Leia o Boletim e Cadastre-se!
 
  Marcos Willians Herbas Camacho - Marcola Volta à Página Anterior


ATUALIZADO 21/02/2009
Transferência e Audiências de Marcos W. H. Camacho


Publicado Por: Elizabeth Misciasci



Marcola, continua detido na Penitenciária de Presidente Venceslau.

De acordo com informações de dois funcionários da Unidade, Marcola é um reeducando pacato, não criando até o momento nenhum transtorno nem se comprova qualquer ocorrência que desperte notícias.

"-Trata-se de um detento normal"... - Declara J.S.A.

- funcionário do Presídio de Venceslau.



 


 

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola


penitenciária de Presidente Venceslau


12/09/2008
O advogado Ayrton Bicudo, que representa o assaltante de banco Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, suposto líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), chegou ao Fórum de Jundiaí e afirmou que seu cliente não compareceria ao depoimento de 77 testemunhas de defesa no processo sobre a morte do policial militar Nilson Pinto.
De acordo com o advogado, não há provas de participação de seu cliente nesse processo. "Deveria se investigado o modo como foram colhidos os depoimentos", disse Bicudo.


29/08/2008

Ministério Público denuncia participação de ONG em lobby no Congresso para ajudar PCC

 

Investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São José dos Campos, de Presidente Prudente e de São Paulo revelaram que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que age dentro dos presídios de São Paulo, mantinha contatos com o Congresso Nacional por meio de uma organização-não governamental (ONG) para interferir na CPI do Sistema Carcerário.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a facção mantinha contatos com uma pessoa ligada a essa ONG e em determinado momento pagou R$ 2 mil para que um homem chamado de “Dr. João” fosse a Brasília para participar de uma audiência. O nome da ONG não aparece nos autos da ação.

Segundo o MP, Marlon José de Souza Rosa, conhecido como Melke ou MR, e Orlando Motta Junior, conhecido por Macarrão ou Kalakalu, controlavam p “Sintonia das Gravatas”, braço jurídico do PCC que arrecadava por mês R$ 250 mil usados para pagar os advogados. O responsável por esse braço jurídico era Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola , líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda de acordo com a denúncia, o grupo se dispôs a pagar as despesas de uma determinada “Cida” que iria a Brasília para assegurar que ela defenderia os interesses do PCC no Congresso Nacional.

“No dia 20 de abril de 2008, o denunciado Marlon Rosa fez contato com uma certa Cida, membro de uma associação ligada ao sistema prisional paulista, que havia sido convidada para ir à Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir questões sobre o sistema prisional. No dia seguinte, Marlon e Orlando conversaram sobre o assunto e reiteraram o interesse do PCC em pagar as despesas de viagem de Cida, pois ela defenderia teses simpáticas à organização criminosa perante o Congressol”, diz o documento do Ministério Público.

Além disso, foi apurado que a facção mantinha um esquema no qual advogados eram contratados para cuidar exclusivamente da defesa dos membros do PCC nos processos judiciais. No último final de semana, na semana passada e no dia 25 de julho, 11 pessoas ligadas ao PCC, entre os quais quatro advogados, foram presas em operações do Gaeco.

Os presos foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público de São José dos Campos. Por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, o Ministério Público descobriu ligações feitas de dentro dos presídio de Presidente Venceslau.

Por conta disso foram presas as advogadas Alessandra Moller, que coordenava a equipe de defensorea do PCC na cidade de São Paulo, e Patrícia Galindo de Godoy, que cuidava dos interesses do grupo no interior do estado. Com Patrícia foram apreendidos R$ 35 mil em dinheiro, sete aparelhos celulares, documentos e planilhas de contabilidade. Com Alessandra, foram encontrados documentos, R$ 2.850 em dinheiro, computadores, um notebook, agenda, quatro aparelhos de celular, planilhas eletrônicas de contabilidade e relatórios mensais de advogados contratados pelo PCC.

Já o advogado Júlio Cesar da Silva, de São José dos Campos, também preso na operação, negociava a entrada de celulares no presídio e é acusado de usar dinheiro do tráfico para subornar policiais durante a prisão de traficantes ligados a Macarrão. O advogado José Luiz Correia Menezes. Nas investigações, Menezes aparece negociando propina com policiais da Capital para aliviar a situação de traficantes da quadrilha de Macarrão, presos em flagrante.

O Gaeco prendeu ainda Jamilson de Andrade Fernandes, que havia se mudado recentemente para São José dos Campos, onde preparava a abertura de um ponto de venda de drogas no Parque Interlagos. Jamilson é apontado como o gerente dos pontos de droga comandados por Macarrão de dentro do presídio, em São José dos Campos e na Cidade Dutra, na capital. Com ele foram apreendidos R$ 7 mil em dinheiro e nove aparelhos de celular.

Além dele foi presa sua sogra, Maria Inês da Silva, que cuidava da contabilidade do tráfico e ajudava na logística da distribuição das drogas. Também em São José dos Campos foi presa a esposa de Macarrão, Maria Jucinéia da Silva. Irmã de Maria Inês, ela é acusada de lavagem de dinheiro da quadrilha. Ela tinha R$ 12.400 em dinheiro, seis aparelhos celulares e um computador.


Na Cidade Dutra, em São Paulo, foi presa Sirlene Costa Aguilar, a Melana, moradora da favela e responsável pela venda de drogas na região a mando de Orlando Motta Junior. A irmã dela, Soraya Medina de Aguilar, a Marli, também foi denunciada. Ela havia sido presa em abril, no Vale do Paraíba, quando transportava cocaína a mando de Orlando Mota Junior.

Todos os 11 acusados foram denunciados por formação de quadrilha e alguns deles por associação para o tráfico e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.


FONTE: Flávia Albuquerque - Agência Brasil

Quarta-feira, 30 de abril de 2008

Policiais são acusados de extorquir cúpula do PCC
Enteado de Marcola, líder do PCC, teria ficado dois dias em poder dos policiais

 


Dois policiais civis de São Paulo estão sob suspeita de tentar extorquir o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que age dentro e fora dos presídios paulistas. De acordo com as primeiras informações, pelo menos um policial se entregou, na manhã desta quarta-feira, 30, por suposta ligação com o seqüestro do enteado do traficante Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, principal liderança da facção.

Segundo as primeiras informações, a ação teria acontecido em 2005. O menino teria passado dois dias em uma delegacia, enquanto os policiais extorquiam a cúpula do PCC. O valor que teria sido exigido pelos agentes à organização criminosa seria de R$ 250 mil. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública apurou preliminarmente que o caso está a cargo das corregedorias de polícia de Mogi das Cruzes e Suzano, com o apoio do GAECO e da Corregedoria de Polícia de São Paulo. Os dois policiais tiveram contra si a expedição do mandado de prisão.

Fonte: Paulo R. Zulino - estadao.com.br

19/04/2008

Daniel Vinícius Canônico, o “Cego”, integrante da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), foi condenado por homicídio simples ontem, no Tribunal do Júri, em Curitiba, por quatro votos a três. A pena é de dez anos e seis meses. Em meio a um rigoroso esquema de segurança montado, o julgamento aconteceu a portas fechadas, sendo permitida apenas a presença da imprensa. O julgamento foi presidido pelo juiz da Segunda Vara do Tribunal do Júri, Rogério Etzel.



Canônico, que é porta-voz do líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, estava sendo acusado pelo Ministério Público do Paraná pela morte do policial militar José Carlos Vilas Boas durante uma fuga que ocorreu em 25 de fevereiro de 2000, enquanto cumpria pena no presídio do Ahu, em Curitiba. Na ocasião, oito presos fugiram.

Para a promotora de Justiça Lúcia Inês Giacomitti Andrich, Canônico seria o responsável por elaborar o plano de fuga e conseguir as armas que seriam utilizadas durante a ação. O disparo que matou o policial teria sido feito por outro preso, Vanderlei Just, já condenado, mas Canônico também foi acusado porque as armas seriam suas.

A defesa insistiu na tese de que a participação de Canônico limitou-se à fuga, aproveitando a oportunidade que aparecera. “Nenhum dos agentes viu Daniel atirar ou ter alguma atitude violenta contra policiais. No processo, não existe prova contra o Daniel”, afirmou o advogado de defesa, Rogério Azevedo.

Durante o julgamento, o réu disse que apenas tinha ouvido boatos sobre a fuga, mas que não teve participação no planejamento da ação. “Minha cela ficava perto do muro e a porta da cela estava aberta. Todas as celas eram trancadas só às 16h. Fui um dos retardatários, saí bem depois dos outros”, narrou.

Canônico percorreu uma distância de 100 a 150 metros depois de cerrar as grades da janela de sua cela e descer por uma espécie de corda, já que estava no terceiro andar. Enquanto fugia, disse apenas escutar os disparos. “Eu não tinha como ver quem atirava e não vi nenhum preso armado, por isso deduzi que eram policiais atirando. Só soube depois, por intermédio da imprensa, que o policial tinha sido atingido”, disse. Como o crime de fuga já prescreveu, Canônico foi julgado apenas pelo crime de homicídio.

Canônico devia retornar ontem mesmo para o presídio de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo. Ele já tem condenação por assalto à mão armada e por porte de arma.

Fonte: Paraná on Line Por Luciana Cristo




14/04/2008

Depois de acusá-lo de tráfico de drogas e de mandar matar o bombeiro Alberto Costa, agora o Ministério Público Estadual (MPE) resolveu denunciar Marcos Camacho, o Marcola, como mandante do assassinato do carcereiro Elias Pereira Dantas, executado por dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 14 de maio de 2006. Outro líder do PCC também foi acusado: Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.

 

Segundo o MPE, como mandantes da onda de atentados praticados pela facção criminosa no Estado desde maio, Marcola e Carambola devem ser denunciados por todos os crimes praticados pelos seus subordinados, pois estes cumpriram ordens dos líderes. Marcola é também chamado pelos promotores na denúncia de "Ladrão de Oxigênio", uma alusão ao tamanho do nariz do criminoso.

Para os promotores, a ação dos bandidos do PCC não deu chance de defesa para o carcereiro. "Elias participava de uma festa em um bar e, quando se dirigiu para o lado de fora, foi seguido pelos executores". Segundo a acusação, os criminosos não disseram nada à vítima e atiraram pelas costas.

O inquérito sobre o caso demonstrou ainda, segundo os promotores do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, que o crime foi "praticado por motivo torpe". O carcereiro foi morto apenas porque a cúpula da organização exigiu que seus subordinados matassem "o maior número possível de integrantes da força policial paulista". O objetivo dos bandidos seria demonstrar a força e o poder do PCC e causar o caos no Estado.

 

 

Durante as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a polícia descobriu que o crime foi praticado por Leandro Lopes Badollato, o Toquinho, e Michael do Rosário, o Zara. Os bandidos atiraram no carcereiro na Rua Antenas, na Vila Califórnia, na região da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. Os dois foram presos. Caso sejam condenados, os acusados podem pegar de 20 a 36 anos de prisão.

Festival

A denúncia sobre a morte do carcereiro ocorre uma semana depois que o MPE apresentou contra Marcola uma denúncia de formação de quadrilha, associação para o tráfico, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. As provas para tanto foram obtidas durante a investigação das atividades da tesouraria do PCC que levaram à prisão 21 integrantes do grupo.

Em junho, Marcola foi denunciado pelo assassinato do bombeiro, ocorrido em frente ao quartel do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros, na região da Luz, no centro de São Paulo. Nesses caso, Julinho Carambola também foi acusado do crime.

A seqüência de denúncias contra os chefes do crime organizado faz parte da estratégia do MPE de criar um "festival de denúncias" contra a cúpula do PCC. Atualmente, Marcola está condenado a 39 anos de prisão.

 

04/04/2008

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi sucinto ao ser interrogado no dia 04 de abril de 2008, por meio de videoconferência pelo juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri. Ele que já havia admitido para a CPI do Tráfico de Armas integrar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), dessa vez negou tudo. "Não sou líder de nenhuma facção criminosa. Sou sim, uma vítima da imprensa. E do Saulo (Abreu Filho, secretário da Segurança Pública)". Porém, acabou desmentido por uma testemunha.
Marcola e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como os mandantes da morte do bombeiro João Alberto da Costa, executado no dia 12 de maio durante a primeira onda de ataques promovida pela organização criminosa contra as forças da segurança pública do Estado.

Os dois líderes são acusados de homicídio duplamente qualificado, duas tentativas de homicídio e porte ilegal de armas, ao lado dos executores do crime Eduardo Aparecido Vasconcelos, o Mascote, Carlos Santos de Portugal, o Peba, Alex Gaspar Cavalheiro, o Gordinho, e Paulo Ricardo da Silva Teixeira, o Magrão (morto no ataque) e da olheira da quadrilha, Giuliana Donayre Custódia.

Nesta sexta, 4, Marcola agiu diferente da CPI do Tráfico de Armas, quando falou por mais de quatro horas e meia. Para não cometer deslizes e municiar os promotores com a própria fala, poupou as palavras. Só respondeu o que lhe foi perguntado. Por isso, o depoimento previsto para durar duas horas não levou mais do que 15 minutos. Mesmo assim, o réu foi prejudicado pelo depoimento do delegado Dimas Pinheiro. O policial disse que a prova cabal de que Marcola é líder do PCC veio da boca do próprio réu.

O policial juntou no processo uma escuta em que Marcola e Julinho Carambola se intitulam líderes da facção para intimidar um agente penitenciário do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes durante a segunda onda de ataques, que matou seis funcionários penitenciários.

Essa escuta é tida como uma das principais provas para incriminar a dupla. Além dessa conversa, segundo os promotores, existe uma escuta feita no dia 12 de maio, em que Julinho Carambola determina o início dos ataques em represália à opressão carcerária, se referindo à transferência de 765 integrantes da facção para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

"Essas escutas estão sendo transcritas para serem juntadas no processo", afirmou o promotor Marcelo Milani. Segundo ele, Mascote também apontou Marcola como o chefe da facção em seu interrogatório.

Mascote, Peba e Gordinho foram reconhecidos nesta sexta, 4, pelas testemunhas de acusação como os executores do ataque que mataram Costa. Giuliana também foi reconhecida como sendo a mulher que rondou os quartelantes do crime.

 

 

 

23/01/2008

Namorada de Camacho, o Marcola, tem prisão decretada, mas até agora a estudante está foragida. A decisão dos desembargadores do TJ é definitiva, quanto ao mérito do caso, cabendo recurso só nos tribunais superiores de Brasília.


A decisão foi tomada em sessão ocorrida no dia 16. Dois dias depois, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) removeu da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau dois líderes do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e Daniel Vinícius Canônico, o Cego, para o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. Carambola é o segundo homem na hierarquia do PCC. Canônico, por sua vez, é tido como o porta-voz de Marcola.


A polícia não sabe se as transferências estão ligadas à condenação de Cynthia. Existe o temor de que a possível prisão da mulher de Marcola, em cumprimento ao mandado de prisão, leve a uma reação da facção criminosa como em 2006, quando o PCC desencadeou três ondas de atentados no Estado. Marcola, que permanece na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, casou-se com Cynthia quando estava no CRP, em janeiro do ano passado. Ele e Cynthia haviam namorado durante sete anos.

As informações são fonte do jornal O Estado de S. Paulo

 

 

14/05/2007


A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) transferiu 66 detentos da Penitenciária 1 de Presidente Bernardes, entre eles, Marcos Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusado de ser o mandante dos ataques à PM na última semana. Dos 66 presos, 55 foram levados para a Penitenciária 1 de Avaré e os outros espalhados em penitenciárias da região Oeste Paulista, cujos nomes não foram revelados.

Apesar das ameaças de punição feitas pelo Ministério Público, Marcola não vai para o regime disciplinar, o chamado castigo, mas cumprirá pena numa cela sozinho, porque a penitenciária de Avaré possui apenas celas individuais, informou a SAP. Na P-1 de Bernardes, ele estava preso junto com outros 8 detentos.

No entanto, Marcola poderá receber visitas a partir da semana que vem e, como nos outros presídios, o de Avaré não consegue bloquear as ligações de telefones celulares.

De acordo com um diretor da SAP, Marcola ficará na cela individual pelo menos até o julgamento da acusação de ter comandado tentativa de resgate de presos e de fuga em massa da P-1 na semana passada. Se for condenado, vai para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Centro de Detenção Penitenciário (CDP), considerada a penitenciária mais segura do País, a mesma onde ficou Fernandinho Beira-Mar. Se não for condenado, é possível que ele cumpra o restante de sua pena na cela individual de Avaré.

 

Arquivo Geral

 

Por falta de Amparo Legal e em cumprimento a Legislação Vigente, o sentenciado Marcos Willian Hermes Camacho, conhecido com a alcunha de "Marcola" foi transferido do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) após 360 dias de permanência, para um Presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, Penitenciária esta de segurança máxima, onde a vigilância é exercida com o mais alto rigor, e destinada a presos perigosos.


Conforme informações prestadas em nota do próprio Secretário de Administração Penitenciária Dr. Antonio Ferreira Pinto, a SAP, não poderia sob nenhuma hipótese, (nem caberia, pela própria competência jurídica) manter em isolamento o apenado, uma vez que vencido o prazo, e estendendo-o por mais tempo do que a lei determina, seria uma arbitrariedade, juridicamente conceituando.
O Secretário enfatizou, que contrariamente ao que fora divulgado equivocadamente por algum segmento da Imprensa, a remoção de Marcos Camacho não ocorreu por conta da progressão de regime ou de concessão de qualquer benefício.

Também questionado, o ex-Governador do Estado de São Paulo, Claudio Lembo, diz que a saída de Marcola do RDD é normal, uma vez que cumpriu sem nenhuma ocorrência o isolamento a que fora submetido. Reinterando, Lembo frisa, que não vislumbra problemas quanto ao recambiamento e manutenção de Marcola em uma Unidade Prisional.
Para Lembo, que criticou a rigidez do regime, "o RDD é uma forma de tortura medieval", mas que tem de ser preservado para "situações muito extremas". "-Ele é necessário para preservar a integridade física de todos nós e a disciplina (dos presos)." Já ao se referir aos acontecimentos que marcaram o Estado e iniciaram-se em maio de 2006, declarou publicamente:- "-E isso mostra que o governo estava seguro", pontua.

Por lei, os reeducandos, podem ficar sob o RDD (também chamado pela população carcerária de "Piranhão") por, no máximo, um ano, prorrogável por mais outro. Para conseguir essa prorrogação, o MP (ou a polícia) tem de provar que o detento continua cometendo crimes como, por exemplo, incitar a subversão no sistema carcerário.

-O que é R.D.D.?

Regime Disciplinar Diferenciado altera sanções para presos de alto risco.


Motivada pela organização de facções criminosas, atuantes em presídios, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a Lei foi criada com argumento motivacional de buscar dificultar as ações organizadas e supostamente lideradas por internos dos presídios, tais como o Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.

A Lei passou a vigorar a partir de 2 de janeiro de 2003 no Brasil, aprimorando normas relativas ao interrogatório e instituiu o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Baseou-se em experiências efetuadas no estado de São Paulo, nas penitênciárias de Avaré, Taubaté e no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes.

Histórico

 

O Regime Disciplinar Difereciado (RDD) é objeto da Lei brasileira nº 10.792 que alterou a Lei de Execuções Penais e o Código de Processo Penal no país.

Aplicação

A Lei prevê a aplicação do RDD para o reeducando que estiver cumprindo pena por condenação ou estiver temporariamente em reclusão. No RDD o preso é mantido em cela individual 22 horas por dia, podendo ser visitado por até duas pessoas em uma semana, tomando um banho de sol por dia de duas horas no máximo . Não é permitido ao preso receber jornais ou ver televisão, enfim qualquer contato com o mundo externo.

O artigo 52 da Lei de Execuções Penais foi alterado, determinando a aplicação do RDD caso haja práticas, por parte do detento, de fatos previstos como sendo crime doloso e que ocasione a subversão da ordem ou disciplina interna. A Lei prevê ainda a possibilidade de isolamento preventivo do preso, 10 dias antes da autorização judicial para que o preso seja submetido ao regime.

Outras medidas ainda foram tomadas, visando manter o isolamento dos presos, tais como a instalação de detectores de metais nos presídios e utilização de bloqueadores de celular e rádio transmissores.

Defesa e críticas

 

Os defensores da medida argüem, além de defenderem a constitucionalidade da lei, para a necessidade social da medida, como inibidora e punitiva da prática delituosa - prevenção geral negativa. Reclamam que no Brasil vem sendo substituída, com enorme prejuízo para a segurança pública, por penas cada vez mais brandas e muitas vezes os juízes substituem a pena de privação de liberdade por restrição de direitos(Direito Penal mínimo).

Porém, muitos estudiosos do Direito brasileiro consideram inconstitucional o RDD. O penalista Roberto Delmanto, por exemplo, em artigo publicado no Boletim do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, proclamou que o RDD fere a Constituição Federal, que dispõe, em cláusulas pétreas que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante e que não haverá penas ... cruéis"(art.5º,III).

A verdade é que danos psicológicos irreversíveis podem decorrer do isolamento do detento por tempo tão longo (360 dias podendo ser prorrogado por mais 360).



  Volta à Página Anterior