Por mais que se lute pela
ressocialização, ainda é
grande a dificuldade para reintegrar a pessoa
na condição de presa à
sociedade.
A falta de uma política
que vise reintegrar os que estão em
cumprimento de pena á realidade brasileira
é matéria não tão
apreciada. Assim sendo, a escassez na oferta
de trabalho e este sem especialização,
deixa muito distante o que é preciso.
A aplicação da punição
punitiva ainda é tratada como um castigo
a se ter que pagar e não vislumbra
a oferta de uma oportunidade de ressocialização.
Em algumas penitenciárias, os respectivos
diretores afirmam que os presídios
ainda não têm capacidade suficiente
para que se efetuem a instalação
de equipamentos que possam incluir sentenciados
nas mãos de obra.
Isso, quando existem empresas
e representantes dispostos a fixar uma filial
na prisão. É difícil
encontrar quem esteja disposto a motivar empresários,
explicando os benefícios recíprocos
que uma empreitada assim, normalmente costuma
ofertar.
Na verdade, é necessário profissionalizar
a população carcerária,
para que possam sobreviver quando estiverem
em liberdade.
Por mais que seja importante usar os trabalhos
manuais como ocupação e remissão
de pena, não se pode continuar a manter
essa massa em continuada classe mais vulnerável
do ponto de vista econômico.
A garantia de que se pode remir
pena (três dias trabalhos por um da
pena em cumprimento) aumenta a procura pela
ocupação. Se somássemos
a motivação da remissão
com o apoio na aprendizagem e futura profissionalização,
estaríamos investindo com retorno certo.
Pois, tudo o que aplicado nas construções
de novos presídios, poderia ser destinado
à saúde educação,
por exemplo.
Já que quanto maior
for à capacitação profissional,
com o incentivo para o estudo e este, priorizado,
incluído inclusive na carga horária,
crescem as possibilidades de reintegração
social e consequentemente diminuem as reincidências.
Mas,
enquanto a privação da liberdade
por sanção penal, for encarada
apenas com uma forma de se castigar e não
educar estará sendo praticado um retrocesso
constante.
É preciso entender que não existe
oportunidade só punindo e punir nunca
foi e nem será sinônimo de educar.
*Nota:-
Por Elizabeth Misciasci -
O texto pode ser copiado, reproduzido, acrescentado
em teses, artigos e tccs, trabalhos, pesquisas,
desde que não seja alterado, nem mudado
o teor e mencionada a autora, endereço
e fonte.

Encarceradas
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