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Zélia
Gattai Eternamente... Celebridade |
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Zélia
Gattai -Doçura
e carinho, contagiava a todos, com sua alegria
e pela qualidade COM QUE COMPUNHA SUAS OBRAS.
CINQUENTA
E SEIS ANOS DE CONVIVÊNCIA E MUITO AMOR
COM JORGE AMADO,
filha
de imigrantes italianos, nasceu em São
Paulo e, cresceu na Bahia. Com a família,
participou do movimento anarquista, que contava
com adesões entre os imigrantes italianos,
espanhóis e portugueses, no início
do século 20. Aos 20 anos, casou-se
com o intelectual e militante comunista Aldo
Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos,
em 1942.
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Zélia
conheceu seu segundo marido, Jorge Amado em
1945, quando ambos trabalhavam pela anistia
dos presos políticos. A partir de então,
Zélia trabalhou ao lado do marido,
auxiliando no processo de preparação
e revisão dos originais de seus livros.
Em
1946, com a eleição de Jorge
Amado para a Câmara Federal, o casal
mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu
o filho João Jorge, em 1947. Um ano
depois, com o Partido Comunista declarado
ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a
família foi para o exílio em
Paris, onde permaneceu por três anos.
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Nesse período Zélia
fez os cursos de Civilização
Francesa, Fonética e Língua
Francesa, na Sorbonne. Depois a família
viveu na Tchecoslováquia por dois anos,
onde nasceu a filha Paloma. No exílio
Zélia começou a fazer fotografias,
registrando, em imagens, os momentos importantes
da vida do escritor baiano. Na Europa o casal
conheceu personalidades como Pablo Neruda,
Jean-Paul Sartre e Picasso, entre outras.
Retornando ao Brasil em 1952,
Zélia foi morar no apartamento do sogro,
no Rio de Janeiro.
Em 1963, fixou residência na casa do
Rio Vermelho, em Salvador na Bahia, onde tinha
um laboratório, tendo lançado
a fotobiografia de Jorge Amado intitulada
"Reportagem Incompleta".
Aos
63 anos de idade, começou a escrever
suas memórias. O livro de estréia
- "Anarquistas, Graças a Deus"
- recebeu o Prêmio Paulista de Revelação
Literária de 1979. Alguns de seus livros
foram traduzidos para o francês, o italiano,
o espanhol, o alemão e o russo.

Zélia
Gattai faleu aos Dezessete Dias de Maio de
Dois Mil e Oito
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