ESCRITOR
Em 1995,
o público brasileiro conheceu uma nova faceta de Jô Soares:
a do escritor de best-sellers. Não que ele já não
tivesse se aventurado no mundo literário. Jô Soares já
havia lançado "O Astronauta sem Regime", coletânea
de crônicas de humor publicadas no jornal "O Globo" e
"O Humor nos Tempos de Collor", com Luís Fernando Veríssimo
e Millôr Fernandes, uma coleção de artigos de humor
político. Ainda em 1994, escreveu em conjunto com Armando Nogueira
e Roberto Muylaert "A Copa que Ninguém Viu e a Que Não
Queremos Lembrar", comentários sobre as Copas do Mundo de
1950 e 1954.
Xangô
de Baker Street
Mas foi
com "O Xangô de Baker Street", seu primeiro romance, que
Jô Soares passou a figurar na lista dos mais vendidos. E durante
muitas e muitas semanas. Para entender o sucesso de "Xangô",
só lendo.
A história
começa quando misteriosos crimes passam a aterrorizar a corte do
imperador D. Pedro II. Naquela época, pelos idos de 1886, Sarah
Bernhardt estava pelo Brasil (isso é a pura verdade). A atriz inglesa
sugere ao monarca que convide o seu famoso amigo, Sherlock Holmes para
tentar desvendá-los (já isso nem tanto!).
Pelas mãos
de Jô Soares, Holmes chega ao Rio de Janeiro, acompanhado, logicamente,
pelo inseparável e fiel escudeiro Dr. Watson. Aqui, conhece as
maravilhas dos quitutes brasileiros, deliciando-se não só
com os vatapás e feijoadas, mas também com as mulatas cariocas.
Mesmo assim, arruma um tempinho para investigar o primeiro "serial
killer" da História.
Quem
Matou Getúlio Vargas
Três
anos depois, o sucesso se repetiu. Em 1998, Jô Soares lançou
"O Homem que Matou Getúlio Vargas." O romance rapidamente
alcançou a lista dos best-sellers - de onde não saiu até
hoje - e já foi vendido para cinco países.

A fórmula
de misturar realidade e ficção continua, mas não
menos original do que da primeira vez. O protagonista, agora, é
Dimitri Borja Korozec, um atrapalhado assassino que não consegue
sucesso em nenhuma de suas missões terroristas. Em suas desventuras,
ele encontra personagens do porte de Al Capone, Franklin Roosevelt e Mata
Hari. Depois de tantas peripécias no Hemisfério Norte, Dimitri
(que é sérvio, mas de mãe brasileira) acaba parando
no Brasil. E, aqui, como não podia deixar de ser, se envolve nas
confusões políticas do governo de Getúlio Vargas,
no ano de 1954. A mistura genial entre realidade e ficção,
temperada com grandes doses de humor, faz de Jô Soares um dos autores
de maior sucesso no atual mercado literário brasileiro.
Seu mais
recente trabalho Literário: Assassinato na Academia Brasileira
de Letras
que como
tudo o que brota das mãos deste talentoso Célebre, já
explodiu em Sucesso de Vendas.

Confira
os países onde foram lançados os livros e os títulos
Alemanha
"Sherlock Holmes in Rio"
"O homem que matou Getúlio Vargas" (em tradução)
Argentina
"Candomblé, caipirinha y Sherlock Holmes"
Canadá
"Elementaire, ma chere Sarah!"
"l homme qui tua Getulio Vargas"
Espanha
"El Xangó de Baker Street"
França
"Elementaire, ma chere Sarah!"
"l homme qui tua Getulio Vargas"
Grécia
"Xangô" (em caracteres gregos)
"O homem que matou Getúlio Vargas" (em tradução)
Holanda
"Elementair, mijn beste Sarah!"
Itália
"Un samba per Sherlock Holmes"
"L'uomo che uccise Getúlio Vargas"
Japão
"Xangô" (em caracteres japoneses)
Portugal
"O Xangô de Baker Street"
"O homem que matou Getúlio Vargas"
Estados
Unidos
"A samba for Sherlock"
"Twelve fingers"
Parcialmente
no teatro
Menos de
um ano após sua estréia no cinema - e conseqüentemente
na carreira artística - Jô Soares subia nos palcos cariocas
com a peça "A Compadecida", de Ariano Suassuna.
E tomou
gosto pela coisa. Atuou ainda em "Passeio sob o Arco-Íris",
de Guilherme Figueredo; "Oscar", de Claude Magnier; "Os
Rinocerontes", de Yonesco; "O Casamento do Sr. Mississipi",
de Dürrenmatt; "Os 30 Milhões do Americano", de
Gladiator Labiche; e "Tudo no Escuro", de Peter Schaffer.
Como em
tudo que faz, entrou de cabeça no mundo teatral. Jô Soares
dirigiu nove espetáculos, entre eles "Os 7 Gatinhos",
"Romeu e Julieta", "O Estranho Casal" e "Oh Carol".
Isso sem contar com seus seis espetáculos solo.
Dirigiu e atuou também em "A Feira do Adultério",
definida por ele como "seis peças em um ato", na qual
assina o texto em conjunto com Bráulio Pedroso, Ziraldo, Armando
Costa, Paulo Pontes, João Bettencourt e Lauro César Muniz.
Jô foi autor ainda de duas peças: "O Flagrante"
e "Brasil, da Censura à Abertura." Para escrever esta
última, baseou-se, junto com Armando Costa e José Luiz Arcanjo,
nos livros de folclore político de Sebastião Nery. O espetáculo
contava com Marília Pêra, Marco Nanini e Sylvia Bandeira
no elenco.
No
Cinema
Estudando para a
se tornar um diplomata como o pai, José Eugênio Soares mal
podia imaginar que se tornaria um grande astro da televisão nacional,
atuante também no cinema, no teatro, nas artes plásticas
e na literatura.
O primeiro passo
de sua carreira artística aconteceu em 1958, menos de dois anos
depois de sua volta da Europa. Aos 20 anos ele estreava - com o pé
direito, diga-se de passagem - no filme "O Homem do Sputnik",
dirigido por Carlos Manga. Estrelado por Oscarito, a fita viria a se tornar
uma das chanchadas de maior sucesso dos áureos tempos da Atlântida.
Quase que a totalidade
de sua carreira cinematográfica é feita de inestimáveis
participações. Ele atuou nos filmes "Tudo Legal"
(1960), de Victor Lima; "A Mulher de Todos", de Rogério
Sganzerla; "Cidade Oculta", de Chico Botelho; "A Coisa",
de José Agripino de Paula. Em 1995, apareceu em "Sábado",
de Ugo Giorgetti.
O filme "O Pai
do Povo" é a exceção. Em 1975, Jô Soares
esreveu, dirigiu, co-produziu e estrelou o filme: uma comédia,
claro. Na fita, ele interpretava diversos personagens, inclusive o protagonista,
chamado O Magnífico Contreras, o ditador da Ilha da Silvéstria,
país fictício onde se passa toda a história.
Já
em "O Xangô de Baker Street", filme lançado em
2001, Jô faz apenas uma pequena participação. Embora
o filme seja baseado em seu livro de maior sucesso, o próprio Jô
Soares aprovou a adaptação para o cinema: "Não
vi um senão no filme. Sei que é raro o entusiasmo de um
autor em relação à adaptação de uma
obra sua, mas me sinto muito à vontade porque não tive envolvimento
com a produção. Só tenho palavras de entusiasmo em
relação ao filme".
ESTILO
DE LITERATURA
Esses
são alguns dos meus autores preferidos. Ou os que atualmente mais
gosto:
Ana
Miranda
Auguste Le Breton
Dashiel Hammet
Diogo Mainardi
Dostoiewski
Eça de Queiroz
Fernando Morais
Horace Mc Koy
Ignácio de Loyola Brandão
James Ellroy
John Steinbeck
John Updike
Jorge
Amado
Franz Kafka
Lima Barreto
Luís Fernando Veríssimo
Machado de Assis
Mario Prata
Mario Vargas Llosa
Max Gallo
Millôr Fernandes
Oswald de Andrade
Raquel de Queirós
Ray Bradbury
Rubem Fonseca
E
esses são bons livros que li Vale a dica!
"The New New Thing" - Michael Lewis
"Zero Mostel: Uma Biografia" - Jared Brown
"Notícias do Planalto" - Mario Sergio Conti
"Tablóide Americano" - James Ellroy
"The Bone Collector " - Jeffery Deaver
"Bleu Blanc Rouge" - Max Gallo
"O Que Faz Correr Sammy" - Bud Schulberg.
E essas são as HQs que eu mais gosto:
Will
Eisner - "The Spirit"
Alex Raymond - "Flash Gordon"
Lee Falk - "O Fantasma"
Milton Caniff - "Terry e os Piratas"
Chester Gould - "Dick Tracy
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