Colunista

Valdeck Almeida

Informação e Opinião

Poetas Baianos e Brasileiros vão à Suíça através da poesia

Postado por Valdeck Almeida em 24/03/2013 11:14:00

Duas antologias participam da festa literária: uma de moradores do Calabar e outra com 122 poetas do mundo inteiro


Valdeck Almeida de Jesus participará do 27º Salão do Livro e Imprensa de Genebra (Suíça) e vai lançar, no estande D426, do Varal do Brasil, dentre outros, os livros "Abre a Boca, Calabar" (Capa: Carlos Conrado Spykezem) e "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2012", com capa de Nilda Lima Graeser. O Salão do Livro acontece no Palexpo, de 1º a 5 de maio de 2013, das 9 às 19 horas, e reúne literatura e imprensa do mundo inteiro. O convite foi feito pala escritora Jacqueline Aisenman, que participa da feira pela segunda vez com um estande da Editora Varal do Brasil. Jacqueline é brasileira e mora em Genebra há mais de vinte anos, sempre envolvida com cultura e literatura. Além de expositora, ela também promove a revista eletrônica Varal do Brasil - literário sem frescura!, que divulga milhares de escritores.

A nova edição do livro "Abre a Boca, Calabar" (Pimenta Malagueta Editora), resultado do concurso literário realizado pela Biblioteca Comunitária do Calabar, foi lançada em 2012 na sede da instituição, em Salvador-BA. Nas edições de 2009 e 2010, o projeto foi idealizado e patrocinado pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, que continua incentivando a iniciativa. Em 2012 a publicação recebeu apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), por meio do edital Calendário das Artes. A obra prestigia jovens do bairro Calabar e reúne os 50 autores que participaram das edições anteriores.

Escritores do livro Calabar
A edição de 2012 tem poemas de: Amanda Beirão, Ariana Santos Veloso de Jesus, Bruna Santos de Jesus, Caique Neri Brito, Caissa Pita Vasconcelos, Cauan Roque Almeida dos Santos, Crislanda Neves, Eberton de Jesus, Ester da Silva Moraes, Fabio Neves Conceição, Felipe Silva Beirão, Gilson Assis, Iradir Pereira da Silva, Isla Gabriele Santos de Oliveira, Janaina Bonfim dos Santos, Joyce Regia Dias da Silva, Julia Reis Bispo dos Santos, Jussara dos Santos, Kevin Carvalho dos Santos, Keyla Trigueiros Rodrigues dos Santos, Leonardo Conceição, Lucas Santos da Silva, Lucilene Lima Pires, Luís Henrique Beirão Santos, Luís Maurício dos Reis Soledade, Marcos Peralta, Joara Ledoux, Marcos Vinicius, Maria do Carmo Abade Bento, Maria Luiza Lacerda, Mel Oliveira, Milena Borges dos Santos, Nadson Almeida Beirão, Nicolas Dias da Silva, Nubia Trigueiros Rodrigues, Rafael Beirão Dantas, Rafaela Beirão Dantas, Raiane Beirão Dantas, Rayla Bispo Nascimento, Rebeca Trigueiros Rodrigues dos Santos, Robespierre Dantas, Rodrigo Rocha Pita, Samuel dos Santos Moraes, Tacila Cerqueira, Tainá Silva, Talita Trigueiros Rodrigues dos Santos, Tamires Araujo, Tarcisio Trigueiros Rodrigues, Tayná Trigueiros Rodrigues e Wesley dos Santos Lopes.

PRÊMIO VALDECK ALMEIDA
O livro contém poemas de 122 poetas do mundo inteiro, a maioria de brasileiros que participaram do concurso "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2012". A ideia do concurso surgiu em 2005, por iniciativa dO jornalista e escritor Valdeck Almeida, que escreve desde os 12 anos de idade e só conseguiu publicar o primeiro livro aos 39 anos. O projeto tem apoio do Plano Nacional do Livro e Leitura, que divulga a iniciativa no site oficial. O núcleo baiano da União Brasileira de Escritores-UBE, também dá apoio de divulgação ao projeto.

A edição 2012 traz poemas de autores brasileiros e poetas do Japão, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Portugal. Os dez primeiros colocados foram 1º - Vai, Carlos, vai ser Drummond na vida (Ana Claudia de Souza de Oliveira); 2º - Memórias póstumas de Quincas Borba (Edweine Loureiro); 3º - Vida dura (Éber Sander); 4º - Um desconhecido no canto da sala (Simone Pessoa); 5º - Um Brasil apaixonado por futebol (Arai Terezinha Borges dos Santos); 6º - Monólogo da solidão (Nubia Estela); 7º - Lembranças (Renata Paccola); 8º - Delírios de um Poeta em Desamor (Rossandro Laurindo); 9º - O devorador de livros (Ana Lucas); 10º - É assim, Fulano (Flávia Brito). Os jurados escolheram, também, menções honrosas: Incubus (Ana Claudia de Souza de Oliveira); Crônica de um Fygura (Nádia da Rocha Ventura); O amor de Cler (Expedita Gomes de Araújo); A cigarra e o poeta (Zelito Magalhães); O Macondo de Gabriel García Márquez (Viviana Carolina Mendez Rocha Podlyska); Copa 2014 no país de Jorge Amado (Terezinha Santos de Amorim); A Realidade (Sandro Sussuarana); A intenção (Osmar Santos); A Cidade dos Errados (Marcelo de Oliveira Souza); A menina do raio de sol (Mano Kleber).

A lista completa de todos os selecionados
Adail Carvalho de Sales Júnior, Adriana Aparecida de Oliveira Pavani, Adriana Quezado, Alessandro Guiniki Barbosa, Alex Frechette, Aline de Melo, Amélia Marcionila Raposo da Luz, Ana Claudia de Souza de Oliveira, Ana Lúcia Polessi, Ana Maria de Carvalho, André Foltran, Anna Cristina Rodrigues de Oliveira Ramos, Antonio Carlos Altheman, Antonio Cezar de Souza, Antonio Deodato Marques Leão, Arai Terezinha Borges dos Santos, Augusto Felippe da Silva, Bárbara A. Sanco, Beatriz Antonia de Paula Montenegro, Brenda Gomes da Silva, Camila Carelli Moscardini, Carina de Luca, Carlos Henrique Pereira Maia, Carolina Aparecida Vargas Hanke, Catarina de Freitas Barbosa, Clara Elena Saenz Ortega, Clarissa Damasceno Melo, Cláudio de Almeida Hermínio, Cleiton de Oliveira França, Daniela da Cunha, Danilo Souza Pelloso, Dhiogo José Caetano, Diana Camargo, Diego Rodrigues Brandão, Dilma Barrozo Ribeiro Lopes, Dinis Alves Ricardo, Diogo Berni, Domingos Alberto Richieri Nuvolari, Éber Sander, Editt Schimanoski de Jesus, Edweine Loureiro da Silva, Emanoel Ferreira da Silva, Emanoela Nardes, Érico Brena Santos, Ernani Maller, Eulália Cristina Costa e Costa, Expedita Gomes de Araújo, Fernanda Resende, Fernando Augusto Bensabat de Lacerda e Melo, Flávia Assaife Campos de Almeida, Flávia Brito, Francisco José Gomes Correia, Francisco Junior Xavier, Gabriela Andrade Vitor, Gicilene Souza Almeida, Gilberto Lopes Reis, Greice Munhoz da Silva, Guilherme Henrique Ribeiro Cavalcante de Oliveira, Ilda Maria Costa Brasil, Ivaneti Nogueira de Jesus Silveira, Jayme Santos, Jean Carlos de Andrade, Jéssica Damas da Silva, José Luiz da Luz, Juraci da Silva Martins, Karline da Costa Batista, Kleber do Nascimento Silva, Kleberson Marcondes Gonçalves, Leandro Gabriel da Silva Martins Reis, Leinecy Pereira Dorneles, Lourdes Neves Cúrcio, Lucas Expedito Claro Prado, Luciana Zacarias, Marcela Marques Serrano, Marcelo de Oliveira Souza, Marcelo Moreira dos Santos, Marcos Samuel Costa da Conceição, Maria Angela Manzi da Silva, Maria Apparecida S. Coquemala, Maria do Socorro de Melo, Maria Luiza Falcão, Mariângela Padilha, Marne de Oliveira Pimentel, Matheus Costa de Oliveira, Mauricio Antonio Veloso Duarte, Mércia Maria da Silva, Miguel Maria Tavares Caeiro Vanine Olivares, Moysés Barbosa, Nádia da Rocha Ventura, Nilda Lima Graeser, Noilson Abreu Benicio dos Santos, Nubia Estela Strasbach, Osmar Santos, Oswaldo Dourado, Paulo Roberto da Silva Nunes, Rafael Italo Fernandes da Fonseca, Reginaldo Costa de Albuquerque, Renata Cirilo, Renata Paccola, Renata Rimet, Roberto Augusto de Piratininga Ferrari, Roberto Flávio de Souza Acioli, Roberto Leal Fabrício Sanção, Roberto Vicente Coelho, Robson DiBrito, Rosário Bernardo Santos, Roseli Princhatti Arruda Nuzzi, Rossandro da Silva Laurindo, Rui Pedro Pinheiro, Sandro Ribeiro dos Santos (Sandro Sussuarana), Sandro Sansão da Silva Costa, Silvio Parise, Simone Pessoa, Terezinha Santos de Amorim, Thaísa Barbosa da Silva, Varenka de Fátima Araújo, Vera Lúcia Leite, Veridiana Mendes, Victor Hugo Kuroda Feichas, Viviana Carolina Mendez Rocha Podlyska, Wiliam Velozo Samuel Junior e Zelito Nunes Magalhães.

Fonte: http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=4193140

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O que a União Brasileira de Escritores pode fazer por mim

Postado por Valdeck Almeida em 24/02/2012 15:09:00


Escrevo poesias desde os doze anos e somente aos trinta e nove consegui publicar o primeiro livro. Nesse meio tempo amarguei uma longa espera pela promessa de uma secretaria de cultura do interior da Bahia até que, mais de vinte anos após, resolvi editar minha obra por conta própria. Meu lema é “correr na frente, pois quem corre atrás chega por último”. Depois do primeiro livro e de me integrar com outros poetas e escritores, fui conhecendo melhor a caminhada, reconhecendo o percurso e tentando retirar pedras do caminho.

Em qualquer jornada, entretanto, a gente encontra com bons e maus companheiros. Alguns te acompanham pelo resto da vida; outros só estão dispostos a compartilhar os momentos de glória e aplausos; e mais alguns desistem na primeira esquina, na primeira topada. A sobrevivência é mais urgente que literatura, poesia, coisa de quem já encheu a barriga. No entanto, sem a arte o mundo seria um deserto, as relações sociais seriam frágeis e as consequências são imprevisíveis.

Previsível, porém, é a queixa de todos nós, sejamos escritores, poetas, políticos. Cada um quer ganhar um espaço, alcançar o sucesso mas, nem sempre a cooperação e a solidariedade, junto com a boa vontade e o espírito de conjunto nos move para tal. Esse é, talvez, o maior entrave e a maior dificuldade a ser vencida por quem se junta a um grupo que luta por interesses comuns. Assim eu me senti quando resolvi me associar à União Brasileira de Escritores – UBE.

A primeira pergunta que me veio à mente foi: “O que a UBE pode fazer por mim?”. Após alguns anos esperando colher os frutos que não plantei, parti para a ofensiva: participar de eventos, trocar informações, intercambiar experiências, ir aos encontros, simpósios, mesas redondas, seminários, congressos e afins. Além disso, busquei criar e construir possibilidades, me aliar e me associar a tantos quantos fossem os grupos de escritores, poetas, repentistas, cordelistas, artistas da palavra. O resultado é pequeno, ainda, mas agora eu tento mudar o fluxo da maré, levando minha contribuição ao grupo.

Em 2011, depois de participar do Congresso Brasileiro de Escritores, em Ribeirão Preto-SP e ver o afinco e garra com que os diretores e conselheiros da UBE trabalham em prol do bem comum e das conquistas inclusivas eu mudei a pergunta: “O que eu posso fazer pela União Brasileira de Escritores?”.

* Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, escritor e poeta. Site pessoal www.galinhapulando.com – E-mail: poeta.baiano@gmail.com

Fonte: Galinha Pulando

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Cotas universitárias: Excluir ou não excluir? Eis a questão!

Postado por Valdeck Almeida em 24/11/2009 10:38:00

A polêmica sobre o sistema de cotas nas universidades é uma boa oportunidade para debater a desigualdade social no país.

Por: Valdeck Almeida de Jesus (*)

Valdeck Almeida e Diva Pavesi

O sistema de cotas nas universidades públicas é um tema muito polêmico e tem gerado bastante controvérsia, e levantado muitas discussões, fundamentadas em diferentes posicionamentos ideológicos. A sociedade parece dividida quanto à adoção desse tipo de programa de ação afirmativa, que propõe a reserva de vagas oferecidas no vestibular das universidades públicas para alunos oriundos de escolas públicas e outros segmentos da população, considerados excluídos, como negros e índios. A questão social, no entanto, é a que parece ser o ponto principal desta discussão.

A iniciativa partiu das universidades estaduais do Rio de Janeiro, que levantaram o debate público sobre o processo de aprovação e aplicação do sistema de cotas em 2001. Não são poucas as questões sobre a adoção de políticas afirmativas e, em relação ao acesso às universidades, a reflexão social – e nacional – tem sido sobre o princípio de democratização, inclusão social e, especialmente, do combate ao racismo.

Políticos, antropólogos, sociólogos, jornalistas, líderes de comunidades voltadas para a defesa dos direitos humanos e tantas outras vozes de diferentes segmentos da sociedade se levantam, ora defendendo, ora criticando a adoção do sistema de cotas.

Em 9 de novembro de 2001, a partir de sugestões da sociedade aos parlamentares da Comissão de Educação e Cultura, foi aprovada a Lei Estadual 3.708/01, que implantou o sistema de cotas para estudantes auto-denominados "negros" ou "pardos", em 40% (quarenta por cento) das vagas das universidades públicas do Rio. Esta lei passou a ser aplicada, inicialmente, no vestibular de 2002 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Logo depois, outras instituições como a Universidade de Brasília (UNB) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) adotaram esse sistema, usando critérios como os indicadores sócio-econômicos, ou a cor ou "raça" declarada pelos vestibulandos.

Com o objetivo de ampliar a discussão no país inteiro, foi instituído um Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes de escolas públicas, através do Projeto de Lei nº 3.627, do Executivo Federal, em 2004. Por este sistema também estariam contemplados os negros e indígenas em todas as instituições públicas federais. Pelo menos 50% das vagas ficariam comprometidas e reservadas da seguinte forma: 20% para negros, 20% para estudantes da rede estadual e 5% para deficientes físicos.

Temos, de um lado, os críticos desta medida, alegando que a desigualdade e a discriminação racial devem ser corrigidas com políticas públicas mais consistentes, que visem propiciar o acesso de grupos sociais desfavorecidos às mais diferentes oportunidades; e, de outro, os defensores do sistema de cotas, que não veem nisso qualquer forma de privilégio, mas um tipo de ação afirmativa que visa diminuir as desigualdades e restituir direitos negados, ao longo de anos, a um grupo que teve, incontestavelmente, menos oportunidades e que, portanto, se encontra em desvantagem.

A polêmica maior converge para as cotas raciais, onde a maioria dos não adeptos ao programa argumenta que este tende a aumentar a disputa entre brancos e negros, não vê a humanidade como uma raça única, e, por isso, acaba legitimando a segregação.

O CENÁRIO ATUAL
Recentemente, a polêmica das cotas ganhou mais repercussão, ressurgindo nas páginas dos jornais e na mídia, após pedido do Partido Democratas (DEM) para que fossem suspensas as cotas raciais de 20% nos vestibulares da Universidade de Brasília (UnB). Ressalte-se que nesse pedido os critérios socioeconômicos para o referido benefício não foram objetos de protesto. O foco recaía diretamente sobre a questão racial.

A ação ajuizada pelo DEM, ocorrida em abril de 2009, alegava que o sistema de cotas raciais da UnB violava preceitos fundamentais da Constituição, como, por exemplo, a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, o que interferia no próprio combate ao racismo.

No entanto, os pareceres encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação. A decisão ainda tem caráter provisório. O caso deverá ser julgado no mérito pelo plenário da Corte, provavelmente no início de 2010. Mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

Ao negar o pedido do DEM, o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, alegou que as cotas são constitucionais, afirmando: “Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento, não há urgência a justificar a concessão da medida liminar.”

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enfatizou que os grupos sociais minoritários e que estão mais vulneráveis são amparados pela Constituição Federal. Gurgel citou que 35 universidades públicas brasileiras já adotam políticas afirmativas para negros. Destas, 32 já preveem algum tipo de mecanismo para facilitar o ingresso na ensino superior. De acordo com o procurador-geral, na eventualidade de o pedido do DEM ao STF ser concedido, uma ampla maioria de pessoas carentes seria beneficiada.

AÇÕES AFIRMATIVAS
O movimento negro brasileiro tem sido incansável no sentido de reivindicar do Estado a implementação de políticas para o combate à discriminação. Gradualmente, algumas conquistas começaram a ser alcançadas, até que, em 1995, fez-se mais cristalina a mudança da postura do Estado em relação à questão racial, quando o movimento negro brasileiro deu visibilidade às comemorações pelos 300 anos de resistência contra o racismo. O governo brasileiro só passaria a se comprometer publicamente nessa luta por ocasião de sua participação na III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Social, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância, estabelecida pela ONU, que aconteceu no período de 31 de agosto a 7 de setembro de 2001.

O Brasil tem um passado histórico de escravidão que durou 350 anos. Os efeitos nocivos desse período perduram. Gerações de negros ainda sentem os reflexos do racismo, ainda que velado. Muitas oportunidades foram tolhidas da sociedade e por isso é necessário reparar esse erro histórico.


VISÕES CONFLITANTES
Atualmente 35 universidades públicas mantêm ações afirmativas no vestibular voltadas para estudantes negros. Dentre os grupos opositores e defensores dessas ações, dois manifestos, encaminhados ao STF defendendo suas posições, se sobressaem: o Manifesto dos 113 Cidadãos Anti-Racistas Contra as Leis Raciais (opositores) e o Manifesto em Defesa da Constitucionalidade das Cotas.

Segundo artigo intitulado “O Sistema de Cotas Raciais é Injusto?”, publicado na Revista da Semana, em 25/06/2008, essas duas correntes fundamentam seus pontos de vista sob as seguintes alegações:

1) Manifesto dos 113 Cidadãos Anti-Racistas Contra as Leis Raciais:

▪ São as diferenças de renda, e não de cor, que limitam o acesso ao ensino superior. As cotas raciais não promovem a igualdade, mas apenas acentuam desigualdades prévias.

▪ Raças humanas não existem. A cor da pele, uma adaptação evolutiva aos níveis de radiação ultravioleta vigentes em diferentes áreas do mundo, é expressa em menos de dez genes. Não é legítimo associar a cor da pele a ancestralidades e afirmar que as operações de identificação de "negros" com descendentes de escravos e com "afrodescentes" são meros exercícios da imaginação ideológica.


▪ As cotas raciais proporcionam privilégios a uma ínfima minoria de estudantes de classe média e conservam intacta, atrás de seu manto falsamente inclusivo, uma estrutura de ensino público arruinada. É preciso elevar o padrão geral do ensino, mas, sobretudo, romper o abismo entre as escolas de qualidade, quase sempre situadas em bairros de classe média, e as escolas devastadas das periferias urbanas, das favelas e do meio rural.

▪ As Leis raciais criam uma fronteira brutal no meio da maioria absoluta dos brasileiros. Essa linha divisória atravessaria as salas de aula das escolas públicas, os ônibus que conduzem as pessoas ao trabalho, as ruas e as casas dos bairros pobres. Neste início de terceiro milênio, um Estado racializado estaria dizendo aos cidadãos que a utopia da igualdade fracassou.

2) Manifesto em Defesa da Constitucionalidade das Cotas:

▪ As cotas significam uma mudança do Estado brasileiro na superação de um histórico de exclusão que atinge, de forma particular, negros e pobres.

▪ Se uma pessoa negra é vítima de racismo e se tivemos um passado de 350 anos de escravidão, é mais do que legítimo tentar eliminar a obra da escravidão, que é a discriminação sofrida até hoje pelos que portam a aparência física dos africanos escravizados. Os argumentos genéticos dos “anticotas” são invocados ainda na tentativa de desqualificar a reivindicação por reparações aos descendentes de escravos no Brasil.

O debate sobre quem está certo ou errado continua. A desigualdade é flagrante, no entanto, e deve ser combatida. Muitos questionam se a adoção do sistema de cotas raciais não seria um racismo ao contrário e um privilégio que não cabe na seleção para o ingresso nas universidades, uma vez que o critério de admissão não deve levar em conta a cor da pele, mas a avaliação por igual do conhecimento de todos os candidatos, sem diferenciações. Outros podem alegar, ainda, que a medida mais democrática e justa seria o Estado oferecer um ensino básico de qualidade, para que todos tenham, futuramente, acesso ao bom conhecimento e, consequentemente, condições e oportunidades iguais diante de um vestibular.

Tais alegações podem, a um primeiro momento, ter sentido lógico no que se refere aos aspectos democráticos. Porém, se pararmos para pensar que o cenário não é tão simples assim, se levarmos em consideração os anos de desigualdade social e racial no Brasil e seus efeitos maléficos, podemos nos tornar um pouco menos resistentes no sentido de compreender que tratar de maneira diferenciada um grupo que teve menos oportunidades e que está em franca situação de desvantagem é uma tentativa de diminuir essas desigualdades e de se fazer justiça, reparando as distorções que vitimaram essas minorias e restituindo-lhes direitos que há muito lhes foram negados.

VALDECK ALMEIDA DE JESUS, 43, Jornalista, funcionário público, editor de livros e palestrante. Membro correspondente da Academia de Letras de Jequié, publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Feitiço contra o feiticeiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros. Participa de mais de 30 antologias. Membro efetivo da União Brasileira de Escritores, organiza e patrocina o Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005. Expõe seus textos no site www.galinhapulando.com


Fontes:
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=1941172
http://www.dzai.com.br/valdeck/noticia/montanoticia?tv_ntc_id=27741

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Projeto Fala Escritor – setembro 2009

Postado por Valdeck Almeida em 24/08/2009 12:40:00

Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida. Os encontros vão acontecer todo segundo sábado de cada mês, sempre a partir das 18 horas, no Espaço Castro Alves da Livraria Saraiva (Salvador Shopping).

A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farão
parte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.

Programação para 12 de setembro, às 18 horas:


Palestra: Marketing Pessoal Para Escritores - Carlos Souza (jornalista e escritor)

Lançamento de Livro: Antologia Alma Brasileira - Sandra Stabile (Organizadora)

Recital Poético:

-Nádia Cerqueira, Buzzy de Carvalho e Nara Góes apresentam: Renascer Poético
-Alexandre Amaral
-Renata Rimet
-Carlos Alberto Barreto
-Leandro de Assis
-outros...

Participação Musical: Carlos Ventura e Rick Vieira


Serviço:
O que: Fala Escritor
Onde: Saraiva Mega Store do Salvador Shopping
Avenida Paralela, s/n° - Salvador/BA
Quando: 12 de setembro de 2009, às 18 horas

Contatos:
Leandro de Assis
(71) 8831-2888, 8239-0818 e 3398-2694
e-mail: leandroicp@hotmail.com

Fontes:
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=1771370
http://www.portalvilas.com.br/?pg=noticia&id=6484
http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=1024&num_release=7348
http://www.difundir.com.br/site/c_mostra_release.php?emp=1024&num_release=7348&ori=V

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