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Consumo de álcool na adolescência

Por: Elizabeth Misciasci

 

Entendendo ser um passaporte para a fase adulta, muitos jovens estão aderindo o consumo de bebidas alcoólicas cada vez mais precocemente.

Muitos, já aos 11(onze) anos de idade, encaram suas "goladas" passando para o primeiro, segundo, terceiro... copo de cerveja, para posteriormente substituir por uma bebida "mais quente".

Jovens e o consumo de bebidas alcóolicas

   

Como se não bastasse, os lançamentos estilo "ices" parecem sob medida para essa faixa etária o que aparentemente inofensivo, acaba por estimular ainda mais o hábito. O início do consumismo na adolescência é um fator grave que necessita de atenção e seriedade.

Normalmente, o adolescente na puberdade, demonstra um desinteresse familiar, pois este é substituído pelos amigos, fator normal em virtude das próprias transformações da idade.

Quando do primeiro contato com a bebida alcoólica, a maioria dos jovens percebem que conseguem se soltar e mais desinibidos, vão conquistando com maior facilidade amigos e garota (o)s, já integrado em um processo que aos poucos vai se tornando rotineiro, quando não bebe no seu círculo de amigos, inevitavelmente se sente "desturmado" já que naquele momento, de certa forma não esta atuando em prol do modismo (fator que contribui e muito para a ingestão de bebidas).

Como um instrumento de interação social, regado pela imaturidade óbvia, o álcool passa a representar o elemento necessário que do seu ponto de vista, (do adolescente) é o "remédio" para curar suas fraquezas e inseguranças.


Mais resistente o organismo na puberdade, os sintomas da dependência, são bem diferentes dos adultos.

O que no adulto, se caracteriza pelos sinais físicos como tremor, fala enrolada, dificuldade em se locomover com firmeza, já no adolescente, se apresenta com outras características como as mudanças de comportamento.


Por mais que se tenha a vontade de punir ou cobrar-lhe verbalmente, o momento e a forma de efetuar as respectivas cobranças, necessitam de muito tato (embora difícil, diante de alguns casos mais graves).

 

Jovens e o consumo alcóolico


Como ajudar?

Falar em tom de repreensão, poderá apenas agravar o problema, uma vez que já necessitando do álcool como subsídio para sua sobrevivência, o adolescente inconsciente esta precisando de ajuda.

Se ele entender que sua ajuda esta vindo em forma de punição, com toda a certeza, irá se defender e levando-se em conta todo o histórico familiar, mas a própria personalidade do jovem ou os reflexos que a bebida modifica em seu comportamento quando ingerida, sua defesa poderá chegar a ser violenta.

-Faça uma avaliação das mudanças, como por exemplo:- notas baixas, queda do rendimento escolar em atividades extracurriculares, trocas de amizades (qual o perfil destes amigos novos) com freqüência e agressividade...

E, com cautela, demonstre seu interesse em compreender estas mudanças que são inegáveis, pois esta já será uma forma de cercear qualquer defesa que o adolescente possa querer usar a seu favor. Procure analisar se esta com problemas amorosos, ou enfrentando um quadro depressivo, se tem opções de laser diversificadas e quai?s são, se se destaca por alguma qualidade (artes, esportes, estudos, garota (o)s.

Acompanhe de perto seu dia-a-dia, se possível leve e vá buscá-lo nas festinhas ou "baladinhas" ofereça carona aos amigos (se já dirige, mesmo sendo contrário ao que as leis determinam infelizmente uma conversa não ira resolver um problema que já passa a se apresentar mais sério uma vez que esta colocando em risco sua vida e a vida de outros...)

Há casos, em que só um tratamento adequado com um profissional poderá avaliar e cuidar do problema. Porém, antes que isso ocorra estabeleça uma relação de diálogo aberto e de muita cumplicidade. Se dentro de uma família, a criança cresce vendo o pai/mãe tomando um "pró-seco) pra relaxar, poderá assimilar que a única forma de lidar com as dificuldades é ingerindo o álcool. Do álcool, para outras drogas é um pulo rápido que sem acompanhamento ou percepção, pode arrastar um jovem e toda uma família para um longo período de calvário ou para um abismo sem volta.

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