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Teatro nos Presídios- Arteterapia que já vendo sendo adotada em Diversas Unidades Prisionais


Por: Elizabeth Misciasci

O presente artigo pretende analisar, a partir da exposição da trajetória do projeto Teatro nas Prisões, realizado pela FUNAP pelos telespectadores, atores, enfim, todo o Núcleo Panóptico de Teatro.


 

Grupo teatral, que era dirigido pelo teatrólogo Jorge Spinola foi um marco que já deixou seu nome na história do sistema Prisional Braslero. Claro que houve há muitos anos atrás uma experiência semelhante, no entanto, podemos dizer que indiscutivelmente a Peça Mulheres de Papel, agiu de forma abrangente, impactante e inegavelmente inesquecível. O espetáculo, não era limitado apenas a participação de algumas reeducandas, em junção com atores profissionais que em cena mantinham-se com a naturaldade e profissionalismo. Ia além. muito além... Era esperado pelas massa carcerára que vibrava e com os ensaios, montagem (precária) mais muito criativa de uma equipe que jamais será esquecida. De fato, não foi o primeiro a criar um grupo de atores com encarceradas, no entanto, podemos dizer que fora através desta iniciativa, que muitas mudanças benéficas começaram a surtir, razão pela qual sempre o chamei de Protagonista da Vida Real. Tudo era muito difícil, embora a Funap atendia dentro do possível as necessidades, o que. Despercebidamente, desviava-se a atenção de todos que puderam se deleitar diante da esplendorosa atuação de cada um que com afinco e incansavelmente brilharam, mesmo qu este brilho ficasse limitado a um xadrez do Pavilhão dos... Ao montaram o que seria e eternizado esta, um grande espetáculo, o grupo ensaiava, pela segunda vez, a adaptação do textos e Plinio Marcos, "Homens de Papel", rebatizado de "Mulheres de Papel". Spinola, desenvolveu um belíssimo trabalho com nossas reeducandas do extinto Presídio Feminino do Tatuapé, descobriu taletos adormecidos que revelaram-se verdadeiros profissionais, atores e atrizes do maior gabarito.
Tudo isso era notório, quanto mais assistíamos a Peça, mais pedíamos "Bis". Quando infelzmente as cortinas se fecharam e as luzes se apagaram, a vida de algumas das "Nossas Mulheres de Papel", entraram em uma depressão profunda. Funcionários relataram e também chegaram aos prantos. Por esta experência, e por tudo o que representou, atestamos que "O Teatro nos Presídios" passou a ser exercitado, tendo como referencial o teatrólogo, amigo e competentíssimo Jorge Spínola...

Mulheres de Papel era mais que uma simples montagem teatral. Além de estar sendo concretizada num lugar onde o teatro e a cultura sempre passaram ao largo, representava um desafio de vida para seus 14 atores. Dez prisioneiras e quatro atores voluntários promovem a melhor apresentação de teatro que pudemos assistir nos últimos tempos. Pra falar a verdade, nunca vimos tanta verdade cênica partindo de pessoas que até um ano antes da peça começar a ser planejada, no máximo, não tinham sequer lido um livro, muito menos uma peça de teatro e menos ainda pensado que com aquilo se podia falar tanto da própria vida. Haja o que houver, VALEU! E isso já é um grande sucesso.

Outro espetáculo que destacamos, é a peça exibida pelos Reeducandas da Penitenciárai Feminina de Teresina, que já começa a se destacar e receber elogios vindos dos mais críticos setores.

Para a alegria de quem acredita na Reablitação, na Educação como forma de transformação, na questão cultural e luta pela Reinserção Social, é gratificante vermos pessoas engajadas em dar contunuidade em empreitadas semelhantes. A exemplo disso, tivemos a honra de ver a Peça “o verdadeiro sentido da Páscoa”, onde pacientes masculinos e femininos – integrantes das turmas de alfabetização, ensino fundamental e médio – atuaram sob a coordenação dos monitores de educação da Funap (Fundação de Amparo ao Preso), inclusive do monitor-paciente do próprio hospital
Inesquecível 14/15 de maio de 2007(sábado e domingo), onde o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico I de Franco da Rocha realizou um evento comemorativo ao dia das mães, com várias atividades para os pacientes, desenvolvidas na Colônia Normativa Masculina e contou com a participação de pacientes das demais colônias (Masculina II e Feminina), mostrando e comprovando o em que faz Prevenir, cuidar, incentivar e apoiar, os chamados exclusos da sociedade, pois RESSOCIALIZAR E CURAR, não é Utopia e só há um fator irreversível, sem volta: A Morte!.

 



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