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George
Samuel Sanguinetti Fellows e Drª Delma
Gama e Narici |
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| Por:
Elizabeth Misciasci
de 27 á 30/05/2008
A
imprensa e Profissionais -
Opinião
e Publicação sobre os Peritos
O
médico legista alagoano George Sanguinetti
e a advogada e perita baiana Delma Narici,
ambos peritos contratados pela defesa no Caso
Isabella Nardoni, foram criticados pela atuação.
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"Ele é um psicopata",
desferiu
o secretário de Segurança
de Alagoas, coronel José Azevedo
do Amaral.
"George
Sanguinetti Fellows reforçou a
fama de maluco"...
"Candidatos
usam crime como palanque eleitoral"
...
George
Sanguinetti no quarto de sua casa, demonstrando
Foto:
Alan Rodrigues

"Posição
do tiro em Suzana inviabiliza tese de
suicídio"
Primeiro
a se levantar contra a versão da
polícia para a morte de PC Farias
e Suzana da Silva, o professor George
Sanguinetti Fellows reforçou a
fama de maluco que tem
dentro do seu Estado. Loucura, no caso,
não é patologia, mas ousadia
de bater de frente com as autoridades
que comandam o faroeste alagoano. Com
o peito protegido por um colete à
prova de balas e a segurança reforçada
por sete homens armados com três
revólveres, três carabinas
e uma metralhadora, Sanguinetti deu entrevistas
bombásticas como titular da cadeira
de Medicina Legal da Universidade Federal
de Alagoas. "A posição
do tiro em Suzana inviabiliza a tese de
suicídio", afirmou. Ao ganhar
notoriedade em todo o Brasil, o professor
deixou em segundo plano o coronel da Polícia
Militar e o psiquiatra, suas outras profissões.
Seja no quartel, no hospício ou
na academia, ele sempre protagonizou
episódios ruidosos. "Ele
é um psicopata",
desferiu o secretário de Segurança
de Alagoas, coronel José Azevedo
do Amaral. "O conceito de loucura
em Alagoas é muito elástico",
ironiza o psiquiatra Sanguinetti, que
também foi tido como "louco",
quando denunciou um tour de 11 coronéis
da PM pela Europa em 1994, pago com dinheiro
público. Para lhe calar a boca
não usaram camisa-de-força,
mas uma prisão disciplinar de dez
dias.
Sua
"insanidade" já havia
sido evocada num outro episódio
no início dos anos 80,
quando assumiu a direção
do Manicômio Judiciário do
Estado e mandou internar 43 subalternos
que alegavam alterações
psicológicas para não trabalhar.
A simples expedição da guia
de internação "curou"
de imediato mais da metade dos "doentes".
Pirou de vez para alguns, quando ordenou
a prisão de médicos e enfermeiros
que deixaram o plantão no Hospital
da PM para assistir a um jogo do Brasil
na última Copa do Mundo. Na vida
pessoal, Sanguinetti também é
pródigo em esquisitices. Acorda
às 5h30, está sempre vestido
de médico e se automedica um comprimido
de Lexotan antes de dormir. "É
para controlar a pressão",
garante. Durante a semana, divide seu
tempo entre a direção do
Hospital da PM, a universidade e um consultório
de psiquiatria.
Antes
de revirar o túmulo de PC com novas
versões do crime, Sanguinetti teve
poucas relações com o clã
dos Farias. Seu primeiro contato com PC
foi na década de 70, quando comprou
um Opala do então vendedor de carros
Paulo César. Nessa época,
chegou a ter uma namorada em comum com
PC. "Durou pouco tempo, foi uma história
sem importância", desconversa.
Com o deputado Augusto Farias, manteve
apenas contatos sociais, nas raras ocasiões
em que participa da vida social de Maceió.
Sua incursão na política
em 1990 foi um fracasso. Não
conseguiu se eleger deputado estadual
pelo PMDB.
Como
militar, é conhecido como "linha-dura".
Embora batendo de frente com a Secretaria
de Segurança, no episódio
PC não houve nenhuma tentativa
de calar o coronel Sanguinetti pela via
disciplinar. "Ele tem competência
técnica para falar e suas declarações
são como professor e não
como coronel", respaldou o comandante
da PM de Alagoas, coronel João
Evaristo dos Santos Filho. Apaixonado
pela vida militar, o jovem Sanguinetti
prestou concurso para a Marinha em 1970.
"Cheguei a ser nomeado primeiro-tenente
médico, mas não me adaptei
à vida no Rio de Janeiro",
explica. De volta a Maceió, começou
a dar aulas, mas, com saudades dos quartéis,
entrou para a PM em 1978. Do período,
guardou fotos tiradas com personalidades
dos governos militares, como o ex-presidente
João Figueiredo e o ex-ministro
da Justiça Armando Falcão.
Sanguinetti
também não esconde um passado
de colaboração com os serviços
de informação durante a
ditadura. A identificação
com os quartéis vem da época
de estudante de Medicina em Pernambuco,
nos anos 60. No movimento estudantil do
Recife, posicionou-se - por incrível
que possa parecer - à direita do
seu contemporâneo e hoje vice-presidente
da República, Marco Maciel, então
estudante de Direito. Daquela época,
Sanguinetti recorda-se de ter brigado
com a maior parte do grêmio estudantil
ao decidir homenagear o presidente Castello
Branco, colocando seu nome na biblioteca
da faculdade em pleno ano de 1969.
O
controvertido Sanguinetti entrou no
caso PC como convidado para ser descartado
horas depois como inconveniente.
A desfeita partiu do ex-aluno e hoje colega
de cátedra na universidade, o legista
Gerson Odilon Pereira. Uma das cutucadas
foi na experiência prática
de Sanguinetti, que não atua como
legista há mais de dez anos. "Sou
professor titular e por isso deixei a
irritação do formol e as
geladeiras do IML para meu auxiliar",
desdenha Sanguinetti. Sem cursos de pós-graduação,
Sanguinetti participa esporadicamente
de congressos médicos. "Não
gosto de viajar", afirma Sanguinetti,
que passa férias numa casa de praia
a 125 km de Maceió. O refúgio
é cada vez menos procurado por
motivos de insegurança. Prefere
a residência em Maceió, localizada
num bairro tranquilo e vigiada por uma
guarda pessoal. Divorciado e pai de uma
moça de 19 anos, que vive com a
mãe, Sanguinetti tem entre seus
objetos de estimação um
sino centenário. "Serve para
espantar os demônios", acredita.
Sanguinetti professa-se católico,
mas mistura Buda entre as imagens de Jesus,
de padre Cícero e da Virgem Maria
em sua sala de visitas. Para completar,
é simpatizante do islamismo. "Quem
mata o infiel não peca",
diz, repetindo uma máxima dos fundamentalistas.
Fonte:
Por ELIANE TRINDADE, DE MACEIÓ
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Candidatos
usam crime como palanque eleitoral
Por: Jaciara Santos - Correio
da Bahia
Eterna candidata a cargos eletivos, a baiana
Delma Gama, 67 anos, perita criminalística
aposentada, viveu seus 15 minutos de fama
no início da semana, ao juntar sua
voz à do médico psiquiatra alagoano
George Sanguinetti, 63, na contestação
aos laudos periciais da polícia científica
de São Paulo referentes ao caso Isabella
Nardoni. Sem qualquer sutileza e usando termos
que beiram a grosseria, ambos desancaram os
profissionais paulistas, desqualificando todo
o trabalho. Em troca, além dos polpudos
honorários _ há quem fale em
cifras entre R$600mil e R$1 milhão
–, os dois vêm recebendo o repúdio
da categoria em todo o país.
As manifestações são
as mais diversas. Da nota pública divulgada
ontem pela Associação Brasileira
de Criminalística (ABC) à interpelação
judicial que a Associação dos
Peritos Criminais do Estado de São
Paulo (Apcesp) impetra na Justiça,
até sexta-feira. “Defendemos
o trabalho dos colegas de São Paulo
e repudiamos a forma como os doutores Sanguinetti
e Delma Gama vêm se posicionando”,
diz o perito Márcio Godoy, 33, presidente
da ABC. “Eles foram de uma infelicidade
sem precedentes”, endossa a presidente
da Apcesp, Maria do Rosário Mathias
Seraphim, 70.
Candidatíssimo (o alagoano, ao terceiro
mandato de vereador, em Maceió; a baiana,
namorando o cargo de vice-prefeita na chapa
de Rogério da Luz, virtual candidato
do PMN), o casal pode ter dado um tiro pela
culatra. Não há evidências
de que a desastrada intervenção
venha a render dividendos políticos,
como ocorreu no final dos anos 1990, quando
Sanguinetti se elegeu vereador pela primeira
vez, no rastro da notoriedade obtida com o
caso PC Farias.
Não é perito - Coronel-médico
reformado pela Polícia Militar de Alagoas,
ex-diretor do Instituto Médico-legal
de Maceió e ex-professor de medicina
legal da Universidade Federal de Alagoas,
Sanguinetti não é perito técnico.
Entretanto, notabilizou-se por contestar o
laudo do legista paulista Badan Palhares sobre
a morte do ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente
Collor. Segundo seu parecer, em vez de homicídio
seguido de suicídio, o caso configurava
um duplo homicídio. Se essa intervenção
alavancou a entrada do alagoano na carreira
política, a interferência no
caso Isabella pode sepultá-la.
Nome de rua em Simões Filho, advogada
militante, perita aposentada e candidata derrotada
em todas as eleições que já
disputou. Esse, o currículo da Delma
Gama, companheira de Sanguinetti na aventura
em São Paulo. Apesar da personalidade
polêmica, ela é considerada “inteligente
e muito bem preparada” por colegas como
o presidente do Sindicato dos Peritos Criminalísticos
da Bahia (Asbac), Gerluis Paixão de
Jesus, 52. Mas ele considera “antiética”
a postura assumida pela colega no caso da
menina paulista. “Ela exagerou”,
resume.
Críticas à parte, se o alagoano
e a baiana apenas buscavam exposição
na mídia às vésperas
da eleição, alcançaram
seus objetivos. É cedo para prever
se a visibilidade obtida será revertida
em votos. Procurados por telefone, Sanguinetti
e Delma estavam com os celulares em caixa
de mensagem e não retornaram os recados
deixados pela reportagem do Correio
da Bahia.
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Para ABML, Sanguinetti não
é médico legista
Segundo o presidente
da Associação
Brasileira de Medicina Legal, Luiz
Carlos Galvão, o vereador
George Sanguinetti, contratado para elaborar
um laudo do caso da menina Isabella Nardoni,
não
é médico legista.
Em sua defesa, o vereador afirma que não
integra a ABML por ser militar
e por "não gostar de participar
de associações".
Fonte:
Tribuna Independente
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A presidente da APCESP
(Associação dos Peritos Criminais
do Estado de São Paulo), Maria do Rosário
Serafim, disse nesta quarta-feira que a instituição
irá registrar queixa-crime contra o
médico-legista George Sanguinetti devido
às críticas feitas por ele ao
trabalho da Polícia Técnico-Científica
no caso da morte de Isabella Nardoni, 5.
"Ele vai ter que provar
o que falou", disse Serafim. Ela diz
que a associação estuda processar
Sanguinetti por injúria, calúnia
e difamação.
Contratado pela defesa do casal
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá,
pai e madrasta da menina acusados de tê-la
assassinado, Sanguinetti afirmou que o laudo
sobre a morte é uma "vergonha"
e não possui valor "probante".
Ele apresentou suas conclusões à
imprensa na segunda-feira (26), depois de
analisar o laudo do IC (Instituto de Criminalística).
"Uma perícia inicial
de duas horas é uma vergonha. Normalmente
o trabalho inicial é mais profundo.
Os laudos foram medíocres e não
têm valor 'probante'. Não há
provas técnicas de que ela [Isabella]
tenha sido espancada", afirmou Sanguinetti
durante a apresentação. "O
laudo é equívoco e nulo [no
aspecto do direito]. Vim aqui trazer um dado
correto".
Sanguinetti sustenta que, diferententemente
do que dizem os policiais, os ferimentos encontrados
no pescoço da menina não foram
causados por estrangulamento, mas sim por
manobras de tentativas de socorro.
Outro lado
Questionado, Sanguinetti afirmou
que as ameaças são uma tentativa
de fazê-lo calar e que ele aguarda a
notificação da Justiça
sobre o registro.
"Veja como eu estou incomodando.
Eu trago uma linguagem científica,
um dado técnico, e as pessoas não
contra-argumentam, não têm como
rebater."
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Isabella:
associação de peritos processará
Sanguinetti
Fonte-A
tarde on-line Brasil 27/05/2008
Agencia Estado
A presidente da Associação dos
Peritos Criminais do Estado de São
Paulo (Apcesp), Maria do Rosário Mathias
Serafim, decidiu hoje que ingressará
na sexta-feira com um processo pedindo a interpelação
judicial do médico-legista George Sanguinetti
e da ex-perita Delma Gama. Sanguinetti e Delma
classificaram ontem o laudo da Polícia
Científica do Estado de "medíocre,
dúbio e imaginativo".
A
ação pedirá que eles
sejam chamados para prestar esclarecimentos
a um juiz, na presença de representantes
da Apcesp. Além disso, os quatro peritos
do Instituto de Criminalística (IC)
paulista que assinam o parecer estão
dispostos a entrar com uma queixa-crime contra
Sanguinetti e Delma. Os peritos Rosângela
Monteiro, Marcia Iracema Casagrande, Sérgio
Vieira Ferreira e Mônica Miranda Catarino
pretendem pedir indenização
por calúnia e difamação.
"Conversei
com eles, que estão muito magoados
e indignados", afirma Maria do Rosário.
"Eles entendem que não houve nada
de positivo nas críticas. Foram comentários
indevidos, feitos sem o menor respeito."
Segundo ela, a argumentação
do médico-legista e da ex-perita é
"vaga" e "facilmente rebatível".
Sanguinetti sustentou que Isabella não
foi esganada, como indicou a perícia,
pois não havia marcas no pescoço
dela. "A esganadura pode não deixar
marcas de unha, se for feita com a polpa dos
dedos", afirma Maria do Rosário.
"Os peritos de São Paulo encontraram,
sim, marcas no pescoço que indicam
asfixia mecânica."
Já
Delma contrariou a afirmação
dos peritos paulistas de que Isabella foi
jogada de pé da janela. Segundo a ex-perita,
Isabella foi lançada de cabeça
para baixo, pois as marcas na parede externa
do edifício indicariam uma das pernas
da menina, e não uma mão, como
afirmou a perícia oficial. "Não
faz sentido inverter a posição
da menina", rebate a presidente da Apcesp.
"Aquela marca não pode ser de
um joelho, pois ficaram marcados os cinco
dedos da mão."
Família
30/05/2008
O
médico-legista e Delma foram contratados
pela família Nardoni para analisar
os laudos oficiais. Sanguinetti e a ex-perita
apresentaram as conclusões ontem. Isabella
foi morta aos 5 anos, em 29 de março,
no prédio onde moram o consultor jurídico
Alexandre Nardoni e a mulher
dele Anna Carolina Jatobá,
pai e madrasta da menina, na zona norte da
capital paulista. Segundo a polícia,
Isabella foi asfixiada e jogada do 6º
andar. Alexandre Nardoni e Anna Carolina são
acusados pela morte da menina e foram interrogados
no dia 28/05/2008, pelo Exmo. Juiz
Dr. Maurício Fossen, no Fórum
de Santana, também na zona norte da
capital.
Polêmicas
geradas por Peritos da Defesa e Últimas
notícias sobre o Caso Isabella Nardoni,
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Perícias
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Reconstituição |
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Fotos
Isabella |
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