|
"-Temos
o poder e o dever de contribuir para um mundo
melhor, permitindo que nosso povo possa voltar
a sonhar, confiando num futuro sem o medo
impetrante, com as mesmas oportunidades, porque
merecemos ver nosso Brasil e nossa gente Rutilar".
Vou
iniciar falando como nasceu o Projeto zaP!
e os Veículos zaP!
Para quem não conhece, é uma
pequena referencia, mais que talvez possa
dar uma noção do mesmo.
A
Revista zaP!
nasceu de um Projeto Social que traz o mesmo
nome zaP!
(zêlo, amor e Paz!) e da conclusão
da Obra literária Presídio
de Mulheres em 1998.
O
que é o Projeto zaP!?
O
Projeto zaP!
não é Uma Ong, não faz
parte de nenhuma entidade Religiosa (busca
sim, apoio para juntos sanarmos casos específicos)
nem filantrópica, não recebe
ajuda governamental, (apenas em raríssimas
excessões, de fato emergenciais) doações
dos amigos do zaP!
Não possuindo portanto vínculos
com instituições nem remunerações.
O
Projeto zaP!
Já colocou fim em diversas rebeliões
e não sómente nos cárceres
Femininos. Pouco se comenta hoje, dos feitos,
já que nada do que é proporcionado
pode ser assinado "sem dar os créditos"
ao dirigentes do Sistema Carcerário
(isso no Estado de São Paulo). Além
de toda a discriminação, por
atuar com a "marginalidade" vive-se
em constante condição de risco...
Óbvio
que quando uma pessoa se dispõe a exercer
um trabalho desta natureza, faz por livre
e expontânea vontade, mais não
há como negar, que o descaso e as dificuldades,
são maiores dentro das burocráticas
exigencias dos que possuem "o poder"
do que dos próprios encarcerados.
Posso AFIRMAR que é o mais difícil
trabalho voluntário que um ser possa
querer exercer...
Atuante
no sistema Prisional Feminino com voluntariado
ativo de fato, o Projeto zaP!
na verdade, foi idealizado por duas Jornalistas,
escritoras, pesquisadoras e humanistas, que
desenvolviam uma série de atividades,
não só com as apenadas, mas
com filhos, familiares e ex-sentenciadas,
estrangeiras, enfim.
No
entanto, uma dessas voluntárias cansada
de tanto abuso, dificuldades, ingratidão
e riscos constantes, resolveu abandonar o
zaP!
em 2005. Ficando apenas na Direção
e com muitos amigos que ajudam (principalmente
da área Jornalística) desta
que lhes escreve.
Com
as sentencidas e egressas, são feitos
acompanhamentos e reinserção
social. Assim, interagindo, trabalhamos pelo
fim da Violência e lutamos por aquilo
que muitos chamam de utopia, ou seja, pela
Reintegração social SEM Reincidência.
Buscando
mostrar realidades e suprir dificuldades,
falando por aproximadamente Vinte e Seis Mil
Mulheres encarceradas no Brasil, (com algumas
unidades masculinas também) e cheia
de decepções e muita tristeza.
"Contudo sou apaixonadas pelo Projeto,
pois carrego a certeza de estar prestando
assim, minhas pequenas contribuições
a Sociedade".
A Revista zaP!
A Revista zaP!
on-line é um veículo tenta levar
informação, arte, cultura, abordando
diversos temas, divulgando escritores, poetas,
oferecendo serviços de utilidade pública
enfim. Está em circulação
desde 2002 (embora meu trabalho junto a massa
carcaréaria, tenha se iniciado em 1986
com Homens na Casa de Detenção,
depois, de 1993 até 1998 com menores
infratores e ex-infratores da Febem). Quando
decidi escrever sobre mulheres, ousei um concurso
literário, não pensei que fosse
ter a repercussão que teve, e foi numa
época em que ninguém nem sabia
que Existiam Cadeias de Mulheres, poucos se
interessavam, e os que falavam discriminação
de forma vilipendiosa meus feitos. Agora
"virou moda" todo mundo diz saber
tudo da criminalidade feminina e seu universo,
mais de fato, somos poucos os que abrimos
os braços e estendemos as mãos...
Voltando
a falar da Revista zaP!
ela é distribuída por mailing
e gratuitamente segue para as unidades Prisionais
Femininas e amigos do zaP!
do Brasil e para muitos do Exterior, principalmente
Portugal.
Além do caráter cultural, a
maior proposta da Revista é falar do
sistema carcerário
feminino, mostrando trabalhos e eventos
desenvolvidos em unidades prisionais, apresentando
as escritoras e artistas zaP!,
demonstrando a massa carcerária feminina,
que elas nunca estiveram abandonadas e procurando
despertar nas autoridades, soluções
que garantam a Não Reincidência.
Além disso, tem também por objetivo,
permitir que universitários, principalmente
os das áreas de Comunicação
Social, Psicologia e Direito, possam encontrar
referências para conclusão de
trabalhos que envolvam o tema.
O Projeto zaP!
busca sempre voltar as atenções
para um dos maiores problemas que afligem
a sociedade aberta:- O
absurdo aumento da Violência praticada
por Mulheres. Ao desenvolver trabalhos
dentro de unidades prisionais, se tem vários
objetivos que vão desde o incentivo
a cultura, até assistência às
mais diversas necessidades que possam provocar
mudanças na pessoa encarcerada, mudanças
estas, que são indiscutivelmente positivas,
não só para a população
carcerária, como para seus familiares
e principalmente para a sociedade.
Após
anos de pesquisas e contatos com sentenciadas
(o)s e egressas (o)s do sistema prisional,
pude detectar diversos problemas. O que me
permite falar sobre o assunto com total propriedade
e levar a todos condições de
pesquisarem e conhecerem um pouco de como
é a vida 'entre grades'.
Acreditando
que o momento de transito pertence muito mais
ao amanhã, ao nosso tempo que se anuncia
do que ao velho, é que também
atuo voluntariamente pela Ressocialização
do ser humano.
E
por ter como meta prioritária, a reinserção
social e a não reincidência,
tento ofertar o melhor de mim, pelo Social.
O trabalho é
amplo, com o desenvolvimento e realização
de vários projetos culturais, sociais
e eventos dentro de um projeto abrangente:-
zaP!
Sou
do bem, da paZ!
zaP!
acredito e busco nos
"R"s
da Reabilitação,
Reintegração, Recuperação,
Reinserção, da Resolução,
na Resistência, no Requestar, e no Remitir
que se fazem inimaginavelmente necessários
para o bem de todos.
Dentro do possível,
vou noticiando o que é de interesse
geral, neste momento, sou (pelo menos tento
ser) completamente imparcial. Claro que tenho
pontos de vista e respeito todas as partes
envolvidas em uma ação delituosa,
mas não faço pré julgamentos,
e por pesquisas que venho desenvolvendo a
anos, de uma coisa, estou certa: Prisão
nenhuma, foi construída para aprisionar
o feminil!
Não nego o quanto
99% das Mulheres são indiferentes as
mãos estendidas e com os anos, descobri
que raras são as que podem de fato
se tornarem amigas, assim, muito mais madura
e profissional, deixo um pouco o coração
de lado pra não sofrer.
Não
sou nada, apenas alguém que ama o próximo,
também nada me considero pra achar
ou pressupor quando o assunto é culpabilidade.
Assim sendo, vejo todas as pessoas acusadas,
como possíveis vítimas de erros,
e milhares de vêzes, torci, pra que
fossem... Não
DEFENDO BANDIDOS, não é isso!
Já fiquei na condição
de vítima e não penso mais nisso,
não me faz bem... Então, não
gostaria de ver tantas bárbaries e
como na "terra do faz de conta"
evito não pensar porque sofro junto.
Contudo,
partindo-se do princípio de que, "Ninguém
poderá ser considerado culpado, até
transitado e julgado a sentença penal
condenatória", prefiro acreditar
que OS BONS, são a maioria...
Afinal, temos o poder e o Dever de contribuir
para um mundo melhor, permitindo que nosso
povo possa voltar a sonhar, confiando num
futuro Livre sem o medo impetrante, com as
mesmas oportunidades. Porque merecemos ver
nosso BRasil
nossas Crianças...
E nossa gente Rutilar.
Sejam
muito Bem vindos Sempre! Elizabeth
Misciasci - zaP!
|