Postado por Elizabeth Misciasci em 07/06/2012 13:56:00
Em 12/03/2013
Corpo de Marcos Matsunaga é exumado para nova perícia
Procedimento foi feito a pedido da defesa de Elize, nesta terça-feira (12).
Novo laudo pretende determinar momento exato da morte do empresário.
12/03/2013 10h13 - Atualizado em 12/03/2013 11h21
Corpo de Marcos Matsunaga é exumado para nova perícia
Procedimento foi feito a pedido da defesa de Elize, nesta terça-feira (12).
Novo laudo pretende determinar momento exato da morte do empresário.
Nathália Duarte Do G1 São Paulo
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Técnicos do IML realizam a exumação do corpo de Marcos Matsunaga no Cemitério São Paulo, Zona Oeste de São Paulo, durante a manhã. O empresário foi morto em maio de 2012 por sua mulher, Elize Matsunaga. (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)Técnicos do IML realizaram a exumação do corpo de Marcos Matsunaga no Cemitério São Paulo (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)
O corpo do empresário Marcos Kitano Matsunaga foi exumado na manhã desta terça-feira (12), no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista. O procedimento foi autorizado pela Justiça de São Paulo após um pedido da defesa de Elize Matsunaga, que está presa preventivamente desde que confessou ter assassinado o marido em maio de 2012. A nova perícia ocorre nove meses após o sepultamento de Matsunaga.
De acordo com delegado Rui Karan, que acompanhou a exumação, o corpo de Marcos deve ficar por 15 dias no Instituto Médico Legal (IML). Após a análise, um novo laudo deverá ser emitido para que o juiz determine quais as qualificadoras do crime. Segundo o delegado, a nova perícia pretende determinar o momento da morte do empresário do ramo alimentício. "Serão feitos exames para saber se ele [Marcos Matsunaga] estava vivo ou não na hora do corte", afirmou.
Marcos Matsunaga foi morto e esquartejado no dia 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Ele era sócio da empresa alimentícia Yoki. Elize, atualmente com 31 anos, está presa na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A filha do casal, de 1 ano, está sob a guarda dos avós paternos. Desde que foi presa a ré não pôde ver a criança.
O promotor do caso, José Carlos Cosenzo, acompanhou a exumação nesta manhã e afirmou discordar do procedimento. "No aspecto jurídico, eu acho um absurdo. Até porque não há contradição entre o que disse o médico e o laudo. Não haveria necessidade [da exumação] porque são três qualificadoras. Ainda que - o que não acredito - uma das qualificadoras possa ser derrubada, há outras duas. A defesa está buscando sustentar a possibilidade de afastar o meio cruel", disse.
A promotoria espera que Elize seja condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe (vingança movida por dinheiro), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel (esquartejamento). Os defensores da bacharel em direito, no entanto, alegam haver dúvidas nos laudos se Marcos teria morrido instantaneamente em razão do tiro disparado pela mulher na cabeça dele ou se ainda estaria vivo após o disparo no momento em que era esquartejado por ela.
Questionado sobre a decisão da Justiça de permitir a exumação, o promotor Cosenzo defendeu que todos os questionamentos fossem respondidos, em favor dos jurados. "O que o juiz fez, e eu fui a favor, foi, em caso de qualquer dúvida, espancá-la para que os jurados possam definitivamente resolver a questão. O juiz não acolheu os interesses da defesa e sim da sociedade, que serão os jurados."
Exumação
O juiz Adilson Paukoski Simoni autorizou a exumação em janeiro. Somente após os laudos da exumação é que o magistrado decidirá se Elize, que já é ré no processo, será submetida a júri popular pelo crime.
Em junho do ano passado, laudo do IML, e que fez parte do inquérito da Polícia Civil, apontava que Marcos foi decapitado quando ainda estava vivo. Na ocasião, a defesa de Elize contestou os testes.
Elize
Em 30 de janeiro deste ano, durante a audiência de instrução do caso Matsunaga no Fórum da Barra Funda, Elize foi interrogada pelo juiz. Ela contou que atirou em Marcos sem fazer mira, e que cortou o corpo do marido somente após constatar que ele não estava mais respirando. Cópia das declarações dela à Justiça foram obtidas pelo G1. Segundo a acusada, ela atirou em Marcos sem a intenção de matá-lo. “Se quisesse matar Marcos daria mais tiros”, afirmou Elize ao magistrado.
De acordo com a bacharel, o esquartejamento ocorreu no quarto de hóspedes da cobertura do prédio onde o casal morava com a filha na capital paulista. Após cortar as partes do corpo, as colocou em três malas e as jogou em Cotia, na Grande São Paulo. Os pedaços foram encontrados sem as malas, embalados em sacos plásticos.
Luciano Santoro, advogado de Elize, sustenta que ela não teve a intenção de matar Marcos. De acordo com ele, sua cliente atirou uma vez contra a vítima após ser agredida verbalmente e fisicamente após uma discussão onde descobriu a traição do marido. O Ministério Público, responsável por denunciar a viúva à Justiça, discorda, acredita que a mulher premeditou o crime e o matou para ficar com seu dinheiro, do seguro e da herança.
Amante
Além de Elize, que confirmou em seu interrogatório em janeiro à Justiça que conheceu Marcos como garota de programa, a amante da vítima, Nathalia Vila Real Lima, também foi ouvida. Em seu depoimento, ela respondeu que já foi prostituta, mas que havia conhecido o executivo como modelo numa feira de eventos.
Nathalia relatou ainda que o casal brigava e Marcos aparecia com machucados pelo corpo que teriam sido praticados por Elize. Questionada pelo magistrado como era o seu relacionamento com o empresário, a modelo respondeu que era um “caso aleatório” e que Marcos a achava uma “garota divertida”. Mesmo assim, ela contou que os dois faziam planos para ficarem juntos porque Marcos queria se separar de Elize.
Por: Nathália Duarte Do G1 São Paulo
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Elizabeth Misciasci
Da Redação Revista zaP!®
imprensa@revistazap.org
Com Informações:
G1
Em 07/06/2012
Elize Araújo Kitano Matsunaga, confessou à polícia que matou e esquartejou Marcos Matsunaga.
Elize participa de reconstituição em local onde executivo foi morto
Ela confessou à polícia que matou e esquartejou Marcos Matsunaga.
Polícia retirou do local 30 armas da coleção do diretor da Yoki.
A bacharel em direito e técnica em enfermagem, Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, participou na noite desta quarta-feira (6) e madrugada desta quinta-feira (7) da reconstituição da morte e esquartejamento do marido dela, o diretor-executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital.
Ela confessou à polícia nesta quarta-feira ser a autora do homicídio e esquartejamento da vítima.
Depois de prestar depoimento durante oito horas na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elize foi levada à noite ao edifício onde morava com Marcos e a filha de pouco mais de 1 ano. Ela chegou ao local por volta das 20h55. Peritos já estavam no apartamento para dar continuidade ao trabalho de complementação da perícia que se iniciou na noite de segunda-feira (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para tentar encontrar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.
Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.
"Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime", disse Salada.
Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. "Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu", disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.
O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. "Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela", disse Dias.
A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. "É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador", afirmou Dias.
Imagens divulgadas
Polícia Civil divulgou na noite desta quarta-feira as imagens das câmeras de segurança de um prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulox, que mostram o que aconteceu antes e após a morte de Marcos Kitano Matsunaga.
As imagens do edifício onde o casal morava mostram Marcos entrando no prédio no dia 19, mas não registram sua saída. No dia seguinte, a gravação mostra Elize saindo do elevador, levando três malas com rodinhas. E mostra também a volta dela, 12 hora depois, sem as malas (confira a cronologia na arte abaixo).
Traição
Durante o interrogatório nesta quarta, que durou cerca de oito horas, Elize disse à polícia que matou o marido com um tiro na cabeça após discutir com ele por causa de uma suposta traição, segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo executivo e que, por isso, atirou.
"Não houve premeditação, houve uma briga”, disse o diretor do DHPP. Questionado sobre o fato de nenhum vizinho ter ouvido o som do disparo, Carrasco respondeu que o apartamento, além de ter uma área grande (é um triplex), tem janelas antirruído.
Elize tinha uma filha de 1 ano com o executivo da Yoki. Ela é bacharel em direito e técnica em enfermagem e está presa desde segunda-feira (4) por suspeita de assassinato. A Justiça concedeu a prorrogação da prisão dela por mais 15 dias.
O delegado informou que Elize confessou que o crime foi passional e provocado por uma traição. A arma usada no assassinato é calibre 380 e já está com a polícia, segundo Carrasco.
A mulher contou em depoimento que, após atirar no executivo, arrastou o corpo até um quarto, onde usou uma faca de 30 centímetros para esquartejar o cadáver. “Por ser conhecedora de anatomia humana, por ter feito um curso de enfermagem, ela pegou uma faca e cortou nas juntas, nas cartilagens”, disse Carrasco.
A ausência de sangue, segundo o delegado, deveu-se ao tempo passado entre a morte e o desmembramento. “Ele já estava com rigidez cadavérica. O sangue estava coagulado.” Segundo relato dela à polícia, as partes foram colocadas em três malas e espalhadas em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo.
A pistola 380 usada no crime vai ser periciada e já está com os policiais. Segundo Carrasco, a mulher contou que a arma foi um presente do marido.
Ambos praticavam tiro e o empresário tinha uma coleção de armamentos. O delegado acrescentou que Matsunaga, assustado com as notícias de arrastões em condomínios, deixava por precaução armas espalhadas pelo apartamento e que uma delas foi a que o matou.
Agora, a polícia irá buscar a faca e as malas usadas no crime. Policiais do DHPP retornarão ao apartamento para novos testes com reagente químico para localizar manchas de sangue. Uma das babás da filha do casal também deve depor. Ela e a empregada foram dispensadas por Elize horas antes do desaparecimento de Matsunaga, em 19 de maio.
Em depoimento, Elize disse ter feito tudo sozinha. Para o delegado, sua versão é convincente. “Não tenho dúvida da autoria nem da materialidade. Acredito que ela agiu sozinha."
Desde o dia em que foi presa, o G1 tenta contato com o advogado de Elize. Nesta tarde, o advogado José Beraldo informou que chegou a conversar com a bacharel, mas que ela afirmou que seu defensor será um professor do curso de direito onde ela estudou.
Advogado da família da vítima, Luiz Flávio D'Urso elogiou a investigação da polícia. “Quero fazer um reconhecimento público do trabalho de investigação do DHPP. A confissão é uma prova importante do processo, mas ela ganha relevo ainda maior quando está em perfeita sintonia com todo o conjunto probatório colhido nesta investigação.”
Detetive particular
A polícia tenta identificar o detetive particular que foi contratado por Elize para investigar se o excutivo a traía. Ele é procurado para que seja intimado a prestar depoimento sobre seu trabalho. Policiais informaram à equipe de reportagem do G1 que o profissional seguiu o executivo e comprovou a infidelidade dele. Fotos e relatórios sobre três supostas amantes foram enviadas para a bacharel. No computador da vítima, peritos da Polícia Técnico-Científica identificaram acessos a sites de prostituição.
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Elizabeth Misciasci
Da Redação Revista zaP!®
imprensa@revistazap.org
Com Informações:
Marcelo Mora do G1 SP
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