Dois
eram os quesitos formulados pela delegada
do 9º. Distrito Policial, Drª. Renata
Pontes. Um com o objetivo de responder sobre
as chaves do apartamento do casal e o outro
referente ao percurso de tempo relatado em
depoimento.
O centro do primeiro questionamento seria
saber se as chaves do apartamento de Cristiane
Nardoni (irmã de Alexandre) poderiam
abrir também o apartamento de Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Já
o segundo, diz respeito ao tempo que teriam
gasto para cumprimento dos trajetos relatados
em depoimento, se este, seria compatível
com o cronômetro da perícia.
Ambos foram respondidos num laudo composto
de cinqüenta e sete páginas do
Núcleo de Crimes Contra a pessoa.
O
laudo, responde que as chaves possuem segredos
distintos e em relação ao tempo,
ele não condiz com o registrado pela
perícia, em desacordo com a versão
apresentada por Alexandre e Jatobá.
Em
dois meses de minucioso trabalho, dos Peritos
do IC de Sp. (Instituto de Criminalística
de São Paulo) foram cruzados informações
do laudo necroscópico, depoimentos
de testemunhas e de um detalhado levantamento
no local dos fatos.
A primeira baseou-se na versão apresentada
pelo casal, onde foi cronometrado o tempo.
Assim
sendo, a perícia calculou primeiro
no relógio o tempo que Alexandre Nardoni
teria gasto para tirar Isabella no carro e
deixá-la no apartamento, o que resultou
seis minutos e cinqüenta e quatro segundos.
Já na segunda parte, apurou-se de forma
cronometrada, o tempo que Alexandre Nardoni
teria gasto entre o retorno a garagem e a
volta com a família ao apartamento,
o que resultou em mais seis minutos e quatro
segundos.
Já
o tempo gasto no elevador foi calculado separadamente.
Os peritos consideraram que o elevador já
estivesse no subsolo quando a família
chegou e no sexto andar nas duas vezes em
que foi usado por Alexandre. Do subsolo ao
sexto andar, um minuto e dois segundos, o
mesmo tempo para descer e voltar ao apartamento,
e cinqüenta e dois segundos do sexto
ao térreo. Na somatória geral,
o casal gastaria dezesseis minutos e cinqüenta
e seis segundos. Contudo, entre a chegada
do casal e a queda da menina se passaram apenas
doze minutos e vinte e seis segundos.
A
perícia concluiu também, que,
se de fato houvesse uma terceira pessoa, ela
teria apenas um minuto e cinqüenta e
cinco segundos para guardar os objetos usados
para cortar a rede, limpar as manchas de sangue,
lavar a fralda, trancar a porta e sair sem
deixar rastros.