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Caso Isabella Nardoni 29 de março -na íntegra
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Por: Elizabeth Misciasci

Março 2009

Ana Carolina Cunha Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, prestou depoimento a policia.

Com base no depoimento da mãe, a polícia pede a prisão temporária do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Peixoto Jatobá.

Pietro e Cauã, filhos de Alexandre e Anna Jatobá, sentem a falta de Isabella.

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Isabella Nardoni
Isabella Nardoni

O Delegado, Calixto Calil Filho, disse que boa parte da chamada cena do crime já estava esclarecida.

Caso Isabella Nardoni

Em 08 de Maio de 2008

Desde o início. Leia na íntegra..

 

Decisão Judicial, com despacho completo do Exmo Dr Juiz de Direito 2º Tribunal do Júri, do Fórum de Santana (Dr. MAURÍCIO FOSSEN). Prisão do Casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.
Argumentos e amparo Legal da Denúncia oferecida pelo Promotor Dr Francisco Cembranelli, perícias e laudos, Reconstituição do Crime, a presença da Imprensa, o clamor Público, o cumprimento do mandato de prisão preventiva, o parecer da Defesa

29 de março de 2008- Sábado

Às 23h30, Isabella Nardoni cai do sexto andar sobre o gramado em frente ao prédio. A menina chega a ser socorrida, mas morre pouco depois. O pai da menina e a mulher vão à delegacia, onde dizem que alguém jogou Isabella do sexto andar, mas não sabem quem foi.

 

imagem da perícia fotografando o local da queda

O pai conta que chegou da casa da sogra com a família e subiu só com Isabella. Diz que levou a menina até o quarto dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta do apartamento e voltou à garagem, para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou ao apartamento, viu a tela de proteção da janela rompida e a filha caída lá embaixo.


Os médicos legistas analisam o corpo e encontram ferimentos que podem ter ser sido feitos antes da queda.


O pai e a mulher passam a madrugada na delegacia.


30 de março (domingo)

Os depoimentos duram o dia todo e a polícia fala, pela primeira vez.

O delegado afirma que foi homicídio e não acidente, porque a menina não sofreu uma queda acidental. Segundo a polícia, alguém rompeu a tela protetora da janela e jogou a criança.

Para delegado, queda de menina foi homicídio


31 de março (segunda-feira)

Isabella Nardoni é enterrada de manhã e o avô materno, José Arcanjo de Oliveira, é o único a dar declarações. Diz que o caso abalou a família inteira.
Isabella Nardoni é enterrada de manhã e o avô materno, José Arcanjo de Oliveira, é o único a dar declarações. Diz que o caso abalou a familia inteira.

No apartamento, os peritos descobrem que a tela rompida é a da janela do quarto dos irmãos, não do quarto da Isabella. Recolhem a tela e alguns utensílios de cozinha que possam ter sido usados para fazer o corte. Também levam amostras do sangue encontrado em vários pontos do apartamento e as roupas da vítima, entre elas uma camiseta rasgada nas costas.

Um operário que trabalhou no prédio presta depoimento, confirma que teve um desentendimento com o pai de Isabella, mas nega envolvimento na morte.

 

-Isabella Nardoni de 5 anos é enterrada
-Polícia vai reconstituir morte de menina
-Pedreiro se diz surpreso por ser acusado de jogar menina
-Polícia investiga agressão antes de menina entrar em apartamento


1º de abril (terça-feira)

A polícia ouve seis pessoas: o primeiro policial a chegar ao prédio, logo depois da morte, dois ex-vizinhos e três vizinhos da família. Eles contam que ouviram gritos.

O advogado da família Nardoni e o delegado Calixto Calil Filho têm interpretações diferentes sobre os depoimentos prestados.

 

Isabella foi encontrada com vida pelos bombeiros



2 de abril (quarta-feira)

A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira
, presta depoimento. "Que a justiça seja feita", diz na saída.

Com base no depoimento da mãe, a polícia pede a prisão temporária do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Peixoto Jatobá. A Justiça aceita e determina a prisão.

Os peritos voltam ao apartamento e examinam também a garagem e o carro da família. Os investigadores vão à casa dos pais de Alexandre pedir que eles convençam o filho a se entregar.

 

-Peritos voltam a apartamento para apurar morte
-‘Que a justiça seja feita’, diz mãe de menina
-Pai de Isabella diz que perdeu uma das chaves de casa

 

 

3 de abril (quinta-feira)

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá divulgam cartas, escritas de próprio punho, em que afirmam não serem culpados pela morte da criança e declaram amor por Isabella.

 

Carta de Alexandre Nardoni

 

 

Os advogados negociam a apresentação do casal, o que ocorre no fim da tarde. Eles se apresentam no Fórum de Santana, na Zona Norte, passam pelo 9° Distrito Policial e fazem exames de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML). Eles são levados para delegacias distintas.


Transcrição da carta do Pai

"Eu, como pai de três filhos, posso dizer sem dúvida uma coisa: que a Isabella é o maior tesouro da minha vida. Tenho outros filhos meninos, mas a minha menininha era a princesa da casa. A Isabella sempre foi muito carinhosa comigo e com os irmãos dela. Costumava dizer que era a mamãe do meu filho mais novo, o Cauã, e defendia o do meio, Pietro, acima de tudo. Quando me dei conta que tinha perdido minha Isabella, senti naquele momento que meu mundo acabou. Não sei como caminhar.

Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer. Não faria isso com ninguém, muito menos com minha filha. Amo a Isabella incondicionalmente e prometi a ela, em frente ao seu caixão, que, enquanto vivo, não sossego enquanto não encontrar esse monstro. Tiraram a vida da minha princesa de uma maneira trágica e não me permitem sentir falta dela, pois me condenam por algo que não fiz. Minha filha, como os irmãos dela, são tudo na minha vida. Eu estou sem rumo, mas confio que Deus me dará forças para vencer esses obstáculos, mostrando o caminho certo para a justiça.

Quero a minha filha bem, em paz, e tenho plena certeza, e consciência tranqüila do meu amor, amor que tenho por ela. Pois por mais que me julguem, só eu e minha filhinha sabemos a dor que estamos sentindo. E o mais importante é que 'Isa' sabe o pai que fui para ela. Minha mãe está à base de calmante por falta do nosso 'botão de rosa', como ela diz. Meu pai chora quando lembra dela e quando assiste a cada reportagem. Minha irmã e minha mãe choram pelo que estão fazendo.

Tenho muito mais a dizer, mas espero que um dia me escutem como pai que sofre por sua filha, e não como um monstro, que não sou. Nós não tínhamos feito nenhuma declaração ainda porque acreditávamos que o caso seria solucionado. Nós não somos os culpados, e ainda encontrarão o culpado. Dessa forma, não precisaríamos mostrar a nossa imagem, porque o nosso sofrimento é muito grande. Só que nos acusam e queremos mostrar o que realmente estamos sentindo. A verdade sempre prevalecerá."

Carta de Anna Carolina Jatobá

 

 

Transcrição da carta de Anna Carolina Jatobá

 


"Amor da minha vida, você é e sempre será tudo na minha vida, na do Titi e do Alemão. Isa, a Tia Carol te ama muito e te amarei. Sei que a palavra madrasta pesa ao ouvido dos outros, mas para ‘Isa’ sei que eu era a Tia Carol. Amo ela como amo aos meus filhos. Eu tenho minha consciência tranqüila do carinho com que sempre a tratei.

Ela adorava me ajudar a cuidar dos irmãos e até ensinou o mais novo a andar. Ele trocava meu colo para ficar com ela.

O Pietro chamava a ‘Isa’ todos os dias e só passou a ir à escola quando a ‘Isa’ estudava lá. Adorava fazer tudo para agradá-lo. Ela e o Pietro ligavam sempre para que eu a buscasse. Brincávamos ela, eu e o Pietro de musiquinhas, ciranda e casinha.

Eu, Alexandre e minha sogra fizemos o quarto dela como ela sempre sonhou. Compramos o baú do Hello Kitty. Ela adorava as princesas da Disney e compramos um abajur. Mas, acima de tudo isso, o carinho era o que mais contava.

Então, o que tenho a dizer, é que Isabella era tudo para todos nós e tenho fé que encontraremos quem fez essa crueldade com nossa pequena.

Não tínhamos dado nenhuma declaração, pois acreditávamos que o caso seria solucionado. Somos inocentes e a verdade sempre prevalecerá."

-Polícia procura pai e madrasta de Isabella
-Pai e madrasta de Isabella se entregam em fórum
-Em cartas, pai e madrasta de Isabella diz que não são culpados

 

 

4 de abril (sexta-feira)

Dados preliminares do exame toxicológico feito no casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá constatam que nenhum dos dois havia ingerido álcool ou qualquer tipo de droga na noite da morte de Isabella.

O promotor Francisco Cembranelli afirma que há trechos "fantasiosos" nos depoimentos dados à polícia por Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ele visita o prédio do pai de Isabella. Depois de passar 45 minutos no local, diz que “qualquer conclusão (sobre o caso) é precipitada”.

Também na sexta-feira é realizada uma nova perícia no prédio. Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) mediram o muro que cerca o prédio e verificaram qual seria a área abrangida pelo circuito de câmeras, caso ele estivesse em funcionamento no dia crime.

 

 

-Após visitar prédio, promotor diz que qualquer conclusão é precipitada
-‘Sou inocente’, diz pai de Isabella ao retornar à delegacia
-Igreja fica lotada em missa de 7º dia
-Exame contata que pai e madrasta não usaram drogas

5 de abril (sábado)

O promotor Francisco Cembranelli afirma que a reconstituição da morte de Isabella será feita, mas diz que ainda não há data marcada.

Alexandre Nardoni, pai de Isabella, recebe a visita de três advogados no 77º Distrito Policia, na região central de São Paulo. Um deles conversa por cerca de 40 minutos com Nardoni, mas não divulga o conteúdo da conversa.

A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, recebe flores, presentes e visitas de solidariedade no dia do seu aniversário de 24 anos. Entre os visitantes está Massataka Ota, pai do garoto Yves Ota.


6 de abril (domingo)

Oito dias após a morte da menina Isabella, o prédio em que ela morreu após cair do 6º andar vira atração para curiosos. Pichações feitas em muros próximos ao prédio pedem justiça para o caso.

Em entrevista ao Fantástico, o pai de Alexandre, Antônio Nardoni, diz que filho “não é marginal”. Mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, diz que filha tinha amor “incondicional” pelo pai.

O promotor do caso, Francisco Cembranelli, diz que é contra ouvir o depoimento do filho de 3 anos de Alexandre e Anna Carolina Jatobá. Menino pode ter sido responsável por gritos de “pára, pai” ouvidos na noite do crime.




-‘Meu filho não é um marginal’, diz avô de Isabella
-Promotor acha medida ‘drástica’ convocar menino de 3 anos para depor
-Prédio de onde Isabella caiu vira atração




7 de abril (segunda-feira)



A Justiça suspende sigilo no inquérito policial que investiga a morte da menina Isabella Nardoni. Pouco tempo depois, o delegado responsável pelas investigações, Calixto Calil Filho, ordena novamente o sigilo.

A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá entra com pedido de habeas corpus para o casal junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Peritos da Polícia Civil concluem que Isabella Nardoni foi espancada e asfixiada dentro do apartamento, antes de ser jogada pela janela do 6º andar.




-Advogados de pai e madrasta de Isabella apresentam habeas corpus
-Delegado determina sigilo no inquérito
-Tia de Isabella diz que roupas encontradas não são do irmão
-Justiça autoriza quebra de sigilo telefônico de pai de Isabella
-Peritos concluem que Isabella foi espancada antes de morrer



8 de abril (terça-feira)

Imagens do circuito interno de um supermercado em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Isabella esteve com sua família horas antes de morrer, em 29 de março, são divulgadas. O vídeo mostra Alexandre Nardoni usando roupas parecidas antes e depois da morte da menina de 5 anos.

Informações que fazem parte do laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontam que uma pequena palmeira amorteceu o impacto da queda da menina.

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) voltam ao apartamento de Alexandre Nardoni e, dessa vez, acompanham os advogados de defesa dele e da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá.

 


-Laudo aponta que queda de Isabella foi amortecida por palmeira
-Porteiro fala sobre a noite em que Isabella caiu do 6º andar
-Funcionários de supermercado vão à polícia esclarecer vídeo com Isabella
-Advogados de defesa visitam apartamento de Alexandre Nardoni




9 de abril (quarta-feira)


A delegada assistente do 9º Distrito Policial, no Carandiru, Renata Pontes, diz que a polícia já apurou 70% do que aconteceu na noite em que Isabella Nardoni morreu. Entretanto, sem dar detalhes, o delegado-titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, disse que boa parte da chamada cena do crime foi montada, mas que ainda faltam mais de 50% das investigações.

O avô de Isabella, Antônio Nardoni, diz que "qualquer um" poderia ter entrado no prédio e cometido o crime, uma vez que os portões do local ficavam completamente abertos.



-Polícia diz já saber 70% do ocorrido na noite da morte de Isabella
-Advogados confiam na libertação do pai e da madrasta de Isabella
-Avô de Isabella diz que 'qualquer um' poderia ter entrado em prédio
-Médica tentou reanimar Isabella dentro de ambulância, diz promotor



10 de abril (quinta-feira)


 

A polícia diz ter um depoimento crucial sobre o caso Isabella, mas a identidade da pessoa é mantida em sigilo pelo delegado Calixto Calil Filho.

O pedreiro Gabriel dos Santos Neto, que trabalha na construção de um sobrado nos fundos do edifício London, presta depoimento à Polícia Civil. Na saída da delegacia, ele nega que a construção tenha sido arrombada no dia do crime.

A Polícia Civil pede a quebra do sigilo telefônico de Cristiane Nardoni, tia de Isabella e irmã de Alexandre. O pedido é feito por interesse especial na ligação realizada para a irmã de Alexandre pouco depois da morte da criança. Os advogados de defesa de Nardoni pedem que Cristiane seja ouvida pela polícia.

 


-Pedreiro nega arrombamento em sobrado
-Madrasta de Isabella lê a Bíblia e chora muito, diz parente de Jatobá
-Polícia pede quebra de sigilo telefônico da tia de Isabella
-Defesa quer que irmã de Nardoni seja ouvida pela polícia



11 de abril (sexta-feira)

Justiça de São Paulo concede habeas corpus e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são libertados. Há tumulto na saída de ambos das delegacias e curiosos chegam a empunhar pedras. O casal vai para a casa de parentes na Zona Norte da capital paulista.

A delegada Elizabete Sato, da Seccional da Zona Norte, diz que libertação do casal não irá atrapalhar investigações, mas o promotor Francisco Cembranelli fala o contrário. Ele afirma ainda que existem indícios que ligam o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá aos ferimentos encontrados no corpo da menina de 5 anos.

Polícia diz que vai intimar Cristiane Nardoni, tia de Isabella. Os investigadores querem saber se ela é mesmo a pessoa que foi citada em depoimento de um funcionário de um bar, que disse ter visto uma mulher, na noite em que a menina morreu, ter atendido um telefonema, se desesperado e comentar "aconteceu uma desgraça na minha família".
Delegado diz que não errou e vai intimar tia de Isabella
'Não erramos. Somos fiscalizados pelo Ministério Público', disse Calixto Calil Filho.

 

 

Foto: Rivaldo Gomes


Ele classificou como 'jogo jurídico' a soltura do casal ocorrida nesta sexta (11).

Porteiro contradiz declarações de pai e madrasta de Isabella
Pai da menina diz que não chamou resgate porque fez o pedido para um vizinho.
Funcionário nega e diz que foi o responsável por alertar o morador que ligou para a polícia.
Declarações dadas à polícia pelo porteiro do prédio onde a menina Isabella Nardoni foi assassinada, na Zona Norte de São Paulo, contradizem a versão do pai da menina, Alexandre Nardoni. A defesa alega que o Nardoni não ligou para o resgate porque fez o pedido para um vizinho. O porteiro, no entanto, garante ter sido o responsável pelo alerta.

A quebra do sigilo telefônico do pai e da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, revelou detalhes da noite em que a criança morreu. A primeira ligação para o centro de comunicação da Polícia Militar partiu de um vizinho do primeiro andar do Edifício London.

Ela foi feita exatamente às 23h49 e 59 segundos. Enquanto este telefonema estava em curso, no apartamento dos Nardoni alguém liga para o pai de Anna Carolina. O telefonema dura 32 segundos. Praticamente na seqüência, começa outra ligação, também curta, dessa vez para o pai de Alexandre Nardoni.

Às 23h51 e 20 segundos termina o telefonema do vizinho para a polícia. Dezoito segundos depois, é encerrada a ligação para o pai de Alexandre. Não há registro de qualquer ligação do pai ou da madrasta de Isabella para a central que unifica os chamados para os bombeiros e para a Polícia Militar.

Um dos advogados de defesa diz o casal não ligou para o resgate porque um vizinho já estaria fazendo isso. “Logo após o fato, uma testemunha ligou para o resgate, então isso já é suficiente, não é?”, afirmou Marco Polo Levorin.

Segundo ele, o morador fez o telefonema depois que Alexandre começou a pedir ajuda. “Ele pediu, ele clamou por socorro e ligaram pro resgate. Isso já é suficiente para estancar qualquer dúvida sob esse aspecto.”

Contradição

 

 

 

Não é o que conta o porteiro do Edifício London, que estava no local no momento da queda de Isabella. Teria sido a pedido dele, e não por causa de supostos gritos do pai, que o morador do primeiro andar telefonou para o resgate. Por telefone, o porteiro explica porque pediu ajuda ao morador.

“Ele foi o primeiro morador daqui e ele era síndico daqui, agora é do conselho. Eu tinha mais proximidade com ele. E ele estava acordado. Eu sabia que ele estava acordado porque a televisão estava ligada”, conta o funcionário.

Ele confirma que pediu ao morador para ligar para o resgate. “Eu não tinha telefone, pedi pra ele ligar para o resgate pra socorrer”, afirma.

O porteiro acrescentou que só depois que ele pediu ao vizinho do primeiro andar que telefonasse, é que Alexandre Nardoni chegou ao local onde estava Isabella. “Depois que eu interfonei e saí de perto da menina, para ver se ela estava viva, depois de uns dois a três minutos mais ou menos ele apareceu.”

Segundo o funcionário, o pai da menina estava sozinho quando chegou ao térreo. “(Apareceu) só o pai. Depois apareceu a madrasta”.

A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina de Oliveira, não quis falar sobre a ordem da Justiça para libertar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da garota. A apresentadora do Jornal Hoje, Sandra Annenberg, perguntou o que a mãe achou da liberdade ter sido concedida ao casal nesta sexta-feira (10) e ela afirmou que não quer falar sobre o assunto.

 

Anna Carolina Trotta Jatoba

A Justiça de São Paulo concedeu liberdade ao casal no fim da manhã desta sexta-feira (11). O pedido de habeas corpus, em caráter liminar, para que o casal acompanhasse as investigações em liberdade, foi deferido pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Em sua decisão, o desembargador diz que concedeu "a medida liminar para que se faça cessar o constrangimento ilegal".
Na decisão, o desembargador alega que a prisão temporária é uma medida excepcional, tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, em casos nos quais os investigados possam comprometer as investigações e a produção de provas. Canguçu argumentou também que Alexandre e Anna Carolina não deram até o momento prova alguma de comprometer, dificultar ou impedir a apuração dos fatos.

De acordo com Canguçu, nem a polícia nem o juiz da primeira instância indicaram argumentos que pudessem caracterizar o comprometimento das investigações. Também foi levado em conta pelo desembargador o fato de o pai e a madrasta de Isabella se apresentarem espontaneamente à polícia, horas depois da decretação da prisão temporária.

defesa fundamentou o pedido de liberdade no argumento de que o pai e a madrasta de Isabella não ameaçam as investigações.

O advogado Marco Polo Levorin afirmou no pedido protocolado na segunda (7) e composto por 30 folhas, que eles não atrapalharam a produção de provas, não coagiram testemunhas tampouco se negaram a comparecer à polícia.

Tanto a polícia quanto a promotoria não fixaram um prazo para a conclusão do inquérito. Entretanto, a delegada-assistente Renata Pontes afirmou na quarta-feira (9) que 70% da cena do crime já foi reconstituída pelos investigadores. Na quinta-feira (10), a Polícia Civil de São Paulo informou que 99% do caso que apura a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foram esclarecidos. Os policiais já têm como descobrir se alguma pessoa estranha entrou no Edíficio London.
Ainda de acordo com a delegada, os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) só devem ser divulgados na semana que vem.

O pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni chegaram, no começo da noite desta sexta-feira (11), à casa de parentes, na Zona Norte de São Paulo. Eles saíram do Instituto Médico-Legal (IML), onde passaram por exames de corpo de delito, e seguiram direto para a casa do pai de Alexandre, o advogado tributarista Antônio Nardoni.

O carro da polícia entrou na garagem e o casal subiu uma escada lateral que dá acesso à entrada. Eles não falaram com a imprensa. O advogado Rogério Neri disse que os dois ficarão na casa. Até as 19h30, eles não tinham visto os filhos.
Saída de Anna Carolina
A saída de Anna Carolina da delegacia foi marcada por muito tumulto. Antes de entrar no carro que a levou para o IML, ela disse que não era assassina. Jornalistas e moradores da região se aglomeraram na porta da delegacia para acompanhar o momento em que a jovem de 24 anos seria solta. Ela foi xingada por curiosos.

Além disso, um forte aparato policial foi montado, com a participação de policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE), que conduziram Anna Carolina para o IML. Diferente do marido, a madrasta de Isabella saiu da delegacia sem cobrir o rosto.
Saída de Alexandre
Alexandre Nardoni, deixou a carceragem do 77º Distrito Policial, de Santa Cecília, no Centro de São Paulo, por volta das 14h30.

Ele saiu na parte traseira do carro da polícia. Dois carros da polícia saíram na contramão da Alameda Glete e outros dois saíram pela direita, mão da rua. Algumas pessoas que estavam no local, bateram nos veículos.

 

 

Habeas corpus


O pedido de habeas corpus, em caráter liminar, para que o casal acompanhasse as investigações em liberdade, foi deferido pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. O desembargador considerou que o casal não deu provas de comprometer, dificultar ou impedir a apuração dos fatos. Também foi levado em conta pelo desembargador o fato de o pai e a madrasta de Isabella se apresentarem espontaneamente à polícia, horas depois da decretação da prisão temporária.

Caso Isabella de 17/04/2008 á 24/04/2008

de 24/04/2008 até 07/05/2008

De 07/05/2008 á 11/05/2008

11 de maio de 2008 Mãe de Isabella em entrevista ao Fantástico

13/05/2008 á 20/05/2008

“Caso Isabella” é tema de artigo de crônica no jornal francês Le Monde 14/05/2008

20/05/2008 á 26/05/2008

Quem é George Samuel Fellows Sanguinetti

28/05/2008 Início da instrução criminal

 

Notícias Atualizadas 2009

Missa e Familiares da Princesinha Isabella

 

-Caso Isabella na íntegra-

Do Ocorrido Primeiro Mandato de Prisão - Cartas do Pai e Madrasta de Isabella Nardoni - Reconstituição do crime Pela Perícia


INQUÉRITO, Fotos, Reconstituição e Indiciamento

Denuncia do Ministério Público, DESPACHOS, Mandato de Prisão do Casal, TransferÊncias

Segundo Mandato de Prisão com despacho na íntegra, Unidade Prisional Feminina de Tremembé Anna Jatobá

Qualificação dos Acusados - E indeferimento, despacho na íntegra Liminar pelo Supremo Tribunal de Justiça

Álbum de família de Ana Carolina Cunha de Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni- 01

Álbum de família de Ana Carolina Cunha de Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni- 02

Álbum de família de Ana Carolina Cunha de Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni- 03

Álbum de família de Ana Carolina Cunha de Oliveira - Mãe de Isabella Nardoni- 04

Desabafo da Mãe de Isabella Ana Carolina da Cunha Oliveira em entrevista ao Fantástico


Cronica Le Monde "O SORRISO DE ISABELLA ASSOMBRA O BRASIL"

Trajeto e início da Instrução Criminal de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá em Juízo (28/05/2008)

Interrogatório dos Acusados em Juizo, Enfoques acusações e comportamentos

Defesa convida Legista George Sanguinetti/ Caso Isabella

-Quem é Sanguinetti -Casos Paulo Cesar Farias, Luciana Marcolino e Caso Denise Piovani atuação do perito que assume a defesa do Caso Isabella

-Parecer informação, casos, contestações e Avaliações George Samuel Sanguinetti Fellows e Drª Delma Gama e Narici

-Polêmicas geradas por Peritos da Defesa, contestações e notícias sobre o Caso Isabella Nardoni

-Opiniões e Publicações sobre os Peritos George Samuel Fellows Sanguinetti e Delma Gama

Parecer Técnico dos -PERITOS DA DEFESA - CONTRARIAM LAUDOS

-Cálculo das perícias, laudo de 57 páginas é apresentado pelo IC de Sp.

02 e 03/07/2008 Depoimentos das Testemunhas de acusação do Casal Nardoni

30/07/2008 Testemunhas de Defesa do Casal

07/08/2008- George Sanguinetti ouvido por carta precatória em Alagoas

09 e 12/09/2008 Perita Delma Gama e Narici , internação, força coercitiva, evasão e prisão

Caso Isabella, por psquiatria Especializada

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