e-Books Incríveis para Você! Leia o Boletim e Cadastre-se!
 
 
Reabilitação - Porque Reabilitar?
Volta à Página Anterior

Por: Elizabeth Misciasci



Creative Commons License

"-Temos o poder e o dever de contribuir para um mundo melhor, permitindo que nosso povo possa voltar a sonhar, confiando num futuro sem o medo impetrante, com as mesmas oportunidades, porque merecemos ver nosso Brasil e nossa gente Rutilar".

 

Vou iniciar falando como nasceu o Projeto zaP! e os Veículos zaP! Para quem não conhece, é uma pequena referencia, mais que talvez possa dar uma noção do mesmo.

A Revista zaP! nasceu de um Projeto Social que traz o mesmo nome zaP! (zêlo, amor e Paz!) e da conclusão da Obra literária Presídio de Mulheres em 1998.

O que é o Projeto zaP!?

 

O Projeto zaP! não é Uma Ong, não faz parte de nenhuma entidade Religiosa (busca sim, apoio para juntos sanarmos casos específicos) nem filantrópica, não recebe ajuda governamental, (apenas em raríssimas excessões, de fato emergenciais) doações dos amigos do zaP! Não possuindo portanto vínculos com instituições nem remunerações.

 

O Projeto zaP! Já colocou fim em diversas rebeliões e não sómente nos cárceres Femininos. Pouco se comenta hoje, dos feitos, já que nada do que é proporcionado pode ser assinado "sem dar os créditos" ao dirigentes do Sistema Carcerário (isso no Estado de São Paulo). Além de toda a discriminação, por atuar com a "marginalidade" vive-se em constante condição de risco...

Óbvio que quando uma pessoa se dispõe a exercer um trabalho desta natureza, faz por livre e expontânea vontade, mais não há como negar, que o descaso e as dificuldades, são maiores dentro das burocráticas exigencias dos que possuem "o poder" do que dos próprios encarcerados.

Posso AFIRMAR que é o mais difícil trabalho voluntário que um ser possa querer exercer...

Atuante no sistema Prisional Feminino com voluntariado ativo de fato, o Projeto zaP! na verdade, foi idealizado por duas Jornalistas, escritoras, pesquisadoras e humanistas, que desenvolviam uma série de atividades, não só com as apenadas, mas com filhos, familiares e ex-sentenciadas, estrangeiras, enfim.

No entanto, uma dessas voluntárias cansada de tanto abuso, dificuldades, ingratidão e riscos constantes, resolveu abandonar o zaP! em 2005. Ficando apenas na Direção e com muitos amigos que ajudam (principalmente da área Jornalística) desta que lhes escreve.

Com as sentencidas e egressas, são feitos acompanhamentos e reinserção social. Assim, interagindo, trabalhamos pelo fim da Violência e lutamos por aquilo que muitos chamam de utopia, ou seja, pela Reintegração social SEM Reincidência.

Buscando mostrar realidades e suprir dificuldades, falando por aproximadamente Vinte e Seis Mil Mulheres encarceradas no Brasil, (com algumas unidades masculinas também) e cheia de decepções e muita tristeza. "Contudo sou apaixonadas pelo Projeto, pois carrego a certeza de estar prestando assim, minhas pequenas contribuições a Sociedade".


A Revista zaP!


A Revista zaP! on-line é um veículo tenta levar informação, arte, cultura, abordando diversos temas, divulgando escritores, poetas, oferecendo serviços de utilidade pública enfim. Está em circulação desde 2002 (embora meu trabalho junto a massa carcaréaria, tenha se iniciado em 1986 com Homens na Casa de Detenção, depois, de 1993 até 1998 com menores infratores e ex-infratores da Febem). Quando decidi escrever sobre mulheres, ousei um concurso literário, não pensei que fosse ter a repercussão que teve, e foi numa época em que ninguém nem sabia que Existiam Cadeias de Mulheres, poucos se interessavam, e os que falavam discriminação de forma vilipendiosa meus feitos.
Agora "virou moda" todo mundo diz saber tudo da criminalidade feminina e seu universo, mais de fato, somos poucos os que abrimos os braços e estendemos as mãos...

Voltando a falar da Revista zaP! ela é distribuída por mailing e gratuitamente segue para as unidades Prisionais Femininas e amigos do zaP! do Brasil e para muitos do Exterior, principalmente Portugal.

Além do caráter cultural, a maior proposta da Revista é falar do sistema carcerário feminino, mostrando trabalhos e eventos desenvolvidos em unidades prisionais, apresentando as escritoras e artistas zaP!, demonstrando a massa carcerária feminina, que elas nunca estiveram abandonadas e procurando despertar nas autoridades, soluções que garantam a Não Reincidência.

Além disso, tem também por objetivo, permitir que universitários, principalmente os das áreas de Comunicação Social, Psicologia e Direito, possam encontrar referências para conclusão de trabalhos que envolvam o tema.

O Projeto zaP! busca sempre voltar as atenções para um dos maiores problemas que afligem a sociedade aberta:- O absurdo aumento da Violência praticada por Mulheres. Ao desenvolver trabalhos dentro de unidades prisionais, se tem vários objetivos que vão desde o incentivo a cultura, até assistência às mais diversas necessidades que possam provocar mudanças na pessoa encarcerada, mudanças estas, que são indiscutivelmente positivas, não só para a população carcerária, como para seus familiares e principalmente para a sociedade.

Após anos de pesquisas e contatos com sentenciadas (o)s e egressas (o)s do sistema prisional, pude detectar diversos problemas. O que me permite falar sobre o assunto com total propriedade e levar a todos condições de pesquisarem e conhecerem um pouco de como é a vida 'entre grades'.

Acreditando que o momento de transito pertence muito mais ao amanhã, ao nosso tempo que se anuncia do que ao velho, é que também atuo voluntariamente pela Ressocialização do ser humano.

E por ter como meta prioritária, a reinserção social e a não reincidência, tento ofertar o melhor de mim, pelo Social.

O trabalho é amplo, com o desenvolvimento e realização de vários projetos culturais, sociais e eventos dentro de um projeto abrangente:-
zaP!

Sou do bem, da paZ! zaP! acredito e busco nos "R"s da Reabilitação, Reintegração, Recuperação, Reinserção, da Resolução, na Resistência, no Requestar, e no Remitir que se fazem inimaginavelmente necessários para o bem de todos.

Dentro do possível, vou noticiando o que é de interesse geral, neste momento, sou (pelo menos tento ser) completamente imparcial. Claro que tenho pontos de vista e respeito todas as partes envolvidas em uma ação delituosa, mas não faço pré julgamentos, e por pesquisas que venho desenvolvendo a anos, de uma coisa, estou certa: Prisão nenhuma, foi construída para aprisionar o feminil!

Não nego o quanto 99% das Mulheres são indiferentes as mãos estendidas e com os anos, descobri que raras são as que podem de fato se tornarem amigas, assim, muito mais madura e profissional, deixo um pouco o coração de lado pra não sofrer.

Não sou nada, apenas alguém que ama o próximo, também nada me considero pra achar ou pressupor quando o assunto é culpabilidade. Assim sendo, vejo todas as pessoas acusadas, como possíveis vítimas de erros, e milhares de vêzes, torci, pra que fossem... Não DEFENDO BANDIDOS, não é isso! Já fiquei na condição de vítima e não penso mais nisso, não me faz bem... Então, não gostaria de ver tantas bárbaries e como na "terra do faz de conta" evito não pensar porque sofro junto.

Contudo, partindo-se do princípio de que, "Ninguém poderá ser considerado culpado, até transitado e julgado a sentença penal condenatória", prefiro acreditar que OS BONS, são a maioria...

Afinal, temos o poder e o Dever de contribuir para um mundo melhor, permitindo que nosso povo possa voltar a sonhar, confiando num futuro Livre sem o medo impetrante, com as mesmas oportunidades. Porque merecemos ver nosso BRasil nossas Crianças...
E nossa gente Rutilar.

Sejam muito Bem vindos Sempre! Elizabeth Misciasci - zaP!

 

 

 

 




Projeto zaP! Pla vida Sempre!

Alguns Ofícios Recebidos Alguns ofícios Recebidos

Alguns Eventos do Projeto zaP! Alguns eventos do Projeto zaP!

  Volta à Página Anterior