
Antônio
Lúcio Teixeira.
Sindico do Edifício London, morador
do primeiro andar e que ligou para a polícia
na data dos fatos, informou em seu depoimento
a Justiça no dia 18/06/2008, que neste
mesmo dia, um morador do prédio, de
nome Jéferson, havia lhe procurado
e relatado uma conversa com um dos filhos
do casal Anna Carolina Trotta Jatobá
e Alexandre Alves Nardoni.
Conforme o depoimento de Teixeira, Jéferson
havia perguntado se alguém entrou no
apartamento de onde Isabella teria sido arremessada
na noite dos fatos (29/03/2008). Diante do
questionamento a criança teria respondido
bastante assustada:- "Não, não".
Jéferson relatou também ao sindico,
que indagou a Pietro: "O que fizeram
com a sua irmã?", e que a criança
nada teria dito apenas soluçado.
Dr. Francisco Cembranelli, promotor do caso,
afirmou ter solicitado ao Juiz Dr. Mauricio
Fossen, para que o morador mencionado no depoimento
de Antonio Lúcio Teixeira, seja ouvido
oficialmente pela Justiça.
No entanto, mesmo que o prazo legal, para
a convocação de testemunhas
tanto pela defesa como pela acusação
já tenha terminado, o Douto Juízo,
poderá decidir sobre o pedido após
ouvir os depoimentos das testemunhas arroladas
pela defesa, marcados para os próximos
dias 02 e 03/07/2008.
Valdomiro
da Silva Veloso.
Porteiro do Edifício London, trabalhava
no prédio na noite dos fatos. Em seu
depoimento a Justiça, Veloso, contradisse
os interrogatórios de Alexandre Alves
Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá
prestados em Juízo, aos 28/05/2008.
De acordo com a testemunha, o casal, não
teria descido junto ao jardim do prédio,
onde a criança caiu, conforme relacionaram.
No relato, reproduzido por um assessor do
Tribunal de Justiça de São Paulo,
o pai de Isabella, teria pedido para o porteiro
subir ao apartamento, insistindo que havia
um ladrão, que depois de alguns minutos,
foi que Anna Carolina Jatobá apareceu,
com uma criança no colo. Segundo ele,
ela (Jatobá) gritava e xingava, dizendo
que não havia segurança no prédio.
O porteiro teria relatado que Alexandre se
aproximou da criança no jardim, mas
não soube dizer se o pai iria pegá-la
ou não, lembrando que um morador o
orientou a não movimentá-la
sob o risco de não agravar seu quadro.
A testemunha informou ainda, que pela sua
estimativa, houve um percurso de tempo de
dez minutos aproximadamente, entre o ocorrido
e a chegada dos policiais no edifício,
ocasião em que teria então sido
determinado para que todas as portas de acesso
do prédio fossem fechadas.
Ana
Carolina Cunha Oliveira.
Mãe da pequena Isabella Nardoni prestou
depoimento a Justiça por duas horas.
Segundo informaram assessores de imprensa
do Tribunal de Justiça de São
Paulo (TJ-SP) que acompanharam o depoimento,
Ana Oliveira, respondeu também a perguntas
feitas pela Defesa e Promotoria.
Pelos defensores, foi questionada sobre as
roupas que vestia na noite dos fatos, se ela
teria trocado de roupas ao chegar ao 9º
Distrito Policial, após deixar o hospital,
se ela conheceria alguém chamado Robson
e se teria tido um relacionamento com alguém
do banco onde trabalha. A defesa, quis saber
também, se Ana Carolina Oliveira, conheceria
algum funcionário do DP, que investigou
o caso, e como ela se relacionava com a Drª.
Renata da Silva Pontes, delegada que concluiu
o inquérito. Ela também respondeu
se seria destra e com base em que afirmou
acreditar no envolvimento do casal na morte
de sua filha.
Questionada pelo digníssimo representante
do Ministério Público, o promotor
Dr. Francisco Cembranelli, ela confirmou que
a família de Alexandre Nardoni tinha
a preocupação de não
deixar a pequena Isabella sozinha com Anna
Jatobá e que, quando o pai não
estava em casa, a irmã dele, Cristiane
Nardoni, costumava dormir no apartamento do
casal.
Benícia Maria Fernandes.
Vizinha da família solicitou que o
casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá,
fosse retirado da sala de audiência,
para que pudesse prestar seu depoimento.
Conforme relatou a assessoria de imprensa
do Tribunal de Justiça (TJ), que acompanhou
a audiência, a testemunha, falou que
a mãe de Alexandre Nardoni, demonstrava
preocupação em relação
ao fato de deixar a neta Isabella só
com a nora.
Benícia Fernandes informou ter se expressado
à mãe de Alexandre sobre Anna
Jatobá dizendo: -"é maluca,
qualquer dia joga a menina lá de cima".

Rosa
Maria Cunha de Oliveira.
Avó materna da pequena Isabella Nardoni,
disse ser amiga da mãe de Alexandre
e que ela teria lhe contado que o ciúme
de Anna Carolina Jatobá em relação
ao filho era "doentio". A testemunha
que fora arrolada pela acusação,
destacou que as duas famílias se preocupavam
com o fato de Isabella passar as noites no
apartamento do casal.
Rosângela
Monteiro.
Perita criminal do Instituto de Criminalística
(IC) de São Paulo foi à primeira
testemunha do rol acusatório a depor
em juízo. A especialista integrante
da equipe do IC que elaborou o laudo sobre
a cena do crime não apontou de quem
seria o sangue, porque não teria sido
questionada pelo promotor Francisco Cembranelli,
mais informou que havia sangue no carro de
Alexandre.
Com informações fornecidas pela
assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça
de São Paulo, que acompanhou o depoimento,
a testemunha informou que no apartamento do
casal no Edifício London, foi encontrada
uma fralda com "bastante amaciante de
roupa". A perita também informou
que tramas da tela de proteção
de janela foram detectadas pelos peritos.
Questionada pela defesa sobre a preservação
da cena do crime, ela disse que "foi
um dos locais mais preservados em meus 21
anos de experiência". A perita
confirmou que foi feita a coleta de impressão
digital no apartamento, mas que nada indicou
a presença de uma terceira pessoa no
local.
Alexandre de Luca.
Subsíndico do antigo prédio
onde Alexandre Nardoni e Anna Jatobá
moraram antes de se mudarem para o Edifício
London. Durante o depoimento que durou aproximadamente
trinta minutos, a testemunha declarou que
era comum brigas entre o casal e que estas
se davam quase sempre as sextas, sábados
e domingos, quando a pequena Isabella ia visitar
o pai.
Paulo
César Colombo.
Ex-vizinho de prédio do casal e pai
de uma amiguinha de Isabella. A testemunha
reafirmou as brigas constantes do casal, reiterando
que pediu a filha, para que evitasse ir ao
apartamento destes. Paulo César, no
depoimento que durou cerca de quarenta minutos,
informou ainda, que as frases pronunciadas
por Anna Carolina Jatobá, expressariam
o ciúmes dela pela mãe de Isabella.
Renata
da Silva Pontes.
Delegada do 9º. Distrito Policial do
Carandiru, que atendeu a ocorrência
na noite dos fatos e uma das responsáveis
pelas investigações referentes
ao inquérito sobre a morte de Isabella.
Drª. Renata relatou que estava no térreo
do edifício London quando Alexandre
Nardoni chegou acompanhado do pai. Que Alexandre
lhe perguntou sobre o ladrão que teria
invadido o seu apartamento e se o mesmo havia
sido detido.
A delegada informou que depois da vistoria
no Edifício, e após conversar
com algumas testemunhas, se dirigiu ao hospital
onde estava Isabella e pode constatar ferimentos
na perna e testa da criança. Drª.
Renata, disse ainda que embora estranhasse
a tentativa de Alexandre querer incriminar
terceiros e que diante deste fato, replicou
dizendo: "Acho difícil entender
a motivação de um ladrão
matar uma criança, mas também
é difícil entender por que o
pai mataria a filha".
Em seu depoimento ao Douto Juízo, a
delegada informou que disse inda:- "Eu
não tenho conhecimento de crime patrimonial
que o agente joga uma criança pela
janela", e que: "para não
incorrer em erro", decidiu buscar mais
informações, para posteriori
registro de Boletim de ocorrência, razão
pela qual o mesmo só fora concluído
dezoito horas depois do crime.
Paulo Sérgio Tieppo Alves.
Um dos três médico-legistas do
Instituto Médico-Legal (IML). Dr. Paulo
Sérgio, examinou o corpo de Isabella
logo após sua morte e contestou versões
defendidas pelo médico-legista contratado
pela defesa do casal.
Questionado pelo Promotor do caso Dr. Francisco
Cembranelli se uma morte poderia ter mais
de uma causa. Uma vez que George Sanguinetti
defende que "não se morre duas
vezes", ao ironizar o fato de o laudo
do IML apontar duas causas para a morte (asfixia
mecânica e politraumatismo), o médico
legista, respondeu que mais de uma causa podem
contribuir para a morte.

O
pai de Alexandre, Dr. Antonio Nardoni,
bastante abatido, manteve-se "isolado"
num corredor perpendicular ao que estava sendo
processado o primeiro depoimento. Algumas
vêzes, quebrava o silêncio, falando
ao celular.
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