Sônia
Aparecida Rossi, conhecida
com vários apelidos, dentre eles “Maria
do Pó”, foragida
da Penitenciária Feminina da Capital
Sant'Ana, desde 09/03/2006.
Sônia é a mulher
que estava com a cocaína apreendida
pela Polícia Militar de Indaiatuba,
em janeiro de 1999, e que depois foi furtada
das instalações do Instituto
Médico Legal (IML) de Campinas.
O caso desta ação
delituosa no IML, que fica no complexo da
Polícia Civil de Campinas, de onde
foram levados 340 quilos de cocaína,
até hoje não está solucionado,
tendo levado à troca da cúpula
da instituição em Campinas.
O policial R.L. delegado que acabou exonerado
do cargo por conta de suspeita da Secretaria
Estadual da Segurança Pública
de que tivesse envolvimento com o furto da
cocaína.
A fuga de Sônia aconteceu,
segundo a Secretaria Estadual da Administração
Penitenciária (SAP) na época,
quando ela se misturou as outras reeducandas,
que faziam à pintura externa de parede
da Penitenciária. De acordo com a SAP,
a fuga ocorreu entre 13h e 14h, porém
apenas foi descoberta às 17h, quando
da realização da contagem das
presas. Uma outra reeducanda, Cleonice Santos
de Jesus, de, a "Tatona",
também com condenação
por tráfico, fugiu com "Maria
do Pó", mais após um ano
da fuga, foi recapturada (Hoje encontra-se
na PFS e converteu-se a religião evangélica)..
Sônia, atualmente com
48 anos, está condenada a 54 anos e
oito meses de prisão por ligações
com o tráfico de entorpecentes. Ela
também é conhecida por Maria
Cristina, nome que deu ao ser detida na chácara
de Indaiatuba com cinco homens e a cocaína
que depois seria furtada, e também
como “Professora”. Este apelido
se deu por conta de ser considerada uma traficante
“Expert” para saber da qualidade
da droga comprada. Outros supostos apelidos
são "Sandrinha" e "Tia"
Sônia Aparecida Rossi desde que foi
presa, pela Polícia Civil de Campinas,
passou por várias cadeias e penitenciárias,
como Monte Mor, Casa de Custódia e
Tratamento de Taubaté, na época,
1999, hoje o RDE e RDD apelidado
de “Piranhão” e única
unidade de segurança máxima
no Estado, onde foi
à primeira Mulher a passar por lá.
À CPI do Narcotráfico,
ele contou que, apesar de ter dito à
polícia que era namorado dela, Sonia
foi solta pelo delegado logo depois no flagrante.
No inquérito policial, o nome dela
teria constado apenas como testemunha.
Presa em abril de 2000 e baleada na perna
pela Polícia Federal, Sonia passou
pela Casa de Custódia de Taubaté,
presídio masculino do Vale do Paraíba
que chegou a abrigar apenas seis reeducandas
mulheres, todas consideradas de alta periculosidade.
Em 2002, foi transferida por bom comportamento
para a penitenciária de Tremembé,
onde ficou até o ano passado, quando
foi inaugurada a Penitenciária Feminina
do Carandiru, dia 8 de dezembro.
Morte
de filho de “Mariazinha do Pó”
é mistério para Polícia
Civil de SP
Laudo aponta homicídio
seguido de suicídio, mas há
policiais que dão outra versão;
a mãe dele, chamada de Maria do Pó,
é uma das pessoas mais procuradas em
SP.
O assassinato a tiros de Fábio Ferreira
Leite, em 16/05/2007, (na época com
25 anos), filho da traficante Sonia Aparecida
Rossi, de 46 anos, mais conhecida como Maria
do Pó, uma das pessoas mais procuradas
pela polícia de São Paulo, intriga
a Polícia Civil de Guareí, no
interior de São Paulo. A mulher dele,
Andréa Oliveira Moraes, de 26 anos,
foi encontrada enforcada no mesmo dia na chácara
do casal. O caso foi registrado na delegacia
da cidade como homicídio seguido de
suicídio.
Laudos preliminares da perícia apontaram
para homicídio seguido de suicídio.
Leite levou três tiros: um no peito,
um nas costas e outro no ombro. A mulher foi
encontrada enforcada na sala da chácara.
Segundo o médico-legista
José Octávio Vasques Ayres,
do IML de Porangaba, Leite foi assassinado
com arma de fogo por volta das 23 horas. Já
a causa da morte de Andréa foi asfixia
mecânica e tem horário ignorado.
A Polícia Civil de Guareí não
descarta a possibilidade de duplo homicídio.
Mas as circunstâncias das mortes dividem
a opinião de policiais da capital e
do interior.
Um investigador da capital,
que preferiu não se identificar, explicou
por que não acredita em homicídio
seguido de suicídio. "Não
tem lógica uma pessoa matar outra a
tiros e depois, ainda desesperada, procurar
uma corda e um banquinho para se enforcar.
Seria mais fácil usar a mesma arma.
Geralmente, a pessoa só se enforca
quando está muito deprimida. Tem todo
um ritual. Ela se prepara para o suicídio
e, às vezes, deixa até carta
de despedida", argumentou.
Outra versão
Já um policial civil
de Guareí tem outra opinião.
Segundo ele, Leite estava na piscina da chácara
quando foi baleado pela primeira vez. De acordo
com o policial, o filho de Maria do Pó
saiu cambaleando e tentou desarmar a mulher.
Foi atingido mais duas vezes. O policial afirmou
ainda que a munição acabou e,
por isso, Andréa teria se enforcado.
A Polícia Civil apurou
que o casal brigava constantemente e que o
marido batia muito na mulher. O filho de Maria
do Pó foi encontrado nu na chácara.
No imóvel foi apreendido um telefone
celular. A Polícia Civil aguarda o
resultado da perícia no aparelho para
saber quem ligou para o casal nos dias que
antecederam as mortes.
O delegado-titular de Guareí,
Clóvis Augusto de Menezes, estava lotado
em outra delegacia na época das mortes
e não quis comentar o caso. Mas outro
policial afirmou que não dá
para trabalhar só com uma linha de
investigação. "Não
descartamos a hipótese de duplo homicídio.
Alguém pode ter simulado o suicídio
da mulher. Afinal, o marido dela era filho
de uma das maiores traficantes e da mulher
mais procurada pela polícia de São
Paulo", acrescentou o policial.
Leite tinha antecedentes criminais.
Em setembro de 2000, ele e seis homens foram
processados em Campos do Jordão, na
Serra da Mantiqueira, por tráfico de
drogas e formação de quadrilha.
O processo estava em andamento na 1ª
Vara Criminal da cidade. O casal foi enterrado
no Cemitério da Saudade, em Americana,
região de Campinas.