Por:
Elizabeth Misciasci
Jaqueline
Alcântara de Moraes, esposa do mega
traficante Fernandinho Beira Mar, que foi
detida aos 22 dias de novembro de 2007, em
Jacarepaguá, bairro da Zona Oeste do
Rio de Janeiro, teve permanecerá detida.
A
decisão (divulgada aos 24 dias de março
do ano de 2008) veio da ministra Maria Thereza
de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), sendo indeferida. No entanto, mesmo
com a negativa a liminar em habeas-corpus
pedida pela defesa de Jacqueline, ela deseja
responder em liberdade ao processo que corre
junto à Justiça Federal do Paraná.
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Fernandinho Beira Mar e Jaqueline Alcântara |
Porém,
a
ministra relatora, considerou que a prisão
preventiva de Jacqueline está fundamentada
em dados concretos, tanto em primeiro grau,
como na confirmação da ordem
pelo TRF.
Jaqueline,
que é advogada, casou-se com Beira-Mar,
com quem namorava há 15 anos e tem
três filhos. A cerimônia ocorreu
em setembro de 2007, (antes da prisão
da advogada) no Presídio Federal de
Campo Grande (MS) e foi cercada por um forte
esquema de segurança. Conforme informações
de funcionários da própria unidade,
o casal teve direito a uma breve lua-de-mel,
na cela íntima.
A prisão de Jaqueline foi considerada
a mais importante da operação
porque a mulher de Beira-Mar seria a comandante
das operações do traficante
fora do presídio. De acordo com as
informações da Policia que cuidou
do caso, Jacqueline teria assumiu o posto
de "número 2" da organização,
quando o então braço direito
de Beira-Mar, o advogado João José
de Vasconcelos Kolling, desapareceu.
Ela é acusada dos crimes de tráfico,
associação para o tráfico
e lavagem de dinheiro decorrente de tráfico
de drogas. O decreto de prisão baseou-se
em diálogos flagrados por escutas telefônicas
que demonstrariam a “dedicação
profissional à atividade criminosa”
de extrema gravidade, representando risco
à ordem pública. No decorrer
da investigação, um rival nos
negócios do tráfico e sua família
teriam sido “eliminados”, conforme
consta do decreto.
Inconformada
com uma primeira decisão, de indeferimento,
que pleiteou a concessão da liberdade
ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(TRF). a defesa ingressou com novo pedido,
desta vez no STJ. Sustenta haver excesso de
prazo para o recebimento da denúncia
do Ministério Público e falta
de fundamentação no decreto
de prisão. Contesta o rito processual
adotado pelo juízo em que corre a ação.
Diz que dois co-réus que estariam em
situação igual à da acusada
tiveram a prisão revogada. Conclui,
afirmando que Jacqueline é “trabalhadora,
mãe de família, estudante de
direito e possui residência fixa”.
A
ministra relatora considerou que a prisão
preventiva de Jacqueline está fundamentada
em dados concretos, tanto em primeiro grau,
como na confirmação da ordem
pelo TRF. Quanto ao rito processual adotado,
para a ministra Maria Thereza de Assis Moura,
a intenção do juízo federal
foi garantir mais possibilidades de defesa
à acusada. O habeas-corpus será
enviado ao Ministério Público
Federal para parecer. Só então
a ministra relatora analisará o mérito
do pedido e levará seu entendimento
para julgamento coletivo na Sexta Turma.
A
advogada, encontra-se presa na penitenciária
feminina em Piraquara (PR), enquanto aguarda
julgamento.
O
dia de visitas na Penitenciária Feminina
de Piraquara é todo domingo, e o horário
é dividido em ordem alfabética.
Da letra A até a letra L, o horário
de visitas é das 9h às 12h.
Da letra M até a Z, das 13h às
16h. Visitas são permitidas somente
para parentes em primeiro grau, e o segundo
domingo de cada mês é reservado
para a visita de crianças.
Revista
zaP!
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