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José Eugênio Soares, conhecido como Jô Soares. (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938) humorista, escritor e apresentador brasileiro. Além de se dedicar à literatura também escreveu, e dirige várias peças teatrais.
Elizabeth Misciasci X Jô Soares

“Não há amizade, que por mais profunda que seja, que resista a uma série de canalhices.” Jô Soares

Falando de Jô Soares
De forma significativa, marcante e muito além do que poderia imaginar habituada a trabalhar em emissoras de TV, eventos, e stúdios de som conheci muitas celebridades e estas acabam se tornando pessoas normais. Uns mais adeptos ao diálogo curto, alguns mais amigos, outros simples sem "mascaras", outros literalmente estrelas e uma minoria indiferente.
Assim trilhei muitos anos... Talvez se contasse alguns episódios, certamente seria chamada por muitos de maluca, principalmente se desse conotação e nome aos protagonistas destes episódios. Casos que só quem vivenciou poderá confirmar. Acreditava que "lidar" com a mídia, ou mesmo com celebridades, era algo que poderia "tirar de letra" também quantos anos... Só que aqui a história é completamente outra, situação inovadora, diferente do meu cotidiano pois não falo apenas de uma Celebridade, uma Estrela, falo realmente de um ser um singular, que é Luz e EMANA PAZ, atencioso e presente me mostrou o que nunca imaginei presenciar.
Falo de um homem com seus adjetivos e reconhecimentos, que se importando com sentimentos alheios e tendo o respeito e dignidade ao tratar fatos e pessoas consegue ser um referencial, uma verdade alguém "Especialmente Especial" - (JÔ Soares)

 

Sabendo um pouco mais...


 

"A prova de que a natureza é sábia é que ela nem sabia que iríamos usar óculos e notem como colocou nossas orelhas."

Jô Soares


ESCRITOR

Em 1995, o público brasileiro conheceu uma nova faceta de Jô Soares: a do escritor de best-sellers. Não que ele já não tivesse se aventurado no mundo literário. Jô Soares já havia lançado "O Astronauta sem Regime", coletânea de crônicas de humor publicadas no jornal "O Globo" e "O Humor nos Tempos de Collor", com Luís Fernando Veríssimo e Millôr Fernandes, uma coleção de artigos de humor político. Ainda em 1994, escreveu em conjunto com Armando Nogueira e Roberto Muylaert "A Copa que Ninguém Viu e a Que Não Queremos Lembrar", comentários sobre as Copas do Mundo de 1950 e 1954.

Xangô de Baker Street

Mas foi com "O Xangô de Baker Street", seu primeiro romance, que Jô Soares passou a figurar na lista dos mais vendidos. E durante muitas e muitas semanas. Para entender o sucesso de "Xangô", só lendo.

A história começa quando misteriosos crimes passam a aterrorizar a corte do imperador D. Pedro II. Naquela época, pelos idos de 1886, Sarah Bernhardt estava pelo Brasil (isso é a pura verdade). A atriz inglesa sugere ao monarca que convide o seu famoso amigo, Sherlock Holmes para tentar desvendá-los (já isso nem tanto!).

Pelas mãos de Jô Soares, Holmes chega ao Rio de Janeiro, acompanhado, logicamente, pelo inseparável e fiel escudeiro Dr. Watson. Aqui, conhece as maravilhas dos quitutes brasileiros, deliciando-se não só com os vatapás e feijoadas, mas também com as mulatas cariocas. Mesmo assim, arruma um tempinho para investigar o primeiro "serial killer" da História.

Quem Matou Getúlio Vargas

Três anos depois, o sucesso se repetiu. Em 1998, Jô Soares lançou "O Homem que Matou Getúlio Vargas." O romance rapidamente alcançou a lista dos best-sellers - de onde não saiu até hoje - e já foi vendido para cinco países.


A fórmula de misturar realidade e ficção continua, mas não menos original do que da primeira vez. O protagonista, agora, é Dimitri Borja Korozec, um atrapalhado assassino que não consegue sucesso em nenhuma de suas missões terroristas. Em suas desventuras, ele encontra personagens do porte de Al Capone, Franklin Roosevelt e Mata Hari. Depois de tantas peripécias no Hemisfério Norte, Dimitri (que é sérvio, mas de mãe brasileira) acaba parando no Brasil. E, aqui, como não podia deixar de ser, se envolve nas confusões políticas do governo de Getúlio Vargas, no ano de 1954. A mistura genial entre realidade e ficção, temperada com grandes doses de humor, faz de Jô Soares um dos autores de maior sucesso no atual mercado literário brasileiro.

Seu mais recente trabalho Literário: Assassinato na Academia Brasileira de Letras

que como tudo o que brota das mãos deste talentoso Célebre, já explodiu em Sucesso de Vendas.

Confira os países onde foram lançados os livros e os títulos

Alemanha
"Sherlock Holmes in Rio"
"O homem que matou Getúlio Vargas" (em tradução)

Argentina
"Candomblé, caipirinha y Sherlock Holmes"

Canadá
"Elementaire, ma chere Sarah!"
"l homme qui tua Getulio Vargas"

Espanha
"El Xangó de Baker Street"

França
"Elementaire, ma chere Sarah!"
"l homme qui tua Getulio Vargas"


Grécia
"Xangô" (em caracteres gregos)
"O homem que matou Getúlio Vargas" (em tradução)

Holanda
"Elementair, mijn beste Sarah!"

Itália
"Un samba per Sherlock Holmes"
"L'uomo che uccise Getúlio Vargas"

Japão
"Xangô" (em caracteres japoneses)

Portugal
"O Xangô de Baker Street"
"O homem que matou Getúlio Vargas"

Estados Unidos
"A samba for Sherlock"
"Twelve fingers"

Parcialmente no teatro

Menos de um ano após sua estréia no cinema - e conseqüentemente na carreira artística - Jô Soares subia nos palcos cariocas com a peça "A Compadecida", de Ariano Suassuna.

E tomou gosto pela coisa. Atuou ainda em "Passeio sob o Arco-Íris", de Guilherme Figueredo; "Oscar", de Claude Magnier; "Os Rinocerontes", de Yonesco; "O Casamento do Sr. Mississipi", de Dürrenmatt; "Os 30 Milhões do Americano", de Gladiator Labiche; e "Tudo no Escuro", de Peter Schaffer.

Como em tudo que faz, entrou de cabeça no mundo teatral. Jô Soares dirigiu nove espetáculos, entre eles "Os 7 Gatinhos", "Romeu e Julieta", "O Estranho Casal" e "Oh Carol". Isso sem contar com seus seis espetáculos solo.
Dirigiu e atuou também em "A Feira do Adultério", definida por ele como "seis peças em um ato", na qual assina o texto em conjunto com Bráulio Pedroso, Ziraldo, Armando Costa, Paulo Pontes, João Bettencourt e Lauro César Muniz. Jô foi autor ainda de duas peças: "O Flagrante" e "Brasil, da Censura à Abertura." Para escrever esta última, baseou-se, junto com Armando Costa e José Luiz Arcanjo, nos livros de folclore político de Sebastião Nery. O espetáculo contava com Marília Pêra, Marco Nanini e Sylvia Bandeira no elenco.

No Cinema

Estudando para a se tornar um diplomata como o pai, José Eugênio Soares mal podia imaginar que se tornaria um grande astro da televisão nacional, atuante também no cinema, no teatro, nas artes plásticas e na literatura.

O primeiro passo de sua carreira artística aconteceu em 1958, menos de dois anos depois de sua volta da Europa. Aos 20 anos ele estreava - com o pé direito, diga-se de passagem - no filme "O Homem do Sputnik", dirigido por Carlos Manga. Estrelado por Oscarito, a fita viria a se tornar uma das chanchadas de maior sucesso dos áureos tempos da Atlântida.

Quase que a totalidade de sua carreira cinematográfica é feita de inestimáveis participações. Ele atuou nos filmes "Tudo Legal" (1960), de Victor Lima; "A Mulher de Todos", de Rogério Sganzerla; "Cidade Oculta", de Chico Botelho; "A Coisa", de José Agripino de Paula. Em 1995, apareceu em "Sábado", de Ugo Giorgetti.

O filme "O Pai do Povo" é a exceção. Em 1975, Jô Soares esreveu, dirigiu, co-produziu e estrelou o filme: uma comédia, claro. Na fita, ele interpretava diversos personagens, inclusive o protagonista, chamado O Magnífico Contreras, o ditador da Ilha da Silvéstria, país fictício onde se passa toda a história.

Já em "O Xangô de Baker Street", filme lançado em 2001, Jô faz apenas uma pequena participação. Embora o filme seja baseado em seu livro de maior sucesso, o próprio Jô Soares aprovou a adaptação para o cinema: "Não vi um senão no filme. Sei que é raro o entusiasmo de um autor em relação à adaptação de uma obra sua, mas me sinto muito à vontade porque não tive envolvimento com a produção. Só tenho palavras de entusiasmo em relação ao filme".


ESTILO DE LITERATURA

Esses são alguns dos meus autores preferidos. Ou os que atualmente mais gosto:

Ana Miranda
Auguste Le Breton
Dashiel Hammet
Diogo Mainardi
Dostoiewski
Eça de Queiroz
Fernando Morais
Horace Mc Koy
Ignácio de Loyola Brandão
James Ellroy
John Steinbeck
John Updike

Jorge Amado
Franz Kafka
Lima Barreto
Luís Fernando Veríssimo
Machado de Assis
Mario Prata
Mario Vargas Llosa
Max Gallo
Millôr Fernandes
Oswald de Andrade
Raquel de Queirós
Ray Bradbury
Rubem Fonseca

E esses são bons livros que li Vale a dica!


"The New New Thing" - Michael Lewis
"Zero Mostel: Uma Biografia" - Jared Brown
"Notícias do Planalto" - Mario Sergio Conti
"Tablóide Americano" - James Ellroy
"The Bone Collector " - Jeffery Deaver
"Bleu Blanc Rouge" - Max Gallo
"O Que Faz Correr Sammy" - Bud Schulberg.


E essas são as HQs que eu mais gosto:

Will Eisner - "The Spirit"
Alex Raymond - "Flash Gordon"
Lee Falk - "O Fantasma"
Milton Caniff - "Terry e os Piratas"
Chester Gould - "Dick Tracy

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