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Suzane Louise Von Richthofen -Confissão
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Suzane Louise Von Richthofen -Confissão


Elizabeth MisciasciPor Elizabeth Misciasci
Suzane nem parece a mesma que foi condenada junto com Daniel e Christian Cravinhos, acusados da morte do casal Marísia e Manfref, o casal Richthofen, os Pais de Suzane.


A Confissão Suzane Louise Von Richthofen, Daniel, Christian Os Cravinhos

A polícia ficou impressionada com o sangue-frio dos três - principalmente de Suzane. Depois do assassinato, o grupo montou uma cena para simular um latrocínio - roubo seguido de morte. Na biblioteca, Suzane espalhou papéis e contas a pagar. Em seguida, foi até o local onde a família guardava US$ 5 mil, R$ 8 mil e jóias. (O dinheiro foi embolsado, mas no início eles fingiram que havia sido roubado.) No quarto do casal, o trio tomou o cuidado de pegar o revólver calibre 38 que Manfred escondia no fundo falso da gaveta do lavabo e o colocou no chão, próximo ao braço do pai. Demonstrando que tiveram tempo e estômago para pensar em detalhes, para não deixar impressões digitais usaram luvas cirúrgicas roubadas da mãe, que é médica. Para que não fosse encontrado nem um pelinho do corpo no local do crime, Daniel e Cristian usaram meias-calças.

Suzane, Daniel e Christian - Após confessarem o delito

Suzane, Daniel e Christian - Após confessarem o delito

 


A suspeita em relação à filha de Richthofen acentuou-se dois dias depois do crime. Investigadores do DHPP apareceram para uma vistoria e surpreenderam Suzane, Daniel, Andreas e um casal de amigos alegremente em casa. Pouco depois de exibir lágrimas oceânicas no enterro dos Richthofen, todos cantarolavam e ouviam música na beira da piscina. No dia seguinte, um domingo, o casal de namorados foi até o sítio da família no interior de São Paulo, onde comemoraram o aniversário de 19 anos de Suzane. Os colegas de faculdade da garota contam que também ficaram intrigados com o comportamento dela. Mesmo dispensada de assistir às aulas, fez questão de não faltar. Chegou a apresentar um seminário na quinta-feira - horas antes de confessar o crime. 'Ela se mostrava tranqüila demais. Nos preocupamos tanto com o assaltante da esquina que nem imaginamos que havia uma criminosa na cadeira ao lado', diz Ana Carolina Caires, estudante da mesma faculdade. Suzane era abordada por colegas querendo confortá-la, mas sempre respondia de forma lacônica. Apenas no enterro, acompanhado pela imprensa, ela demonstrou emoção. 'Só nesse momento ela fez o papel de órfã', diz o delegado Armando Oliveira, do DHPP.

 

Cristian. Apenas dez horas após o crime ele comprou uma moto Suzuki 1.100 cilindradas

 

Cristian. Apenas dez horas após o crime ele comprou uma moto Suzuki 1.100 cilindradas

A polícia grampeou telefones, montou campanas para vigiar os suspeitos, mas teve o trabalho abreviado por um ato de Cristian. Apenas dez horas após o crime ele comprou uma moto Suzuki 1.100 cilindradas por US$ 3,6 mil, com 36 notas de US$ 100. Estava tão certo de que jamais seria apanhado que nem se preocupou em escondê-la.

A polícia foi buscar Cristian em casa, dizendo que precisavam de sua ajuda para o reconhecimento de um suspeito. O rapaz foi até a delegacia e não saiu mais. Passou cerca de seis horas dando respostas contraditórias e confusas às perguntas dos delegados. Chegou a dar três versões sobre a compra da moto até admitir que era dele o dinheiro. Nessa hora, seu pai, Astrogildo Cravinhos de Paula e Silva, saiu da sala, acabrunhado, sentindo que o filho havia sido apanhado. Em outra sala, já se encontravam Daniel e Suzane, que, segundo a polícia, confessaram depois de Cristian.

Foi das mãos de Daniel que saíram as armas usadas no assassinato. O rapaz pegou uma barra de ferro oca e preencheu-a com madeira. Assim, as pauladas com o objeto seriam fulminantes. Os irmãos Cravinhos eram considerados delinqüentes na vila em que moravam com os pais desde a infância. São dez casas iguais numa travessa estreita e sem saída, onde todos se conhecem há muito tempo. Há alguns anos Daniel e Cristian tocavam bateria, cantavam alto, gritavam palavrões e fumavam maconha com freqüência, segundo os vizinhos. A casa ao lado, separada nos fundos por um muro baixo, está para ser alugada. A dona do sobrado, de 86 anos, tem problemas cardíacos e acabou convencendo o marido a mudar-se, por não agüentar mais o estilo de vida de Daniel e Cristian, que, de acordo com os vizinhos, jamais foram contidos pelos pais. Os moradores da vila também se dizem incomodados com o assédio de traficantes de uma favela das redondezas à casa 39, mas se confessam ameaçados para reclamar. Um deles conta um episódio exemplar. Cristian levava sempre seu cachorro para fazer cocô em frente à porta de uma das casas da vila. Em determinado dia, o morador resolveu reagir. Com uma pá, transportou a sujeira para a porta da casa 39. Cristian replicou com um desaforo maior ainda: espalhou o cocô do cachorro sobre o carro do vizinho ofendido.

Suzane, Daniel e Cristian tiveram a prisão temporária decretada e serão indiciados por homicídio qualificado e roubo. Podem pegar até 60 anos de cadeia. Por ter menos de 21 anos, Suzane pode ter a pena reduzida em até 10 anos. A polícia concluiu que o irmão de Suzane, Andreas, não teve nada a ver com o crime. Apesar da crueldade dos irmãos Cravinhos, o que mais choca no assassinato dos Richthofen é a participação da filha.

 

Leia Mais Julgamentos
Aqui sobre o Caso Casal Richthofen e Suzane Von Richthofen
Pág 1

Leia Mais Aqui Reconstituição do Assassinato do Casal Richthofen - Pág 2

Mais Sobre o Caso Richthofen -Suzane Louise Von Richthofen - Aqui Pág 3

Suzane Louise Von Richthofen, Daniel e Christian Cravinhos- Julgamentos Pág 4

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