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Operação Primadonna
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04/08/2008

Operação Primadonna

As advogadas detidas na Operação Primadonna em São Paulo, serão recambiadas para a Unidade Prisional feminina de Santana, onde ocuparão a cela especial. Cela esta, reservada apenas para quem possui nível superior.


Operação Primadonna

Operação Primadonna

25/07/2008

Cinco Mulheres suspeitas são presas em São Paulo

 

Por: Elizabeth Misciasci

Com mandato Judicial expedido pelo Douto Juízo da Quarta Vara Criminal da Capital de São Paulo, foram detidas nesta sexta-feira, 25/07/2008, seis pessoas, em três diferentes regiões no estado.


Na operação batizada de Primadonna, nome que se originou por serem dentre os seis acusados cinco mulheres, foram apreendidos três computadores, pastas com prontuários de presos diversos e documentos sigilosos.
As primeiras prisões foram efetuadas na cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.


Entre as suspeitas, está Maria Julcinéia, que consta como companheira do sentenciado Orlando Mota Junior e já se encontrava preso. Julcinéia é suspeita de ser a intermediaria (a mando do marido) responsável pela contratação de advogados que trabalham para a quadrilha que age de dentro de algumas unidades prisionais paulistas.

A segunda suspeita detida é Maria Inês da Silva, cunhada de Orlando.


Na operação Primadonna, duas advogadas, também foram presas na cidade de Presidente Prudente a 557 km da Capital de São Paulo, seriam elas

Patricia Galindo

Patrícia Galindo e

Alessandra Miller

Alessandra Miller (foto).


Em uma minuciosa investigação feita pelo Ministério Público do Estado, que indicou a participação de advogadas, teria sido detectado não só a defesa de clientes acusados e presos por crimes diversos, mais sim a prestação de outros serviços para uma facção criminosa.

Por conta disso, uma vistoria foi efetuada por Policiais e Promotores, no escritório de uma das advogadas, que funciona na Avenida Ipiranga, no Centro de São Paulo, tendo sido esta, acompanhada por um representante da OAB-Sp, Dr. Marcelo Muccio.


Dr. Marcelo Muccio
Dr. Marcelo Muccio

Em entrevista, Dr. Marcelo Muccio informou que “tudo ocorreu dentro da legalidade e de forma tranqüila”.


Os Promotores responsáveis pelas investigações informaram que o escritório de advocacia é apontado como centro de administração jurídica e financeira da quadrilha.
O agente do Ministério Público Marcelo Gomes, atestou que as prisões foram efetuadas em virtude da expedição e cumprimento de mandatos de prisões temporárias, por estarem às pessoas envolvidas, acusadas de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.


Marcelo Gomes
Marcelo Gomes



O único homem detido nesta operação é Jamilson Andrade Fernandes, suspeito de comandar o tráfico de drogas na Região Sul da Capital.
A movimentação de contas bancárias apuradas pelo Ministério Público, serão investigadas, bem como o valor de trinta e cinco mil reais, apreendidos na casa de uma das suspeitas, durante a Operação Primadonna.

 
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