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Ser Mãe na Condição de Mulher Presa
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Ser Mãe na Condição de Mulher Presa-Publicado

Peço a gentileza de mencionarem a fonte, pois estou procurando junto as Universidades Plágios, e encontrei várias cópias leais com alteração do nome dos meus textos, sem os respectivos créditos e os mesmos, sendo utilizados em monografias feitas de maneiras "ilegais" e comercializadas.

Por: Elizabeth Misciasci

As reeducandas que cumprem pena ou aguardam julgamento no Estado de São Paulo, que estão em período pós parto, ou apresentam um quadro de gravidez de risco, e as mães de crianças recém nascidas e com idade entre zero e quatro meses, dispõem de um hospital com atendimento médico, psicológico, assistência social, fonoaudióloga, equipe de enfermagem, entre outros. Trata-se do CAHMP (Centro de Atendimento Hospitalar a Mulher Presa) da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) é hoje uma referência no atendimento às crianças que nascem no sistema carcerário e precisam ser amamentadas e acompanhadas por especialistas, ou seja, médicos e pediatras.

 

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Desde o ano de 2005, com uma mudança implementada em sua estrutura, o hospital deixou de atender presas doentes – do chamado transito saúde – para receber apenas mulheres que, por um período de quatro meses, permanecem com os bebês recém-nascidos para amamentá-los. Após esse tempo, de acordo com a Lei, essas mulheres voltam para suas unidades prisionais de origem e seus filhos ficam com os responsáveis da família ou, no caso de não existir disponibilidade com os familiares, são encaminhados para abrigos.

 

 

A unidade possui alojamentos, sendo que, cada um deles é compartilhado por duas reeducandas e seus bebês. Elas mesmas se encarregam de produzir artesanalmente os móbiles, feitos a partir de “origame” (arte milenar de origem japonesa, que tem como base a criação de formas através da dobradura de papéis, sem o uso de cortes), que decoram o quarto e distraem os bebês.
Por ser um hospital onde as pacientes permanecem por um curto período, a rotatividade é grande.

 
 
 

 

Há entre as internas um clima de harmonia que pode ser percebido tão logo se chega à ala onde estão os dormitórios. Todas ficam uniformizadas conversando enquanto acalentam os pequenos que, geralmente estão dormindo ou sendo amamentados. Para auxiliar na “passagem do tempo”, há uma sala coletiva de TV, com poltronas dispostas em formato de “U”, que é compartilhada pelas reeducandas.
Sempre atenta aos cuidados que uma parturiente requer, a médica da Unidade faz questão de somente atender as presas se estas estiverem dentro do consultório e devidamente acomodadas.

 


É ainda nessa área de assistência social que se dá todo o acompanhamento à criança, desde a elaboração do Registro de Nascimento até os trâmites de guarda provisória, encaminhamento de cada caso ao Juiz, além de todo atendimento hospitalar. “Nosso foco principal é identificar quem é o familiar que vai ficar com o recém-nascido, regularizar a guarda ou encaminhar para um abrigo”, explica. “É importante lembrar que somente o Juiz da Vara da Infância e Juventude é quem dá autorização para acolhimento em abrigos”, esclarece.


Com Informações Parciais da Secretária de Administração Penitenciária de São Paulo - SAP

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