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Como
se não bastasse, os lançamentos
estilo "ices" parecem sob medida
para essa faixa etária o que aparentemente
inofensivo, acaba por estimular ainda mais
o hábito. O início do consumismo
na adolescência é um fator grave
que necessita de atenção e seriedade.
Normalmente,
o adolescente na puberdade, demonstra um desinteresse
familiar, pois este é substituído
pelos amigos, fator normal em virtude das
próprias transformações
da idade.
Quando
do primeiro contato com a bebida alcoólica,
a maioria dos jovens percebem que conseguem
se soltar e mais desinibidos, vão conquistando
com maior facilidade amigos e garota (o)s,
já integrado em um processo que aos
poucos vai se tornando rotineiro, quando não
bebe no seu círculo de amigos, inevitavelmente
se sente "desturmado" já
que naquele momento, de certa forma não
esta atuando em prol do modismo (fator que
contribui e muito para a ingestão de
bebidas).
Como
um instrumento de interação
social, regado pela imaturidade óbvia,
o álcool passa a representar o elemento
necessário que do seu ponto de vista,
(do adolescente) é o "remédio"
para curar suas fraquezas e inseguranças.
Mais resistente o organismo na puberdade,
os sintomas da dependência, são
bem diferentes dos adultos.
O
que no adulto, se caracteriza pelos sinais
físicos como tremor, fala enrolada,
dificuldade em se locomover com firmeza, já
no adolescente, se apresenta com outras características
como as mudanças de comportamento.
Por
mais que se tenha a vontade de punir ou cobrar-lhe
verbalmente, o momento e a forma de efetuar
as respectivas cobranças, necessitam
de muito tato (embora difícil, diante
de alguns casos mais graves).

Como ajudar?
Falar
em tom de repreensão, poderá
apenas agravar o problema, uma vez que já
necessitando do álcool como subsídio
para sua sobrevivência, o adolescente
inconsciente esta precisando de ajuda.
Se
ele entender que sua ajuda esta vindo em forma
de punição, com toda a certeza,
irá se defender e levando-se em conta
todo o histórico familiar, mas a própria
personalidade do jovem ou os reflexos que
a bebida modifica em seu comportamento quando
ingerida, sua defesa poderá chegar
a ser violenta.
-Faça
uma avaliação das mudanças,
como por exemplo:- notas baixas, queda do
rendimento escolar em atividades extracurriculares,
trocas de amizades (qual o perfil destes amigos
novos) com freqüência e agressividade...
E,
com cautela, demonstre seu interesse em compreender
estas mudanças que são inegáveis,
pois esta já será uma forma
de cercear qualquer defesa que o adolescente
possa querer usar a seu favor. Procure analisar
se esta com problemas amorosos, ou enfrentando
um quadro depressivo, se tem opções
de laser diversificadas e quai?s são,
se se destaca por alguma qualidade (artes,
esportes, estudos, garota (o)s.
Acompanhe
de perto seu dia-a-dia, se possível
leve e vá buscá-lo nas festinhas
ou "baladinhas" ofereça carona
aos amigos (se já dirige, mesmo sendo
contrário ao que as leis determinam
infelizmente uma conversa não ira resolver
um problema que já passa a se apresentar
mais sério uma vez que esta colocando
em risco sua vida e a vida de outros...)
Há
casos, em que só um tratamento adequado
com um profissional poderá avaliar
e cuidar do problema. Porém, antes
que isso ocorra estabeleça uma relação
de diálogo aberto e de muita cumplicidade.
Se dentro de uma família, a criança
cresce vendo o pai/mãe tomando um "pró-seco)
pra relaxar, poderá assimilar que a
única forma de lidar com as dificuldades
é ingerindo o álcool. Do álcool,
para outras drogas é um pulo rápido
que sem acompanhamento ou percepção,
pode arrastar um jovem e toda uma família
para um longo período de calvário
ou para um abismo sem volta.

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