“-
Meu filho não assiste
à TV. Hoje aliás, nem TV em
casa temos mais...”
Triste
realidade!
Não
existe uma solução imediata que proporcione
mudanças á curto prazo, regularizem os desequilíbrios
gerados, nem tão pouco, métodos milagrosos sem
efeitos colaterais, que trate em 24 horas e resolva 100% dos
casos, quando o assunto é “DROGAS”.
Se
todo o medicamento exige controle, quem dirá os usuários
de substâncias entorpecentes, pois não podemos
esquecer que seus efeitos são subjetivos.
A
pessoa viciada, perde muitas vezes a noção do
que é (ilegalmente falando) “ajuste de dosagem”
e em determinadas situações, é impossível
eliminar ou tratar os sintomas residuais, ou seja o consumo
exagerado, (que deveria ser inexistente) provocando neste
usuário, uma crise que chamamos aqui de “overdose”.
Óbvio,
que não existe a “quantidade correta e benéfica”
no entanto, existe uma situação ainda pior:-
“a dose perigosa e irreversível”. Em casos
que este tipo de situação ocorre, necessita-se
imediatamente da remoção desta pessoa para atendimento
hospitalar de emergência (que é difícil
ser providenciado e quando dado, é sempre demorado,
pois o temor dos “parceiros” de “embalo”
e todo o comprometimento que pode causar, somados as condições
psicológicas e físicas dos “companheiros”
inibem ou impedem a ajuda, ao encaminhamento médico
necessário desta “vítima”). O socorro,
pode deixar de ser sério, longo ou correto... simplesmente
é tarde demais, findam-se os recursos, pois impossível
o é, resgatar o que já se foi... a vida.
Quem
já viveu situação semelhante, dificilmente
aceita falar sobre o assunto, o que é compreensivelmente
normal se analisarmos que além da tristeza e aborrecimento,
a instabilidade emocional e a melancolia, não saem
da alma jamais.
Cada
um tem uma forma de reagir diante da gravidade e de todas
as problemáticas que chegam junto com as DROGAS, que
cada vez mais se alastra e atrai novos “consumidores”.
Independente da ocorrência ou não do óbito,
a pessoa que conviveu ou convive com dependente químico,
precisa saber o quanto é preciosa à informação,
a sua história, a sua dinâmica com o drama, pois
esta, quando colocada de forma franca, ajuda outras pessoas
que estejam vivendo nas mesmas condições; manter
esta postura, pode contribuir, quando ensina através
das experiências vividas na prática, a enfrentar
as tempestades, que sem dúvidas, são repletas
de feridas e desilusões. A troca de informações,
oferta discernimento SIM, como agir e ter atitudes com inteligência
e estratégias.
O
amparo, tanto para o usuário, como para quem “convive”
com este é necessário, ou melhor dizendo:-“de
suma importância”, porque em muitos lares, com
o passar do tempo, se desencadeia uma FOBIA, que gera angustia
e ansiedade. Ouvir testemunhas, enfrentar os medos, aprender
com lições de vida alheias, contribui e muito
a lidar com os desafios de uma dolorosa realidade. Embora,
o problema chegue a afetar em casos específicos a sociedade
como um todo, não se pode deixar de abordar nem se
omitir, pois é fundamental conhecer mais sobre as DROGAS
E SUAS CONSEQÜÊNCIAS, este tema pautado, tratará
dos reflexos sociais futuramente, para a participação
de todos os interessados no assunto.
Romper
contatos, perpetua as dúvidas e pode atenuar um sério
problema ao invés de esclarecê-lo ou resolvê-lo.
Ás vezes com outras bases, pode ser encontrando os
elementos necessários para se refazer, recuperar as
forças e tratar com amor e de forma racional “aquele,
ora viciado” que precisa se reencontrar e para isso,
é preciso perspicácia, muita força de
vontade, argumentação, e adaptação.
Dizer
não ás DROGAS, não é o bastante!
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