Elizabeth Misciasci

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Jornalista, humanista, pesquisadora, escritora, poetisa, crítica literária, jurada de diversos concursos de literatura, membro ativo de grupos culturais e intelectos, voltados ás áreas de educação, arteterapia, reabilitação, inserção social e literatura.

Elizabeth Misciasci foi uma das fundadoras do projeto zaP! Ao qual, hoje é Presidente. O zaP! É um trabalho voluntário desenvolvido nos Presídios Femininos, com as reeducandas e fora destes, com as egressas, que visa entre muitos, a não reincidência e a reinserção social.

Desde 1987, ela vem desenvolvendo trabalhos voluntários de pesquisas e combate á exclusão social, diretamente com a pessoa encarcerada. Nessa trajetória, permaneceu com a massa carcerária masculina (e mais precisamente na antiga Casa de Detenção) - Carandiru, onde atuou até o início de 1992, época em que passou a se dedicar aos menores infratores e ex-infratores da Febem. Já entre os anos de 1997 e 1998, com o objetivo de se aprofundar nas questões que tratavam à criminalidade feminina e todo o contexto que a englobava, escreveu em parceria a Obra Literária Presídio de Mulheres.

Sempre ressaltando a realidade da mulher na condição de pessoa presa e todas as dificuldades, que estão presentes. Assim, pela sua ótica, e com base naquelas que estão ou estiveram encarceradas, se preocupa com as condições precárias e degradantes, aos quais algumas sentenciadas são submetidas. O que constantemente, se agrava, pelo estado gravídico no cárcere e período pós-parto.

Mantenedora de vasta documentação e material tanto físico como humano, e este último, podendo ser contado por uma longa trajetória, que reuniu estudos, pesquisas, cotidiano, situações de risco, emoções, enfim, Experiências vividas na alma, e colhidas de dentro das galerias das prisões.

Elizabeth relata que:

-"As histórias de vida real, tornaram-se bem diferentes, assim como o perfil da mulher aprisionada e o caráter delituoso. As mudanças entre um determinado período e outro, (no que diz respeito ao ingresso nos cárceres e permanência carceária) era difícil de pressupor, pelo menos não da forma célere e descompromissada, que se revela".

Acrescentando ainda:

-"A verdade é, que foram muitas as lutas, para oferecer as mínimas condições de dignidade e respeito aos direitos garantidos por lei. E quando se obtinha uma conquista, era o olhar do triste abandono, que sorria e transbordava a alegria pela vitória a nos contemplar".

Todo o laboratório para a confecção e conclusão do Livro Presídio de Mulheres, foi uma das tarefas mais impensadas de se executar, pois as mulheres, diferentemente dos dias atuais, não falavam, não esboçavam o menor interesse em se aproximar de pessoas, que não estivessem nas mesmas condições do cerceamento físico.

Não existiam tantas burocracias para as visitas, mesmo porque, a população carcerária feminina do País, estava (e não estava...) dentro da perspectiva de segurança humana e não exigia nenhum, tipo de atenção maior. Por fim, vivendo um dia de cada vez, tenta se chegar a algum lugar, ou pretende-se...

Elizabeth Misciasci que é Cônsul Penha Sp-Poetas Del Mundo, se orgulha de ter sido uma das precursoras na iniciativa de projetos literários e a arteterapia nos cárceres (como pode ser conferido por alguns ofícios recebidos e abaixo, Linkado para pequena referencia). Esta em releitura de roteiro cinematográfico e se aproxima da conclusão, finalmente de uma nova obra literária, que pretende lançar em breve.

Com relevante material impresso, e vários convites para Palestras, Congressos e Entrevistas (mídias diversas) abordando a temática que envolve o Sistema Prisional Feminino, tanto sob o aspecto estrutural, condições materiais e humanas, como comportamental.

Em suas últimas considerações e palestras, estão Pautadas:-

"Mulheres encarceradas e suas fragilidades"

"Pais Provisórios de filhos dos cárceres",

"Constrangimentos e plantão sujo, punindo e sentenciando a família",

Esperado "dia de visita"

"Amor bandido"

"A difícil arte de Recomeçar"

"Resgate da identidade pessoal"

"Egressa e bem sucedida".

Alguns ofícios recebidos

Alguns eventos nos presídios

 

 

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