Aceno
Antonio
Manoel Abreu Sardenberg
No
aceno do adeus a dor
De quem fica e de quem vai.
Medo, dúvida, pavor,
Que o retorno desse amor
Não se dará nunca mais.
No aceno do adeus, tristeza,
O nó seco na garganta,
A certeza da incerteza
De uma dúvida que é
tanta
Que veio, assim, de repente,
Numa breve despedida
De ternura quase santa!
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