Trata-se da audiência de acusação,
que, Segundo tribunal, 18 testemunhas
devem ser ouvidas
A Defesa informou que vai apresentar dentro
do prazo legal (três dias) a defesa
prévia, ou seja, o rol das testemunhas
de defesa de cada um dos acusados.
29/05/2008
Nota
da Secretaria de Segurança Pública
de Sp. (SSP)
A
Secretaria de Segurança de São
Paulo (SSP) divulgou na quarta-feira (28/05/2008)
uma nota em que a delegada Renata Pontes
informa que “jamais” induziu
a madrasta da menina Isabella, Anna Carolina
Jatobá, a falar qualquer tipo de
informação.
Na
nota, a delegada informa que “está
absolutamente tranqüila em relação
ao trabalho de investigação
realizado no caso do assassinato da menina
Isabela Nardoni”. A delegada afirma
ainda que jamais ficou sozinha com Anna
Carolina Jatobá e que “sempre
deu total liberdade para que Anna contasse
a verdade dos fatos”.
Por
fim, a delegada informou que no momento
oportuno, definido pela Justiça,
irá responder a qualquer questão
relativa a esse assunto, já que
ela é testemunha de acusação
no processo.