“-Por
ser a mulher também, vítima das
mais diversas atrocidades e violências,
eram tolhidas e, por serem minimizados os crimes
sofridos, ficavam extremamente obscuros ou no
anonimato”.
As mulheres que participaram
de movimentos políticos e revoluções,
não concordando com a repressão,
guerreando, lutando contra as injustiças
e por causas sociais, entraram para a história
pelo espírito de liderança e perseverança,
porém, todas foram severamente punidas.
Muitas mulheres no Mundo todo foram presas,
martirizadas, e na maioria das vezes, pagaram
pelos atos de bravura e coragem, com a vida.
Conforme se pode ler, um pouco sobre as vidas
destas grandes mulheres, que pela repressão,
foram levadas para os cárceres.
Em
1231, surge o Tribunal
da Inquisição.
Joanna d’Arc- 1431
Heroína Francesa que se tornou santa.
Liderou as tropas de seu País na “Guerra
dos Cem Anos” “guiada por vozes
divinas”. Ajudou o exército Francês
à Vitória contra os ingleses.
Em 1430 foi presa vendida pelos borgulhões
e entregue aos ingleses. Acusada de heresia
pelo Tribunal eclesiástico, é
condenada a morrer aos 19 anos de idade, queimada
como herege pelos Ingleses.
Felipa de Souza
Portuguesa que veio morar no Brasil, onde há
410 anos, em 24 de janeiro de 1592, foi condenada
pela Inquisição por lesbianismo.
Vivia em Salvador (BA), quando, em 1591, com
35 anos, ocorreu à primeira visitação
do Tribunal do Santo Ofício. Era alfabetizada,
costureira e apesar de casada com um padeiro,
mantinha relações duradouras com
outras mulheres. Sofreu severas punições
após ter confessado sentir "grande
amor e afeição carnal" por
suas companheiras. Segundo os registros da época,
foi a mulher mais humilhada e castigada da colônia.
Teve pelo seu comportamento e ocupação,
denunciadas pela inquisição e
expressões religiosas no século
XVI. Condenada pela Inquisição
por lesbianismo.
Mesmo casada, ao ser denunciada e presa, confessou
seus casos amorosos com várias mulheres.
Foi punida, recebendo a pena de açoite
público.
Seu nome foi atribuído ao principal prêmio
Internacional dos Direitos Humanos dos homossexuais,
o "Felipa de Souza Award"
Já por volta de 1780, a mulher também
começou a sofrer prisões e represálias,
caracterizando crime sua participação
em manifestações Revolucionárias,
muitas foram as grandes mulheres que participaram
das reformas e revoluções na Europa
e nas Américas nesse período.
Teresa de Méricourt- a “Amazona
da Revolução”-1789
Andava a cavalo ás vezes com o busto
descoberto, e liderou várias manifestações
revolucionárias de mulheres. Em 05 de
outubro de 1789, esteve à frente da marcha
popular de Versalhes, com cerca de quinze mil
pessoas, sendo a maioria mulheres. “-É
Pão que nos falta, e não Leis”.
–gritava ela.
Tereza foi atacada e humilhada por causa de
seus costumes livres. Terminou seus dias em
1817, na penumbra da loucura.
Olympe de Gouges- 1793 França
Olympe de Gouges, foi julgada, condenada á
morte e guilhotinada em 03 de março de
1793, por “ter querido ser um homem de
estado e ter se esquecido as virtudes próprias
do seu sexo”. Seu crime maior foi caracterizado
pela não aceitação de viver
em estado de dependência, não se
sujeitando ser objeto de subordinação
e submissão.
Eva Maria do Bonsucesso-1811
Eva Maria do Bonsucesso vendia couves e bananas
na calçada da antiga rua da Misericórdia,
na cidade do Rio de Janeiro. Dia 16 de julho
de 1811 uma cabra, tangida por um escravo, abocanhou
um maço de couves e uma penca de bananas
do tabuleiro. Diante deste episódio,
houve um desentendimento com um homem, que a
esbofeteou e ela reagiu, a questão foi
parar na justiça.
Bárbara de Alencar
– 1817
Por ser mulher e nordestina, a grande heroína
brasileira Bárbara de Alencar se encontra
esquecida na História Oficial. Mas foi
um dos libertários que em 1817 retomaram
a luta pela Independência, pela qual já
tinha morrido Tiradentes. Conspirou em sua fazenda
do Crato, articulado com os padres do seminário
de Olinda – verdadeiro celeiro de revolucionários.
Na longa luta que se chamou Confederação
do Equador e que incendiou os estados nordestinos,
ela empenhou toda a sua vida, perdeu todos os
seus bens e viu morrer dois dos seus filhos,
Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves
de Alencar Araripe.
Em meio ao pátio do Forte de Nossa Senhora
da Assunção, sede do comando da
10ª Região Militar, um porão
com grades e placas em homenagem a primeira
mulher presa política no Brasil. Bárbara
Pereira de Alencar, por ter liderado o movimento
que proclamou a República no Crato, em
1817 (cinco anos antes da Independência
do Brasil), acabou sendo presa naquele município
e em seguida teria sido confinada no calabouço
do Forte, em Fortaleza.
Este nome de rua em Fortaleza é uma espécie
de Spartacus do nordeste, tendo sido amarrado
num pereiro depois de morto e deixado ao relento
por oito dias para servir de exemplo aos independentistas.
Presa, humilhada, com a família dispersa,
Bárbara de Alencar nunca desanimou e
lutou até a morte.
José de Alencar, neto de Bárbara.
Já por volta do ano de 1839, era decretado
que a mulher acusada de adultério, também
seria considerada prostituta e ser prostituta,
era definitivamente ser uma “criminosa
Nata!”.
Ana Campista- Século
18
Acusada de adultério foi enviada para
o Recolhimento de Nossa Senhora do Bom Parto
(RJ), fundado originalmente para abrigar prostitutas
em busca de recuperação espiritual,
e que passou a servir de abrigo para mulheres
abandonadas por seus maridos. Não se
conformando com esta situação.
Ana provocou um incêndio e fugiu.
Emma Goldman -1887
Nasceu
em 27 de junho de 1868 na Rússia. Em
1882, onde se tornou operária influenciada
pelo movimento intelectual russo, quando emigrou
pra os Estados Unidos acompanhou as lutas operárias
pelas 8 horas de trabalho que em 11 de novembro
de 1887 provocaram o enforcamento dos quatro
militantes anarquistas de Chicago.
Emma se tornou uma das principais anarquistas
dos Estados Unidos e em Nova York iniciou sua
atividade militante sendo presa por inúmeras
vezes. Foi uma grande oradora e fundou a importante
revista libertária Mother Earth. Depois
de ser expulsa com Berkman e mais duzentos revolucionários
e de deixar o seu país por não
concordar com a repressão comunista,
passou a percorrer vários países
lutando pela causa operária, pelos direitos
da mulher e pelo amor livre.Escreveu vários
livros como Living My Life, Anarchism and Other
Essays, Puritanismo e Outros Ensaios.
Por volta de 1900, com a prosperidade oriunda
do café, que promoveu a intensificação
do comércio e a abertura de indústrias,
muitas mulheres passaram a deixar o campo e
a dedicar-se ao serviço urbano. Mas o
recato tinha que ser preservado, independente
da classe social.
A opressão capitalista, chega a atingir
a mulher inteligente que mesmo martirizada,
vai se tornando cada vez mais atuante e revolucionária.
Rosa Luxemburg-1905
Rosa Luxemburg nasceu
em 5 de março em Zamosc, Polônia,
na área controlada pelo Império
da Rússia. Posteriormente seguiu para
Varsóvia, aonde foi educada e tornou-se
ativista política. Em 1889, fugindo de
perseguições políticas
e um mandado de prisão, ela escapa da
Polônia. Em 1898 ela migra para a Alemanha
e se junta ao Partido Social-Democrata Alemão,
posteriormente naturalizando-se alemã.
Em 1905 Rosa Luxemburgo retorna à Polônia
para participar de uma insurreição
contra os czares, sendo depois presa por suas
atividades.
NOTA: Rosa Luxemburg é o exemplo da mulher
Marxista e intelectualizada, mártirizada
pela opressão capitalista, Rosa é
o exemplo da mulher inteligente e revolucionária.
A mulher modelo.
Patrícia Rehder Galvão –
Pagu- 1931
Segundo Geraldo Ferraz,
a primeira mulher presa, no Brasil, por motivos
políticos. Na sua "volta ao mundo",
Pagu foi ao Japão, Estados Unidos, Polônia,
China, França e Rússia. E suas
viagens renderam frutos, pois acabou sendo a
primeira repórter latino-americana a
presenciar a coroação do Imperador
de Manchúria (China). Através
deste evento que ela obteve as primeiras sementes
de soja para serem plantadas no Brasil.
Em 34, após sua ida à Rússia,
Pagu começou a ficar decepcionada com
o comunismo e constatou que os ideais não
batiam com a realidade daquele país.
Sua análise de Moscou foi: "Gente
pobre nas ruas e luxo para os burocratas".
Logo em seguida vai a Paris, estuda na universidade
de Soborne, mas acaba presa como comunista,
sendo obrigada a voltar para o Brasil.
Pagu, uma vez mais, foi trancafiada atrás
das grades. Desta vez, por um período
de cinco anos.
Seu regresso ao cárcere brasileiro, Pagu
sofre bárbaras torturas.
Em 1940, ao sair da cadeia, rompeu definitivamente
com o PCB, mergulhando numa crise existencial.
“O luar! Há duzentos anos não
vejo o luar”, escreve numa das crônicas
que assina sob o pseudônimo de Ariel (1942),
avisando que se sente gasta e cansada, embora
disposta a prosseguir “a luta dos náufragos
no alto mar”. Nesta fase, sua principal
ocupação é combater, consigo
mesma, contra a desistência.
Nise da Silveira- Presa em 1935
Nise da Silveira nasceu em 1906, em Maceió.
Foi a única mulher, entre os 156 alunos
da Faculdade de Medicina da Bahia, que se graduou
em 1926. Em 1927 seu pai morreu, a mãe
mudou-se para a casa do pai, e Nise, decidida
como sempre, pegou um navio para o Rio de Janeiro.
Começou sua carreira em psiquiatria no
hospital que na época era popularmente
chamado de hospício da Praia Vermelha
(hoje Hospital Pinel), em 1933.
Morava num quarto do hospital; uma enfermeira,
ao fazer a limpeza do quarto, achou livros socialistas
na sua estante, e durante o Levante Comunista
de 1935, em plena ditadura Vargas, denunciou-a.
Embora fosse apenas simpatizante do comunismo,
e não soubesse nada sobre a organização
do movimento liderado por Prestes, Nise foi
presa; ficou na Casa de Detenção
durante um ano e 4 meses. Lá conheceu
Olga Benário, Graciliano
Ramos e outros participantes do movimento comunista,
que se tornaram amigos seus. Diz ter tirado
grandes lições deste período.
("Tudo vale a pena, se a alma não
é pequena...").
Aurora A. de Los Santos De Silveira- Presa em
1935
“Pioneira espírita
uruguaia nasceu no dia 28 de agosto 1890, em
Montevidéu. Sofrendo as agruras de prisões
e da separação dos filhos revelou
a sua fibra de missionária, não
deixando jamais o desempenho de uma tarefa apostólica
que a impulsionava, e que culminou com a fundação
de uma instituição espírita
que também se tornou à pioneira
naquela pátria irmã.
No dia Cinco de julho de 1935, transferiu seu
domicílio para a capital uruguaia, em
busca de melhores condições econômicas,
passando a trabalhar como costureira. Aurora
teve desabrochado a sua mediunidade, passando
a fazer curas assombrosas de cegos, paralíticos,
cancerosos e de uma série de pessoas
desenganadas pela medicina oficial. Sua fama
se espargiu e doentes vinham de todos os lugares
em busca da cura.
Nessa época o Espiritismo no Uruguai
era praticamente desconhecido e Aurora foi acusada
de exercício ilegal da Medicina, sendo
presa e recolhida a uma prisão de mulheres,
onde permaneceu durante 6 meses. Seus filhos
foram parar nos mais diversos lugares, inclusive
em orfanatos. Terminada a sentença, abandonou
a prisão, debilitada e abatida, porém
isso não impediu que dentro de poucos
dias voltasse ao mesmo lugar, reiniciando o
seu trabalho apostólico.
Após grandes lutas conseguiu ver realizado
o seu sonho, obtendo personalidade jurídica
para uma instituição que fundou,
o "Centro Evangélico Espiritual
Hacia la Verdad", sociedade beneficente
cuja inauguração ocorreu em 31
de maio de 1944, e cuja sede própria
foi levantada em 1950, na Avenida General Flores,
4.689, em Montevidéu”.
Nota:- Os dados acima
foram obtidos por intermédio de Baltazar
Silveira, filho da grande pioneira.
Olga Benário-
Presa e levada para a
prisão em Gestapo 1936
De origem Alemã, nasceu em Monique no
ano de 1908. Filha de um advogado social democrata
e uma dama da alta sociedade.
Olga entrou para a militância comunista
aos 15 anos de idade.
O "IV Departamento do Estado-Maior do Exército
Vermelho", órgão que realizava
a espionagem militar nos outros países,
deslocou, em 1935, vários espiões
para o Brasil;
- que um desses espiões era Olga Benário,
que também usava os nomes de "Frida
Leuschner", "Ana Baum de Revidor",
Em 1934, foi designada para assegurar a chegada
de Luiz Carlos Prestes, onde lideraria a Intentona
Comunista de 1935. Olga e Prestes acabaram se
apaixonando e dessa união, Olga engravidou
e foi presa em 06 de março de 1936.
Sua filha Anita Prestes nasceu na prisão
de Gestapo em 1936 e sua guarda tutelar foi
passada para a avó (mãe de Olga).
Olga Benário, morreu em 1942, numa câmara
de gás.
Elisa Sorobovsk-1936
ELISE SABOROVSKY, alemã,
também conhecida pelo apelido de "Sabo",
foi presa no Rio de Janeiro após a Intentona
Comunista e, em 1936, deportada para a Alemanha,
juntamente com OLGA BENÁRIO. Elise era
mulher de Henry Berguer.
Adalgisa Cavalcanti
Presa pela primeira vez
em 1936
Foi comunista a primeira deputada estadual de
Pernambuco
Nascida em Canhotinho - PE, em 28 de julho de
1905, filha de pequenos criadores e proprietários
de terra. Como a mãe houvesse falecido,
aos 11 meses ela é adotada pelos tios,
com os quais passa a residir. O tio, plantador,
criador e funcionário público,
anti-religioso como a esposa, era político
e, conforme nos diz Adalgisa, acompanhava sempre
o Governo, embora simpatizasse com a Oposição,
coisa que escondia, evidentemente.
Em 1934, teve os primeiros contatos com a literatura
marxista, que, conforme confessa, era para ela
de difícil compreensão. Só
havia feito o curso primário, mas o Partido
a instara a estudar um pouco mais, e durante
alguns meses ela foi ajudada nesse particular
por um professor, amigo.
Perseguida por suas idéias e por seu
trabalho junto ao Partido, ela foi presa pela
primeira vez em 1936. Respondeu a processo,
foi condenada, passou quatro meses na Colônia
Penal do Bom Pastor. Ao sair dali, viveu na
clandestinidade, até a legalização
do Partido, com o fim do Estado Novo. Passa
então a integrar o Comando do Diretório
dos Comunistas em Pernambuco e se torna sua
candidata preferencial.
Em junho de 1954 ela confessa ter sido presa
nove vezes. Em nenhuma dessas prisões
sofreu tortura ou espancamento, como acontecia
com outros membros do Partido, mas somente "provocações
e ofensas morais", às quais respondia
à altura, como confessa. Ao todo, segundo
testemunho de sua sobrinha, por vinte vezes
Adalgisa sofreu a humilhação da
prisão. Adalgisa que se casou em 1922,
que nunca teve filhos, tornou-se deputada em
1947: teve 2.298 votos, superando assim vários
candidatos de outros partidos influentes. Adalgisa
Rodrigues Cavalcanti foi uma parlamentar atuante.
Ao todo, Adalgisa Cavalcanti esteve presa durante
vinte períodos, segundo afirmou na sessão
da Assembléia que a homenageou, no dia
15 de setembro de 1997, sua sobrinha, Luciene
de Freitas Brito.
Noemia Mourão- 1936
Di Cavalcanti casa-se
com a pintora Noemia Mourão e, em 1932,
publica o álbum “A Realidade Brasileira”
uma série de 12 desenhos satirizando
o militarismo da época. Em 1936, esconde-se
na ilha de Paquetá e é preso com
Noemia. Em 1938 passaram a morar em Paris, porém
quando retornaram ao Brasil, ocorre novamente
a prisão no Rio de Janeiro.
Carmen de Alfaya- 1937
CARMEN DE ALFAYA, Argentina,
casada com RODOLPHO JOSÉ GHIOLDI, após
a Intentona Comunista foi presa e, durante a
II Guerra Mundial, deportada para a Argentina,
onde vivia em 1993.
Raquel de Queiroz 1937
Presa em 1937
Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará,
em novembro de 1910.Viveu parte de sua infância
na capital do estado e parte, no interior, na
fazenda dos pais. Depois da seca de 1915, que
atingiu a propriedade familiar, mudou-se para
o Rio de janeiro, onde ficou por pouco tempo,
transferindo-se para o Belém do Pará.Ingressou
no jornalismo como cronista, em 1927. Em 1930,
lançou seu primeiro romance O Quinze
que recebeu o primeiro prêmio, concedido
pela Fundação Graça Aranha.
Em 1931, veio ao Rio de Janeiro para recebê-lo,
onde travou contato com o Partido Comunista
Brasileiro. Nos anos seguintes, participou da
ação política de esquerda,
pela qual foi presa em 1937. Sem abandonar a
ficção, continuou colaborando
regularmente com jornais e revistas, dedicando-se
à crônica jornalística,
ao teatro e à tradução.
Nos anos 60, suas posições políticas
ficaram cada vez mais conservadoras, a ponto
de ter sido uma das poucas figuras intelectuais
que apoiou indiscriminadamente o regime militar.
Em 1977, rompendo velho tabu, foi a primeira
mulher a ingressar na Academia Brasileira de
Letras.’
Eneida de Moraes
Ela esteve presa em Ilha
Grande, uma das piores fases de sua vida.
O que era a prisão para mulheres militantes,
simpatizantes ou companheiras de maridos, pais,
noivos ou amigos envolvidos de algum modo com
o PC, relata-nos Eneida de Moraes, escritora
paraense, autora de Aruanda e de Cão
da Madrugada.
Em Aruanda, Eneida conta como a solidariedade
mantinha otimista o bando de mulheres que enchia
pavilhões e celas em prisões do
Brasil do Estado Novo. Apesar do espaço
diminuto, demasiado quente no verão,
demasiado frio no inverno, que eram obrigadas
a ocupar, sempre lembrando, em meio ao silêncio
e à angústia, "que a vida
lá fora devia andar linda". Em turnos
alternados, faziam ginásticas. Escreviam
desabafos sobre as paredes. Cantavam, contavam-se
histórias, falavam de suas famílias,
dos filhos pequenos que haviam deixado (onde
estariam eles agora, quem estaria cuidando deles?),
repartiam umas com as outras o saber de que
dispunham. Como uma certa Valentina, que ensinava
Inglês às colegas. Como Nise Silveira,
que dava lições de Psicologia,
num Pavilhão das Primárias, no
Rio. E Eneida escreve:
"De um lado e do outro da sala, enfileiradas,
agarradas umas às outras, vinte e cinco
camas. Quase presas ao teto, quatro janelas
fechadas por umas tristes e negras grades. Encostada
à parede, uma grande mesa com dois bancos.
Ao fundo da sala, os aparelhos sanitários.
Por maior que fosse nossa luta para mantê-los
limpos e desinfetados, nunca conseguimos fugir
do cheiro forte que exalavam”.
"Na casa de Detenção éramos
sete mulheres numa cela. Resolvemos dar uma
certa organização aqui, criando
um sistema de vida tão disciplinado que
não sentíssemos tanto a prisão
(...) Tínhamos hora de estudo, de aula,
de lazer, de ginástica, de cuidados com
a higiene local etc. O que eu sabia ensinar
ensinava: Francês, Biologia, noções
de Higiene”.
"Vinte e cinco mulheres, vinte e cinco
camas, vinte e cinco milhões de problemas.
Havia louras, negras, mulatas, morenas; de cabelos
escuros e claros; de roupas caras e trajes modestos.
Datilógrafas, médicas, domésticas,
advogadas, mulheres intelectuais e operárias.
Algumas ficavam sempre, outras passavam dias
ou meses, partiam, algumas vezes voltavam, outras
nunca mais vinham”.
Os verdugos fascistas conduzem as mulheres ao
local de
fuzilamento. Gestapo em Liepaja, em dezembro
de 1941.
Clara Scharf- Por volta de 1950
Clara Scharf amargou sua
primeira prisão política ainda
nos tempos de Getúlio Vargas. Após
o golpe militar de 1964, o companheiro de Clara,
Carlos Marighela, foi assassinado “no
auge da tortura” e ela, cassada por dez
anos, passou para a clandestinidade.
Militância
Feminista
desde os anos 50, Clara Scharf acha que a situação
da mulher “mudou muito”. Mas lembra
que "continuam a existir, infelizmente,
o machismo, a discriminação e
a desigualdade entre homem e mulher”.
Com um riso cheio de energia que não
denuncia os 78 anos de idade, comenta: “O
bonito é que as mulheres nunca pararam
de lutar e por isso elas mexem com o ser humano”.
Clara
foi filiada ao Partido Comunista Brasileiro
de 1945 a 1960 e entre os "períodos
mais difíceis da vida" cita a fase
final do governo Getúlio Vargas, nos
anos 50. Teve a casa invadida e destruída
no governo Jânio Quadros, mas o que considera
"o pior" ocorreu nos chamados "anos
de chumbo", que culminaram, para ela, com
o assassinato do companheiro em 1969 e com os
nove anos de exílio que se seguiram.
“Começaram a prender, matar e torturar
já na antevéspera do endurecimento
da ditadura militar, por volta de 1968. Foi
uma coisa infame, com todas as prisões,
torturas e mortes, e ninguém podia se
manifestar, só na clandestinidade",
lembra Clara.
No
depoimento à Rádio Nacional da
Amazônia, ela também lamentou não
ter sido mãe: "Não me foi
possível ter uma vida familiar durante
as ditaduras". Mas Clara Scharf ajudou
a criar o filho do companheiro, Carlinhos Marighela,
"que está vivo e cujos filhos eu
considero meus netos". Na opinião
da feminista, "tudo o que você faz
em defesa do ser humano, é vida; a paz
é vida, desde que esta paz defenda a
saúde, a liberdade, a terra e os direitos
humanos: tudo que afeta a vida tem a ver com
a segurança humana”.
Fonte Parcial:- Radiobras -05/07/2004
Rosa Parks- Presa em 1955
Em 01 de dezembro de 1955, Rosa Parks se recusou
a dar seu lugar em um ônibus sob o regime
de leis em segregação racial à
um homem branco no estado de Alabama na cidade
de Montgomery. Sua prisão alavancou um
boicote em Montgomery que culminou com o sucesso
da dessegregação racial em todos
os ônibus dos Estados Unidos.
Rosa Parks recebeu várias nominações
e prêmios por sua coragem. Ficou conhecida
como a "Mãe do Movimento pelos Direitos
Civis" nos Estados Unidos. Em 1996, ela
recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade
e em 1999, recebeu a Medalha de Ouro do Congresso
Norte Americano.
Naíde Teodósio- Presa em 1964
Professora Naíde
Teodósio, outro extraordinário
exemplo de mulher pernambucana, professora,
pesquisadora de renome, cientista, presa em
1964 por ter trabalhado para o Governo de Miguel
Arraes.
Fonte de Pesquisa
1. Eneida, Aruanda, José Olympio, Rio
de Janeiro, 1957.
Hilda Gomes da Silva- Presa em 1968
“Hilda Gomes da Silva foi presa com os
dois filhos e o bebê de quatro meses.
Esposa de Virgilio Gomes da Silva, ex-operário
da indústria química e dirigente
da ALN. Diretor do Sindicato dos Químicos,
depois de ter sido preso, Virgilio foi para
o Uruguai, onde ficou quase um ano. A partir
de 1968, a vida familiar deixou de ser tranqüila.
O pai vivia clandestino, passava dia sumido
e eles mudavam de casa muito freqüentemente.
Até que Virgilio decidiu providenciar
a saída de sua mulher e filhos do país.
Conforma declarou um dos filhos, lembra-se que
a casa foi invadida por policiais que procuravam
por seu pai. Arrebentando tudo. Não sobrou
nada... A data provável da morte de Virgílio
é 29 de setembro, segundo depoimento
de companheiros presos no mesmo período.
Embora a família ainda não soubesse,
ele já estava morto quando foram encontrados
em São Sebastião.
As três crianças foram levadas
ao Juizado de Menores no bairro do Tatuapé.
Somente dois meses depois de sair do juizado
é que souberam que a mãe estava
no presídio Tiradentes. Ela ficou presa
por nove meses, dos quais boa parte incomunicável.
Um dos requintados instrumentos de suas sessões
de tortura eram as gravações da
tortura do próprio marido. Após
a mãe ser solta, em 1970, a família
tentou por algum tempo levar uma vida normal,
mas sofreu perseguições. A situação
complicou-se e, sem emprego, Hilda resolve ir
embora com os filhos.
Saíram do Brasil em março de 1972”.
Fonte de pesquisa:- *Rose Spina é subeditora
de Teoria & Debate.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro-Presa em 1968
pelo Dops.
Maria Augusta Carneiro Ribeiro (“Guta”,
“Zaza”)
Nascida em 1947, à
mineira de Montes Claros foi aos EUA em 1964,
num intercâmbio de estudantes.
Ao regressar, ingressou na Faculdade Nacional
de Direito e foi participar do movimento estudantil
no Centro Acadêmico Candido de Oliveira,
o "CACO", iniciando sua militância
no PCB.
Defensora da luta armada ingressou na Dissidência
do PCB na então Guanabara (DI/GB), mais
tarde transformada no MR-8. Em Out 68, foi presa
pelo DOPS.
Em 06 Set 69, foi a única mulher dentre
os 15 militantes comunistas banidos para o México,
em troca da vida do embaixador dos EUA, que
havia sido seqüestrado dois dias antes.
Do México, foi para Cuba, onde fez um
curso de guerrilha. Em Nov 72, já morando
no Chile, participou de uma assembléia
do MR-8, que terminou num "racha":
de um lado os "massistas", que continuaram
(e até hoje continuam) com a sigla MR-8,
e do outro, os "militaristas", defensores
da continuação da luta armada,
que adotaram a sigla "MR-8/CP", de
"Construção Partidária".
Este último grupo, mais radical, teve
a liderança de "GUTA" e de
Vladimir Palmeira, mas veio a dissolver-se no
ano seguinte.
Passou pelos seguintes países: Itália
(onde fez uma cirurgia dentária), Argélia
e Suécia, onde teve um filho e formou-se
em Pedagogia pela Faculdade de Artes e Ciências
da Universidade de Upsala.
Regressou ao Brasil após a anistia de
1979 e foi trabalhar na Companhia Vale do Rio
Doce.
Em 1999, trabalhava com seu marido na Editora
da Rio Graphis.
Em 2002, era a diretora de Produção
e Comercialização da Fundação
Santa Cabrini, um órgão da Secretaria
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro,
que atua no sistema prisional. Em 08 Jan 03,
a ex-guerrilheira foi nomeada Ouvidora Geral
da Petrobrás.
Tiana-1969
Ela tinha sido da Juventude
Universitária Católica (Equipe
Nacional) já tinha se desligado da Ação
Popular e não encontrava acolhida nas
organizações existentes, (ALN).
Um amigo, no entanto, destruiu tudo o que havia
de documentos, pois estava no apogeu do AI 5,
(Ato Institucional do Governo Ditatorial). No
entanto, restaram o último documento
da ALN e o retrato que Tiana, havia presenteado
este amigo, com seu nome atrás. Estava
evidente não só que iam prendê-la.
A dor dessa mãe em deixar o filho que
amamentava foi muito grande... O Amigo, Tiana
e o marido foram levados ao DOPS, numa sala
de tortura. Ela foi torturada na frente do esposo,
no pau-de-arara. Ela estava relaxada, fruto
das técnicas de Ioga, PERCEBENDO, o mandante
das torturas começou a denunciar isso
pedindo para aumentar a intensidade dos choques.
Sua experiência como torturador o levou
à conclusão de que pessoas com
exercício de técnicas orientais
agüentavam mais a tortura e as dores. Tiana
não respondia nada. Apenas rezava o Credo
inúmeras vezes, até não
agüentar mais e desmaiar.
Lucia Murat
“Eu vivi a geração
anos sessenta, vivi a ditadura, eu fui presa,
e isso me marca. Eu não vou negar a minha
vida nem as minhas preocupações.
A minha preocupação é política,
no sentido mais amplo do termo. O problema é
que a política foi reduzida a uma disputa
eleitoreira e marketeira e as pessoas não
querem entender o conceito de política
no seu sentido mais amplo, filosófico,
de idéias.
Eu vivi uma geração que foi a
geração da utopia. A minha filha
estava lendo sobre os anos sessenta e aí
ela falou ‘pô, assim até
eu’. Eu não fui à frente
de meu tempo, eu fui parte de do meu tempo,
com muito orgulho. A geração 68
botou para quebrar em muitos sentidos, foi à
revolução sexual, o costume, o
modo de viver e se vestir. E tinha a utopia
de um novo mundo, uma coisa muito mais aberta
do que apenas de esquerda e direita. Mesmo que
no Brasil a situação da ditadura
não levasse a uma discussão tão
radicalizada como foi na França, a gente
discutia também”.
Fonte:- http://www.cenaporcena.com.br/entrevista3.asp
Vera Sílvia Magalhães –
1970 (Loura dos Assaltos)
Talvez a mais famosa -
entrou para a memória coletiva por conta
de uma façanha: o seqüestro do embaixador
dos Estados Unidos da América, Charles
Burcke Elbrick, a 4 de setembro de 1969. Era,
então, a Dadá, da Dissidência
Comunista da Guanabara, mais conhecida como
MR-8, e atendia, para a mídia e para
a repressão política, pelo apelido
de "Loura dos assaltos", justo a que
viria a ser mulher de Fernando Gabeira.
Uma mulher charmosa, chique e irreverente socióloga
e economista Vera Sílvia Magalhães,
em 1996, lotada na sala 518 da Secretaria de
Planejamento e Controle do Estado do Rio, onde
exercia a função de planejadora
urbana. Vivia até 96, num apartamento
amplo da Praia do Flamengo, onde mais uma vez
estava se recuperando dos problemas de saúde
que atribui ao tiro que levou quando foi capturada
(a Seis de março de 1970) e às
torturas que sofreu nos três meses em
que amargou a condição de presa
política. Ela ainda vibra por dentro
quando lembra uma resposta que deu aos torturadores
em plena aflição, pendurada no
pau-de-arara e tomando choque elétrico:
"Minha profissão é ser guerrilheira".
O seqüestro do embaixador americano visava
marcar posição, assustar a ditadura
e, principalmente, libertar os presos políticos,
entre eles os líderes estudantis Vladimir
Palmeira e José Dirceu. Vera foi responsabilizada
pelo levantamento de tudo o que cercava o embaixador
Elbrick.
Eleonora Menicucci Oliveira- 1970
Eleonora Menicucci de
Oliveira e Ricardo Prata Soares, ambos então
militantes da Polop (Política Operária),
vindos de Minas Gerais, viviam em São
Paulo na clandestinidade, quando, em 1970, Ricardo
foi preso. Eleonora foi presa no dia seguinte
com a filha Maria de um ano e meio, quando se
dirigia à casa de um tio, para que este
a levasse a Minas para viver com a avó.
Durante o período em que esteve no aparelho
de repressão, Maria não ficou
na cela com a mãe. Vez e outra era levada
à presença de Eleonora. Seu aparecimento
era sempre um elemento de ameaça na tortura
de sua mãe.
Ao ser encontrada pela família, foi levada
para Belo Horizonte, onde morou com a avó
até 1974, quando seus pais saíram
da prisão. No período em que os
pais estiveram presos em locais separados, à
mãe no Hipódromo e o pai no Carandiru,
a situação incômoda e constrangedora
era dupla.
Dulce Maia-1970
Dulce Maia, militante
da VPR que participou de assaltos à banco
e atentados a bomba. Irmã da unanimidade
nacional Carlito Maia, foi das primeiras mulheres
a pegar em armas - em ações de
absoluto atrevimento - e é hoje, recém-emigrada
para a deliciosa Cunha (SP), uma prova viva
de que esse tempo horrível, como definiu
o presidente Fernando Henrique Cardoso, realmente
existiu. Dulce constata o fato recente de que
a guerrilha está aí, revisitada,
e desta vez na ofensiva, cobrando do Estado
reparações morais e indenizações
por conta de seus mortos e desaparecidos, entre
eles quase meia centena de mulheres.
A Lei 9.140, que propiciou essa virada de página,
foi sancionada no ano passado por um presidente
da República que algumas vezes viu de
perto, visitando presos políticos, o
estado degradante a que os torturadores da ditadura
reduziam os "terroristas" presos,
reservando, às mulheres, requintes de
crueldade sexual. Dulce Maia, um misto de agitadora
cultural e guerrilheira urbana da organização
Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
foi uma das presas a receber a visita do sociólogo
Fernando Henrique Cardoso nos idos de 1969
Maria do Carlo Brito – Presa em 1970
Nos dias 16/04/70 e 18/04/70
foram presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti
e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da
Vanguarda Popular Revolucionária (VPR),
uma das organizações comunistas
que seguia a linha cubana.
Ao serem interrogados os dois informaram que
desde janeiro, a VPR, com a colaboração
de outras organizações comunistas,
instalara uma área de treinamento de
guerrilhas, na região de Jacupiranga,
próxima a Registro, no Vale da Ribeira,
no Estado de São Paulo, sob o comando
do ex-capitão do Exército, Carlos
Lamarca.
Dilma Vana Rousseff–
Presa em 1970 em São Paulo
Ou ("ESTELA", "LUIZA", "PATRICIA",
"WANDA")
- Em 1967, era militante
da Política Operária (POLOP),
em Minas Gerais, junto com seu marido, Claudio
Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio",
"Lobato"). Saiu da POLOP e, também
com seu marido, ingressou no Comando de Libertação
Nacional (COLINA), tendo sido eleita, em Abr
69, quando atuava na então Guanabara,
membro do seu Comando Nacional.
- Acompanharam a fusão entre o COLINA
e a Vanguarda Popular Revolucionária,
que deu origem à Vanguarda Armada Revolucionárias
Palmares (VAR-P). Em Set 69, participou como
convidada - só com direito à voz
- do I Congresso da VAR-P, realizado numa casa
em Teresópolis. Nessa ocasião,
Darcy Rodrigues, um ex-sargento do Exército
oriundo da VPR, tentou agredi-la, sob a ameaça
de Dilma não mais poder participar das
ações armadas. Na ocasião,
recebeu a proteção de Carlos Franklin
Paixão de Araújo e com ele foi
viver e militar no Rio Grande do Sul e, logo
depois, em São Paulo, onde foi presa
em 16 Jan 70.
- Foi Secretária de Estado de Minas,
Energia e Comunicações do Governo
do Rio Grande do Sul.
-E Ministra das Minas e Energia.
Vera Silva Araújo-Presa em 1970
VERA SILVIA ARAUJO MAGALHÃES
(“ANDREIA”, "CARMEN",
"MARTA", "ANGELA", "DADA")
- Organização Terrorista: MR-8
- Em Abr 69, participou da III Conferência
do MR-8
- Em 16 Fev 69, participou do seqüestro
do Embaixador dos EUA. (Ver "Recordando
a História)
- Em 16 Fev 70, estouro do "aparelho"da
Rua Montevideu, 391/201, Penha-GB, baleado o
policial Daniel Balbino de Menezes, fugiu com
outros terroristas.
- Em 06 Mar 70 foi presa, levando um tiro de
raspão na cabeça. Falou bastante.
- Em 15 Jun 70, foi um dos 40 militantes comunistas
banidos para a Argélia, em troca do Embaixador
da Alemanha, seqüestrado em 11 ii Jun 70,
no Rio de Janeiro, pela VPR e ALN ( Ver "Recordando
a História)
- Em 78, em Paris nasceu seu filho Felipe.
- Atualmente, integra a ONG Alto -Lapa –Santa.
Beth Mendes-Presa em 1970.
Elizabeth
Mendes de Oliveira (“Rosa” –
Bete Mendes)
- Era militante da Vanguarda Armada Revolucionária
Palmar (VAR-P) em São Paulo.
Atuava no Setor de Inteligência e não
foram poucas as reclamações de
diversos dirigentes dessa organização
comunista de que, em vez de bem desempenhar
suas funções, costumava levar,
para dentro do seu setor, seus próprios
problemas pessoais.
- Foi presa em 29 Setembro 70.
- Em Ago 85, já como deputada federal,
enviou uma carta ao então Presidente
da República, José Sarney, denunciando
que, 15 anos antes, havia sido torturada pelo
então adido do Exército no Uruguai,
Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra.( Ver Revanchismo)
- Atualmente, é artista da TV GLOBO e
presidente da FUNARJ, nomeada pelo ex-governador
GAROTINHO.
Até onde poderia chegar à injustiça?
Safiya Yakubu Hussaini- 2001
Safiya (Safiyatu ou Sufiya)
Yakubu Hussaini nasceu em 1966, casou aos doze
anos e, aos 35 anos de idade, ou seja, em 2001,
foi condenada à morte pelo tribunal islâmico
de Gwadabawa no estado de Sokoto. Segundo a
lei vigente nesse estado, qualquer pessoa pode
ser condenada à morte se for comprovado
ter cometido adultério.
Para a lei islâmica, pode decorrer o período
de até sete anos desde o momento da concepção
até o nascimento da criança sem
que a gravidez configure crime de adultério.
Safyia teve o quinto filho após um ano
de divorciada e estaria, portanto, acobertada
pela lei.
Em 18 de março de 2002, Safiya foi inocentada,
principalmente porque o tribunal considerou
que o crime, o adultério cometido, fora
praticado em 1998, antes de a Sharia ser introduzida
no estado de Sokoto.
Amina Lawal Kurami -2002
Em 22 março de
2002, pouco depois de Safiya Hussaini ter a
sua sentença de morte anulada, Amina
Lawal Kurami, 30 anos, divorciada, mãe
de três filhos foi julgada e condenada
à morte também por apedrejamento.
Ela foi considerada adúltera pelo tribunal
religioso da cidade de Bakori, estado de Katsina,
pois não estava casada no momento em
que concebeu a filha Walisa. No primeiro julgamento,
Amina não teve assistência de um
advogado. Em 19 de agosto de 2002, uma corte
rejeitou o primeiro pedido apelação
contra a sentença de morte. Nova apelação
foi encaminhada para uma corte superior.Em 25
de setembro de 2003, o Tribunal Islâmico
de Katsina anulou a sentença de morte,
por apedrejamento, de Amina Lawal Kurami.
Projeto zaP! Zelo, amor e Paz!
Trabalho de Pesquisa desenvolvido para o Pojeto
zaP! Pela Humanista, Jornalista, Pesquisadora,
Escritora e Idealizadora do zaP:- Elizabeth
Misciasci