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Parte 2
Coluna Na Busca por Justiça Com Sandra Domingues

Pedro Henrique, o Pedrinho, morava em um condomínio com a mãe, Kátia Marques, de 27 anos, e o padrasto, Juliano Gunello, de 37. Em depoimento, os dois disseram que o menino poderia ter bebido um produto tóxico, usado para tirar manchas.
“A criança, poucos minutos depois começa a passar mal, começa a amolecer, eles a deitam, dizem que começa a se debater”, questiona a delegada.
Diante da suspeita de um crime, o corpo foi exumado poucas horas depois do enterro. Em uma análise preliminar, os peritos não encontraram substância tóxica e constataram que o menino apresentava vários hematomas pelo corpo e duas fraturas no pulso direito.

Segundo os legistas, a causa da morte foi embolia gordurosa pulmonar.
“Essa fratura desencadeou um fluxo de células gordurosas que caíram na corrente sanguínea, que por sua vez foram bombeadas para o pulmão, causando obstrução de artérias, levando a óbito”, declarou José Eduardo Velludo, diretor do Centro Médico Legal de Ribeirão Preto.
Embolia pulmonar ou Tromboembolismo pulmonar
Fonte: Wikipédia
Explicando as consequencias e sequelas
é a situação que ocorre quando um êmbolo oclui uma artéria pulmonar ou ramo desta.
1- Causas Êmbolo, neste caso, é algo que não tenha fluidez necessária para passar por todos os segmentos da circulação pulmonar. Por exemplo, se um coágulo se forma em uma veia da perna esquerda e se solta do seu local de origem, o fluxo do sangue o transportará. Ele sairá da veia original e subirá progressivamente até atingir a veia cava inferior.
Seguirá então por dentro do coração, através do átrio direito e do ventrículo direito. Daí passará ao tronco da artéria pulmonar, as artérias pulmonares direita ou esquerda e a seus ramos progressivamentes menos calibrosos.
Quando atingir um ramo mais estreito que seu tamanho, o coágulo ali pára, interrompendo a circulação local. Os êmbolos podem ser coágulos sanguíneos, bolhas de gás ou gordura, entre outras possibilidades. O termo embolia pulmonar é usado quase como sinônimo de embolia por coágulo, já que é a situação mais comum.

Embolia gordurosa - embolia pulmonar por fragmentos de tecido adiposo que entraram na circulação após um grande trauma, como numa fratura de quadril.
Quando uma embolia pulmonar ocorre, subitamente a circulação é interrompida em uma parcela do pulmão. Isto fará com que aumente a resistência a circulação do sangue e diminua a área de funcionamento normal do pulmão. O aumento da resistência sobrecarrega o coração.
A diminuição da área de trocas gasosas leva a menor oxigenação do sangue. Conforme a situação prévia da pessoa que sofreu a embolia isto pode desde não ser percebido até provocar morte súbita.
A embolia gordurosa (EG) é a oclusão de pequenos vasos por gotículas de gordura, geralmente originadas nas fraturas do fêmur, tíbia e bacia, e nas artroplastias do joelho e quadril. Normalmente não causa danos aos órgãos atingidos, a menos que seja maciça. Em poucos casos a EG evolui para a "síndrome da embolia gordurosa" (SEG) a qual afeta principalmente os pulmões e o cérebro, embora qualquer órgão ou estrutura do organismo possa ser afetada.
A gordura embolizada é hidrolizada pela lipase, originando os ácidos graxos livres (AGL) que agem toxicamente sobre o endotélio capilar e que intensificam a ação das integrinas as quais acentuam a adesividade dos neutrófilos às células endoteliais, facilitando a ação das enzimas proteolíticas dos lisossomas desses neutrófilos sobre o endótelio.
O resultado dessas reações é a ruptura da rede capilar seguida de hemorragia e edema nos órgãos afetados. A SEG apresenta desde insuficiência respiratória e alterações neurológicas variadas até convulsões e coma profundo.
A mortalidade é quase de 100% nas formas fulminantes; aproximadamente de 20% nas formas sub-agudas e não há mortalidade na forma sub-clínica.
Para prevenir a SEG é fundamental evitar o choque e a hipóxia desde a cena do acidente, e proceder à fixação precoce das fraturas, o que diminui a incidência de SARA e a mortalidade pós-trauma.
Fonte- Por Valmir Salaro- Fantástico
Em uma análise mais recente, outra descoberta.

“Esse garoto tinha mais duas fraturas, a nível de costelas. Esse ferimento na costela pode ter acontecido de um mês para menos”, diz o médico legista João Arnaldo Damião Melki.
Os pais de Pedro Henrique são Kátia Marques e o policial militar Odair Rodrigues. Eles se separaram e, há cerca de um ano, Kátia e o menino passaram a morar com Juliano, que é representante de laboratório. Ele tem uma filha, também de 5 anos.
Relatos de Vizinhos e testemunhas
Vizinhos relatam ter ouvido uma briga, pouco antes da morte do menino. Os ruídos sugeriam uma agressão.
“Ele falava muito alto, ela também. Até que chegou uma hora em que ela gritou: ‘Pára, pára, chega’. Eu ouvi três barulhos, como se fossem três socos”, lembra uma vizinha.
Na sequencia Parte 3
Em busca de Justiça Por Sandra Domingues
Revista zaP!
*Matéria Supervisionada e Autorizada - Editor de Conteúdo -Elizabeth Misciasci