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Net 7 Mares

NELSON RODRIGUES

JABOR E A SUA APROPRIAÇÃO INDÉBITA INVERTIDA

Postado por Net 7 Mares em 06/08/2010 21:28:00

“... quando aborda sobre o “prizidenti” molusco que, em vez de nadar nas cristalinas águas da compostura política e do procedimento ético, prefere chafurdar nos pântanos fétidos das uniões suspeitas com bandidos engravatados, dos conchavos imorais, da mentira deslavada e da preguiça funcional, as letras do Jabor são bem mais contidas, mais educadas, e eu diria até, amistosas.”



A crônica de hoje começa com a resposta à pergunta que um amigo virtual me faz: ele quer saber se o texto abaixo (ver na coluna seguinte) é, de fato, de autoria do Arnaldo Jabor.

Quem lê os textos do colunista global, cuja relativa valentia pretendo comentar nesta, já deve ter lido ou ouvido as suas queixas sobre as muitas atribuições que fazem a si sobre textos que nunca escreveu; e, lendo este último que o amigo me envia, deu para perceber que se trata de mais um daqueles referidos pelo queixoso. Jabor sofre do que podemos chamar de “apropriação indébita ao inverso”. Enquanto alguns se queixam de terem seus nomes substituídos nas suas obras, Jabor carrega nas costas a falsa autoria de coisas que nunca escreveu, muitas delas brilhantes, como essa que o amigo me traz.

O texto traz, no conteúdo, a marca do colunista no seu estilo algo desabrido, sempre conciso e bem linear. A sua exuberante técnica dispnéica, de manter o leitor preso ao texto, quase sem respirar, está também presente... Mas o exagero é patente em todos esses aspectos, principalmente nos qualificativos mais ferinos que, no tal texto, o autor aplica ao “prizidenti” bebum. Jabor, algumas vezes nos seus escritos, faz, a esse simulacro de chefe-de-estado, uma certa deferência, chegando, às vezes, até a elogiar o mamulengo petista em determinados aspectos. Ora! Se fizermos uma comparação entre o que o Jabor escreve sobre o “isperto” e o texto abaixo, concluiremos logo que a redação supostamente dele é, na verdade, uma caricatura jaboriana. Jabor bate forte, sim, quando se refere ao bando congressista e a outras patifarias que acontecem neste país de Macunaímas; mas, quando aborda sobre o “prizidenti” molusco que, em vez de nadar nas cristalinas águas da compostura política e do procedimento ético, prefere chafurdar nos pântanos fétidos das uniões suspeitas com bandidos engravatados, dos conchavos imorais, da mentira deslavada e da preguiça funcional, as letras do Jabor são bem mais contidas, mais educadas, e eu diria até amistosas.

Contudo, para não passar recibo de precipitado, achei por bem fazer uma visita às colunas do Jabor no site da CBN antes de responder à pergunta feita por aquele amigo, para conferir. Seria tarefa simples e rápida, pois me bastaria apenas seguir pela data que vem impressa no início do manifesto, 1º de janeiro de 2009. Nem precisei ir muito longe, porque o último texto do colunista lá no site data de 18 de dezembro de 2008. Jabor, portanto, há de estar curtindo uns dias férias, que o premiam até numa feliz casualidade: a de estar ausente justamente no momento em que o Brasil, comandado pela quadrilha lulista, ajoelha-se, de novo, às mais recentes pretensões absurdas do cacique boliviano Morales, cujos ministros vieram aqui para, dessa vez, nos obrigar a consumir um gás que não precisamos. A decisão da equipe econômica brasileira, adotada no início do expediente, de reduzir a cota de importação de gás, dos 31 milhões de metros cúbicos diários para 19 milhões, proporcionaria uma economia de 600 milhões de dólares ao País, decisão que, no entanto, por força da pressão boliviana, acabou sendo cancelada na tarde do mesmo dia. Essa submissão absurda, cujos efeitos nocivos vão se refletir na conta de luz mais cara, foi divulgada até pelo bem comportado Jornal Nacional, e não poderia passar em branco aos olhos do Jabor, ocasião em que, não estivesse ele no provável gozo das férias, poderíamos constatar o quanto as suas letras são amenas quando se refere ao atual ocupante do Palácio do Alvorada.

Mas Jabor está ausente; e, se alguém me disser que, coincidentemente ou não, ele anda lá pela ilha de Fernando de Noronha, sítio escolhido por Lula para tomar os seus vexatórios porres recreativos, eu não duvidaria nada.

Segue, abaixo, o texto supostamente escrito por Jabor. Confiram.

Net 7 Mares




Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009.

Lula é "difu", (por Arnaldo Jabor)

Lula é bagagem. Lula sempre foi assim. Em uma palavra: Lula é difu! (de alguma arquibancada do futebol)

"O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!

Nada está abaixo do Lula. O Lula do "sifu", do "porra", do "cacete", "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, "aspones", e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.

Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar, e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada. Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de "petralhas". Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.
Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de "datalulas "cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?

O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs, que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela e-nésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns "engovs" e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.

O "inaudível" "sifu" pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o "serial killer" da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.
É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer.
Esse artigo é para vocês, jornalistas, que o acham "pop" e "extravagante".

Arnaldo Jabor.

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