Postado por Elizabeth Misciasci em 05/06/2012 19:16:00
A mentoplastia é uma cirurgia indicada para modelar o queixo e melhorar a harmonia facial. A técnica pode corrigir o contorno e a projeção do queixo, afinal os implantes podem ser moldados, aparados e esculpidos pelo cirurgião plástico para conferir ao queixo a forma ideal. “Um implante para mentoplastia escolhido de forma adequada pode ajudar até na aparência relativa do nariz, tornando-o visualmente menor”, informa a cirurgiã plástica Ana Paula Polato. Por isso, o procedimento pode ser combinado ou não com outras cirurgias plásticas faciais como rinoplastia ou lipoaspiração da papada.
A médica explica que os implantes são feitos de diversos materiais variando textura, consistência, firmeza e aparência. Confira cada um deles:
Silástico: feito de plástico flexível está disponível em uma ampla variedade de tamanhos e formas. Também é relativamente barato, fácil de colocar, remover e apresenta baixa taxa de infecção. No entanto, este tipo de implante tende a mudar de posição, corroer a superfície do osso subjacente, além de ser sentido sob a pele.
Hidroxiapatita: feito de material cerâmico leve e resistente. Pode ser introduzido no queixo na forma de pequenos grânulos ou em uma única peça. O material é poroso como o coral marinho e isso permite o crescimento de tecidos, ossos e vasos sanguíneos em torno do implante impedindo-o de migrar, infeccionar ou corroer o osso subjacente. Também pode ser pré-moldado antes de ser posicionado dentro do queixo e, se necessário for, sua forma pode ser modificada com uma cirurgia de revisão.
Polietileno: também é apresentado em uma única peça e sua composição assemelha-se ao coral marinho – como já citado no implante de hidroxiapatita - portanto, oferecendo as mesmas características. É mais simples de ser retirado, caso haja necessidade.
Politetrafluoroetileno: feito do cruzamento de tecido e borracha, este material é suave, maleável, poroso e pode aderir-se aos tecidos moles circundantes. Mas, como este tipo não se adere ao osso, pode migrar e causar erosão óssea superficial.
Vale destacar que, geralmente, os resultados são duradouros sem necessidade de cirurgia adicional. Pessoas com idade inferior aos 30 anos acostumam-se mais facilmente ao procedimento, pois têm mais facilidade de adaptação à nova harmonia facial. Isso nem sempre acontece com pessoas com idade superior aos 50 anos que, podem ser mais resistentes, às mudanças faciais. O público na faixa etária entre 30 e 50 costuma apresentar reações variadas de adaptação.
A cirurgia é simples, podendo ser feita com sedação e anestesia local. Após o período adequado de recuperação anestésica (12 a 24 horas) o paciente tem alta do hospital. O curativo colocado imediatamente após a cirurgia, feito de micropore, auxilia a manutenção inicial do implante em posição, e deve ser mantido por um período de até sete dias.
Fonte- Cirurgiã Plástica Ana Paula Polato
Site- www.polatoplastica.com.br
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