A
primeira testemunha arrolada pela
Defesa do casal Alexandre Alves Nardoni e
Anna Carolina Trotta Jatobá ouvida
em Juízo foi um Jornalista.
O
primeiro depoimento foi de
um jornalista
que, na época do crime, fez uma matéria
entrevistando um pedreiro de uma obra atrás
do prédio onde Isabella morreu.
Segundo
a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça
de São Paulo, ele confirmou as informações
dadas na reportagem feita na época
do crime e disse que tinha a entrevista com
o pedreiro gravada. O jornalista fez uma matéria
entrevistando o funcionário de uma
obra atrás do prédio onde Isabella
morreu. Ele teria dito ao repórter
que o local havia sido arrombado na mesma
noite do crime.
Nathália
de Souza Domingos Severino
Amiga
de Cristiane Nardoni.
- Nathália disse ao Ilmo Juiz Dr. Maurício
Fossen que estava com Cristiane Nardoni em
um bar na noite em que Isabella morreu. Ela
afirmou que a amiga recebeu um telefonema,
não conseguiu ouvir o que era dito
e foi até o banheiro para se afastar
do barulho do bar.
Segundo
ela, no banheiro, Cristiane conseguiu entender
apenas que havia ocorrido algo grave com a
sua sobrinha. Em seguida, ela e o namorado
acompanharam a tia de Isabella e o noivo até
o Edifício London, na Zona Norte de
São Paulo
A testemunha disse também que Anna
Carolina Jatobá, madrasta da garota
morta havia perdido as chaves do apartamento
do casal no mês de fevereiro. Nathália
afirmou que a perda das chaves aconteceu em
um dia em que ela deu carona em seu carro
para Cristiane e Anna Jatobá levarem
o filho mais velho do casal Nardoni para a
escola.
Nathália falou que, após deixar
o garoto no colégio, levou Anna Carolina
Trotta Jatobá para o Edifício
London e, ao entrar no prédio, Jatobá
percebeu que havia perdido as chaves. De acordo
com Nathália, Anna Jatobá telefonou
questionando se as chaves tinham ficado no
carro, mas a amiga não achou nada no
veículo. Nathália disse que
ficou sabendo ainda que a madrasta de Isabella
chegou a procurar as chaves na escola do filho
e também não encontrou.
Além do relacionamento com a família
Nardoni, Nathália contou também
que conheceu um prestador de serviço
chamado Wando, que começou a fazer
um trabalho na casa dela e que também
trabalhava no Edifício London. A testemunha,
porém, não afirmou se ele chegou
a trabalhar para o casal Nardoni.
Segundo
ela, no dia 29 de março, quando Isabella
morreu após ser jogada do 6º andar
do prédio, Wando foi até a sua
casa e disse que passaria no edifício
para entregar umas chaves. Ele não
deixou claro para Nathália a quem pertencia
às chaves. Ela afirmou ainda que o
dia 29 foi o último em que o pedreiro
apareceu na casa dela.
João
Aparecido Jacomento
Vizinho
de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta
Jatobá. - Estava
em Santos, a 73 km de São Paulo,
na noite do crime, disse diante do
Douto Juízo Dr. Maurício Fosten
na audiência de defesa, que falou apenas
uma vez com Alexandre Nardoni por conta de
uma obra que realizava em seu apartamento.
O vizinho do casal relatou
também nunca ter visto as crianças
ou ouvido barulho de brigas no apartamento
de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.
Rafael
Leitão dos Santos
Bancário
e namorado de Nathália Severino-
Afirmou
ao juiz Maurício Fossen que esteve
no Edifício London logo após
a morte de Isabella e que Anna Carolina Jatobá
disse a ele que tivesse cuidado, pois havia
perigo de tiro no local.
José
Vandevaldo Melo Gomes
O
pedreiro
José Vandevaldo
Melo Gomes, que
fez trabalhos nos apartamentos 62 e 63
do Edifício London
- pertencentes a Alexandre e Cristiane Nardoni,
respectivamente, afirmou em audiência
no Fórum de Santana, que nunca teve
desentendimentos com o pai de Isabella.
Antônio
Gomes Pereira
Cunhado
de José Vandevaldo, que fez reparos
nos apartamentos de Alexandre e Cristiane
Nardoni -
afirmou que a entrada no prédio aos
sábado só era permitida aos
auxiliares de serviços gerais até
esse horário. Ele afirmou que costumava
pegar as chaves no início do dia na
portaria e entregá-las ao final do
expediente. Antônio Gomes Pereira afirmou
que nunca levou as chaves para casa.
Os
prestadores de serviço confirmaram
terem estado no prédio na manhã
do dia do crime para trabalhar em outros apartamentos.
Antonio
Nardoni
Pai
de Alexandre Alves Nardoni
-Conforme Antonio Nardoni, houve trocas de
xingamentos, tanto por telefone quanto pessoalmente.
Além disso, segundo a testemunha, Oliveira
fazia provocações, pedindo para
que Alexandre batesse na cara dela, "se
ele fosse homem". Depois da briga, a
mãe de Isabella teria registrado um
boletim de ocorrência. O avô conta
que aconselhou o filho a fazer o mesmo, mas
ele não quis.
Antonio
admitiu também que Anna Carolina Jatobá
tinha ciúmes de Ana Carolina Oliveira,
ex-mulher de seu filho, mas não de
Isabella e negou que a nora tenha protagonizado
alguma cena de ciúmes, como a narrada
por testemunhas de acusação.
Já
sobre o relacionamento entre Alexandre e Jatobá,
disse que soube de discussões normais,
mas nada de muito sério, e que chegaram
a se separar algumas vezes, por dois ou três
dias, mas antes do nascimento dos filhos.
Depois disso, ele afirmou que o casal mantinha
uma relação harmoniosa, o que
poderia comprovar com fotos tiradas em festas
de família.
Damião
da Silva Santos
Porteiro
noturno do prédio dos pais de Anna
Jatobá em Guarulhos, São Paulo
-
confirmou que o casal chegou ao edifício
às 18h e foi embora às 23h.
Ele trabalha no prédio há 12
anos e diz que nunca presenciou brigas da
madrasta com o pai dela, Alexandre Jatobá.
Cristiane
Nardoni
Ouvida
durante uma hora pelo juiz Maurício
Fossen, Cristiane afirmou que dormiu apenas
uma vez na casa de Alexandre Nardoni e Anna
Jatobá para assistir filmes.
O
promotor lembrou que durante o interrogatório
em 28 de maio Anna Jatobá havia contado
que Cristiane dormiu três ou quatro
noites no apartamento do casal para ajudar
a cuidar as crianças. O juiz pediu
que a informação fosse checada
no processo judicial e confirmou a informação.
Mesmo em face da declaração,
a tia de Isabella manteve a versão
de que dormiu apenas uma vez na casa do irmão.
Cristiane
contou que nunca viu o casal brigar. Segundo
ela, Alexandre e Anna Jatobá se gostam
muito e Jatobá tratava Isabella como
se fosse sua própria filha.
Ela
negou que Anna Jatobá disputasse o
colo de Alexandre Nardoni com a criança,
conforme relato de uma ex-vizinha da família
à Justiça. Também afirmou
nunca ter visto o casal repreendendo os filhos.
De
acordo com Cristiane, a mãe de Isabella,
Ana Carolina Oliveira já chegou a ser
“áspera” com Aparecida
Nardoni, mãe de Alexandre, ao discutir
questões relativas à menina.
Ela
ainda confirmou que Anna Jatobá perdeu
as chaves do apartamento no Edifício
London, na Zona Norte. Cristiane relatou que
Isabella chorou várias vezes ao ser
levada de volta a sua casa, após passar
um fim de semana com a família Nardoni.
Segundo ela, a mãe de Isabella teria
dito: “pára com isso filha. Parece
que você está vendo um monstro”.
Dois
policiais (Valter Santos e Luiz Carlos Mariano)
estavam entre as testemunhas ouvidas.
Dois
policiais
estavam entre as testemunhas
ouvidas no processo do caso Isabella
Nardoni. Eles disseram que a vistoria
no dia do crime atingiu inclusive apartamentos
que estavam sem moradores.
Valter
Santos da Silva
Valter
Santos da Silva afirmou que todos os apartamentos
habitados do Edifício London foram
vistoriados, assim como os que estavam vazios
que tiveram a chave localizada. O policial
também viu Anna Jatobá muito
nervosa, ajoelhada ao lado do corpo de Isabella,
no jardim do prédio.
Luiz
Carlos Mariano
Ao
chegar ao prédio, Luiz Carlos Mariano
encontrou Alexandre Nardoni que dizia que
havia alguém em seu apartamento. Ele
foi ao imóvel e informou o pai de Isabella
que não havia ninguém no apartamento.
Os depoimentos dos policiais foram relativamente
curtos, de 15 a 20 minutos.
Joana
Selma Andrade da Silva
Corretora
de imóveis
-
Ela disse ter ido ao Edifício London
por volta das 14h do dia 29 de março
de 2008 para mostrar a um cliente apartamentos
que estavam à venda. Joana disse em
seu depoimento que estranhou o fato de o porteiro
do prédio não ter pedido que
ela apresentasse nenhum documento para entrar
no local.
Segundo
a corretora, ela chegou ao prédio junto
com o dono da imobiliária em que trabalha
e de um cliente. O porteiro teria permitido
a entrada dos três após consultar
um outro corretor que estava de plantão
dentro do Edifício London. Joana afirmou
ter passado cerca de uma hora no prédio
e que não viu pedreiros trabalhando
nos apartamentos que visitou.
José
Renato Sobral
Dono
da imobiliária em que Joana trabalha
- José Renato
também disse ter achado estranho que
o porteiro não tenha exigido documentos
deles para permitir a entrada no edifício.
Segundo Sobral, em nenhum momento da visita,
ele Joana e seu cliente – que estiveram
no Edifício London no dia 29 de março
– tiveram a identificação
solicitada.
Fernanda
Oliveira Silva Moura
Tia
de Alexandre e Cristiane Nardoni -
afirmou que acompanhou a sobrinha, Cristiane
Nardoni, irmã do pai de Isabella, quando
ela esteve no apartamento do Edifício
London, logo após a morte da menina
Isabella, na noite de 29 de março.
Segundo
Fernanda, ela e Cristiane foram até
o apartamento e não mexeram em nada,
apenas apagaram as luzes e deixaram o local.
Ela falou que policiais as acompanharam nesse
momento.
Fernanda afirmou também que nunca presenciou
Anna Jatobá ou Alexandre Nardoni agredirem
os filhos. Ela disse que Anna Carolina era
carinhosa com os filhos e com Isabella e que
nunca soube de brigas do casal.
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