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Penitenciaria
Feminina de Teresina - Piaui |
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La...
Onde
a cama fria
de cimento,
na pedra
que agora
é o leito,
a verdade
transforma-se...
-Se
mescla...
- Se castiga!
No
fundo das muralhas, onde a verdade é
castigada e a luz não resplandece,
se ouve gemidos de dor. A dor que não
faz sentido...
A pedra que agora é o leito, a
cama fria de cimento, solidão e
sofrimento mora junto neste lar. Não
existe mais momento, nem importa o sentimento,
só o tempo pra passar. E é
neste poço fundo, onde se perde
a esperança, que a Mulher num respiro
profundo... Traz ao mundo sua criança.
Por:
Elizabeth Misciasci

Penitenciaria
Feminina de Teresina - Piaui
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Apenadas
Preparadas para o Futuro
A
Penitenciária Feminina de Teresina,
mesmo mantendo uma pequena população
carcerária, busca oferecer um norte
seguro, para as mulheres que lá
cumprem a sanção imposta.
Tendo como prioridade, manter atuante
a proposta da reabilitação
com reinserção social, consagrando
todo um empenho voltado fundamentalmente
à área educacional, que
visa principalmente uma futura profissionalização.
A
Diretora Geral da Penitenciária
Feminina de Teresina, a assistente social
Geracina Olímpio, é parte
primordial neste processo de ressocialização.
A importância que trata todos os
assuntos pertinentes à massa carcerária,
esta sempre consorciada à preocupação
com o futuro e as perspectivas das reeducandas.
Sua integração com as internas,
não é teórica, assim
sendo, pode ser observada na prática
e nas ações.
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O
Estado do Piauí tem atualmente o menor
número de mulheres encarceradas. Assim
sendo a Penitenciária Feminina de Teresina
esta abrigando uma população
carcerária de aproximadamente setenta
e cinco mulheres, porém, isso não
impede que se sintam as dificuldades existentes
em um Presídio Feminino.
Um
dos maiores problemas apresentados pelas internas
detidas nas mais diversas regiões do
País é a
gravidez no cárcere, o parto
e o período de aleitamento materno.
Essa situação, não se
difere em Teresina, que hoje acolhe o bebê
de uma reeducanda enquanto outra esta em período
de gestação. |
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No período pós
parto, é “normal” a mãe,
mesmo na condição de pessoa
presa, ficar com a criança, já
que lhe é garantido por lei, amamentar
o filho.
De acordo com informações
fornecidas por Geracina Olímpio, a
máxima permanência constatada
até os dias atuais, seria a de um período
menor que dois anos, em que uma sentenciada,
ficou com seu filho.
Assim sendo, na Penitenciária
Feminina de Teresina, nunca houve nenhum caso
de filhos criados em celas.
A Diretora da Unidade explica
também, que por determinação
judicial, as reeducandas que concebem seus
bebês na prisão, recebem a autorização,
para que a cela em que reside, fique aberta
no transcorrer do dia. Portanto, a tranca
é feita apenas no período da
noite.
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Embora esteja previsto na
LEP (Lei de Execução Penal)
a criação de locais para acomodação
de mãe e bebê, a fim de resguardar
o direito da amamentação, não
estão todas as unidades equipadas conforme
se estabelece. O mesmo, diz respeito ao tempo
de permanência do aleitamento materno,
que em alguns estados chega ao máximo
de seis meses, enquanto outros cumprem fielmente
os quatro.
Mesmo sem berçário, playground
ou local reservado para o período do
aleitamento materno, na Penitenciária
de Teresina, a DG e equipe, buscam dar todo
o suporte necessário e possível
para mamães e bebês. Apoio e
suporte este, que se estendem também
as que recebem visitas de crianças/filhos.
No entanto, a situação tende
em breve mudar, uma vez que a Brinquedoteca
deverá em breve ser implantada no Estado.
Uma coisa, no entanto se faz
certa, as sentenciadas de Teresina, mesmo
com todas as restrições cumprem
suas penas, sabendo que estão sendo
preparadas para um futuro com profissionalização
e condição de recomeçarem.
Isso, em razão do empenho de toda a
Direção, equipe e Secretária,
diferentemente daquelas, que estão
apenas e tão somente cumprindo castigo,
sem nenhuma perspectiva, nem objeto reabilitador.

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a Autora *Elizabeth
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