| Acreditando
que consumindo drogas estará dentro
do modismo que é a grande "onda”
às vezes, sem orientação,
experiência e em alguns casos até
mesmo por vaidade, pessoas desnorteadas, abrem
espaços pra atrair platéias...
Pois existe a necessidade de ser "o cara"
ou "a mina".
Encarnando
um personagem, maquiando a personalidade fraca
que tenta disfarçar, (e que pode atingir
várias faixas etárias, não
só os jovens e adolescentes) muitos
fazem uso delas, para fugir de si próprio.
Traçar um perfil das razões
que possam levar um ser humano a cometer tamanha
barbárie com sua vida, a vida de seus
familiares e amigo querido é difícil,
mais sofrer cruelmente as conseqüências
da dependência que rapidamente se adapta
no organismo, isso sim é fácil.
Um tempo atrás, entrevistando um usuário
de drogas e um ex-dependente químico,
conclui que de comum em ambos, existia na
fase que antecedia o consumo, a certeza de
que aquele tipo de conduta era o que sempre
os colocava "pra cima", momento
em que as dificuldades passavam a ser coisas
do passado...
Em nenhum momento, existia a menor possibilidade
de se vislumbrar a míngua, mesmo porque
para estes, o acesso ao "avião"
(avião é a pessoa que serve
de ponte entre o traficante e o usuário)
tendo em espécie o suficiente para
a compra, era ter os "instrumentos necessários
à mão".
Vivendo de uma realidade imaginária,
relataram que sob os efeitos proporcionados
pelas drogas, sempre "antenados"
sentiam que possuíam o poder sobre
todas as coisas, como se fossem os guardiões
das portas do céu e na inadmissível
ausência, era impossível controlar
uma descompassada irritação.
Irritação esta, que transformada
em violência, levou muitos aos cárceres
e a morte.

Acreditar que sem ofertar prevenção
antes que o agente pule em um abismo, pensar
que este tipo de problema só acontece
com os outros nunca em nossos lares estruturados,
ensaiar formas de “fazer vista grossa”
ensejando se ter criada imaginação
fértil gerada por nossos medos é
arriscado. Não admitir que possa estar
ocorrendo algo incomum para não enfrentar
um drama, ignorar pensando que é apenas
uma fase temperamental ruim, patrocinar recompensas
para “tapar” culpabilidades, é
extremamente perigoso.
Bem
como improvisar discursos incoerentes dentro
do âmbito vivenciado, enfim, produzir
situações acreditando que desnecessário
se faz buscar ajuda, que com a fala pretensiosa
não se perde a deixa e se muda por
si só a destrutiva realidade, é
pedir para continuar “perdendo”
com a tendência de se ver agravar cada
vez mais o que já esta danificado.
Tratar
um dependente químico, não é
disfarçar que seu problema pode ser
comparado a um simples resfriado. Lidar com
um ser altamente viciado, não é
“desafiar” medir força
e autoridade para ver quem pode mais. Cuidar
de um (a) drogado (a) requer que se esteja
sempre acordado, mesmo que este seja alguém
que um dia muito lhe amou.
Vivenciar
com usuário (de qualquer tipo de drogas)
é um desafio é conviver e sobreviver
com um “estranho” e, por mais
difícil que seja aceitar, o problema
necessita ser tratado conforme a sua extensão.
Nada é impossível nem irrecuperável,
porém, não se pode brincar de
ser “Deus” pois quem reage assim,
precisa repensar sua visão de mundo.
Dizer não ás drogas, NÃO
BASTA!

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