O
Delegado, Calixto Calil Filho, disse que boa
parte da chamada cena do crime já estava
esclarecida.
Caso
Isabella Nardoni
Em
08 de Maio de 2008
Desde o início. Leia na íntegra..
Decisão
Judicial, com despacho completo do Exmo Dr
Juiz de Direito 2º Tribunal do Júri,
do Fórum de Santana (Dr. MAURÍCIO
FOSSEN). Prisão do Casal Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.
Argumentos e amparo Legal da Denúncia
oferecida pelo Promotor Dr Francisco Cembranelli,
perícias e laudos, Reconstituição
do Crime, a presença da Imprensa, o
clamor Público, o cumprimento do mandato
de prisão preventiva, o parecer da
Defesa
29
de março de 2008- Sábado
Às
23h30, Isabella Nardoni cai
do sexto andar sobre o gramado em frente ao
prédio. A menina chega a ser socorrida,
mas morre pouco depois. O pai da menina e
a mulher vão à delegacia, onde
dizem que alguém jogou Isabella do
sexto andar, mas não sabem quem foi.

O
pai conta que chegou da casa da sogra com
a família e subiu só com Isabella.
Diz que levou a menina até o quarto
dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta
do apartamento e voltou à garagem,
para ajudar a mulher a subir com os outros
dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou
ao apartamento, viu a tela de proteção
da janela rompida e a filha caída lá
embaixo.
Os médicos legistas analisam o corpo
e encontram ferimentos que podem ter ser sido
feitos antes da queda.
O pai e a mulher passam a madrugada na delegacia.
30 de março (domingo)
Os
depoimentos duram o dia todo e a polícia
fala, pela primeira vez.
O delegado afirma que foi homicídio
e não acidente, porque a menina não
sofreu uma queda acidental. Segundo a polícia,
alguém rompeu a tela protetora da janela
e jogou a criança.
Para
delegado, queda de menina foi homicídio
31 de março
(segunda-feira)
Isabella Nardoni é enterrada de manhã
e o avô materno, José Arcanjo
de Oliveira, é o único a dar
declarações. Diz que o caso
abalou a família inteira.
Isabella Nardoni é enterrada de manhã
e o avô materno, José Arcanjo
de Oliveira, é o único a dar
declarações. Diz que o caso
abalou a familia inteira.
No apartamento, os peritos descobrem que a
tela rompida é a da janela do quarto
dos irmãos, não do quarto da
Isabella. Recolhem a tela e alguns utensílios
de cozinha que possam ter sido usados para
fazer o corte. Também levam amostras
do sangue encontrado em vários pontos
do apartamento e as roupas da vítima,
entre elas uma camiseta rasgada nas costas.
Um operário que trabalhou no prédio
presta depoimento, confirma que teve um desentendimento
com o pai de Isabella, mas nega envolvimento
na morte.
-Isabella
Nardoni de 5 anos é enterrada
-Polícia vai reconstituir morte de
menina
-Pedreiro se diz surpreso por ser acusado
de jogar menina
-Polícia investiga agressão
antes de menina entrar em apartamento
1º de abril
(terça-feira)
A polícia ouve seis pessoas: o primeiro
policial a chegar ao prédio, logo depois
da morte, dois ex-vizinhos e três vizinhos
da família. Eles contam que ouviram
gritos.
O advogado da família Nardoni e o delegado
Calixto Calil Filho têm interpretações
diferentes sobre os depoimentos prestados.
Isabella
foi encontrada com vida pelos bombeiros
2 de abril (quarta-feira)
A mãe de Isabella, Ana Carolina de
Oliveira, presta depoimento. "Que
a justiça seja feita", diz na
saída.
Com base no depoimento da mãe, a polícia
pede a prisão temporária do
pai e da madrasta de Isabella, Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Peixoto Jatobá.
A Justiça aceita e determina a prisão.
Os peritos voltam ao apartamento e examinam
também a garagem e o carro da família.
Os investigadores vão à casa
dos pais de Alexandre pedir que eles convençam
o filho a se entregar.
-Peritos
voltam a apartamento para apurar morte
-‘Que a justiça seja feita’,
diz mãe de menina
-Pai de Isabella diz que perdeu uma das chaves
de casa
3 de abril (quinta-feira)
Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá divulgam
cartas, escritas de próprio punho,
em que afirmam não serem culpados pela
morte da criança e declaram amor por
Isabella.

Carta
de Alexandre Nardoni
Os
advogados negociam a apresentação
do casal, o que ocorre no fim da tarde. Eles
se apresentam no Fórum de Santana,
na Zona Norte, passam pelo 9° Distrito
Policial e fazem exames de corpo delito no
Instituto Médico-Legal (IML). Eles
são levados para delegacias distintas.
Transcrição
da carta do Pai
"Eu,
como pai de três filhos, posso dizer
sem dúvida uma coisa: que a Isabella
é o maior tesouro da minha vida. Tenho
outros filhos meninos, mas a minha menininha
era a princesa da casa. A Isabella sempre
foi muito carinhosa comigo e com os irmãos
dela. Costumava dizer que era a mamãe
do meu filho mais novo, o Cauã, e defendia
o do meio, Pietro, acima de tudo. Quando me
dei conta que tinha perdido minha Isabella,
senti naquele momento que meu mundo acabou.
Não sei como caminhar.
Todos
estão me julgando sem ao menos me conhecer.
Não faria isso com ninguém,
muito menos com minha filha. Amo a Isabella
incondicionalmente e prometi a ela, em frente
ao seu caixão, que, enquanto vivo,
não sossego enquanto não encontrar
esse monstro. Tiraram a vida da minha princesa
de uma maneira trágica e não
me permitem sentir falta dela, pois me condenam
por algo que não fiz. Minha filha,
como os irmãos dela, são tudo
na minha vida. Eu estou sem rumo, mas confio
que Deus me dará forças para
vencer esses obstáculos, mostrando
o caminho certo para a justiça.
Quero
a minha filha bem, em paz, e tenho plena certeza,
e consciência tranqüila do meu
amor, amor que tenho por ela. Pois por mais
que me julguem, só eu e minha filhinha
sabemos a dor que estamos sentindo. E o mais
importante é que 'Isa' sabe o pai que
fui para ela. Minha mãe está
à base de calmante por falta do nosso
'botão de rosa', como ela diz. Meu
pai chora quando lembra dela e quando assiste
a cada reportagem. Minha irmã e minha
mãe choram pelo que estão fazendo.
Tenho
muito mais a dizer, mas espero que um dia
me escutem como pai que sofre por sua filha,
e não como um monstro, que não
sou. Nós não tínhamos
feito nenhuma declaração ainda
porque acreditávamos que o caso seria
solucionado. Nós não somos os
culpados, e ainda encontrarão o culpado.
Dessa forma, não precisaríamos
mostrar a nossa imagem, porque o nosso sofrimento
é muito grande. Só que nos acusam
e queremos mostrar o que realmente estamos
sentindo. A verdade sempre prevalecerá."

Carta
de Anna Carolina Jatobá
Transcrição
da carta de Anna Carolina Jatobá
"Amor da minha vida, você é
e sempre será tudo na minha vida, na
do Titi e do Alemão. Isa, a Tia Carol
te ama muito e te amarei. Sei que a palavra
madrasta pesa ao ouvido dos outros, mas para
‘Isa’ sei que eu era a Tia Carol.
Amo ela como amo aos meus filhos. Eu tenho
minha consciência tranqüila do
carinho com que sempre a tratei.
Ela
adorava me ajudar a cuidar dos irmãos
e até ensinou o mais novo a andar.
Ele trocava meu colo para ficar com ela.
O
Pietro chamava a ‘Isa’ todos os
dias e só passou a ir à escola
quando a ‘Isa’ estudava lá.
Adorava fazer tudo para agradá-lo.
Ela e o Pietro ligavam sempre para que eu
a buscasse. Brincávamos ela, eu e o
Pietro de musiquinhas, ciranda e casinha.
Eu,
Alexandre e minha sogra fizemos o quarto dela
como ela sempre sonhou. Compramos o baú
do Hello Kitty. Ela adorava as princesas da
Disney e compramos um abajur. Mas, acima de
tudo isso, o carinho era o que mais contava.
Então,
o que tenho a dizer, é que Isabella
era tudo para todos nós e tenho fé
que encontraremos quem fez essa crueldade
com nossa pequena.
Não
tínhamos dado nenhuma declaração,
pois acreditávamos que o caso seria
solucionado. Somos inocentes e a verdade sempre
prevalecerá."
-Polícia
procura pai e madrasta de Isabella
-Pai e madrasta de Isabella se entregam em
fórum
-Em cartas, pai e madrasta de Isabella diz
que não são culpados
4
de abril (sexta-feira)
Dados
preliminares do exame toxicológico
feito no casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá constatam que nenhum dos dois
havia ingerido álcool ou qualquer tipo
de droga na noite da morte de Isabella.
O
promotor Francisco Cembranelli afirma que
há trechos "fantasiosos"
nos depoimentos dados à polícia
por Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Ele visita o prédio do pai de Isabella.
Depois de passar 45 minutos no local, diz
que “qualquer conclusão (sobre
o caso) é precipitada”.
Também
na sexta-feira é realizada uma nova
perícia no prédio. Técnicos
do Instituto de Criminalística (IC)
mediram o muro que cerca o prédio e
verificaram qual seria a área abrangida
pelo circuito de câmeras, caso ele estivesse
em funcionamento no dia crime.
-Após
visitar prédio, promotor diz que qualquer
conclusão é precipitada
-‘Sou inocente’, diz pai de Isabella
ao retornar à delegacia
-Igreja fica lotada em missa de 7º dia
-Exame contata que pai e madrasta não
usaram drogas
5 de abril (sábado)
O
promotor Francisco Cembranelli afirma que
a reconstituição da morte de
Isabella será feita, mas diz que ainda
não há data marcada.
Alexandre
Nardoni, pai de Isabella, recebe a visita
de três advogados no 77º Distrito
Policia, na região central de São
Paulo. Um deles conversa por cerca de 40 minutos
com Nardoni, mas não divulga o conteúdo
da conversa.
A
mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira,
recebe flores, presentes e visitas de solidariedade
no dia do seu aniversário de 24 anos.
Entre os visitantes está Massataka
Ota, pai do garoto Yves Ota.
6 de abril (domingo)
Oito
dias após a morte da menina Isabella,
o prédio em que ela morreu após
cair do 6º andar vira atração
para curiosos. Pichações feitas
em muros próximos ao prédio
pedem justiça para o caso.
Em
entrevista ao Fantástico, o pai de
Alexandre, Antônio Nardoni, diz que
filho “não é marginal”.
Mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira,
diz que filha tinha amor “incondicional”
pelo pai.
O
promotor do caso, Francisco Cembranelli, diz
que é contra ouvir o depoimento do
filho de 3 anos de Alexandre e Anna Carolina
Jatobá. Menino pode ter sido responsável
por gritos de “pára, pai”
ouvidos na noite do crime.
-‘Meu filho não é
um marginal’, diz avô de Isabella
-Promotor acha medida ‘drástica’
convocar menino de 3 anos para depor
-Prédio de onde Isabella caiu vira
atração
7 de abril (segunda-feira)
A Justiça suspende sigilo no inquérito
policial que investiga a morte da menina Isabella
Nardoni. Pouco tempo depois, o delegado responsável
pelas investigações, Calixto
Calil Filho, ordena novamente o sigilo.
A
defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá entra com pedido de habeas corpus
para o casal junto ao Tribunal de Justiça
de São Paulo.
Peritos da Polícia Civil concluem que
Isabella Nardoni foi espancada e asfixiada
dentro do apartamento, antes de ser jogada
pela janela do 6º andar.
-Advogados de pai e madrasta de Isabella
apresentam habeas corpus
-Delegado determina sigilo no inquérito
-Tia de Isabella diz que roupas encontradas
não são do irmão
-Justiça autoriza quebra de sigilo
telefônico de pai de Isabella
-Peritos concluem que Isabella foi espancada
antes de morrer
8 de abril (terça-feira)
Imagens do circuito interno de um supermercado
em Guarulhos, na Grande São Paulo,
onde Isabella esteve com sua família
horas antes de morrer, em 29 de março,
são divulgadas. O vídeo mostra
Alexandre Nardoni usando roupas parecidas
antes e depois da morte da menina de 5 anos.
Informações que fazem parte
do laudo do Instituto Médico-Legal
(IML) apontam que uma pequena palmeira amorteceu
o impacto da queda da menina.
Peritos do Instituto de Criminalística
(IC) voltam ao apartamento de Alexandre Nardoni
e, dessa vez, acompanham os advogados de defesa
dele e da madrasta de Isabella, Anna Carolina
Jatobá.
-Laudo aponta que queda de Isabella
foi amortecida por palmeira
-Porteiro fala sobre a noite em que Isabella
caiu do 6º andar
-Funcionários de supermercado vão
à polícia esclarecer vídeo
com Isabella
-Advogados de defesa visitam apartamento de
Alexandre Nardoni
9 de abril (quarta-feira)
A delegada assistente do 9º Distrito
Policial, no Carandiru, Renata Pontes, diz
que a polícia já apurou 70%
do que aconteceu na noite em que Isabella
Nardoni morreu. Entretanto, sem dar detalhes,
o delegado-titular do 9º DP, Calixto
Calil Filho, disse que boa parte da chamada
cena do crime foi montada, mas que ainda faltam
mais de 50% das investigações.
O avô de Isabella, Antônio Nardoni,
diz que "qualquer um" poderia ter
entrado no prédio e cometido o crime,
uma vez que os portões do local ficavam
completamente abertos.
-Polícia
diz já saber 70% do ocorrido na noite
da morte de Isabella
-Advogados confiam na libertação
do pai e da madrasta de Isabella
-Avô de Isabella diz que 'qualquer um'
poderia ter entrado em prédio
-Médica tentou reanimar Isabella dentro
de ambulância, diz promotor
10
de abril (quinta-feira)
A polícia diz ter um depoimento
crucial sobre o caso Isabella, mas a identidade
da pessoa é mantida em sigilo pelo
delegado Calixto Calil Filho.
O
pedreiro Gabriel dos Santos Neto, que trabalha
na construção de um sobrado
nos fundos do edifício London, presta
depoimento à Polícia Civil.
Na saída da delegacia, ele nega que
a construção tenha sido arrombada
no dia do crime.
A
Polícia Civil pede a quebra do sigilo
telefônico de Cristiane Nardoni, tia
de Isabella e irmã de Alexandre. O
pedido é feito por interesse especial
na ligação realizada para a
irmã de Alexandre pouco depois da morte
da criança. Os advogados de defesa
de Nardoni pedem que Cristiane seja ouvida
pela polícia.
-Pedreiro
nega arrombamento em sobrado
-Madrasta de Isabella lê a Bíblia
e chora muito, diz parente de Jatobá
-Polícia pede quebra de sigilo telefônico
da tia de Isabella
-Defesa quer que irmã de Nardoni seja
ouvida pela polícia
11 de abril
(sexta-feira)
Justiça de São Paulo concede
habeas corpus e Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá são libertados. Há
tumulto na saída de ambos das delegacias
e curiosos chegam a empunhar pedras. O casal
vai para a casa de parentes na Zona Norte
da capital paulista.
A
delegada Elizabete Sato, da Seccional da Zona
Norte, diz que libertação do
casal não irá atrapalhar investigações,
mas o promotor Francisco Cembranelli fala
o contrário. Ele afirma ainda que existem
indícios que ligam o casal Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá aos
ferimentos encontrados no corpo da menina
de 5 anos.
Polícia diz que vai intimar Cristiane
Nardoni, tia de Isabella. Os investigadores
querem saber se ela é mesmo a pessoa
que foi citada em depoimento de um funcionário
de um bar, que disse ter visto uma mulher,
na noite em que a menina morreu, ter atendido
um telefonema, se desesperado e comentar "aconteceu
uma desgraça na minha família".
Delegado diz que não errou e vai intimar
tia de Isabella
'Não erramos. Somos fiscalizados pelo
Ministério Público', disse Calixto
Calil Filho.

Foto:
Rivaldo Gomes
Ele classificou como 'jogo jurídico'
a soltura do casal ocorrida nesta sexta (11).
Porteiro
contradiz declarações de pai
e madrasta de Isabella
Pai da menina diz que não chamou resgate
porque fez o pedido para um vizinho.
Funcionário nega e diz que foi o responsável
por alertar o morador que ligou para a polícia.
Declarações dadas à polícia
pelo porteiro do prédio onde a menina
Isabella Nardoni foi assassinada, na Zona
Norte de São Paulo, contradizem a versão
do pai da menina, Alexandre Nardoni. A defesa
alega que o Nardoni não ligou para
o resgate porque fez o pedido para um vizinho.
O porteiro, no entanto, garante ter sido o
responsável pelo alerta.
A
quebra do sigilo telefônico do pai e
da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá,
revelou detalhes da noite em que a criança
morreu. A primeira ligação para
o centro de comunicação da Polícia
Militar partiu de um vizinho do primeiro andar
do Edifício London.
Ela
foi feita exatamente às 23h49 e 59
segundos. Enquanto este telefonema estava
em curso, no apartamento dos Nardoni alguém
liga para o pai de Anna Carolina. O telefonema
dura 32 segundos. Praticamente na seqüência,
começa outra ligação,
também curta, dessa vez para o pai
de Alexandre Nardoni.
Às
23h51 e 20 segundos termina o telefonema do
vizinho para a polícia. Dezoito segundos
depois, é encerrada a ligação
para o pai de Alexandre. Não há
registro de qualquer ligação
do pai ou da madrasta de Isabella para a central
que unifica os chamados para os bombeiros
e para a Polícia Militar.
Um
dos advogados de defesa diz o casal não
ligou para o resgate porque um vizinho já
estaria fazendo isso. “Logo após
o fato, uma testemunha ligou para o resgate,
então isso já é suficiente,
não é?”, afirmou Marco
Polo Levorin.
Segundo
ele, o morador fez o telefonema depois que
Alexandre começou a pedir ajuda. “Ele
pediu, ele clamou por socorro e ligaram pro
resgate. Isso já é suficiente
para estancar qualquer dúvida sob esse
aspecto.”
Contradição

Não
é o que conta o porteiro do Edifício
London, que estava no local no momento da
queda de Isabella. Teria sido a pedido dele,
e não por causa de supostos gritos
do pai, que o morador do primeiro andar telefonou
para o resgate. Por telefone, o porteiro explica
porque pediu ajuda ao morador.
“Ele
foi o primeiro morador daqui e ele era síndico
daqui, agora é do conselho. Eu tinha
mais proximidade com ele. E ele estava acordado.
Eu sabia que ele estava acordado porque a
televisão estava ligada”, conta
o funcionário.
Ele
confirma que pediu ao morador para ligar para
o resgate. “Eu não tinha telefone,
pedi pra ele ligar para o resgate pra socorrer”,
afirma.
O
porteiro acrescentou que só depois
que ele pediu ao vizinho do primeiro andar
que telefonasse, é que Alexandre Nardoni
chegou ao local onde estava Isabella. “Depois
que eu interfonei e saí de perto da
menina, para ver se ela estava viva, depois
de uns dois a três minutos mais ou menos
ele apareceu.”
Segundo
o funcionário, o pai da menina estava
sozinho quando chegou ao térreo. “(Apareceu)
só o pai. Depois apareceu a madrasta”.
A
mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina
de Oliveira, não quis falar sobre a
ordem da Justiça para libertar Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai
e madrasta da garota. A apresentadora do Jornal
Hoje, Sandra Annenberg, perguntou o que a
mãe achou da liberdade ter sido concedida
ao casal nesta sexta-feira (10) e ela afirmou
que não quer falar sobre o assunto.

A
Justiça de São Paulo concedeu
liberdade ao casal no fim da manhã
desta sexta-feira (11). O pedido de habeas
corpus, em caráter liminar, para que
o casal acompanhasse as investigações
em liberdade, foi deferido pelo desembargador
Caio Canguçu de Almeida, da 4ª
Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
de São Paulo. Em sua decisão,
o desembargador diz que concedeu "a medida
liminar para que se faça cessar o constrangimento
ilegal".
Na decisão, o desembargador alega que
a prisão temporária é
uma medida excepcional, tolerada apenas nas
hipóteses precisamente fixadas em lei,
em casos nos quais os investigados possam
comprometer as investigações
e a produção de provas. Canguçu
argumentou também que Alexandre e Anna
Carolina não deram até o momento
prova alguma de comprometer, dificultar ou
impedir a apuração dos fatos.
De
acordo com Canguçu, nem a polícia
nem o juiz da primeira instância indicaram
argumentos que pudessem caracterizar o comprometimento
das investigações. Também
foi levado em conta pelo desembargador o fato
de o pai e a madrasta de Isabella se apresentarem
espontaneamente à polícia, horas
depois da decretação da prisão
temporária.
defesa
fundamentou o pedido de liberdade no argumento
de que o pai e a madrasta de Isabella não
ameaçam as investigações.
O
advogado Marco Polo Levorin afirmou no pedido
protocolado na segunda (7) e composto por
30 folhas, que eles não atrapalharam
a produção de provas, não
coagiram testemunhas tampouco se negaram a
comparecer à polícia.
Tanto
a polícia quanto a promotoria não
fixaram um prazo para a conclusão do
inquérito. Entretanto, a delegada-assistente
Renata Pontes afirmou na quarta-feira (9)
que 70% da cena do crime já foi reconstituída
pelos investigadores. Na quinta-feira (10),
a Polícia Civil de São Paulo
informou que 99% do caso que apura a morte
da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foram
esclarecidos. Os policiais já têm
como descobrir se alguma pessoa estranha entrou
no Edíficio London.
Ainda de acordo com a delegada, os laudos
do Instituto de Criminalística (IC)
e do Instituto Médico-Legal (IML) só
devem ser divulgados na semana que vem.
O
pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni
chegaram, no começo da noite desta
sexta-feira (11), à casa de parentes,
na Zona Norte de São Paulo. Eles saíram
do Instituto Médico-Legal (IML), onde
passaram por exames de corpo de delito, e
seguiram direto para a casa do pai de Alexandre,
o advogado tributarista Antônio Nardoni.
O
carro da polícia entrou na garagem
e o casal subiu uma escada lateral que dá
acesso à entrada. Eles não falaram
com a imprensa. O advogado Rogério
Neri disse que os dois ficarão na casa.
Até as 19h30, eles não tinham
visto os filhos.
Saída de Anna Carolina
A saída de Anna Carolina da delegacia
foi marcada por muito tumulto. Antes de entrar
no carro que a levou para o IML, ela disse
que não era assassina. Jornalistas
e moradores da região se aglomeraram
na porta da delegacia para acompanhar o momento
em que a jovem de 24 anos seria solta. Ela
foi xingada por curiosos.
Além
disso, um forte aparato policial foi montado,
com a participação de policiais
do Grupo de Operações Especiais
(GOE), que conduziram Anna Carolina para o
IML. Diferente do marido, a madrasta de Isabella
saiu da delegacia sem cobrir o rosto.
Saída de Alexandre
Alexandre Nardoni, deixou a carceragem do
77º Distrito Policial, de Santa Cecília,
no Centro de São Paulo, por volta das
14h30.
Ele
saiu na parte traseira do carro da polícia.
Dois carros da polícia saíram
na contramão da Alameda Glete e outros
dois saíram pela direita, mão
da rua. Algumas pessoas que estavam no local,
bateram nos veículos.
Habeas
corpus
O pedido de habeas corpus, em caráter
liminar, para que o casal acompanhasse as
investigações em liberdade,
foi deferido pelo desembargador Caio
Canguçu de Almeida, da 4ª
Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
de São Paulo. O desembargador considerou
que o casal não deu provas de comprometer,
dificultar ou impedir a apuração
dos fatos. Também foi levado em conta
pelo desembargador o fato de o pai e a madrasta
de Isabella se apresentarem espontaneamente
à polícia, horas depois da decretação
da prisão temporária.
Caso
Isabella de 17/04/2008 á 24/04/2008
de
24/04/2008 até 07/05/2008
De
07/05/2008 á 11/05/2008
11
de maio de 2008 Mãe de Isabella em
entrevista ao Fantástico
13/05/2008
á 20/05/2008
“Caso
Isabella” é tema de artigo de
crônica no jornal francês Le Monde
14/05/2008
20/05/2008
á 26/05/2008
Quem
é George Samuel Fellows Sanguinetti
28/05/2008
Início da instrução criminal
Notícias Atualizadas 2009
Missa e Familiares da Princesinha Isabella
-Caso
Isabella na íntegra-
Do
Ocorrido Primeiro Mandato de Prisão
- Cartas do Pai e Madrasta de Isabella Nardoni
- Reconstituição do crime Pela
Perícia
INQUÉRITO,
Fotos, Reconstituição e Indiciamento
Denuncia
do Ministério Público, DESPACHOS,
Mandato de Prisão do Casal, TransferÊncias
Segundo
Mandato de Prisão com despacho na íntegra,
Unidade Prisional Feminina de Tremembé
Anna Jatobá
Qualificação
dos Acusados - E indeferimento, despacho na
íntegra Liminar pelo Supremo Tribunal
de Justiça
Álbum
de família de Ana Carolina Cunha de
Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni-
01
Álbum
de família de Ana Carolina Cunha de
Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni-
02
Álbum
de família de Ana Carolina Cunha de
Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni-
03
Álbum
de família de Ana Carolina Cunha de
Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni-
04
Desabafo
da Mãe de Isabella Ana Carolina da
Cunha Oliveira em entrevista ao Fantástico
Cronica
Le Monde "O SORRISO DE ISABELLA
ASSOMBRA O BRASIL"
Trajeto
e início da Instrução
Criminal de Alexandre Nardoni e Anna
Carolina Trotta Jatobá em Juízo
(28/05/2008)
Interrogatório
dos Acusados em Juizo, Enfoques acusações
e comportamentos
Defesa
convida Legista George Sanguinetti/ Caso Isabella
-Quem
é Sanguinetti -Casos Paulo Cesar Farias,
Luciana Marcolino e Caso Denise Piovani atuação
do perito que assume a defesa do Caso Isabella
-Parecer
informação, casos, contestações
e Avaliações George Samuel Sanguinetti
Fellows e
Drª Delma Gama e Narici
-Polêmicas
geradas por Peritos da Defesa, contestações
e notícias sobre o Caso Isabella Nardoni
-Opiniões
e Publicações sobre os Peritos
George Samuel Fellows Sanguinetti e Delma
Gama
Parecer
Técnico dos -PERITOS DA DEFESA - CONTRARIAM
LAUDOS
-Cálculo
das perícias, laudo de 57 páginas
é apresentado pelo IC de Sp.
02
e 03/07/2008 Depoimentos das Testemunhas de
acusação do Casal Nardoni
30/07/2008
Testemunhas de Defesa do Casal
07/08/2008-
George Sanguinetti ouvido por carta precatória
em Alagoas
09
e 12/09/2008 Perita Delma Gama e Narici ,
internação, força coercitiva,
evasão e prisão
Caso
Isabella, por psquiatria Especializada
Caso
Isabella Nardoni -Resumo
Notícias
Aqui
Caso
Isabella Nardoni
- Últimas Notícias-
Notícias
Aqui
Revista
zaP!
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