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Elizabeth Misciasci

Ponto de Encontro

Dez Mentiras que as mulheres contam para o ginecologista.

Postado por Elizabeth Misciasci em 01/06/2012 14:37:00

Ir ao ginecologista, a cada seis meses, para fazer um check-up e realizar os exames preventivos é uma lição que nunca pode ser esquecida. Vale anotar na agenda e seguir tal orientação direitinho. No entanto, de nada adianta chegar ao consultório e omitir e/ou mentir sobre informações importantes. “Todos os dados passados ao médico são de extrema importância para a elaboração de um diagnóstico correto e um tratamento adequado”, ressalta o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli Borges Filho.

Muitas vezes, por medo de levar uma bronca ou por vergonha de perguntar algo, a paciente acaba escondendo sintomas e sinais que podem ser fundamentais para o diagnóstico. Por isso, é muito importante ter total confiança no médico para evitar essa auto sabotagem, pois é a saúde dela própria que poderá estar em risco.

A seguir, listamos alguns exemplos de ‘mentirinhas’ que precisam ser evitadas.

1- Não sou fumante

Isso pode ser prejudicial, pois algumas medicações não podem ser receitadas para fumantes, como os anticoncepcionais. Em fumantes, eles podem aumentar a chance de desenvolver trombose venosa profunda, além de oferecer complicações em atos cirúrgicos.

2- Tomei a medicação direito, mas não melhorei

Isso faz com que o médico entenda que a medicação receitada foi ineficaz. Daí, ele receita uma nova droga que poderá ser tomada de forma errada novamente gerando diagnósticos incorretos.

3- Sempre uso preservativo

Isso é perigoso, pois faz com que o médico descarte alguns diagnósticos importantes como gravidez ou doença sexualmente transmissível (DST).

4- Não tomo nenhum remédio

É comum, algumas pacientes não contarem que estão tomando medicamento para emagrecer, por exemplo, e isso pode ser prejudicial se o médico receitar algum outro medicamento incompatível com o que já está sendo ingerido.

5- Só bebo socialmente

Se a mulher estiver ingerindo bebida alcoólica frequentemente poderá comprometer a metabolização de algumas drogas, inclusive, os anticoncepcionais. E isso irá interferir no método contraceptivo e nos tratamentos indicados pelo especialista.

6- Sou monogâmica

Há mulheres que se sentem acanhadas em confessar que mantém relação sexual com mais de um parceiro. No entanto, o médico precisa ser informado sobre tal atitude para realizar diagnóstico correto e indicar prevenções e profilaxias adequadas para cada caso.

7- Não há casos dessa doença em minha família

Omitir sobre o histórico familiar de doenças pode interferir de maneira negativa no diagnóstico adequado, afinal muitas doenças têm um forte fator genético ou congênito agregados.

8- Nunca tomei pílula do dia seguinte

Este é um tipo de mentira que pode confundir o médico na hora de elaborar um diagnóstico adequado, pois a pílula do dia seguinte pode causar uma série de alterações indesejadas no ciclo menstrual.

9- Nunca tive uma doença sexualmente transmissível (DST)

Isso pode acontecer por vergonha de relatar o problema, mas isso sempre deve ser revelado ao médico. Pois ele poderá orientar sobre prevenção e tratamento. Além disso, terá condições de fazer um diagnóstico mais elaborado.

10- Não tenho corrimento

O corrimento vaginal pode ser sinal de que algum probleminha está acontecendo, portanto precisa ser investigado e tratado. Pode ser algo simples, uma alergia ou uma bactéria, mas também pode indicar um mioma, uma inflamação local, uma endometriose e até mesmo um câncer de colo de útero em desenvolvimento.

Fonte- Ginecologista e Obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho
Site- www.domingosmantelli.com.br

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