
Atualizado diariamente
O Caso Pedrinho em atualizações AQUI - Acompanhe!
Coluna Na Busca por Justiça Com Sandra Domingues

Pedrinho, era uma criança de cinco anos de idade, tranquila, porém por relatos de conhecidos, foi descrito como uma criança visivelmente quieta e solitária. Filho de pais separados, embora o pai fosse figura presente em seu curto tempo de vida, o menino morava com a mãe Kátia Marques, e o Padrasto, Juliano Gunello, no interior de São Paulo, na Cidade de Ribeirão Preto, até o dia 12 de junho de 2008, quando entrou em óbito.
Na delegacia, a mãe da vítima, Pedro Henrique Marques Rodrigues, Kátia Marques, de 27 anos, fora ouvida juntamente com o padrasto do menino, Juliano Gunello, de 37 (foto).
Em depoimento, os dois disseram que o menino poderia ter bebido um produto tóxico, usado para tirar manchas.
A morte do menino o chocou o interior de São Paulo e chamou ainda mais a atenção, por ter ocorrido posteriormente e pelas semelhanças com o caso Isabella Nardoni.
Até o dia 22 de junho de 2008, para a polícia, tratava-se de um homicídio, onde a mãe e o padrasto do garoto eram os principais suspeitos.
Mas os dois negaram veementemente tudo. Reafirmando insistentemente que o menino teria ingerido substância tóxica.

Numa primeira análise, os especialistas, Dr. José Eduardo Velludo (Diretor do Centro de Medicina Legal) e Dr. João Arnaldo Melki (Médico Legista) não encontraram componentes, nem nenhum elemento característico, nos exames realizados, que comprovassem ter a vítima, ingerido qualquer tipo de substância tóxica. Por todos os anos de trabalho de dois grandes e renomados profissionais da medicina, a priori, ficou claro e cristalino haver omissão, desconhecimento ou ocultação de informações, do que de fato teria ocorrido com Pedrinho.
Contradizendo assim, a versão, relatada no depoimento do casal Kátia e Juliano.
A delegada responsável pelo inquérito, Drª Maria Beatriz de Moura Campos, (foto) com vasta experiência e competencia no campo criminal, manteve-se completamente distante de pressupostos, evitando emitir parecer pessoal, inclusive negando-se a conceder entrevistas, enquanto não recebesse laudos e provas concretas do ocorrido.

Assim sendo, sómente após obter elementos corrobatórios, que indicavam haver algum tipo de culpabilidade por parte da mãe e do padrasto de Pedrinho, é que então, chegou a pedir a prisão do casal. O referido pedido, apontava como acusados a mãe da vítima, Kátia Marques e o padrasto Juliano Gunello, por homicídio.
Portanto, com base em concreto, que a levou ao convencimento da participação do casal no crime e afim de cumprir a tarefa de prestar esclarecimentos públicos a sociedade, o fez, através da imprensa.

Testemunhas dizem: o casal tinha um relacionamento bastante tumultuado.
“Ele implicava com o menino, com o jeito que ela educava a criança. Ele tinha muito ciúme do menino com ela”, conta uma testemunha.
Várias queixas, haviam sido feitas ao Conselho Tutelar da Comarca de Ribeirão Preto, onde rezava ser o menor , vítima de agressões e maus-tratos.
No entanto, mesmo com uma primeira análise pericial e depoimentos de testemunhas, que esclareciam motivos sulficientes e opostos aos declarados pelo padrasto e a mãe da vítima o referido pedido, foi indeferido pela Justiça, mediante despacho da Ilma Juíza de Direito Dra. Isabel Cristina Alonso.
O caso de Pedrinho teve repercussão nacional após o garoto ter sido enterrado em Araraquara e exumado horas depois.
Na sequencia Parte 2
Em busca de Justiça
Por Sandra Domingues
Revista zaP!
*Matéria Supervisionada e Autorizada - Editor de Conteúdo -Elizabeth Misciasci