Grupo
teatral, que era dirigido pelo teatrólogo Jorge
Spinola foi um marco que já deixou seu nome
na história do sistema Prisional Braslero. Claro que
houve há muitos anos atrás uma experiência
semelhante, no entanto, podemos dizer que indiscutivelmente
a Peça Mulheres de Papel, agiu de forma abrangente,
impactante e inegavelmente inesquecível. O espetáculo,
não era limitado apenas a participação
de algumas reeducandas, em junção com atores
profissionais que em cena mantinham-se com a naturaldade e
profissionalismo. Ia além. muito além... Era
esperado pelas massa carcerára que vibrava e com os
ensaios, montagem (precária) mais muito criativa de
uma equipe que jamais será esquecida. De fato, não
foi o primeiro a criar um grupo de atores com encarceradas,
no entanto, podemos dizer que fora através desta iniciativa,
que muitas mudanças benéficas começaram
a surtir, razão pela qual sempre o chamei de Protagonista
da Vida Real. Tudo era muito difícil, embora
a Funap atendia dentro do possível as necessidades,
o que. Despercebidamente, desviava-se a atenção
de todos que puderam se deleitar diante da esplendorosa atuação
de cada um que com afinco e incansavelmente brilharam, mesmo
qu este brilho ficasse limitado a um xadrez do Pavilhão
dos... Ao montaram o que seria e eternizado esta, um grande
espetáculo, o grupo ensaiava, pela segunda vez, a adaptação
do textos e Plinio Marcos, "Homens de Papel", rebatizado
de "Mulheres de Papel". Spinola,
desenvolveu um belíssimo trabalho com nossas reeducandas
do extinto Presídio Feminino do Tatuapé, descobriu
taletos adormecidos que revelaram-se verdadeiros profissionais,
atores e atrizes do maior gabarito.
Tudo isso era notório, quanto mais assistíamos
a Peça, mais pedíamos "Bis". Quando
infelzmente as cortinas se fecharam e as luzes se apagaram,
a vida de algumas das "Nossas Mulheres de Papel",
entraram em uma depressão profunda. Funcionários
relataram e também chegaram aos prantos. Por esta experência,
e por tudo o que representou, atestamos que "O Teatro
nos Presídios" passou a ser exercitado, tendo
como referencial o teatrólogo, amigo e competentíssimo
Jorge Spínola...
Mulheres de Papel era mais que uma simples montagem teatral.
Além de estar sendo concretizada num lugar onde o teatro
e a cultura sempre passaram ao largo, representava um desafio
de vida para seus 14 atores. Dez prisioneiras e quatro atores
voluntários promovem a melhor apresentação
de teatro que pudemos assistir nos últimos tempos.
Pra falar a verdade, nunca vimos tanta verdade cênica
partindo de pessoas que até um ano antes da peça
começar a ser planejada, no máximo, não
tinham sequer lido um livro, muito menos uma peça de
teatro e menos ainda pensado que com aquilo se podia falar
tanto da própria vida. Haja o que houver, VALEU! E
isso já é um grande sucesso.
Outro
espetáculo que destacamos, é a peça exibida
pelos Reeducandas da Penitenciárai Feminina de Teresina,
que já começa a se destacar e receber elogios
vindos dos mais críticos setores.
Para
a alegria de quem acredita na Reablitação, na
Educação como forma de transformação,
na questão cultural e luta pela Reinserção
Social, é gratificante vermos pessoas engajadas em
dar contunuidade em empreitadas semelhantes. A exemplo disso,
tivemos a honra de ver a Peça “o verdadeiro
sentido da Páscoa”, onde pacientes
masculinos e femininos – integrantes das turmas
de alfabetização, ensino fundamental e médio
– atuaram sob a coordenação dos monitores
de educação da Funap (Fundação
de Amparo ao Preso), inclusive do monitor-paciente
do próprio hospital
Inesquecível 14/15 de maio de 2007(sábado e
domingo), onde o Hospital de Custódia e Tratamento
Psiquiátrico I de Franco da Rocha realizou
um evento comemorativo ao dia das mães, com várias
atividades para os pacientes, desenvolvidas na Colônia
Normativa Masculina e contou com a participação
de pacientes das demais colônias (Masculina II e Feminina),
mostrando e comprovando o em que faz Prevenir, cuidar, incentivar
e apoiar, os chamados exclusos da sociedade, pois RESSOCIALIZAR
E CURAR, não é Utopia e só há
um fator irreversível, sem volta: A Morte!.

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